<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818</id><updated>2011-10-15T11:37:36.331+01:00</updated><title type='text'>BOOK'S CAT</title><subtitle type='html'>*** MAGIC LIBRARY - THE BOOKS OF MY LIFE - THE LIFE OF MY BOOKS

*** BIBLIOTECA DO GATO - OS LIVROS DA MINHA VIDA - A VIDA DOS MEUS LIVROS</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bookscat.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>284</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-2630108908278743443</id><published>2011-05-10T11:29:00.006+01:00</published><updated>2011-05-10T11:43:14.086+01:00</updated><title type='text'>DE METAMORFOSE EM METAMORFOSE: A MAGIA SOBREVIVE EM LIVRO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-p3zru7BowQg/TckWAmGT8CI/AAAAAAAABVE/9ruEaGcAXbc/s1600/mil%2Be%2Buma%2Bnoites-1-book.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 277px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-p3zru7BowQg/TckWAmGT8CI/AAAAAAAABVE/9ruEaGcAXbc/s400/mil%2Be%2Buma%2Bnoites-1-book.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5605035410722123810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-YpQFEAtOcV0/TckVpW72lMI/AAAAAAAABU8/P-S9WUSkELk/s1600/collodi-1-book.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 248px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-YpQFEAtOcV0/TckVpW72lMI/AAAAAAAABU8/P-S9WUSkELk/s400/collodi-1-book.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5605035011514733762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desde «As Mil e Uma Noites» ao «Pinóquio» de Carlo Collodi, o mito da metamorfose existe, sob as mais variadas formas e abundância de pormenores, nas narrativas lendárias e nos contos de encantar.&lt;br /&gt;O génio da lâmpada, na história de Aladino, é alegoria à mudança, como é o gato das botas. Pinóquio, através de perigos e ciladas, e antes de assumir a sua identidade, crescem-lhe as orelhas e o nariz. O suspense de não (se) saber quem é, acompanha as metamorfoses da identidade ou fases alquímicas.&lt;br /&gt;O Diabinho dentro da Garrafa (retomado por Robert Louis Stevenson) é uma reminiscência da pedra filosofal, ou seja, a detenção (fechada) de um poder especial por parte de quem o possui.&lt;br /&gt;A pobreza da literatura dita realista reside na ausência de metamorfose e Kafka abriu com uma «Metamorfose» a porta à Idade Moderna.&lt;br /&gt;Mesa mágica (mesa encantada) que se enche de repente de iguarias, burro mágico que fazia moedas de ouro, pau mágico que se põe a bater sem ninguém lhe pegar: são histórias de encantar que se contam às crianças.&lt;br /&gt;O gato das botas que se veste de pagem vai, de metamorfose em metamorfose, de ludíbrio em ludíbrio, até casar com a filha do Rei. Ele simula a queda do pai ao rio, simula que o pai é aclamado pelo povo e quando chega a um gigante que se transforma em rato, o gato come-o. De metamorfose em metamorfose, de logro em logro, de simulacro em simulacro, a história do gato das botas é uma alegoria óbvia das fases alquímicas da mudança, que termina ( em mal ou em bem, conforme a perspectiva é materialista ou iniciática) com a posse do poder: casaram e foram muito felizes... O que é, evidentemente, outro logro, mas esse do próprio narrador, que não percebeu nada da simbologia alquímica da história que contou. Pelo som da flauta, Hamelin, o mago, consegue a metamorfose: havia ratos aos milhares na cidade, ele leva-os a afogarem-se. Havia crianças e ele, com a flauta, leva-as para um mundo diferente. A Bela Isabel é aos 16 anos que, cumprindo a profecia da Bruxa Má, se pica na Roca e se torna a Bela Adormecida. Vem a Fada Boa para a desencantar: a metamorfose, obviamente.&lt;br /&gt;À sua metamorfose alquímica dedica uma vida inteira o Dr. Jekil, até se transformar em Mr. Hyde e a Cinderela não se liberta enquanto não calça o sapato mágico (muda, ainda que efemeramente). O lobo traveste-se de avózinha para melhor comer o Capuchinho vermelho. O Patinho feio há-de um dia ser alguém diferente, apesar de feio.&lt;br /&gt;Restos quase irreconhecíveis da linguagem primordial, lendas e contos guardam ainda a estrutura informativa, o paradigma dessas origens. O mito da metamorfose, por exemplo, talvez o mais frequente da literatura que se classifica de fantástica por oposição a realista, aparece com a óbvia claridade do seu simbolismo alquímico. De mão em mão, de língua em língua, de mundo em mundo, de continente em continente, os contos e lendas de encantar (a magia foi a ciência dos tempos iniciais), as histórias de mudança, as metamorfoses, as iniciações diferentes ainda hoje servem de regalo a crianças e adultos, por mais que as traduções sucessivas, de idioma em idioma, tenham sido sucessivas traições.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-2630108908278743443?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://catbox.info/big-bang/' title='DE METAMORFOSE EM METAMORFOSE: A MAGIA SOBREVIVE EM LIVRO'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/2630108908278743443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/2630108908278743443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2011/05/de-metamorfose-em-metamorfose-magia.html' title='DE METAMORFOSE EM METAMORFOSE: A MAGIA SOBREVIVE EM LIVRO'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-p3zru7BowQg/TckWAmGT8CI/AAAAAAAABVE/9ruEaGcAXbc/s72-c/mil%2Be%2Buma%2Bnoites-1-book.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-6771129155155848914</id><published>2010-11-06T09:23:00.004Z</published><updated>2010-11-06T09:40:09.410Z</updated><title type='text'>O MEU AMIGO ARAÚJO FERREIRA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_G1kTe512-Ak/TNUhzgXglII/AAAAAAAAAhk/BimVApUT_HM/s1600/araujo+ferreira-2-book.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 288px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_G1kTe512-Ak/TNUhzgXglII/AAAAAAAAAhk/BimVApUT_HM/s400/araujo+ferreira-2-book.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536368485667476610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_G1kTe512-Ak/TNUheRuAN8I/AAAAAAAAAhc/nZmkOi1vrGw/s1600/araujo+ferreira-1-book.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 286px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_G1kTe512-Ak/TNUheRuAN8I/AAAAAAAAAhc/nZmkOi1vrGw/s400/araujo+ferreira-1-book.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536368120958040002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;1-5-&lt;ariadne7&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;24-11-1998&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS 7 MEDICINAS ALQUÍMICAS: DOIS PRECURSORES PORTUGUESES &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; CONTRIBUTO DE ARAÚJO FERREIRA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num livro que publicou, em 1975,  escrito à máquina e copiografado, o saudoso Araújo Ferreira indicou uma pista de pesquisa que este roteiro se honra de apontar e seguir.&lt;br /&gt;Num trabalho chamado «Energia Cósmica», Araújo Ferreira apresenta um conjunto de temas que a ciência académica ainda não assimilou nem assimilará tão cedo. Ou não assimilará nunca.&lt;br /&gt;Imagine-se o que palavras como as que se seguem pode suscitar nas prevenidas cabeças dos especialistas, que vêem sempre o mundo com o olho de trás: &lt;br /&gt;Ondas cósmicas&lt;br /&gt;Pirâmide de Keops&lt;br /&gt;Radiestesia&lt;br /&gt;Ondas de forma&lt;br /&gt;Casas assombradas&lt;br /&gt;Zonas de cancro&lt;br /&gt;Circuitos oscilantes&lt;br /&gt;Amuletos&lt;br /&gt;Fetiches&lt;br /&gt;Oscilações&lt;br /&gt;Vibrações&lt;br /&gt;Energia biológica&lt;br /&gt;Onas biológicas&lt;br /&gt;Vibrações biológicas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se aventurar a escrever sobre temas tão «estranhos», Araújo Ferreira socorre-se de alguns nomes franceses: René Barthélemy, Marcel Violet, Ménétrier, Gabriel Bertrand, Léon Vannier e, claro, do incontornável génio que foi George Lachovsky. &lt;br /&gt;Tem este texto um handicap insanável: está orientado no sentido de fazer a propaganda, na revista «Viver», que ele então dirigia, de um aparelho, o «Bio-Dynamics», criado pelo eng. francês Marcel Violet e que era suposto dever entrar no mercado português ao preço de 3.750$00.&lt;br /&gt;Mas se havia um óbvio interesse comercial no assunto, a verdade é o que o tema da bionergia fascinava Araújo Ferreira como fascina qualquer espírito que navegue nas águas da Naturologia e queira ir além da vulgaridade positivista da ciência académica oficial.&lt;br /&gt;Aliás, esse apelo da bionergia vinha do cultivo que Araújo Ferreira fez da Acupunctura.&lt;br /&gt;Ele quis traduzir em termos ocidentais a sabedoria da bioenergética chinesa. Só que, para a ciência ocidental, há dificuldades insuperáveis para conseguir estabelecer uma Bioenergética. E são elas:&lt;br /&gt;- o intrínseco e crasso materialismo de toda a ciência e de toda a sociedade ocidental&lt;br /&gt;- a divisão e subdivisão das ciências que tornam não só impossível como herética qualquer tentativa de síntese holística ( síntese que é a própria definição de Bionergética)&lt;br /&gt;- os preconceitos positivistas da ciência académica continuam a barrar qualquer caminho de abertura, no sentido quer macrocósmico quer microcósmico (ADN molecular)&lt;br /&gt;- A ausência de uma cosmobiologia ocidental, enquanto a bioenergética chinesa se abebera numa fonte que tem mais de 10 mil anos de existência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MATERIALISMO OCIDENTAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, a própria concepção do «Bio-Dynamics» - aparelho com que se pretendia «vitalizar» os alimentos e água de beber - já é, em si mesmo, resultado das limitações materialistas da ciência ordinária: a corrente eléctrica e os aparelhos que a utilizam, são uma parte - magnética e electromagnética - de todo o potencial vibratório e energético do ser humano.&lt;br /&gt;Araújo Ferreira foi dos primeiros a utilizar acupunctura eléctrica e laser no seu consultório mas também foi dos primeiros a fazer algumas críticas a essa «limitação materialista» que contrariava o espírito e a natureza da medicina tradicional chinesa.&lt;br /&gt;Quando Araújo Ferreira e Marcel Violet falam de bioenergia, estão a falar de energia electromagnética ou corpo físico. E o corpo físico é um dos 7 corpos energéticos que, segundo Rudolfo Steiner, constituem o potencial vibratório do ser humano.&lt;br /&gt;Os aparelhos eléctricos (todos os aparelhos utilizados em medicina alopática e naturopática) limitam e aprisionam o potencial vibratório do ser humano nesse primeiro corpo físico, separando-o dos outros e mutilando assim o ser humano potencialmente composto de corpo, alma e espírito.&lt;br /&gt;É como precursor da moderna cura alquímica ou iniciática que devemos apreciar Araújo Ferreira e não como aquele que se aproveita da obra feita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DA BIOQUÍMICA À ALQUIMIA DA VIDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo como produto comercial, não está provado que o «Bio-Dynamics» não tivesse todas as virtudes proclamadas de «vitalizar» água e alimentos...&lt;br /&gt;Na descrição dos metais, iões e eléctrodos que intervêm no aparelho, Araújo Ferreira acerta em cheio e as suas informações continuarão a ter pertinácia para uma ciência médica que queira abrir-se à actividade electromagnética da célula e que da bioquímica possa dar finalmente o salto para a alquimia da vida.&lt;br /&gt;O cobre - diz ele - é o mais importante dos metais catalíticos, com um papel insubstituível na formação da clorofila (plantas) e da hemoglobina do sangue.&lt;br /&gt;O magnésio influi sobre o tónus geral, consolida o esqueleto e regula o metabolismo do cálcio.&lt;br /&gt;Níquel e zinco são reguladores do sistema nervoso.&lt;br /&gt;Silício actua nos tecidos conjuntivos e cicatriciais, pâncreas, baço, fígado, suprarenais, problemas cardio-vasculares, cancro, arterioesclerose.&lt;br /&gt;Ouro e prata são antisépticos e em casos de doença bacteriana ou virótica.&lt;br /&gt;Vanádio age sobre a mineralização dos ossos e dentes.&lt;br /&gt;Cobalto age sobre o artritismo, a circulação, a anemia perniciosa e lesões neurológicas. &lt;br /&gt;Dos metais por ele citados, três são metais alquímicos: Cobre, Ouro e Prata. Faltou-lhe só citar Mercúrio, Ferro, Chumbo e Estanho para que ficasse completo o plantel dos 7 metais alquímicos.&lt;br /&gt;Talvez se considerem simplistas os termos em que Araújo Ferreira fala dos elementos catalíticos. &lt;br /&gt;Talvez: mas esses pressupostos levaram às 7 correntes mais importantes da medicina moderna:&lt;br /&gt;- Medicina do Terreno&lt;br /&gt;- Medicina Ortomolecular (Linus Pauling) &lt;br /&gt;- Medicina antroposófica (Rudolfo Steiner)&lt;br /&gt;- Oligoterapia (Ménetrier)&lt;br /&gt;- Gnose Vibratória e Alquimia da Vida (Etienne Guillé) &lt;br /&gt;- Medicina metabólica&lt;br /&gt;- Alquimia alimentar (Michio Kushi) &lt;br /&gt;Se a medicina, quer alopática quer naturopática, ainda não leva a sério estes dados, o problema é da medicina (doente crónica incurável) e dos doentes tratados por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS 7 MEDICINAS ALQUÍMICAS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas elas são protagonistas os iões metálicos, de que a Bioquímica fala acidentalmente...&lt;br /&gt;O menosprezo por estas 7 terapias deve-se, afinal, a uma razão meramente comercial: toda a terapia que for radicalmente eficaz como são essas sete terapias de terreno, tende a desaparecer de cena porque não alimenta o negócio da doença que é o negócio dos hospitais, das vacinas, das farmácias, das escolas de medicina, enfim, a engrenagem da doença a que, paradoxal e pateticamente, se continua a chamar saúde.&lt;br /&gt;Quer em Alopatia quer em Naturopatia, as técnicas que recuperam a saúde serão sempre minimizadas ou marginalizadas. Tudo o que diminuir o número de doentes  e a dependência dos doentes, quer em relação à Alopatia, quer em relação à Naturopatia, será menosprezado e esquecido por uma e por outra .&lt;br /&gt;O princípio da «água vitalizada» comercializada por Marcel Violet e apresentada por Araújo Ferreira, é simples mas lógico e eficaz. Provavelmente iria diminuir drasticamente o número de doentes nos consultórios...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é abuso verbal nem metáfora que a energia cósmica seja chamada para um processo onde apenas parece haver reacções químicas. &lt;br /&gt;Como o trabalho de Rudolfo Steiner (no livro «Fisiologia Oculta») e a Gnose Vibratória ou Alquimia da Vida de Etienne Guillé mostraram e demonstraram, estamos em plena era da alquimia médica, em plena era da cura iniciática, por mais atrasos de vida que se interponham no caminho entre macro e microcosmos.&lt;br /&gt;O desastre das actuais medicinas deve-se, precisamente, a que doutrinas erradas se tornaram rentáveis e lucrativas para o sistema médico-farmacêutico. E só o que produz doentes é, obviamente, lucrativo e não o que drasticamente as diminui.&lt;br /&gt;Quando for possível desapertar este nó que estrangula as duas medicinas - alopática e naturopática - talvez o doente seja libertado da escravidão que continua a suportar e a pagar do seu bolso, pensando que é a segurança social que paga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ECOLOGIA HUMANA E ALIMENTAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pista que desafia a pesquisa é a «água das trovoadas». Diz A. Ferreira:&lt;br /&gt;«Em algumas regiões do mundo é normal o aproveitamento pelos camponeses da água das trovoadas. Esta água fertiliza e acelera o crescimento dos vegetais. Diversas observações confirmam (que) a existência de radiações cósmicas absorvidas pela água.»&lt;br /&gt;Ao chamar a atenção para os factores adversos do ambiente externo que «desvitalizam» água e alimentos, A. Ferreira fornece mais uma pista que não tem sido, nem de longe nem de perto, assimiladas pelas duas medicinas, Quer alopática quer naturopática: a Ecologia Alimentar, capítulo da Ecologia Humana, que se saiba não é ainda dada nas escolas médicas. &lt;br /&gt;A. Ferreira aponta:&lt;br /&gt;- Frigorificação de alimentos&lt;br /&gt;- Água canalizada com cloro&lt;br /&gt;- Água engarrafada em matéria plástica&lt;br /&gt;- Fibras sintéticas na roupa&lt;br /&gt;- Agricultura química &lt;br /&gt;- Empobrecimento dos alimentos em sais minerais e vitaminas&lt;br /&gt;Não aponta, claro, o que veio posteriormente a 1975 e que são as modas alimentares mais recentes:&lt;br /&gt;- Microondas&lt;br /&gt;- Hamburgers&lt;br /&gt;- Congelados &lt;br /&gt;Segundo A. Ferreira, a desvirtuação começa na alimentação infantil:&lt;br /&gt;- Água fervida e, portanto, desvitalizada&lt;br /&gt;- Alimentos cozidos, pasteurizados ou conservados e/ou em embalagens metálicas&lt;br /&gt;Para uma lista mais completa, ele poderia ter acrescentado outros factores que se têm acumulado no ambiente e, portanto, na água de beber e nos alimentos :&lt;br /&gt;- Pesticidas&lt;br /&gt;- Hormonas &lt;br /&gt;- Antibióticos&lt;br /&gt;- Metais pesados &lt;br /&gt;- Adubos&lt;br /&gt;- Aditivos alimentares&lt;br /&gt;- Alimentos refinados&lt;br /&gt;- Conserva &lt;br /&gt;- Metil mercúrio &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O SER HUMANO É O MELHOR APARELHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daria certamente muita satisfação ao Araújo Ferreira saber que, pela Gnose Vibratória (Etienne Guillé) é possível ao ser humano constituir-se em aparelho biodinamizador de tudo o que toque: seres vivos, água e alimentos.&lt;br /&gt;Para quem conheça a Gnose Vibratória, é fácil transferir de um metal (ou de uma cor) a respectiva carga vibratória e transmiti-la a uma água, alimento ou ser vivo que precise, assim, de ser «dinamizado».&lt;br /&gt;Porque - nunca esqueçamos aquilo que todos parecem esquecer - temos eléctrodos, iões e actividade eléctrica nos nossos 600 biliões de células. Somos, portanto, o aparelho mais perfeito jamais inventado.&lt;br /&gt;Lá se ia o negócio do Bio-Dynamics» por água abaixo, o que - estamos certos - não incomodaria minimamente o Araújo Ferreira, mais interessado no ser humano do que nos negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTRIBUTO PRECURSOR: DA OLIGOTERAPIA À MEDICINA ALQUÍMICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar à página 63 da obra que estamos citando, Araújo Ferreira deveria revelar finalmente o que verdadeiramente lhe importa.&lt;br /&gt;Não é vender o produto mas chamar a atenção para uma figura de que foi um dos primeiros a pressentir a importância : Georges Lakhovsky «um dos primeiros - conforme sublinha -  a pôr em evidência as relações entre radiações cósmicas e fenómenos vitais.»&lt;br /&gt;Igualmente antológico e precursor das medicinas «alquímicas» como a oligoterapia, é o texto de Araújo Ferreira que apresentamos em Anexo Nº_____ deste trabalho. &lt;br /&gt;Passando em revista os nomes de Gabriel Bertrand, Ménétrier e Léon Vannier, deixa um resumo da matéria médica verdadeiramente precioso num curso de Naturologia.&lt;br /&gt;Para um aluno do 1º ano desta escola, que só no 2º ou 3º irá poder familiarizar-se com matérias tão importantes em naturologia como são as terapias alquímicas e vibratórias, é muito conveniente que estas sínteses holísticas lhe comecem, como bússola, a indicar o caminho. &lt;br /&gt;Para que o 1º ano não seja um calvário de ciências particulares de onde a vida e o ser humano se encontram totalmente ausentes. &lt;br /&gt;Sendo a Oligoterapia (em Anexo Nº___) uma etapa decisiva na medicina metabólica, na medicina do terreno e na medicina ortomolecular, não podemos no entanto esquecer que ela é apenas um antecedente das duas medicinas alquímicas modernas :&lt;br /&gt;- A Antroposofia &lt;br /&gt;- A Gnose Vibratória■&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-6771129155155848914?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://catbox.info/big-bang/vidanatural/+ecologia%20humana+.htm' title='O MEU AMIGO ARAÚJO FERREIRA'/><link rel='enclosure' type='text/html' href='http://catbox.info/big-Bang/vidanatural/index.htm' length='0'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/6771129155155848914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/6771129155155848914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2010/11/o-meu-amigo-araujo-ferreira.html' title='O MEU AMIGO ARAÚJO FERREIRA'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_G1kTe512-Ak/TNUhzgXglII/AAAAAAAAAhk/BimVApUT_HM/s72-c/araujo+ferreira-2-book.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-7416040405761528535</id><published>2010-11-06T09:09:00.002Z</published><updated>2010-11-06T09:16:36.996Z</updated><title type='text'>AUTOBIOGRAFIA DE KARL POPPER</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_G1kTe512-Ak/TNUc0fzvjnI/AAAAAAAAAhU/EXbAYbhSS7I/s1600/popper-1-book.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 268px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_G1kTe512-Ak/TNUc0fzvjnI/AAAAAAAAAhU/EXbAYbhSS7I/s400/popper-1-book.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536363005139193458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;1-2-93-07-23-ls&gt; leituras do afonso - sábado, 12 de Abril de 2003-novo word - popper3-1 &gt;ee-3&gt;&lt;adn&gt; exercício de emergência com karl popper – notas de leitura &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM COCKTAIL DE EQUÍVOCOS E A FILOSOFIA CIENTÍFICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Lisboa, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;23/7/1993&lt;/span&gt; - Num derradeiro esforço das minhas capacidades máximas de leitura, verifico que o discurso de Karl Popper será sempre para mim impenetrável. A minha inteligência não chega lá, porque a minha sensibilidade não coincide com a dele. &lt;br /&gt;Mas além da minha incapacidade reconhecida de leitor, há ainda uma outra questão: estamos em mundos (universos) diferentes, tão diferentes que nenhum de nós poderia estar no outro. Ele, filósofo, tem o estatuto de filósofo científico que lhe dá o direito à vida. Eu, por oposição, não tenho estatuto nenhum e, como tal, não tenho o direito de estar vivo. O meu mundo, ou nunca existiu, ou nunca existirá. Sou de facto um equívoco e como equívoco sobrevivo. &lt;br /&gt;De Nietzsche, por exemplo, arrumado equivocamente na história da filosofia, sinto-me em companhia e no mesmo mundo, sensação inexplicável mas provavelmente também um equívoco. Sinto-me grato ao destino de nunca ter ido para Filosofia, de nunca ter ido para nada. Se me tivesse matriculado em Filosofia, imagino o sofrimento: não é a minha linguagem, não é o meu Oxigénio, não é a minha galáxia. &lt;br /&gt;Ainda bem que, embora equivocamente seduzido pela Filosofia - onde julguei navegar com os equívocos criados pelos ensaios de António Sérgio - nunca me meti pela filosofia académica com estatuto. Teria sido uma prisão bem mais dura do que a cela onde agonizo - o tal mundo onde habito e que, de todo, à face da filosofia científica, não existe nem pode existir. &lt;br /&gt;Ler esta «Autobiografia Intelectual» de Karl Popper (edição Cultrix, 1976) é uma operação de masoquismo e autoflagelação. Equivocamente, ele está na estante onde guardo o que resta dos meus iniciados (autores) de estimação, exemplos para a minha própria iniciação. A qual iniciação - disso tenho a certeza - não passa nunca pela Filosofia, nem por Popper, nem por N. Bohr, nem por Einstein, nem por outros pensadores judeus tão ilustres. Mundo onde nunca, nunca, nunca poderia entrar. &lt;br /&gt;E possivelmente a sociedade onde a custo sobrevivo (náufrago de mil poluições) está a sofrer importantes influxos desse e de outros filósofos, pois segundo ouço dizer ao assessor Carlos Espada, os filósofos influenciam o tecido social. Se for assim, eu devo ter alguns centímetros de pele popperianos, platonianos outros, kantianos outros ainda. O que nunca poderia era lê-los. Ou se os lesse, logo os vomitaria. É fisiológico. Como, curiosamente, estou vomitando esta almôndega para mim incomestível, que se chama «Autobiografia Intelectual».&lt;br /&gt;Por mero masoquismo. Inveja e medo entram neste cocktail de equívocos. Tal como quando entro na Livraria Bucholz (que festejou ontem 50 anos), sinto medo, vergonha, inveja quando ando neste texto de Popper. Como se pode ser tão inteligente, meu Deus! A alta ciência sempre me deixou assim insignificante : quase que sinto o dedo da mão gigantesca esmagar-me, quase ouço o «click» da pulga esborrachada. É o outro mundo a que pertenço, mas não sei onde fica, ando perdido neste, onde não posso entrar ou entro a medo e com receio de ser, como pulga, detectado e higienicamente esmagado!&lt;br /&gt;Se chamavam filósofos aos da Alquimia, pergunto-me quem usurpou a palavra: se eles, se ela. Porque nada há de comum entre os filósofos da Obra e os da História da Filosofia escrita por universitários para universitários (em circuito fechado). É que não há hipótese destes mundos se encontrarem. Ou porque se encontram em espaços diferentes, ou porque se encontram em diferentes tempos. &lt;br /&gt;Mas são estes da filosofia científica que hoje monopolizaram o nome de Filósofos e se encontram colados ao Poder Político, serão portanto os outros que deverão ficar calados, no silêncio onde estão há milhares de anos se preservam dos olhares profanos. &lt;br /&gt;Mesmo quando há incursões no seu mundo calado, de tagarelas como Umberto Eco, Hawking, Prigogine, Fritjof Capra, temíveis tartufos que querem fazer o aggiornamento das duas galáxias a milhões de anos-luz de distância uma da outra. O surto recente destes tartufos é, para mim, ainda mais compreensível do que os puros cientistas da  pura ciência filosófica que definitivamente meteram na arca das antiqualhas a Alquimia dos filósofos e ingenuidades afins. Os (rotulados) existencialistas tentaram fugir à ditadura, mas acho que foram bastante mal sucedidos - navegando na terra de ninguém entre as duas galáxias - sem pátria, um pouco como eu à procura de abrigo, pois as estrelas, só as estrelas, por mais que se diga, são um ambiente inóspito, ainda que menos violento do que entrar na Livraria Bucholz para rezar. E dar de caras com o Eduardo Prado Coelho, seguro de si, das suas teorias, das suas leituras, dos seus sintagmas, dos seus livros, das suas bibliografias, da sua bagagem cultural, do seu ar de génio mundialmente reconhecido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-7416040405761528535?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://catbox.info/catbooks/' title='AUTOBIOGRAFIA DE KARL POPPER'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/7416040405761528535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/7416040405761528535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2010/11/autobiografia-de-karl-popper.html' title='AUTOBIOGRAFIA DE KARL POPPER'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_G1kTe512-Ak/TNUc0fzvjnI/AAAAAAAAAhU/EXbAYbhSS7I/s72-c/popper-1-book.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-3703326015363647446</id><published>2009-12-26T07:33:00.007Z</published><updated>2009-12-27T08:34:17.386Z</updated><title type='text'>HOME LINKS ABEL ARTIGOT</title><content type='html'>1-1- my web-adresses&gt; testado (emendado)em domingo, 27 de Dezembro de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MY WEB – MY HOME PAGE - ADRESSES&lt;br /&gt;▼&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;BLOGS-1-AC-OL&gt;sábado, 11 de Outubro de 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 PORTAL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://catbox.info/big-bang/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;7 WEBSITES AC&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://catbox.info/big-bang/ecologiaemdialogo/index.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://catbox.info/big-bang/gatodasletras/casulo1/index2.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://catbox.info/big-bang/jornaldogato/index.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://catbox.info/big-bang/countdown/index.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://catbox.info/big-bang/oescriba/index.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://catbox.info/big-bang/big-bang1/index.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://catbox.info/big-Bang/vidanatural/index.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 WEB SITES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CATBOOKS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://catbox.info/catbooks/&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;MY WEB 26 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://myweb26.home.sapo.pt/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;11 BLOGS DE AC NO BLOGGER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARTIGOT NEWS&lt;br /&gt;http://artigotnews.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIGBANG ARCHIVES&lt;br /&gt;http://bigbangarchives.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BOOK’S CAT&lt;br /&gt;http://bookscat.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COUNTDOWN&lt;br /&gt;http://countdown2005.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ECOLOGIA EM DIÁLOGO&lt;br /&gt;http://ecologiaemdialogo.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAGIC PUZZLE 1&lt;br /&gt;http://abelartigot-puzzle.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MY WAY-2012-I&lt;br /&gt;http://my-way-2012.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MY WAY-2012-II&lt;br /&gt;http://order-book1.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MY WAY 2012-III&lt;br /&gt;http://roadbook2.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORDER BOOK&lt;br /&gt;http://road-book.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UTOPIA 2013&lt;br /&gt;http://countdown-2012-artigot.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BLOG NO SAPO&lt;br /&gt;ABECEDÁRIO 2005 &lt;br /&gt;http://diariodigital.sapo.pt/ediario/abecedário2005/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-3703326015363647446?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://countdown-2012-artigot.blogspot.com/' title='HOME LINKS ABEL ARTIGOT'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bookscat.blogspot.com/feeds/3703326015363647446/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17844818&amp;postID=3703326015363647446' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/3703326015363647446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/3703326015363647446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2009/12/home-links.html' title='HOME LINKS ABEL ARTIGOT'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-1982428631999024260</id><published>2007-03-21T10:22:00.003Z</published><updated>2011-09-07T18:12:26.455+01:00</updated><title type='text'>ARTHUR CLARKE 1990</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-1 - 90-11-25-ls&amp;gt; leituras do afonso - terça-feira, 8 de Abril de 2003-novo word - clarke-ls&amp;gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;25-11-1990 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;-ARTHUR CLARKE&lt;br /&gt;-AS FONTES DO PARAÍSO&lt;br /&gt;-ED. SETENTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntando o útil ao agradável, como todo o bom inglês que se preza, Arthur C. Clarke notabilizou-se, já na década de sessenta, por ter colocado as suas excelsas virtudes de cientista ao serviço de não menos excelsas novelas ditas de antecipação.&lt;br /&gt;Neste livro com que Edições Setenta dão início a uma nova colecção, chamada Orion, que procura abranger «as diversas correntes» que hoje se assinalam no vasto mundo da «ficção científica», Arthur Clarke excede-se a si mesmo, imaginando todos os gigantismos que a mentalidade tecnocrática ainda consegue inventar, apesar de alguns já terem dado a maior raia e sido alvo de acerbas críticas por parte dos amigos do ambiente, que preferem então a cantiga do «small is beautiful».&lt;br /&gt;Mas a um cientista perdoa-se tudo e se escrever romances ainda mais. «O engenheiro que ligara a África à Europa - diz a nota de apresentação - através de uma ponte gigantesca, propõe-se agora construir uma torre de seis mil quilómetros de altura. com um elevador que liga a terra a um satélite espacial.»&lt;br /&gt;Trata-se, evidentemente, de uma narrativa humorística. Partindo deste pressuposto, só pode tratar-se de uma divertida e «gigantesca» metáfora, destinada a «criticar» a megalomania de um sistema que a tecnologia tornou paranóico. E como Arthur Clarke, enquanto cientista, não o pode dizer porque lho censuram, aproveita a ficção para desabafar.&lt;br /&gt;Já não é o primeiro nem será provavelmente o último. Lendo o livro, e ainda que a sua subtileza britânica deixe tudo num limbo de ambiguidade, é óbvio que Arthur Clarke não leva a sério o seu mega-engenheiro e as suas alucinações tecnológicas mas faz com que ele vença a resistência dos monges que, na ilha escolhida para implementar a tal torre, se dedicam a outro tipo de tecnologias menos estapafúrdias e menos espectaculares que o dito mega-engenheiro desconhece.&lt;br /&gt;Que o terror da ciência nos possibilite o humor, não os absolve, evidentemente, mas suaviza o delito.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-1982428631999024260?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://catbox.info/big-bang/big-bang1/aed-0.htm' title='ARTHUR CLARKE 1990'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bookscat.blogspot.com/feeds/1982428631999024260/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17844818&amp;postID=1982428631999024260' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/1982428631999024260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/1982428631999024260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2007/03/arthur-clarke-1990.html' title='ARTHUR CLARKE 1990'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-116246147833154108</id><published>2006-11-02T09:56:00.001Z</published><updated>2009-12-28T08:27:06.492Z</updated><title type='text'>D. CHOPRA 1996</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-3- chopra-1&gt;noologia&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GLOSSÁRIO DAS ENERGIAS EM DEEPAK CHOPRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«A memória de uma célula  é capaz de sobreviver à própria célula» (...)«O corpo possui uma mente própria»(...) « A delicada teia de informações que mantém o organismo unido» (...) «Receptores da célula são fechaduras em que só entram chaves muito especiais»(...) «Há alimentos tristes e alimentos alegres»&lt;br /&gt;Deepak Chopra, in «Cura Quântica», Ed Difusão Cultural, Lisboa, 1991&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, &lt;strong&gt;2/11/1996&lt;/strong&gt; - A questão que preocupa Deepak Chopra em quase metade do seu livro «Cura Quântica»  - «a inteligência do organismo» - talvez pudesse ter uma  resposta menos complicada, menos analítica e mais satisfatória para a prática médica, recorrendo aos postulados da Noologia Ortomolecular, do que, como faz Chopra, recorrendo aos atalhos analíticos da ciência ordinária e experimental.&lt;br /&gt;Talvez que, com a simples explicação yin-yang aplicada à célula, pudéssemos perceber melhor como é que a informação intercelular circula, passa ou não passa, em função do mecanismo  sódio/potássio, ou seja, em função do binário yin-yang e do que a ciência conhece por PH.  Melhor do que nos atascarmos no pântano de noções fragmentárias, peças de um puzzle interminável em que a ciência  analítica se compraz:&lt;br /&gt;Acetilcolina (67)&lt;br /&gt;Dendrites&lt;br /&gt;Dopamina (Deficiência em) (68) &lt;br /&gt;Glicina &lt;br /&gt;Neuropéptidos (74) &lt;br /&gt;Neurotransmissores (66) &lt;br /&gt;Norepinefrina (67) &lt;br /&gt;Receptores da célula&lt;br /&gt;Serina&lt;br /&gt;Sinapses dos neurónios(57) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo da nomenclatura mais clássica , Chopra recorre também aos conceitos de&lt;br /&gt;Glândula pituitária&lt;br /&gt;Hipófise&lt;br /&gt;Hipotálamo&lt;br /&gt;Todos estes nomes da ciência analítica (no caso concreto da Bioquímica - do cérebro e do sistema nervoso) pertencem àquilo que Chopra define como «a delicada teia de informações que mantém o organismo unido» (49) .&lt;br /&gt;Interleucinas e interferon, com a desinência «inter», têm o nome com elas, assim como os neurotransmissores . &lt;br /&gt;A perplexidade que Chopra revela, no entanto, é a perplexidade natural da ciência ordinária que divide e subdivide, classifica, nomeia, analisa, experimenta para tentar explicar um mecanismo global mas, em fim de contas, apenas complica ainda mais o quadro, depois de ter uma lista de nomes - partes ou fragmentos - sem poder explicar o mecanismo global que afinal garante a intercomunicação e processos tão importantes decorrentes dela como:&lt;br /&gt;Biocibernética&lt;br /&gt;Homeostasia&lt;br /&gt;Imunidade&lt;br /&gt;Relógio biológico&lt;br /&gt;Sinergia &lt;br /&gt;etc.&lt;br /&gt;De caminho, Chopra continua utilizando uma  nomenclatura psicologística que só concorre, de facto, para a confusão. Listando esses vocábulos no sentido do mais para o menos confuso, indicaríamos:&lt;br /&gt;Relação mente-corpo&lt;br /&gt;Psicosomática &lt;br /&gt;Bodymind&lt;br /&gt;Poder mental&lt;br /&gt;Mente&lt;br /&gt;Cérebro&lt;br /&gt;Menos equívocos porque mais globais, genéricos e holísticos:&lt;br /&gt;Estrutura cognitiva&lt;br /&gt;Pensamento consciente&lt;br /&gt;Abordagem psicológica &lt;br /&gt;Consciência Psicológica &lt;br /&gt;Preferível porque ainda mais global, holístico e genérico:&lt;br /&gt;Fé&lt;br /&gt;Estados de espírito&lt;br /&gt;Estados de consciência&lt;br /&gt;Estados vibratórios de consciência ou estados de consciência vibratória é a designação-chave em radiestesia holística (gnose vibratória), na abordagem do continuum energético. &lt;br /&gt;Isto sem falar da inesgotável nomenclatura psiquiátrica com os famosos rótulos postos às costas do doente como anátemas ou azorragues :&lt;br /&gt;Neurose&lt;br /&gt;Psicose&lt;br /&gt;Esquizofrenia&lt;br /&gt;Stress&lt;br /&gt;Face a este quadro caótico, como são todos os quadros fornecidos pela ciência analítica, talvez não seja desaconselhável ir pela abordagem global e holística da Noologia Ortomolecular que procura, dentro do continuum energético, atribuir números em progressão logarítmica , em vez de palavras, com conotações equívocas, às energias.&lt;br /&gt;A palavra «emoções» , por exemplo, situar-se-á no N32 ou, concretizando, em uma das 9 camadas da alma.&lt;br /&gt;Já na metade do livro, Chopra  explica com desenhos o que entende por «Cura Quântica», descoberta sua e título da sua obra.&lt;br /&gt;De novo entramos sobre pormenorização de «partículas», já esquecida a noção básica que Chopra nos dá no prefácio, citando o famoso Stephen Hawking:&lt;br /&gt;«Quantum é a unidade  indivisível na qual as ondas podem ser emitidas ou absorvidas.»&lt;br /&gt;A definição assemelha-se à de Mónada, dada por Leibnitz, mas isso levar-nos-ia a uma questão filosófica provavelmente interminável.&lt;br /&gt;Com todas as agravantes de uma nomenclatura indutora de erro, mas a obra de Chopra ainda é das que põem à disposição do estudante das energias um conjunto de conhecimentos próximos daquilo que interessa à ciência noológica.&lt;br /&gt;Não esqueçamos que a Noologia Ortomolecular está a nascer e que tem de ir buscar informações às fontes , neste momento, acessíveis, a maioria das quais se encontra inquinada por 41 mil anos de queda livre da humanidade.&lt;br /&gt;O puzzle, nessas obras e autores, atingiu um tal estado de confusão que todo o trabalho consiste - como este guião de estudo e leitura pretende - em ir separando o trigo do joio, em ir deitando fora o acessório e recolhendo o essencial, em reunir e aproximar peças desavindas e aparentemente distantes, em ultrapassar as ciladas da palavra, a confusão das linguagens e nomenclaturas, a corrupção milenar dos símbolos.&lt;br /&gt;O projecto da Noologia Ortomolecular - reconstituir a Biblioteca de Alexandria e, depois de Babel, reconstituir a linguagem original da vida, vai exigir tempo, paciência e alguma teimosia de quantos quiserem aderir a este projecto que - diga-se desde já - é um projecto cósmico a ambicioso.&lt;br /&gt;Mas um projecto em que temos por nós o Cosmos se para ele trabalharmos com afinco , determinação e vontade.&lt;br /&gt;Como diz a Grande Esfinge:&lt;br /&gt;Saber&lt;br /&gt;Querer&lt;br /&gt;Ousar&lt;br /&gt;Deter-se&lt;br /&gt;Amar 6 vezes&lt;br /&gt;Querer e ousar é fundamental, porque se constata que, no nosso tempo, há:&lt;br /&gt;a) Muita gente a viver, à tripa forra, do negócio babélico da confusão de linguagens&lt;br /&gt;b) Muita gente que sadomasoquisticamente gosta da confusão porque energeticamente é confusão e não quer tratar-se...&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-116246147833154108?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://catbox.info/big-bang/big-bang1/emnos1.htm' title='D. CHOPRA 1996'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bookscat.blogspot.com/feeds/116246147833154108/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17844818&amp;postID=116246147833154108' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/116246147833154108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/116246147833154108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/11/d-chopra-1996.html' title='D. CHOPRA 1996'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-116246136625186385</id><published>2006-11-02T09:53:00.001Z</published><updated>2009-12-28T08:24:47.836Z</updated><title type='text'>ARQUÉTIPOS 1996</title><content type='html'>&lt;em&gt;5760 bytes ce-8&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À PROCURA DOS ARQUÉTIPOS PERDIDOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; 2-11-1996&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Os visitantes celestes traziam com eles a Ordem do Universo e o conhecimento de como usar o fogo.»&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;«A maior migração de visitantes celestes foi há 1.700.000 anos. Mais tarde houve outras mais pequenas».&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;«Os antigos podiam comunicar (e desdobrar-se) entre este e o mundo dos espíritos. Não existiam quaisquer barreiras que proibissem a entrada  dos  terrenos no mundo dos espíritos (...) Conseguiam desmaterializar os corpos e entrar no mundo da morte (mundo do espírito). Depois voltavam a poder materializá-los neste mundo.»&lt;br /&gt;Michio Kushi,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 -  Quando se fala de arquétipos, estamos a tornar verosímil a hipótese, realista mas fantástica , colocada por alguns autores, de «pessoas de outros plenetas, vindas do céu», como diz Michio Kushi, terem visitado a Terra.&lt;br /&gt;Sem esta hipótese, de facto, quase nada na história do mundo faz sentido ou tem alguma lógica.&lt;br /&gt;Dessa hipótese fantástica mas realista, derivam, para já, outros tantos axiomas básicos para nos entendermos em Noologia:&lt;br /&gt;a) A existência de um Paraíso ou Idade de Ouro, que Michio faz remontar a 1/4 de milhão de anos (250 mil anos) mas de que outros autores darão estimativas diferentes&lt;br /&gt;b) A capacidade quotidiana que os terráqueos teriam de materializar/desmaterializar&lt;br /&gt;c) Desta capacidade decorre directamente a intercomunicação (telepatia) à distância, que hoje a ciência ordinária diz estudar experimentalmente como fenómeno PES (percepção extrasensorial)&lt;br /&gt;As PES, aliás, seriam o pão nosso de cada dia antes  da «catástrofe»: no seu conjunto, os fenómenos hoje classificados de parapsíquicos, constituiriam a rotina na Idade de Ouro (Ver o que se escreve no file &lt;lavier-1&gt; sobre os protochineses, herdeiros directos do continente Mu e das capacidades inerentes ao Adam primordial antes da queda, ou seja, ao Adam da Idade de Ouro)&lt;br /&gt;d)  Michio situa essa catástrofe, como se disse, à volta de há 12 mil anos, outros autores situam-na há 41 mil anos e falam, tal como a Bíblia e muitas outros textos sagrados, de «Queda»&lt;br /&gt;e) Única dúvida neste quadro óbvio: saber se a Queda corresponde à perda de capacidade transmutativa - materialização/desmaterialização - ou se a Queda significa a catástrofe material provocada  pela alteração do eixo da terra - o que modificou a posição dos pólos e do equador (Ver gravuras no livro de Michio, pg 86), ou se ambas as coisas, ou se ainda uma quarta hipótese.&lt;br /&gt;Transmutar a matéria - materializar/desmaterializar -  estaria assim muito próximo da Alquimia - 1ª ciência das 12 ciências sagradas - , não sendo de admirar que as energias filosofais do Enxofre, Mercúrio e Sal se situem à saída do canal cósmico, como indica o Diagrama nº21)&lt;br /&gt;f) Livros como o «Génesis» e o «Apocalipse» terão que ser lidos não como relatos de lendas mas como mensagens codificadas que importa descodificar.&lt;br /&gt;À luz da hipótese «visitantes celestes» , a hierarquia das grandes civilizações pode, finalmente, ser estabelecida  (Ver Diagrama Nº 21) da Lemuriana à Hebraica, assim:&lt;br /&gt;Lemúria&lt;br /&gt;Atlântida&lt;br /&gt;Celtas&lt;br /&gt;Mesopotâmia&lt;br /&gt;Índia&lt;br /&gt;Egipto&lt;br /&gt;Hebreus&lt;br /&gt;g) Chegar aos arquétipos é chegar à informação de origem celeste.&lt;br /&gt;A importância energética do som (alfabetos, vogais, mantras, música, etc) deriva daqui, como Michio Kushi também nos lembra: é a forma de acesso mais pura aos arquétipos. Atendendo à degradação sofrida pelas inscrições escritas (ocorrência onde se inclui a torre de Babel e a confusão das línguas), pelo som se poderá sintonizar algo da informação primordial. Tal como no sonho. ( Sobre a degradação dos símbolos primordiais, ver Lavier, «Bio-Energétique Chinois», Maloine, 1976 )&lt;br /&gt;h) Se essa informação está, como não pode deixar de estar (o código genético é ininterrupto) no ADN da célula - sob a forma de memória genética - talvez a linguagem vibratória de base molecular, inventada  por Etienne Guillé, seja uma forma de comunicar de novo com os arquétipos e, portanto, com os deuses ou visitantes celestes&lt;br /&gt;i) A grelha  das letras estabelecida por Etienne Guillé é o instrumento que temos à disposição para esse diálogo com os deuses. A «tradução vibratória» , através da grelha  das letras, significa  a reconstituição das palavras, no sentido de conjunto de sons que  os deuses ensinaram aos humanos nesses recuados tempos de há 250 mil anos...&lt;br /&gt;j) O alfabeto terá sido assim uma invenção dos deuses, o que não significa  que os homens não tenham inventado nada, nem sequer o fogo, tradicionalmente obra dos deuses. Talvez o barco a remos, talvez as estradas, talvez os canais de rega, etc.&lt;br /&gt;Mas o Alfabeto e os Números, não. Mas o Fogo, não. O que deverá colocar , por natureza de origem, a Alfabetologia e a Numerologia no grupo das 12 ciências sagradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Apropósito de arquétipos, idade de ouro, visitantes celestes, alfabetos, números, sons, fogo celeste, sublinham-se 4 obras que podem constituir matéria de leitura  interessante:&lt;br /&gt;a) O Continente Perdido de Mu , James Churchawrd, Ed Hemus, São Paulo, 1972&lt;br /&gt;b) Uma História do Paraíso, Jean Delumeau, Ed. Terramar, Lisboa, 1994&lt;br /&gt;c) A Procura da Língua Perfeita, Umberto Eco, Ed. Presença, Lisboa, 1995&lt;br /&gt;d) Bio-Énergétique Chinoise, J.A. Lavier, Ed Maloine, Paris,1976&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-116246136625186385?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://catbox.info/big-bang/big-bang1/smula-1.htm' title='ARQUÉTIPOS 1996'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bookscat.blogspot.com/feeds/116246136625186385/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17844818&amp;postID=116246136625186385' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/116246136625186385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/116246136625186385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/11/arqutipos-1996.html' title='ARQUÉTIPOS 1996'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-116237680947242712</id><published>2006-11-01T10:24:00.002Z</published><updated>2009-12-28T08:20:37.368Z</updated><title type='text'>J. NEEDLAMAN 1998</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-1 -98-11-01-ls&gt; leituras selectas- 1664 bytes 607 caracteres - need&gt; emcurso&gt; livros&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LABORATÓRIOS DE INICIAÇÃO&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Lisboa,&lt;strong&gt; 1/11/1998&lt;/strong&gt; -  A ideia de «laboratório» surge, de repente, na descrição de um mosteiro budista como o de Tassajara, narrado no livro de Jacob Needleman, «As Novas Religiões», página 77 da edição brasileira.&lt;br /&gt;Assim se liga, com naturalidade, à ciência iniciática, a ideia laboratorial (experimental) que a ciência positiva também tem, talvez porque da tradição iniciática o tivesse roubado.&lt;br /&gt;Sim, laboratório de ciência iniciática, se dermos à palavra «iniciática» a significação elástica que também temos de usar quando dizemos «yoga» sinónimo de «religião», isto é, «religação».&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-116237680947242712?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://catbox.info/big-bang/' title='J. NEEDLAMAN 1998'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bookscat.blogspot.com/feeds/116237680947242712/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17844818&amp;postID=116237680947242712' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/116237680947242712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/116237680947242712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/11/j-needlaman-1998.html' title='J. NEEDLAMAN 1998'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-116237663979930956</id><published>2006-11-01T10:22:00.001Z</published><updated>2009-12-28T08:18:14.516Z</updated><title type='text'>G. LIPOVETSKY 1998</title><content type='html'>&lt;em&gt;11-1 - 98-11-01-ls&gt; leituras do ac - moda-4&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1-11-1998&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEITURAS DE SÍNTESE HOLÍSTICA - O IMPÉRIO DO LUCRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O elogio do fenómeno «moda» feito por Lipovetsky, inscreve-se numa estratégia de branqueamento e marketing a que alguns filósofos universitários se têm dedicado, tentando camuflar as raízes ideológicas da violência em que a sociedade industrial se estrutura. &lt;br /&gt;Como alguém disse, todas as indústrias são de guerra e estruturalmente violentas as tecnologias de manipulação que a servem. A moda, tal como a poluição publicitária, sendo um sintoma benigno, precisa, apesar disso, de quem a torne ainda mais atractiva e atraente, fingindo que ela cai do céu e não obedece a venais mecanismos de lucro.&lt;br /&gt;É esse o trabalho de Lipovetsky, dar o estatuto de fenómeno social e cultural a um processo - a moda - que é apenas motor de lucros . Tratado de conformismo e verdadeira cartilha (ou bíblia) dos que têm como ideal de vida usufruir sem remorsos os últimos dias do planeta Terra, o livro «O Império do Efémero» pretende restituir a boa consciência às instituições que porventura pudessem começar a ficar com ela um bocado pesada (o que nem sequer é provável...). É o caso da instituição universitária, a quem Lipovetsky presta natural e obviamente vassalagem.&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;Gilles Lipovetsky - O Império do Efémero - Ed. Dom Quixote, Lisboa, 1989&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-116237663979930956?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://catbox.info/big-bang/ecologiaemdialogo/+eco-ecos+.htm' title='G. LIPOVETSKY 1998'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bookscat.blogspot.com/feeds/116237663979930956/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17844818&amp;postID=116237663979930956' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/116237663979930956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/116237663979930956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/11/g-lipovetsky-1998.html' title='G. LIPOVETSKY 1998'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-116237652129333051</id><published>2006-11-01T10:20:00.001Z</published><updated>2010-08-26T11:23:36.672+01:00</updated><title type='text'>S. TOMAS 1984</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;2432 bytes 1228 caracteres - aquino &gt; emcurso&gt; livros&gt; notas de leitura – o alfabeto luminoso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS PRODÍGIOS DO REAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, &lt;strong&gt;1/Novembro/1984&lt;/strong&gt; - Prodígios sobreumanos ou sobrenaturais surgem nas biografias de Santos como Tomás de Aquino, o Doutor Angélico que morreu já em cheiro de Santidade, rodeado de acontecimentos que os cépticos logo classificarão de lendários.&lt;br /&gt;Para um investigador dos mundos paralelos, são factos, no entanto, suficientemente documentados para que o maravilhoso possa ser apenas ficção de fiéis e cegos adoradores do Santo.&lt;br /&gt;Uma visão realista fantástica dirá que tais maravilhas não devem ser enfatizadas, e que não sucederam apenas a figuras excepcionais ou «santas», embora os relatos históricos só a estes naturalmente se refiram e não a dezenas de figuras anónimas!&lt;br /&gt;Quantas maravilhas com pessoas anónimas não ficaram no esquecimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 1/Novembro/1984 - Será o yoga a democratização da santidade?&lt;br /&gt;O esforço para atingir Deus, que nos é narrado pelas biografias de Santos, revela o carácter rígido da religião ocidental em contraste com a descontracção e simplicidade do yoga. O que só alguns, a pulso, conseguem pela via do misticismo, é o que o comum dos mortais pode conseguir pela técnicas rigorosas e universais do yoga.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-116237652129333051?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bookscat.blogspot.com/feeds/116237652129333051/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17844818&amp;postID=116237652129333051' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/116237652129333051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/116237652129333051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/11/s-tomas-1984.html' title='S. TOMAS 1984'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-116237635333971530</id><published>2006-11-01T10:10:00.001Z</published><updated>2009-12-28T08:16:10.876Z</updated><title type='text'>S. PAULO 1984</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-1- reich-2-ls&gt; - 2555 caracteres - solta do jornal - secção «margem esquerda» solta do «largo» - secção&lt;a href="http://pwp.netcabo.pt/big-bang/gatodasletras/casulo1/KAFKA.HTM"&gt; «releituras»&lt;/a&gt; - secção «heresias e heresiarcas» - notas de leitura&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pwp.netcabo.pt/big-bang/gatodasletras/casulo1/REICH.HTM"&gt;HERESIAS E HERESIARCAS&lt;/a&gt; - SÃO PAULO OU WILHELM REICH? - ENERGIA OU ENTROPIA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1/Novembro/1984 - «Leit motiv» do pensamento incómodo e inconformista é este: «Saber se estamos aqui para gozar à borla até cair de borco, ou se estamos aqui porque temos efectivamente dívidas antigas a pagar, até ao último tostão, tudo quanto os sentidos usam e abusam como se gastassem mercadoria alheia. Como se a vida fosse da Joana.»&lt;br /&gt;Só que não é, a julgar pela importância que o sofrimento assume na tragicomédia da existência humana. Estamos num beco sem saída: ou expiamos pelo sofrimento tudo o que gozamos, ou o prazer recarregará de culpas a nossa contabilidade até aos limites inacreditáveis atingidos hoje pelo sofrimento humano, de que o noticiário quotidiano é bem elucidativo espelho.&lt;br /&gt;«O corpo não é teu mas tens que dar conta dele» - diz São Paulo,(*) mas a verdade é que o cristianismo rejeitou a &lt;a href="http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&amp;lr=&amp;amp;cr=countryPT&amp;q=+site:pwp.netcabo.pt+%C2%ABl%C3%B3gica+c%C3%A1rmica%C2%BB"&gt;lógica cármica &lt;/a&gt;que daria sentido a este aviso, sem nunca mais encontrar o Norte. O Norte que, por sinal, fica a Oriente. Sabe-se lá porque o fez.&lt;br /&gt;Só se a contabilidade entre o céu e a terra existir, faz sentido querer ou não querer tê-la em dia.&lt;br /&gt;Pergunta: os hedonismos pagam-se, portanto, caros e sem juros?&lt;br /&gt;Nos relatos sobre os frades contemporâneos de S. Francisco de Assis e que o seguiam, surgem frequentemente referências ao «combate» destes pobres monges contra as «tentações». É uma contabilidade que frontalmente choca com os hedonismos de todos os tempos, defensores do máximo de entropia a que chamam prazer.&lt;br /&gt;Ora o hedonismo de hoje conduz à destruição pura e simples do Planeta, pelo que, em termos de economia energética global, não é nada rentável. Por isso, o problema se coloca também em termos de contabilidade cósmica: serão as cedências ao prazer gratuito (pelo qual nada se paga ou nada se julga pagar) as tais tentações contra as quais os pobres frades franciscanos se precaviam e contra as quais combatiam, com unhas e dentes?&lt;br /&gt;Ninguém da chamada Esquerda quer ser sexualmente conservador e casto: a castidade tornou-se um conceito «beato», abominado por liberais, libertários &amp;amp; libertinos. Para uma época de libertinagem sexual (entropia), quando a revolução se identifica com a revolução sexual (Wilhelm Reich, o mais torturado dos pensadores modernos), retomar a prédica de S. Paulo aos Coríntios tem riscos de heresia. Heresia que, para um pensador incómodo, é tema de interesse e suficientemente fascinante para aprofundar a investigação.&lt;br /&gt;Subvertendo S. Paulo, a extrema esquerda proclama «fornicai-vos uns aos outros», enquanto acciona o negócio moderno da pílula anticoncepcional, talvez a indústria multinacional mais lucrativa e a mais reprodutiva de novas indústrias endemiantes ( patológicas).&lt;br /&gt;------&lt;br /&gt;(*) «O Pensamento Vivo de São Paulo», Jacques Maritain, São Paulo, pgs 78 e 79&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-116237635333971530?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://catbox.info/big-bang/big-bang1/emilia-0.htm' title='S. PAULO 1984'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bookscat.blogspot.com/feeds/116237635333971530/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17844818&amp;postID=116237635333971530' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/116237635333971530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/116237635333971530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/11/s-paulo-1984.html' title='S. PAULO 1984'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-116237574124382249</id><published>2006-11-01T09:54:00.001Z</published><updated>2009-12-28T08:14:00.319Z</updated><title type='text'>J. RUFFIÉ 1998</title><content type='html'>&lt;em&gt;ruffie-1&gt; leituras de síntese holística&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DA SAUDÁVEL HERESIA AO CONFORMISMO - A RELIGIÃO DA CIÊNCIA NO «DARWINISMO SOCIAL» DE JACQUES RUFFIÉ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; AUTORES CITADOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claude Lévy- Strauss&lt;br /&gt;Darwin&lt;br /&gt;E. Wilson&lt;br /&gt;Francis Galton&lt;br /&gt;Gobineau&lt;br /&gt;Herbert Marcuse&lt;br /&gt;Hitler&lt;br /&gt;John Michell&lt;br /&gt;Malthus&lt;br /&gt;Marx&lt;br /&gt;Mussolini&lt;br /&gt;Wagner&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1/11/1998&lt;/strong&gt; - Jacques Ruffié, em «Sociobiologia ou Bio-Sociologia» analisa as raízes recentes da grande burla que é a sociedade industrial, a que por vezes se chama civilização e mesmo progresso, com todos os mitos de pacotilha que a ornam.&lt;br /&gt;Contando a crónica que levou  a engrenagem contemporânea a adoptar como leis científicas as teorias de cérebros tão ordinários como Darwin, Malthus ou Francis Galton (a santíssima trindade que deu estatuto ideológico ao racismo inato na espécie humana), Ruffié deixa claro como o fanatismo se tem apresentado , no século XX, em nome da ciência e do dogma científico.&lt;br /&gt;As leis biológicas do animal aplicadas à sociedade humana apenas conseguiram que esta se colocasse...abaixo de cão, sem ofensa para o cão que não tem culpa e fechando todas as saídas para a humanização: Ruffié aponta o &lt;a href="http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&amp;lr=&amp;amp;cr=countryPT&amp;q=+site:pwp.netcabo.pt+%C2%ABecologismo+pacifista%C2%BB"&gt;ecologismo pacifista &lt;/a&gt;(?) , por um lado, e o terrorismo das brigadas vermelhas (páginas 76 e seguintes) , por outro, como os únicos sinais de que o inconformismo ainda não morreu de todo no seio do &lt;a href="http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&amp;amp;lr=&amp;cr=countryPT&amp;amp;q=+site:pwp.netcabo.pt+%C2%ABhomem+unidimensional%C2%BB"&gt;«homem unidimensional»&lt;/a&gt; (Herbert Marcuse).&lt;br /&gt;Mas não há bela sem senão: o ensaio de Jacques Ruffié, publicado pela editora Fragmentos, ilustra curiosamente um caso de pensamento híbrido entre a heresia mais radical - até à página 81 - e o mais deslavado conformismo, o qual começa exactamente com o capítulo sobre «A Sociedade Populacional», impregnado de neo-maltusianismo primário.&lt;br /&gt;A partir daí, Ruffié entra no desnorte completo, sucedendo-se os elogios positivistas ao progresso em geral e à medicina em especial, aliás em perfeita e completa contradição com as teses anteriormente apresentadas.&lt;br /&gt;Vá lá perceber-se esta gente , que mesmo quando avança um bocadinho na heresia (e portanto na luz, e portanto na lucidez) logo encontra maneira de deitar tudo a perder, chafurdando outra vez na apagada e vil tristeza do conformismo com o status quo.&lt;br /&gt;Antes da página 86, Ruffié denuncia Malthus como um dos autores da &lt;a href="http://pwp.netcabo.pt/big-bang/oescriba/adn-a-z.htm"&gt;barbárie moderna&lt;/a&gt;, não poupando a uma crítica demolidora a sua teoria, tal como não poupara a de Darwin e seus seguidores, como Francis Galton ou E. Wilson.&lt;br /&gt;Da página 83 até final, é uma enfiada de &lt;a href="http://pwp.netcabo.pt/big-bang/gatodasletras/casulo1/MICHIO.HTM"&gt;lugares-comuns maltusianos&lt;/a&gt; e positivistas, em acordo completo (dir-se-ia hipnótico) com a lógica perversa anteriormente denunciada. Intitula-se, aliás, «A perversão do sistema» o capítulo onde Ruffié leva mais longe a análise do vómito moderno chamado civilização.&lt;br /&gt;Claude Lévy Strauss tinha razão quando considerava «impensável» este tempo e mundo, quando reconhecia que já não havia para o pensador profissional margem de manobra que lhe permitisse a mínima independência face à manipulação autofágica do sistema.&lt;br /&gt;A engrenagem chegou, de facto, ao ponto óptimo do «homem unidimensional» (Herbert Marcuse), quando já ninguém consegue vê-la e pensá-la de fora e tudo quanto se diga, escreve ou pense deriva apenas do poder manipulatório que ela detém sobre as consciências e as inteligências, mesmo as mais poderosas como a de Jacques Ruffié.&lt;br /&gt;Não é um desastre mas é uma pena. A luzinha ao fundo do túnel que este médico e biólogo, professor no Colégio de França, abre até à página 81, apaga-se depois completamente, como se vento maldito soprasse, deixando-nos outra vez às escuras.&lt;br /&gt;Paciência. Esqueçamos os outros e falemos apenas dos capítulos 23 e 24, deste quarto volume do «Tratado do Ser Vivo», empreendimento editorial da Fragmentos que merece rasgados elogios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DARWINISMO SOCIAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tese mais interessante de Ruffié gira à volta do que ele designa por «darwinismo social». Fenómenos como as guerras de extermínio, não seriam, à luz dessa tese, um produto automático da maldade humana mas fruto do darwinismo como ideologia.&lt;br /&gt;O eugenismo ou selecção da espécie -técnica aperfeiçoada pela Alemanha nazi do Terceiro Reich - seria, segundo Ruffié, consequência também do darwinismo social. Francis Galton, por ele citado, defenderá «a melhoria da espécie humana através de uma selecção judiciosamente provocada, tal como os criadores de gado fazem, desde tempos imemoriais, com as raças domésticas.» Galton limitava-se a desenvolver premissas que já se continham em Darwin.&lt;br /&gt;Aliás, com as teorias de Darwin e Malthus, a ciência transforma-se definitivamente em &lt;a href="http://pwp.netcabo.pt/big-bang/ecologiaemdialogo/varios.htm"&gt;dogma religioso&lt;/a&gt;, dando lugar não só ao citado eugenismo mas a todo o espectáculo de violência cientificamente organizada e justificada, espectáculo que é hoje, graças à ciência e à tecnologia, o gulag planetário.&lt;br /&gt;Como prova Ruffié, os &lt;a href="http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&amp;lr=&amp;amp;cr=countryPT&amp;q=+site:pwp.netcabo.pt+%C2%ABconcentracion%C3%A1rios+nazis%C2%BB"&gt;concentracionários nazis&lt;/a&gt; e os gulags soviéticos não são erupções da «irracionalismo» na face imaculada do racionalismo reinante mas construções tecnoburocráticas, onde o indivíduo nem sequer como número conta.&lt;br /&gt;Curioso, para avaliar o alcance desta tese, é que ainda temos hoje intelectuais de esquerda, aos saltos, para quem a ciência em geral e Darwin em particular são considerados arautos do progresso e da evolução humanizadora (livra!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS GOBINEAU ESTÃO AÍ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruffié explica a génese histórica do «biofascismo» a que raros franco-atiradores se têm referido, ignorando que tinham afinal muito mais razão do que julgavam para usar essa expressão, classificada por alguns professores e doutores em ecologia como excessivamente radical.&lt;br /&gt;Não me parece que Ruffié seja um anarco-radical e no entanto ele vai muito mais longe na denúncia do tecno-terror do que alguma vez o foi o mais radical dos pensadores de esquerda.&lt;br /&gt;Percebem-se agora melhor os equívocos do movimento ecologista nos tempos heroicos, identificado pelas elites intelectuais com o ambientalismo maltusiano, a que só raros têm tido coragem de se opor, tão poderoso é ele nos meios internacionais (como a FAO, a ONU demográfica e a OMS) onde se traçam as linhas de política contra a poluição...&lt;br /&gt;Ruffié deixa claro como e porque se tentou amalgamar a água e o fogo, ou seja, o radicalismo ecológico de fundo social e político com o biologismo racista que tem levado a todos os Gobineau da política e da cultura, nomeadamente os que agem em nome (sob a capa) da ciência médica. Mais virulentos do que a sida, os Gobineau estão aí em todos os canais e em todos os tempos de antena. Há sempre um jornalista para lhes ouvir as exéquias.&lt;br /&gt;Espanta como não havia sinais de que ninguém, antes de Ruffié, tivesse a coragem intelectual de dizer que o rei vai nu, havendo guardado todos, à esquerda e à direita, a leste e a oeste, um silêncio cúmplice sobre a verdadeira face do darwinismo e dos darwinistas, essa pequena família de tarados que tomou conta do mundo em menos de um século.&lt;br /&gt;Ruffié não poupa , aliás, nenhum deles, à esquerda e á direita, nem os mais ilustres como Wagner ou Marx. ele conseguiu descobrir na obra destas sumidades, longas ou breves passagens escritas, reveladoras do biologismo racista que presidia à música de um e à economia política do outro.&lt;br /&gt;É um trabalho de sapa temível e fascinante. Ruffié desmonta até ao milímetro as raízes da porcaria contemporânea, à qual se têm posto vários nomes eufemísticos mas sinónimos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concorrência capitalista&lt;br /&gt;Crescimento industrial&lt;br /&gt;Desenvolvimento&lt;br /&gt;Gulag&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pwp.netcabo.pt/big-bang/countdown/casulo1/03-10-14.HTM"&gt;Lógica de mercado&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;Modernização&lt;br /&gt;Poluição&lt;br /&gt;Publicidade&lt;br /&gt;Sociedade unidimensional&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pwp.netcabo.pt/big-bang/oescriba/ddd-a-z.htm"&gt;Tecnoburocracia&lt;br /&gt;Universo concentracionário&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;etc..&lt;br /&gt;Já John Michell, ao proclamar que o macaco descende do homem pós darwiniano, levantara a lebre, lembrando que Darwin foi livro de cabeceira de patriarcas como Marx, Hitler e Mussolini. Ninguém ligou a John Michell, que é autor de novelas fantásticas. Quem irá agora ouvir Ruffié, catedrático do Colégio de França?&lt;br /&gt;«Estaline era darwiniano sem o saber», escreve ele na página 37 da edição portuguesa.&lt;br /&gt;Bela como uma heresia é também esta sua afirmação:«Com um século de recuo, podemos interrogar-nos serenamente sobre o papel do cristianismo, ou melhor, da Igreja, na génese e na implantação do marxismo.» (página 39) .&lt;br /&gt;Outra prática da sociedade actual de merchindising - os testes psicotécnicos - é desmontada por Ruffié que lhe descobre o mecanismo de relação com todo o sistema repressivo em vigor nas democracias da competição e da competência. O trabalho em geral e os mitos do trabalho, encontram-se igualmente radiografados no ensaio de Ruffié.&lt;br /&gt;Só lhe faltou denunciar o mecanismo que preside a essa fraudezinha chamada « quadro de best-sellers» das nossas imprensas, pelo que espero vê-lo, ao livro da Fragmentos, muito em breve no top das vendas...&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;(*) Jacques Ruffié - Tratado do Ser Vivo - IV - Sociobiologia ou Bio-Sociologia - Ed. Fragmentos&lt;br /&gt; ***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-116237574124382249?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://catbox.info/big-bang/big-bang1/smula-1.htm' title='J. RUFFIÉ 1998'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bookscat.blogspot.com/feeds/116237574124382249/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17844818&amp;postID=116237574124382249' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/116237574124382249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/116237574124382249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/11/j-ruffi-1998.html' title='J. RUFFIÉ 1998'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-116237475985029415</id><published>2006-11-01T09:36:00.001Z</published><updated>2009-12-28T08:11:28.889Z</updated><title type='text'>J.A. LAVIER 1996</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;1-5 - lavier-1-ls&gt;  obviamente editável com urgência em &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&amp;lr=&amp;amp;cr=countryPT&amp;q=+site:pwp.netcabo.pt+%C2%ABleituras+selectas%C2%BB"&gt;&lt;em&gt;leituras selectas&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; apontando para pesquisa net – 10485 caracteres - 5 páginas - lavier-1&gt; - transcrição doc de um único file wri do mesmo nome lavier-1&gt; - &lt;/em&gt;&lt;a href="http://pwp.netcabo.pt/big-bang/jornaldogato/scr-1.htm"&gt;&lt;em&gt;leituras de noologia &lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;em&gt;11.648 bytes - lavier-1&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IDEOGRAMA A IDEOGRAMA ATÉ À IDADE DE OURO  E AO PERDIDO CONTINENTE MU&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, &lt;strong&gt;1 /11/ 1996 &lt;/strong&gt;- Um paleógrafo tem sempre alguma coisa de interessante para nos dizer, para nos decifrar. E quanto mais antigo for o código, o texto, a cifra, a inscrição, o símbolo, melhor.&lt;br /&gt;Especializado em decifrar textos cifrados, inscrições, palavras, letras, símbolos, ideogramas, o paleógrafo é um auxiliar precioso de uma das 12 ciências sagradas - a Alfabetologia. E se for um encarregado do curso de Paleografia Chinesa , na Universidade de Montpellier, ainda melhor. Tem todo o peso institucional que um «chargé» implica . Mesmo quando se trata de ciências sagradas, convém estar de bem com as beneméritas instituições profanas.&lt;br /&gt;É o que vamos encontrar em J.A. Lavier, especialista em Sinologia, especialista em &lt;a href="http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&amp;q=%C2%ABBionerg%C3%A9tica+Proto-chinesa%C2%BB&amp;amp;btnG=Pesquisar&amp;meta=cr%3DcountryPT"&gt;Bionergética Proto-chinesa&lt;/a&gt; e, melhor ainda, especialista em Paleografia Proto-chinesa. Ele está à vontade  dos dois lados: na ciência profana e na ciência sagrada. Vai às fontes, às raízes, antes da confusão babélica. Apanha os símbolos antes de eles serem degradados por tradutores/traidores, escribas pouco escrupulosos, comentadores/ruminadores, intermediários de toda a ordem.&lt;br /&gt;Aproveitemos do seu meticuloso trabalho, feito com chinesa paciência. É um regalo seguir a sequência de símbolos apresentados por J.A. Lavier, em «Bio-Énergétique Chinoise» , Ed. Maloine, Paris, 1976/1983. E, com o pêndulo de radiestesia, aproveitar esse banho de vibrações primordiais que os ideogramas por ele decifrados certamente contêm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os opostos - A decifração de símbolos tem muito a ver com alguns opostos significantes do tipo:&lt;br /&gt;sedentário/nómada&lt;br /&gt;Norte/Sul&lt;br /&gt;Este/Oeste&lt;br /&gt;pai/mãe&lt;br /&gt;Rio Amarelo/Rio Azul&lt;br /&gt;poder espiritual (qualitativo)/ poder material  (quantitativo) nomeadamente em livro onde se esmiuça uma bioenergética toda  ela  baseada no binário yin-yang.&lt;br /&gt;Binário, não. O senhor J.A. Lavier, com o peso da sua autoridade académica, insurge-se contra esse hábito degradante de considerar o yin- yang um binário. Não senhor, assegura ele, até o especialista em sinologia, Marcel Grasset, meteu a pata na poça. A página 31, Lavier argumenta:&lt;br /&gt;«Yang e Yin não podem ser concebidos separadamente um do outro. Dizer Yin-Yang é exprimir necessariamente um ternário, no qual o traço de união toma um notável valor.»&lt;br /&gt;Para Lavier e sua minúcia caligráfica de paleógrafo, a obra clássica de Marcel Grasset «La Pensée Chinoise» começa por um erro, porque considera Yang e Yin um binário, o que é, para Lavier,  uma pura  impossibilidade: « É só a partir do Ternário que se pode falar de manifestação.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorrrências unitárias - Mas J.A. Lavier não é só perito em ocorrências binárias. Ele regista, com particular acuidade, ocorrências unitárias relevantes, ou seja, ocorrências (ainda) sem oposto conhecido.&lt;br /&gt;Como por exemplo:&lt;br /&gt;a) Os protochineses foram um povo «solar» como os primeiros egípcios e os Maias, e construíram pirâmides, símbolos indissociáveis do Sol, atrás do qual aparece a unidade criadora&lt;br /&gt;b) A tradição protochinesa falava do homem Primordial, ou Homem Perfeito, cujos sucessores perderam, a pouco e pouco, as qualidades e capacidades, o que é conhecido como «queda do homem» comum a todas as tradições. &lt;br /&gt;c) A Bíblia judaico-cristã «coloca a era dos gigantes imediatamente antes do Dilúvio, ou o Dilúvio imediatamente depois da Era dos Gigantes» - diz A.J. Lavier&lt;br /&gt;d) Com base nestes pressupostos alegadamente encontrados no que Lavier chama os protochineses, verificam-se 2 outras notícias interligadas relevantes:&lt;br /&gt;dd) O gigante Kong Kong teria feito oscilar (!!!) a Terra, elevando-a a Leste (Himalaia) e afundando-a no Oceano a Leste.&lt;br /&gt;ddd) Este afundamento teria sido o Dilúvio e teria sido o afundamento do Continente Mu (Mou) conforme a tese de James Churchward que J.A. Lavier perfilha. ( Ver &lt;a href="http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&amp;lr=&amp;amp;q=+site:pwp.netcabo.pt+%C2%ABO+Continente+Perdido+de+Mu%C2%BB"&gt;« O Continente Perdido de Mu»&lt;/a&gt;, James Churchward, Ed. Hemus, São Paulo, 1972)&lt;br /&gt;Sem esquecer que é paleógrafo, ele levanta então um problema de vogal a mais ou vogal a menos na palavra Mu.&lt;br /&gt;«Com efeito - escreve ele, com a pertinácia irresistível que o caracteriza - se se estabelecer uma lista de caracteres chineses que se pronunciam Mou em francês, levando em conta os caracteres implicados pela pronúncia derivada Mwo, encontra-se uma lista interminável de significados que o Mu, Mou ou Mwo quer dizer:&lt;br /&gt;matriz&lt;br /&gt;modelo&lt;br /&gt;amar (querer)&lt;br /&gt;túmulo&lt;br /&gt;sepultura&lt;br /&gt;velhice&lt;br /&gt;tarde&lt;br /&gt;declínio&lt;br /&gt;fim&lt;br /&gt;mãe&lt;br /&gt;princípio&lt;br /&gt;fundamento&lt;br /&gt;mergulhar&lt;br /&gt;mestre&lt;br /&gt;magestade&lt;br /&gt;dignidade&lt;br /&gt;afecção&lt;br /&gt;harmonia&lt;br /&gt;concórdia&lt;br /&gt;deserto&lt;br /&gt;obscuridade&lt;br /&gt;silêncio&lt;br /&gt;miséria&lt;br /&gt;calamidade&lt;br /&gt;doença&lt;br /&gt;encobrir&lt;br /&gt;etc&lt;br /&gt;Desta lista -  heterogénea demais para se lhe encontrar assim um fio condutor tão patente - retira , no entanto, Lavier uma ilação algo abusiva, perguntando:&lt;br /&gt;«Não estará aí, em qualquer hipótese, uma evidente alusão à Terra-mãe de Mou e ao seu desaparecimento catastrófico?»&lt;br /&gt;Como assim, senhor Lavier?&lt;br /&gt;Quanto à lista que ele considera tão significativa, sublinho com regosijo: Afinal, não é só o sr. Afonso Cautela que gosta de listas. O sr. Lavier também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a história de Mu num só ideograma - Outra vez dentro da sua especialidade - a paleografia chinesa - J.A. Lavier aparece muito mais convincente  quando nos diz  que um determinado ideograma (dos muitos que ele genialmente descodifica e que fazem deste livro uma verdadeira obra-prima das ciências sagradas) significando Hai acaba por ser decifrável « se aceitarmos a tese do continente tragado de Mou» e que tudo, nesse ideograma, « se torna límpido: a água e o mar que cobre uma mulher».&lt;br /&gt;Ou seja, segundo Lavier, esse ideograma (que poderão ver na página 15 da obra) conteria a história admiravelmente resumida do continente desaparecido, origem presumível das civilizações periféricas do Pacífico, de que os protochineses - conforme ele lhes chama - seriam uma delas.&lt;br /&gt;Com esta ousadia de paleógrafo, é de admitir que toda a gente se faça militante de Lavier e da Paleografia, pelo menos os que adoram teses ousadas e maravilhosas, que nos remetem para  a (nossa) Idade de Ouro.&lt;br /&gt;Defendidas então por um austero decifrador de códigos - insuspeito de gostar de literatura de ficção  - é irresistível.&lt;br /&gt;Como irresistível é a sua tese sobre os povos de conquistadores (Mongóis, Turcos e outros abutres da época) que teriam ocupado e tentado dizimar os protochineses.&lt;br /&gt;Significativa e muito elucidativa é a lista de ocorrências que, a partir dessa conquista, Lavier atribui ao invasor:&lt;br /&gt;tortura&lt;br /&gt;massacres&lt;br /&gt;poligamia&lt;br /&gt;eunucos&lt;br /&gt;astronomia zodiacal&lt;br /&gt;calendário lunar&lt;br /&gt;panteão de deuses sangrentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez a lista é capaz mesmo de ser homogénea...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jornalistas de ontem - Sinal de uma cruel decadência , para Lavier, é o comportamento dos escribas, que não se ensaiavam nada - tal como os jornalistas de hoje - em fazer falsas grafias dos textos e caracteres que lhes competia preservar.&lt;br /&gt;É o que torna o livro de Lavier um livro-chave em Noologia: ele realiza, com paciência de paleógrafo, a decifração, ideograma a ideograma, de tudo o que constitui a primordial linguagem dos símbolos protochineses, directamente herdados dos deuses de Mu ou Mou.&lt;br /&gt;Quando falamos de emocionante, fascinante e maravilhoso das 12 ciências sagradas é evidentemente disto que falamos: chegar ao continente perdido de Mu e à respectiva Idade de Ouro, ideograma a ideograma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Taoísmo deu Zen - Encontramos em J.A. Lavier a explicação histórica de o Taoísmo ter sido chamado Zen, como acontece, por exemplo, em Jorge Oshawa: «Seguindo as pisadas dos turcos, o budismo entrou na China cerca do ano 400. Esta doutrina foi interdita no século IX, pelas suas tendências igualitárias, mas teve tempo de digerir o taoísmo que se transformou em Chan, mais conhecido pelo nome japonês Zen.»&lt;br /&gt;É o que diz J.A. Lavier, página 21 da sua magnífica obra «Bio-Energétique Chinoise».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reino Hominal - Todo o capítulo II - «Entre Céu e Terra» - do livro de Lavier é uma magnífica  introdução à Noologia.&lt;br /&gt;Na impossibilidade de o traduzir na íntegra, assinala-se aqui o que ele nos diz da questão de fundo:&lt;br /&gt;Onde está afinal a Idade de Ouro? Já foi ou irá ser?&lt;br /&gt;Chamando hipótese à tese darwinista/evolucionista, lembra  que as tradições são unânimes em 2 pontos precisos:&lt;br /&gt;a) A grandeza do antepassado face à degradação do homem actual&lt;br /&gt;b) A ligação desse antepassado a uma qualquer linha animal.&lt;br /&gt;E cita Antoine Fabre-d'Olivet, que estudou a fundo a história filosófica (a história noológica) do género humano:&lt;br /&gt;«Os filósofos, naturalistas ou físicos, que fecharam o homem na classe dos animais cometeram um enorme erro. Enganados pelas suas observações, pelas suas frívolas experiências, eles negligenciaram consultar a voz dos séculos, as tradições de todos os povos. Se tivessem aberto os livros sagrados mais antigos do mundo, chineses, hindus, hebreus ou persas, teriam visto que o reino animal existia antes do homem.&lt;br /&gt;Quando o homem apareceu sobre a cena do universo, formou só por si, um 4º reino, o Reino Hominal.&lt;br /&gt;Este reino é chamado P'an Kou pelos chineses&lt;br /&gt;Pourou pelos brâmanes&lt;br /&gt;Kai-Omordz ou Meschia pelos sectários de Zoroastro&lt;br /&gt;e Adam pelos hebreus.»&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fabre d'Olivet explica:&lt;br /&gt;«É preciso entender por Adam , não um homem em particular mas o Homem em geral, o homem universal, o género humano inteiro, o Reino Hominal, enfim.»&lt;br /&gt;Lavier termina em apoteose este capítulo fundamental em Noologia :&lt;br /&gt;«A consequência mais evidente desta «queda» do homem que todas as tradições sem excepção descrevem, deste envelhecimento da humanidade, consiste em uma esclerose que extingue certas funções e atributos que o antepassado normalmente possuía. No venerável clássico «Nei Tching Sou Wen» , o imperador Amarelo confirma:&lt;br /&gt;«Os nossos antepassados eram gentes extraordinárias: viviam durante centenas de anos, nunca estavam doentes, sabiam deslocar-se no espaço com meios que nós  não temos, viam e ouviam coisas que nós não vemos nem ouvimos. A humanidade teria perdido alguma coisa?» - pergunta ironicamente Lavier:&lt;br /&gt;«Toda a aparelhagem dos nossos engenheiros (...) é profética na medida em que tende a substituir funções que o homem perdeu no decorrer do seu envelhecimento.»&lt;br /&gt;Telepatia&lt;br /&gt;Vidência&lt;br /&gt;Telequinésia&lt;br /&gt;Levitação&lt;br /&gt;seriam alguns dos poderes perdidos pelo homem da queda.»&lt;br /&gt;Um desafio final:&lt;br /&gt;«O médico encontrará no ponto de vista tradicional a explicação das doenças degenerativas e porque estas doenças se manifestam em pessoas cada vez mais  jovens.»&lt;br /&gt;Lisboa, 1/11/1996&lt;br /&gt; ***&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-116237475985029415?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://catbox.info/big-bang/gatodasletras/casulo1/index2.htm' title='J.A. LAVIER 1996'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bookscat.blogspot.com/feeds/116237475985029415/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17844818&amp;postID=116237475985029415' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/116237475985029415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/116237475985029415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/11/ja-lavier-1996.html' title='J.A. LAVIER 1996'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-116003941673773569</id><published>2006-10-05T10:08:00.002+01:00</published><updated>2009-12-28T08:10:04.900Z</updated><title type='text'>E. SAMPAIO 1958</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2-58-10-13 &gt;&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UMA NOVA TEORIA DA CRIAÇÃO HUMANA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito de duas estreias:&lt;br /&gt; Luz Central, de Ernesto Sampaio, 1958&lt;br /&gt; Amor em Visita, de Herberto Helder, 1958&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se este texto foi publicado, parece-me incrível que eu o tenha feito, já que, pelos vistos, não evitei a desvergonha de o escrever. E agora a desvergonha de o teclar. Pergunto-me se não seria muito melhor já o ter rasgado há muito, em vez de o conservar em vinha de alhos. Nem sequer por duas ou três intuições que nele relampejam. Nem sequer por mostrar a minha rendição aos surrealistas. Nem sequer pela citação do ocultista Eliphas Levy: fico a saber que o ocultismo me interessava em 1959... Há, portanto, 50 anos , meio século. Talvez esta antiguidade seja o aspecto interessante do texto, que no resto mais valia ir prólixo.( 5/Setembro/1999) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro considerar este livro de Ernesto Sampaio sem filiação próxima ou afastada, portuguesa ou estrangeira. Além disso, o fundamento teórico de toda uma novíssima poesia e a chave para a sua interpretação. E ainda o ano em que se editou - 1958 - o ano-eixo de uma geração ( a que se emancipou entre 1955 e 1960). Não foi por acaso que Ernesto Sampaio , poeta e profeta, viu pela primeira vez um texto seu publicado no número do jornal A Planície dedicado só a poesia e poetas, o nº de 8/9/1956.&lt;br /&gt;Ali foi trazido pela mão de Raul de Carvalho, organizador infatigável desse número. O estudo de Ernesto Sampaio saiu como artigo de fundo e intitulava-se Para uma Literatura Problemática. Nada disto, inclusive o título do artigo, aconteceu por acaso. Pela incompreensão que a crítica oficial mostrou do livro de Ernesto Sampaio, não nos é difícil perceber que nenhuma das folhas literárias em uso pela imprensa comercial, informadas, fomentadas e responsabilizadas por essa crítica, acolhessem um artigo cujo pensamento tão exuberantemente escapava às camisas de força adredes preparadas pela sisudez e hieratismo consuetudinário da mesmíssima crítica. &lt;br /&gt;É preciso dizer , sem mais preâmbulos, que a crítica intestina apresentou, perante Luz Central, a sua demissão, agindo, como agiu, pelo método mesquinho de ir descobrir plágios no que não passa de coincidências e influências no que não passa de assimilação e transcensão. Falou-se de tudo, a propósito de Ernesto Sampaio, menos dele e do significado renovador e revolucionário deste seu livro, composto de um texto  crítico, um texto poético e um extratexto. E perguntou-se tudo menos o que interessava perguntar: Porque os reuniria o autor num só livro, sob esta legenda unificatriz: Luz Central?&lt;br /&gt;Pela nossa parte responderíamos: Porque todos nascem e visam um «ponto central» , uma núcleo, uma fotosfera, como vamos preferir chamar-lhe. fotosferismo, eis talvez como poderíamos baptizar , até nova ordem, a teoria da criação humana que parece surgir com Ernesto Sampaio. A fotosfera no campo das ondas luminosas e a gravidade no campo das ondas magnéticas são, com efeito, os dois termos-chave para compreender o fotosferismo ou gravitacionismo de Ernesto Sampaio.&lt;br /&gt;A gravidade em Luz Central (luz central ou fotosfera) ganha aliás três significados: o cósmico (ou meta-empírico) , o terreno e o antropológico ou ético. Puxados pela gravidade os corpos encontram-se no centro da terra. A gravidade , por sua vez, chama-se atracção celeste se acontece entre os planetas (sentido cósmico) . E se acontece entre dois corpos, chama-se amor (sentido ético). Por isso Ernesto Sampaio escreve: « À tendência irresistível no homem para o conhecimento que definimos por ponto central, empregando uma fórmula que todos os ocultismos mencionam («A grande obra é a conquista do ponto central onde reside a força equilibrante» - afirma Eliphas Levy, na sua História da Magia), a essa tendência irresistível, dizíamos, dá-se o nome de revolução. ».&lt;br /&gt;A problemática proposta em Luz Central é ainda de uma gravidade como não conhecemos outra em prosadores filo-surrealistas, no intervalo da soneca que a crítica tem dormido , após os neo-realistas desgrenhados e as líricas bem penteadas. Nada há em Ernesto Sampaio que os lembre ou se lhes ligue: «Não há acto do espírito sem tormento moral, sem gravidade intrínseca, plena seriedade em cada olhar lançado sobre a vida. Esta gravidade constitui o mais sério reactivo contra a tentação literatizante: a mais absurda de todas as misérias espirituais.»&lt;br /&gt;Ernesto Sampaio cita , é certo, Bataille e Henry Miller, Artaud e Jean Genet mas usa-os mais para companhia do que para mestres, mais para confirmação do que para afirmação.&lt;br /&gt;Que de boas companhias lhe era mister rodear-se e prevenir-se em face do que o assediaria (e viu-se que assediou) . Mas é tão pessoal, tão segura, tão própria a palavra destes três textos, que melhor será convencermo-nos de que estamos perante um caso de geração espontânea. Claro que sim, que Ernesto Sampaio leu e leu muito e leu bem. Mas se leu, meditou ainda mais. Não é de quem se usa do alheio esta sintaxe tão diferenciada, esta consciência tão rigorosa e original das grandes verdades que o rosto das grandes mentiras mascara, esta gravidade de poeta.&lt;br /&gt;Sim, de poeta. Além de outros «pilares gloriosos da nossa civilização» que vão desfazer-se em cacos, o pilar que divide o filósofo do crítico, o crítico do poeta, o homem que pensa do homem que ama, o que conhece do que adivinha, o que sente do que pressente, não poderá durar muito.  &lt;br /&gt;Ainda por respeito à crítica bem educada, Ernesto Sampaio divide o seu livro , conforme a terminologia académica, entre crítico e poético. Com o extra-texto, porém, joga a cartada indispensável à pesquisa da zona intermédia que é a caixa toráxica do divino espírito santo... Da zona que é a zona equatorial deste livro solar. Um pequeno exercício de cabala visual prefacia , por comiseração com as hostes de ontem e anteontem, o «texto poético». Mas a partir daí o sinal de amor incarnou, fez-se letra escrita, embora ainda por decifrar ou traduzir . Só sobre um campo minado de hipóteses vale a pena caminhar. Só num céu cruzado de sinais fosfóricos a viagem se realiza para todos os rumos. De hipótese em hipótese terá de ser visto e revisto o magma escaldante deste livro. Quem o tocar sem prevenção, escalda-se...  A partir de agora, quem falar de amor, há-de saber o que diz, porque o diz, como o diz. &lt;br /&gt;São de Raul de Carvalho , precursor de Ernesto Sampaio e mestre da novíssima poesia portuguesa, estes versos: «Quando falo de amor sei o que digo». E a verdade é que sabe e alguns mais o sabem. Dentro de uma variedade que pode oscilar entre  o tradicional e o vulgar, os novíssimos poetas distinguem-se e aproximam-se por este índice comum: quando falam de amor, sabem o que dizem. Alegar-se-á que o amor foi sempre o «ponto central» de toda a poesia e nem só da de hoje. Mas claro que sim; e nisso é que a moderníssima poesia , reabilitando uma tradição tão velha como o homem, encontrando-se esgotados na lírica menor todos os caminhos, se formula como um dos mais belos gritos de liberdade absoluta que a humanidade já ouviu ( a que tiver ouvidos). &lt;br /&gt;Hoje como ontem é o amor que os poetas cantam , mas tão diferente da de ontem é hoje a ontologia desse amor como um soneto de Camões o é d« Amor em Visita» , em cuja portada Herberto Helder , seu autor, transcreveu de Ortega y Gasset o seguinte : « &lt;br /&gt;Herberto Helder é dos que podem, dos que sabem falar de amor. Devendo muito  a alguns poetas «inteligentes», individualiza-se «na ciência de amor feita», ao contrário do «amor de ciência feito» que poetas evidentes e sem evidência nenhuma têm, em português clássico, sonetizado.&lt;br /&gt;Um grande poema de amor como é o de Herberto Helder continua a experiência da tradição, não a que vem dos cancioneiros, mas outra, outra que vem de origens insuspeitas, de uma continuidade sem trânsito pela terra, fios que os historiadores se esquecem sempre de historiar na história conveniente. São os fios da história inconveniente os que o poeta descobre , é esse amor que ele renova e reabilita, é essa poesia de que ele nos dá a suprema sabedoria antes que os sabichões sabe-tudo a saibam. &lt;br /&gt;Ernesto Sampaio chegou primeiro que os livros. Ele pode ter lido muito, mas depois de saber tudo. Os livros confirmaram a profecia, demonstraram as hipóteses, mas não disseram nada de novo. Antes de tudo, Ernesto Sampaio foi o profeta-poeta e só depois o teorizador, e só depois o estudioso, e só depois o crítico, e só depois o explicador do inexplicável. É  o seu texto poético que explica o crítico e não , como se quis, o contrário, como fizeram os polícias sinaleiros da nossa crítica que não conhecem as direcções proibidas e só conhecem as de rodagem habitual. Com os binóculos invertidos, estão vendo as imagens muito em miniatura, quando a faina do crítico , hoje, só pode ser uma: colocar-se no centro da terra, na luz central, no fogo, na fotosfera ou centro de gravidade e deixar-se queimar com os poetas. Explicar a poesia , hoje, é explicar O Amor em Visita, o amor em catástrofe e em pena, o amor em princípio e em evolução, o amor em instante e em eternidade.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-116003941673773569?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://catbox.info/big-bang/oescriba/oescriba.htm' title='E. SAMPAIO 1958'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bookscat.blogspot.com/feeds/116003941673773569/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17844818&amp;postID=116003941673773569' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/116003941673773569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/116003941673773569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/10/e-sampaio-1958.html' title='E. SAMPAIO 1958'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115995320166442630</id><published>2006-10-04T10:09:00.001+01:00</published><updated>2009-12-28T08:08:44.253Z</updated><title type='text'>G. ORWELL 1986</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-3 - orwell-1&gt; temas recorrentes – os dossiês do silêncio &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANTECIPAÇÃO DA JOGADA - VITÓRIA DO «BIG BROTHER»(*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[&lt;strong&gt;11/10/1986&lt;/strong&gt;, «A Capital», «Crónica do Planeta Terra»] - Pode acontecer que um "tema proibido" (daqueles que tacitamente todos calamos porque seria heresia anti-social sequer citá-los) venha de repente à luz da ribalta e os holofotes se fixem nele como em vedeta de última hora caçada na chegada ao aeroporto.&lt;br /&gt;Curiosa e inopinadamente aconteceu com a "informática" e respectiva ditadura, tema que automaticamente se tornou secreto, a partir do momento em que ficou claro que ao processo de informatização sistemática se devem pelo menos dois (pelo menos) dos mais chorados flagelos do mundo actual: o incremento do desemprego e a devassa da consciência individual e da vida privada.&lt;br /&gt;É certo que o assunto foi badalado, há dois anos, quando se publicitou, a propósito da data, um livro propositadamente esquecido, o romance de George Orwell "1984".&lt;br /&gt;É certo que relatórios de qualquer extinto Instituto Damião de Góis deverão ter, de fugida, citado o perigo para a Democracia do tal sistema computarizado de dados.&lt;br /&gt;Enfim, na ficção e na semi-ficção, ou entre ecologistas fanáticos e radicais como o autor destas crónicas nestas crónicas, os alertas terão sido dados, de forma mais ou menos indirecta, não fosse magoar-se o sistema e o santo nome do "Big Brother&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MUDOU A TÁCTICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se faça agora uma reunião oficial de especialistas a dizerem cobras e lagartos da respectiva especialidade (a lavagem aos cérebros pela informática) e dos perigos para o cidadão comum, é caso para suspeitar de que a táctica de enredo mudou para melhor resultar.&lt;br /&gt;Sim, porque a táctica de tramar o próximo pode mudar e muitas vezes já ficou provado que a melhor forma de silenciar um assunto-tabu é badalá-lo até à exaustão e antes que gente incómoda dele fale em termos obscenos.&lt;br /&gt;Uma ditadura das antigas e clássicas terá dificuldade em perceber isto. Mas uma ditadura informática percebe (até) de dialéctica e sabe que as leis da lógica do absurdo têm razões que a razão desconhece. Não é com vinagre que se apanham moscas: e uma Comissão encarregada de nos proteger de outras comissões encarregadas de nos vigiar, no que respeita à devassa dos dados da nossa vida íntima e privada, é habilidade que se deve registar com elogios.&lt;br /&gt;Em democracia "limpa", só ligeiramente musculada para não destoar, a táctica da bordoada muda de aparência para no fundo continuar igual. E quanto aos "beneficios da Informática" ela mudou por antecipação da jogada.&lt;br /&gt;Talvez porque os computadores (sempre espertíssimos) tenham ensinado aos centros internacionais de decisão uma cruel verdade: convém não confiar exagerada e abusivamente na estupidez humana, quer dizer, na passividade das massas. Mesmo uma ditadura branquinha e de veludo como a informática pode chegar o dia em que o cidadão lhe veja as tripas, lhe tope as garras e lhe descubra as fauces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFINAR A FICÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A táctica, por isso, mudou: vamos pôr os dados na mesa e deixar que os jornais , durante uns diasitos, digam dos perigos, dos exageros, dos abusos...&lt;br /&gt;Depois, arranja-se uma comissão que nos vai "proteger" desses abusos, desses perigos, desses exageros cometidos, como é óbvio, por outras comissões. E, depois, já esses abusos, exageros, perigos, poderão ser perpetrados livremente e sem mácula, sem que ninguém diga "ai", porque (lembrai-vos) , além do Grande Irmão que por nós vela, em tudo e sempre, lá está a Comissão que nos protege e dirá "ui" por nós.&lt;br /&gt;Quem voltar a falar, então, na ditadura informática, é ameaçado por telefonemas e cartas anónimas. O  silêncio e o segredo voltaram ao redil. A ditadura informática, depois deste interregno breve, voltará a ser assunto proibido.&lt;br /&gt;Táctica de mestre, a da comissão protectora, e que talvez não tenha sido prevista por Orwell. Pois não: o que só prova como na realidade os factos ultrapassam a ficção, refinando-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROCESSO IRREVERSÍVEL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ditaduras que a democracia autoriza e fomenta não se impõem, é evidente, pelo fácies sanguinário mas conquistam corpos e mentes numa "boa" e com boas maneiras, com falinhas mansas, com paisagens tranquilas.&lt;br /&gt;A ditadura informática, que já se sabia existir mas era sempre negada oficialmente, surge agora como uma revelação oficial, quando o Ministro da Justiça, Mário Raposo, dá o tom oficial ao encontro de especialistas que em Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian, lugar pouco dado a heresias, resolveu finalmente alertar oficialmente para os perigos dos computadores. Perigos ou, mais eufemisticamente, exageros.&lt;br /&gt;Claro que os especialistas não se encontraram para assumir posição radical contra a ditadura informática. Ela está aí, escorreita, de pedra e cal, há uma Infor-jovem para lavar os cérebros logo desde pequeninos, todo o mundo elogia os computadores, todos lhe rendemos vassalagem e é evidente que temos e teremos a devassa que merecemos.&lt;br /&gt;Agora que o processo se tornou absolutamente irreversível e em que o sistema informático já nos apanhou a todos na rede e nos vigia dia e noite, sem saída nem alternativa, eis que a bonomia das comissões protectoras aparece a defender os direitos do cidadão, como quem conta o final da anedota, sempre o mais picante.&lt;br /&gt;Sim, porque uma democracia que viole, assim, como a informática está fazendo, os direitos do cidadão, na sua privacidade e na sua identidade, pode vir a ser acusada de conotações totalitárias... E as democracias democráticas têm uma imagem de marca a defender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MAU PASSA A SER BOM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A posição moderada do faz-que-faz-mas-não-faz é assim a única possível face à irreversibilidade do processo: vamos aprender a viver e a coabitar com as ditaduras que temos, já dizia o outro. Não adianta, pois, tomar posições radicais, ou eco-radicais, dizer agora que os computadores são a Super-Polícia.&lt;br /&gt;Consumada a instituição, indissociável de todas as outras instituições, há que aguentar, enquanto oficialmente se cria uma comissão oficial encarregada de nos proteger.&lt;br /&gt;A comprovar que ela funciona melhor do que no romance de Orwell e que já conseguiu, a tempo, condicionar as mentes para aceitar o inevitável, é este comentário ouvido a um espectador do filme "1984" : "Felizmente que Orwell se enganou na profecia e que em 1986 as coisas ainda não estão assim tão perfeitas como Orwell as profetizou..."&lt;br /&gt;As coisas estão tão perfeitas e elaboradas relativamente à profecia que, por isso mesmo, o comum dos cidadãos não dá por ela. Ora isto prova que a tese dominante do romance "1984" vingou em toda a linha: a vitória do Big Brother está consumada quando bem for sinónimo de mal, paz sinónimo de guerra, beleza sinónimo de fealdade... E assim por diante.&lt;br /&gt;O cidadão foi informaticamente condicionado a achar bom aquilo que porventura e sem esse condicionamento talvez achasse mau.&lt;br /&gt;Haver quem não se tenha apercebido ainda que em 1984 as teses de Orwell já estavam ultrapassadas por terem atingido o máximo requinte de nem sequer se dar por elas, é a vitória absoluta do Grande Irmão.&lt;br /&gt;- - - - -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(*)Este texto de Afonso Cautela foi publicado no jornal «A Capital» (Crónica do Planeta Terra), &lt;strong&gt;11/10/1986&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115995320166442630?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://catbox.info/big-bang/countdown/+ecos+.htm' title='G. ORWELL 1986'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bookscat.blogspot.com/feeds/115995320166442630/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17844818&amp;postID=115995320166442630' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115995320166442630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115995320166442630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/10/g-orwell-1986.html' title='G. ORWELL 1986'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115952150403960748</id><published>2006-09-29T10:15:00.000+01:00</published><updated>2006-09-29T10:18:24.060+01:00</updated><title type='text'>N. KAZANTZAKI 1967</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2 - kazantzaki-1-ls&gt; segunda-feira, 23 de Dezembro de 2002-scan&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NIKOS KAZANTZAKI: O ESPÍRITO DA TERRA(*) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[29-9-1967]&lt;/strong&gt; - Entre a tirania dos turcos, que dominavam, e o culto católico a que não queriam aderir, Creta e os cristãos cretenses identificaram a sua ortodoxia religiosa com a liberdade política por que lutavam.&lt;br /&gt;Indissoluvelmente ligado à terra onde nasceu, e às suas vicissitudes históricas, herdeiro dessa moral do heroísmo, forjada na luta quotidiana contra o despotismo turco, Kazantzaki reflecte na sua obra e muito em especial na súmula da sua obra, que são estas memórias de «Carta a Greco» (1), o dualismo dramático que caracteriza uma concepção simultaneamente épica e trágica da existência.&lt;br /&gt;«Uma coisa só dá dignidade ao homem: viver e morrer como um bravo» (pág. 495) . «Não foram, nem o medo, nem o sofrimento, nem a alegria ou o jogo, que primeiro abalaram a minha alma: foi a paixão da liberdade» (pág. 60) .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kazantzaki é a voz da terra, da sua terra de Creta, e quando grita «liberdade ou morte» (o titulo de um seu romance) é Cristo e a palavra de Cristo que vêm imediatamente associados. Com ele fala e respira a terra natal, oprimida por estrangeiros, sufocada por tiranos sanguinários: este absoluta identificação entre pátria e religião, Creta e Cristo, este «espírito da terra», este temor respeitoso por uma herança histórica, se em muitos autores inspiram ou implicam a directa apologia de uma ética retrógrada e conservadora, em Kazantzaki vêm animados por um sopro sempre apaixonado, tantas vezes renovador e por vezes crítico,  impulsos que o redimem de muitos preconceitos que proliferam na sua obra. &lt;br /&gt;Mesmo quando se diz ou se supõe ateu, é um crente onde vivem e se agitam os mitos milenários de tradições, que, embora opostas, ele torna convergentes; de um lado o paganismo helénico e a sua mitologia do instinto, da vitalidade, do culto físico do corpo, da luminosidade mediterrânica, do sol, das raízes, dos antepassados; do outro, a tradição cristã na mitologia dos seus mártires; por último, o conhecimento livresco (creio que Kazantzaki nunca visitou o Extremo Oriente) da espiritualidade budista (sem mitologia?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«LIBERDADE OU MORTE»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem escreveu «O Cristo Recrucificado» e «Liberdade ou Morte» (talvez o único poema épico do mundo moderno), quem assumiu quase sempre posições profundamente empenhadas na independência do seu povo, quem fez, em tantas ocasiões, causa comum com os oprimidos, esteve perto da síntese que desejou e pertence por isso à linhagem de escritores que, na literatura ocidental, dilacerados entre uma tradição religiosa demasiado arreigada para a poderem dispensar e um Mundo em progresso com todas as suas exigências de mudança. e movimento, procuraram, por situação geográfica favorável ou por um esforço de vontade esclarecida, unir os extremos, realizar a síntese dos contrários, conciliar os princípios religiosos predominantes no Ocidente e o apelo que vem da espiritualidade oriental, ou ambos com as realidades históricas.&lt;br /&gt;Romain Rolland na França, Tagore na Índia, Teixeira de Pascoaes ,  em Portugal, são alguns empreendimentos nesse sentido: «ateoteístas», cujo sentido profundamente religioso da existência, lhes não permitia ignorar a realidade e fatalidade do imanente histórico, político e  social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A um panteísmo sempre desperto deve Kazantzaki o cunho de optimismo que sempre o acompanha, com todas as contradições próprias do crente abrasado pela fé e alguns também dos paradoxos que o incréu não desdenharia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;« Carta a Greco» foi o último livro de Nikos Kazantzaki e que ele já não teve ocasião de rever. Escrito meses antes da sua morte, e publicado postumamente, neste testamento espiritual se encontra espelhado o místico da terra e da vida, a maneira sempre apaixonada e dramática de cantar a existência, uma expansão ou transbordante sensibilidade, uma imaginação infinitamente fértil, e sempre esse generoso ímpeto que parece ter herdado de um lutador olímpico, ignorando a indiferença e o realismo cínicos,  perseguindo em todos os actos, passos e palavras, o absoluto. &lt;br /&gt;De facto, Kazantzaki viveu e escreveu sempre como se o absoluto estivesse nele, ou nele tivesse incarnado... Possesso de Deus, e como todos os pensamentos dualistas, Kazantzaki vê o Mundo avançando através de uma luta eterna entre os princípios do Bem e do Mal, o espírito da luz e o das trevas(«Todas as aventuras dos santos e dos heróis me pareciam ser o mais simples, o caminho mais realista para o homem»),  luta para a qual não há tréguas, e a que ele se entrega de corpo e alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a empresa de toda a sua vida foi - como declara - reunir em uma só voz (a sua) as vozes de Cristo, Buda e Lenine, ainda que o não tenha conseguido, é já significativo semelhante empenho e tão utópica ambição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A posição de Kazantzaki que, como todos os místicos e todas as morais de cunho religioso propõe à conduta individual uma superação constante, uma ética de heroicidade, sacrifício pessoal, ascético aperfeiçoamento e entrega à transcendência, bastante vulnerável se apresenta a uma moral mais humana, mais realista, mais prática e utilitária, que, no entanto, não deixa de encontrar nas obras do grande escritor vários motivos de encantamento estético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tudo o que nela haja de ideológica e filosoficamente discutível (até detestável), essa obra é uma das mais extraordinárias do nosso tempo. O nome do escritor que a equívoca adaptação ao cinema do seu Zorba, popularizou de maneira tão injusta, não será esquecido, mesmo quando o tempo demonstrar toda a fatuidade do pensador e do doutrinário.&lt;br /&gt;-----    &lt;br /&gt;(1) Nikos Kazantzaki – Carta a Greco – Trad. de Armando Pereira da Silva e Armando da Silva Carvalho – Nº 40 da Col. «Documentos do Tempo Presente» - Ed. Ulisseia, Lisboa, 1967 – 520 pgs – 70$00&lt;br /&gt;---- &lt;br /&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela, não tão mau como isso, foi publicado no semanário «Vida Mundial», secção crítica de livros, em &lt;strong&gt;29-9-1967&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115952150403960748?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115952150403960748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115952150403960748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/n-kazantzaki-1967.html' title='N. KAZANTZAKI 1967'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115934904462139967</id><published>2006-09-27T10:20:00.000+01:00</published><updated>2006-09-27T10:57:26.643+01:00</updated><title type='text'>J. LEVY 1997</title><content type='html'>&lt;em&gt;levy-0&gt; - merge doc de 4 files wri da série levy&gt; , notas de leitura de um autor que se chama levy - 14208 bytes levy-1&gt;&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DE VIRCHOW A LINUS PAULING PASSANDO PELO TAO E PELO NEI KING&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, &lt;strong&gt;26/9/1997&lt;/strong&gt; - Quando Rudolfo Virchow, médico prussiano que foi também político, enunciou em 1858, na obra «Patologia Celular», o princípio de que «toda a doença tem na base uma perturbação da célula», estava com certeza longe de supor que um século não bastaria para que a lógica molecular se impusesse aos inteligentes da ciência em geral e aos superinteligentes da ciência médica em particular.&lt;br /&gt;É mais um capítulo da secular luta pelo óbvio ululante.&lt;br /&gt;Foi necessário chegar ao duplo prémio Nobel, o norte-americano Linus Pauling, para que a medicina orto-molecular fizesse carreira. E embora a lógica ortomolecular  tenha pouco a ver com a medicina dos específicos que foi baptizada com esse nome, antes assim que pior. &lt;br /&gt;Prémio Nobel da Química em 1954 e Prémio Nobel da Paz em 1962, Linus Pauling foi químico e biólogo, introduzindo a mecânica quântica na química atómica e estudando a estrutura das moléculas e das ligações químicas.&lt;br /&gt;Estava em óptima posição para fazer a ponte entre todos estes desalinhos da ciência ordinária, em favor de uma síntese, mínima, mais humana e mais holística, que desse um quadro lógico das interinfluências disciplinares e das evidência óbvias que se impunham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por trás disso tudo, a Alquimia tradicional, a primeira das 12 ciências sagradas, continuava muda e queda, porque a ciência ordinária a emudeceu. &lt;br /&gt;Alguém viria, nos anos 70 e 80, a estabelecer também a ponte interdisciplinar entre várias disciplinas:&lt;br /&gt;a) Mecânica quântica&lt;br /&gt;b) Química &lt;br /&gt;c) Bioquímica&lt;br /&gt;d) Biologia molecular&lt;br /&gt;e) Alquimia da célula&lt;br /&gt;f) Alquimia da Alma&lt;br /&gt;Para esta última alínea - alquimia da alma - , contribuiu o trabalho de Carl Gustav Jung (1875-1961), o psicanalista suíço que soube libertar-se da camisa de forças da psiquiatria, da camisa de forças da psicanálise da líbido e avançar para o oceano profundo do inconsciente colectivo, base, reconhecida ou não, da psicologia hoje autocognominada transpessoal (Pierre Weil). &lt;br /&gt;Mas a fonte principal de informação sobre alquimia da alma é o chamado «Livro dos Mortos Egípcio» ou «Livro da Abertura à Iluminação», que codifica as 9 almas onde a alquimia se processa.&lt;br /&gt;Como nos informa qualquer ficha de enciclopédia, a originalidade de Carl Gustav Jung consistiu em introduzir, acima do inconsciente individual proposto por Freud, um inconsciente colectivo, estratificação das experiências milenares da humanidade, que se revela por meio de um pequeno número de temas preferenciais (arquétipos).&lt;br /&gt;Se ainda está em discussão que o sonho, por exemplo, seja a linguagem do inconsciente colectivo, parece estar em vias de confirmação que o inconsciente colectivo da humanidade tem a sua sede no lugar mais óbvio e lógico: o ADN da célula, onde se diz que está inscrita, como num livro, a informação passada, presente e futura da espécie humana.&lt;br /&gt;E tudo o que a psicologia estuda com o nome de instinto, reflexos condicionados, hábitos, memória, etc e a parapsicologia estuda sob o nome de intuição, vidência, premonição, telepatia, etc. &lt;br /&gt;Também no ADN das outras espécies - e nem só da espécie humana - está inscrita a informação passada, presente e futura dessas espécies.&lt;br /&gt;Esta tese de Etienne Guillé, biólogo molecular e matemático, abre-se para um quadro de memórias ancestrais, energias ou informações (memória = informação = energia) que podem detectar-se, analisar-se e administrar-se através do método da radiestesia holística, tal como a ensina Etienne Guillé. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Hans Nieper, nos EUA, o célebre médico que tratou Reagan do cancro no cólon,  e Joseph Levy em França, começou e falar-se em medicina eumetabólica, aparentada à medicina ortomolecular de Carl C. Pfeiffer, Pierre Gonthier e do grande pioneiro Linus Pauling. &lt;br /&gt;Mas há quem lhe chame «medicina homotóxica», acentuando, com esta designação, o factor «desintoxicação» proposto como primeiro passo de uma cura radical ou, pelo menos, causal.&lt;br /&gt;Ninguém se atreveu ainda a chamar-lhe o nome exacto: cura iniciática, objectivo de todas as medicinas sagradas tradicionais.&lt;br /&gt;Há mais de um século, os neo-hipocráticos não disseram outra coisa:&lt;br /&gt;a) primum, non nocere &lt;br /&gt;b) secundo, desintoxicação, desintoxicação, desintoxicação.&lt;br /&gt;Mas há milénios que a medicina taoísta do yin-yang, a que hoje se chama macrobiótica, não diz também outra coisa: há milénios que a cosmobiologia taoísta é uma medicina ortomolecular, vibratória e holística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência química ainda mal assimilou o que aprendeu, enquanto a medicina tenta aprender e assimilar também a química através da bioquímica. Tudo em marcha lenta.&lt;br /&gt;Hans Nieper, inspirado pelo prémio Nobel Hans Selye, decidiu procurar quais os sais de magnésio e de potássio mais susceptíveis de atravessar a membrana celular, a fim de penetrar no coração da célula. &lt;br /&gt;Sucessivamente, foram estudados, com o mesmo objectivo:&lt;br /&gt;a) Ácido 2 aminoetil fosfórico (EAP) &lt;br /&gt;b) Ácido aspártico&lt;br /&gt;c) Ácido orótico.&lt;br /&gt;O ácido orótico, segundo Joseph Levy, é capaz de transportar os iões de magnésio e potássio até aos mitocôndrios, o que lhes confere uma eficácia máxima.&lt;br /&gt;Seria interessante saber se os oligoelementos, sob forma catalítica, e os próprios alimentos sob a forma de ...alimentos (não industrializados) que contenham esses dois sais minerais - magnésio e potássio - não terão uma eficácia ainda maior... e não levarão a informação até aos mitocôndrios.&lt;br /&gt;A medicina não sabe tratar uma descalcificação. Não sabe sequer que uma descalcificação é uma desmineralização. Não sabe portanto como tratar uma osteoporose da menopausa. Não sabe que o açúcar industrial é o desmineralizante (descalcificante...) Número 1.&lt;br /&gt;Resta, portanto, saber se a melhor forma de levar a informação mineral aos mitocôndrios não será, por exemplo, o que Michio Kushi designou como «caldo dos vegetais doces» (Cebola + Couve Branca + Cenoura + Abóbora em destilação de 20 minutos).&lt;br /&gt;Neste tempo e mundo, rejeita-se a simplicidade e talvez por isso tenhamos a tragédia de uma vida tão complicada e de uma saúde tão cara.&lt;br /&gt;Se o caldo dos vegetais doces, com reforço de algas em abundância, consegue a mineralização total, equilibrada e completa, a medicina ortomolecular seria, de facto, a descoberta da pólvora.&lt;br /&gt;As substâncias estudadas por Hans Nieper - aspartatos e orotatos - comportam-se como verdadeiros veículos capazes de transportar os minerais até lá onde o organismo tem necessidade deles; daí a sua designação «transportadores de minerais». &lt;br /&gt;O ácido orótico, como explica Joseph Levy, é um produto natural presente no soro do leite.&lt;br /&gt;Não se compreende - diz Levy - porque é que a legislação francesa pôs o ácido orótico e os orotatos no quadro das substâncias perigosas, criando um obstáculo à sua importação para as empresas especializadas em dietética.&lt;br /&gt;O ácido aspártico foi estudado pelo francês Henry Laborit.&lt;br /&gt;Mas nada disto a medicina sabe nem lhe convém saber. A ignorância continua a ser altamente lucrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque ainda há muita gente e perguntar o que é medicina do terreno e a perguntar se essa medicina tem algo a ver com a agricultura - cultura dos terrenos... - teremos que sublinhar, mais uma vez, o óbvio.&lt;br /&gt;Medicina do terreno é a medicina do terreno orgânico e poderá ser sinónimo de medicina metabólica, de medicina trofoterápica, de medicina eumetabólica.&lt;br /&gt;A medicina do terreno organiza-se à luz da lógica ortomolecular, enquanto a medicina ortomolecular, que entretanto surgiu e assim se autobaptizou, poderá ser um dos desenvolvimentos mais recentes da medicina do terreno, que remonta a três outras fontes:&lt;br /&gt;a) Medicina neo-hipocrática &lt;br /&gt;b) Oligoterapia&lt;br /&gt;c) Alquimia alimentar.&lt;br /&gt;Medicina holística será também um sinónimo possível de medicina do terreno, se se tomar holística não como o somatório de vária terapias mas como a síntese ou convergência ortomolecular de várias terapias físico-energéticas, desde o magnetismo até à floralterapia e à musicoterapia, passando pela fitoterapia, pela homeopatia e pela felinoterapia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À luz da lógica ortomolecular, sempre que se fala de metais, sais minerais e/ou oligoelementos - agentes vivos do processo metabólico - há um factor desde logo associado: o factor a que, de um modo geral, chamaremos vibratório ou iónico ou energético, assim discriminado e pormenorizado:&lt;br /&gt;a) Magnético&lt;br /&gt;b) Eléctrico&lt;br /&gt;c) Electro-magnético.&lt;br /&gt;Mas além do corpo electromagnético, outros 6 corpos subtis precisam de «tratamento», pelo que a medicina total - holística no sentido exacto - deverá também considerar esses 6 corpos subtis, além do corpo magnético, os quais 6 corpos preenchem a área (quântica?) entre os 2 infinitos - grande e pequeno -, entre dois cosmos - macro e microcosmos -  tal como Etienne Guillé estabeleceu. &lt;br /&gt;Que saibamos, só o método de Etienne Guillé conduz a essa medicina total. O que existe hoje com a etiqueta de medicina vibratória ou medicina ondulatória ocupa-se unica e exclusivamente do corpo magnético, ou corpo eléctrico como outros autores lhe chamam, ou corpo electro-magnético.&lt;br /&gt;Corpo a que as tradições compiladas pela Sociedade Teosófica chamam «corpo etérico». &lt;br /&gt;O corpo magnético é, de facto, a base da pirâmide vibratória. Mas apenas a base. O que hoje se verifica em matéria de energias é um verdadeiro «tráfico» no sentido mais perverso, incluindo, regra geral, outras perversões suplementares: manipulação (todo o mundo manipula todo o mundo), vampirismo (todo o mundo suga todo o mundo) e parasitagem (todo o mundo serve e se serve dos outros em vez de se aliar ao Cosmos a que pertence).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência moderna conhece hoje oligoelementos que a alquimia, porventura, desconhecia. Mas os metais conhecidos dos alquimistas, em correspondência com os 7 planetas do sistema solar, então também conhecidos, estabelecem uma espécie de matriz energética onde os restantes metais (descobertos e a descobrir) se poderão inserir. &lt;br /&gt;O químico russo Dmitri Ivanovitch Mendeleiev (1834-1907) iria contribuir indirectamente para uma consciência ortomolecular, quando estabelecia , em 1869, a classificação periódica dos elementos  químicos. &lt;br /&gt;A  alquimia da vida, a alquimia da célula, a alquimia alimentar, faz-se com todos os metais (descobertos e a descobrir) mas alguns são decisivos no processo: Enxofre e mercúrio (que dão nome às energias filosofais) e cobre, ouro, prata, estanho, chumbo e ferro que se identificam com os respectivos planetas do sistema solar. &lt;br /&gt;O que a medicina ortomolecular viu e tentou solucionar, foi uma situação de bloqueio, causada pelos dois flagelos modernos deste tempo-e-mundo (imundo):&lt;br /&gt;a) A poluição química (alimentar, medicamentosa, do ar, da água e dos solos);&lt;br /&gt;b) O conflito entre o orgânico e a introdução no organismo (e portanto na célula) de elementos inorgânicos, regra geral metais pesados.&lt;br /&gt;Em vez de se perceber que a medicina teria hoje que começar por ser ecológica (com um ecodiagnóstico operando a despistagem de mil e um factores adversos), preferiu-se tapar o sol comnuma peneira e continuar agarrado à sintomatologia vigente.&lt;br /&gt;Por isso foram surgindo como produtos específicos orientados para a terapia:&lt;br /&gt;a) Sulfatos &lt;br /&gt;b) Gluconatos&lt;br /&gt;c) Orotatos &lt;br /&gt;d) Aspartatos.&lt;br /&gt;Mas tudo, na área dos «atos», está ainda em questão, embora a medicina dita ortomolecular já tenha avançado (e ao que parece com sucesso...) para a aplicação terapêutica de alguns.&lt;br /&gt;O menos que se pode pedir é prudência máxima, em casos como este, onde há que saber tudo (e ainda se sabe pouco) sobre a acção fisiológica de:&lt;br /&gt;a) Glutanatos&lt;br /&gt;b) Quelatos&lt;br /&gt;c) Orotatos &lt;br /&gt;d) Aspartatos &lt;br /&gt;e) Sulfatos.&lt;br /&gt;Antes que a informação se perca num mar de informação, anote-se a definição enciclopédica de QUELATO: complexo químico formado a partir de um ligando polidentado e um ião metálico, formando um anel.  Os quelatos são mais estáveis que os complexos unidentados correspondentes e são utilizados para reter iões metálicos, bem como em análise química e para separar metais. &lt;br /&gt;Algumas substâncias bioquímicas, incluindo a clorofila e a hemoglobina, são quelatos.&lt;br /&gt;Extrai-se desta notícia o dado fundamental para a consciência de uma lógica ortomolecular: os quelatos estão na fronteira entre o orgânico e o inorgânico, daí o seu papel decisivo em todo o processo metabólico ortomolecular, entre o que sai e o que entra na célula. &lt;br /&gt;Como diria um senhor chamado La Palice.&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;em&gt;1536 bytes - levy-2&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A REVOLUÇÃO SILENCIOSA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns sublinhados no livro de Joseph Levy, «La Révolutiom Silencieuse de la Médecine»:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eczema, tratado de maneira intempestiva, na base de pomadas de cortisona, dá lugar à asma, mais grave.&lt;br /&gt;Joseph Lévy, «La Révolution Silencieuse de la Médecine», pg. 24 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vitaminas desempenham um papel fundamental na imunidade anti-cancerosa.&lt;br /&gt;Joseph Lévy, «La Révolution Silencieuse de la Médecine», pg. 26 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A toxicidade das vacinas resulta de várias causas: &lt;br /&gt;a) Elas contêm a maior parte das vezes estirpes ou toxinas microbianas que, embora atenuadas, podem apresentar toxicidade a longo prazo, pouco perceptível mas não menos séria;&lt;br /&gt;b) Elas contêm conservantes, alguns à base de mercúrio, metal particularmente tóxico;&lt;br /&gt;c) Elas são introduzidas brutalmente no organismo, por uma via que não o deixa adaptar-se.&lt;br /&gt;Mas isto não é ainda tudo.&lt;br /&gt;Joseph Lévy, «La Révolution Silencieuse de la Médecine», pg. 31&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bromelase do ananás (planta que a botânica classifica de bromeliácea), prescrita de 400 a 1000 mg por dia, em associação com o orotato de magnésio e de potássio faz desaparecer, em curso espaço de tempo, os sintomas de angina de peito. &lt;br /&gt;A Bromelase é igualmente eficaz nas sequelas do enfarto.Joseph Lévy, «La Révolution Silencieuse de la Médecine», pg. 31&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;em&gt;3584 bytes - levi-3&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESQUIZOFRENIAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sindroma rotulado de «esquizofrenia» abriu à medicina ortomolecular várias pistas, assim resumidas por Joseph Levy («La Révolution Silencieuse de la Médecine»):&lt;br /&gt;a) Incluem-se no rótulo «esquizofrenia,  12 doenças diferenciadas:&lt;br /&gt;- sífilis cerebral&lt;br /&gt;- pelagra&lt;br /&gt;- porfíria (conjunto de manifestações patológicas do metabolismo das porfirinas)&lt;br /&gt;- hipotiroide&lt;br /&gt;- psicose anfetamínica &lt;br /&gt;- hemocistinúria&lt;br /&gt;- carência de ácido fólico &lt;br /&gt;- carência de vitamina B12&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) - Os que, por análise, são classificados de de histaminopénicos (excesso de histamina), recebem:&lt;br /&gt;- Vitamina PP&lt;br /&gt;- Ácido fólico&lt;br /&gt;- Zinco&lt;br /&gt;- Manganés&lt;br /&gt;- Litium prolixina &lt;br /&gt;- Triptofano&lt;br /&gt;- Vitamina B12&lt;br /&gt;- Vitamina C&lt;br /&gt;- Histadina (proteínas) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) - Os histaminodélicos (falta de histamina) recebem:&lt;br /&gt;- Vitamina B6&lt;br /&gt;- Zinco&lt;br /&gt;- Manganés&lt;br /&gt;- Vitamina C&lt;br /&gt;- Vitamina A&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) Os hipoglicémicos recebem:&lt;br /&gt;- Ziman forte&lt;br /&gt;- Vitamina C&lt;br /&gt;- Levedura de cerveja&lt;br /&gt;- Vitaminas B6&lt;br /&gt;- Vitaminas B 15&lt;br /&gt;- Magnésio&lt;br /&gt;- Legumes&lt;br /&gt;- Proteínas&lt;br /&gt;Os elementos mais frequentes indicados por Joseph Levy induzem uma indicação estatística dos elementos/alimentos que maior importância assumem, à luz da lógica ortomolecular, na prevenção e profilaxia de um terreno pré-esquizofrénico. Ou seja, temos pelo menos uma indicação daqueles elementos que, em carência, deterioram a célula nervosa.&lt;br /&gt;Pelo que recapitulamos, por ordem alfabética, esses elementos/alimentos:&lt;br /&gt;- Ácido fólico&lt;br /&gt;- Histadina (proteínas) &lt;br /&gt;- Legumes &lt;br /&gt;- Levedura de cerveja &lt;br /&gt;- Litium &lt;br /&gt;- Magnésio &lt;br /&gt;- Manganés&lt;br /&gt;- Proteínas  &lt;br /&gt;- Triptofano &lt;br /&gt;- Vitamina A&lt;br /&gt;- Vitamina B6 &lt;br /&gt;- Vitamina B12&lt;br /&gt;- Vitamina B 15 &lt;br /&gt;- Vitamina C&lt;br /&gt;- Vitamina P&lt;br /&gt;- Zinco &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se isto não é apenas uma pequena parte do que pretende e faz a macrobiótica, há que perguntar o que é. Só as lógicas são diferentes: a medicina, mesmo dita ortomolecular, pensa sempre em termos de substâncias específicas para casos específicos.&lt;br /&gt;A macrobiótica ou alquimia alimentar pensa em termos holísticos, inscrevendo os elementos profilácticos nos alimentos de todos os dias. &lt;br /&gt;O que desnecessita o recursos a orotatos e a outros «tatos» para tornar assimiláveis esses minerais e essas vitaminas.&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;2816 bytes - levy-4&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CANCRO SEGUNDO JOSEPH LÉVY E NIEPER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O organismo são é capaz de controlar o crescimento celular - afirma Joseph Levy . O cancro, segundo diz, é caracterizado por uma perda deste poder de controle da célula sobre o crescimento de outras células. &lt;br /&gt;Guiado pela medicina eumetabólica de Hans Nieper, Joseph Lévy indica as seguintes substâncias na destruição da célula cancerosa: &lt;br /&gt;- DHEA &lt;br /&gt;- Vitamina D 2&lt;br /&gt;- Betacaroteno (Vitamina A)&lt;br /&gt;- Bromelinas&lt;br /&gt;- Magnésio &lt;br /&gt;- Zinco &lt;br /&gt;- Vitamina &lt;br /&gt;- Tubarão&lt;br /&gt;- Taurina&lt;br /&gt;- Orotato de Lítio&lt;br /&gt;- Amêndoas &lt;br /&gt;- Ameixas&lt;br /&gt;- Figos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos figos, a medicina eumetabólica foi «descobrir» que existiam dois elementos-chave no combate à célula cancerosa:&lt;br /&gt;a) Benzaldeído&lt;br /&gt;b) Acetaldeído&lt;br /&gt;onde se incluem, segundo Joseph Levy, mandelonitrilos, amigdalina e prunasina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Substâncias geno-reparadoras :&lt;br /&gt;Dihidrovaltrato (Valeriana do Paquistão) &lt;br /&gt;Carnívora (dioneia) &lt;br /&gt;Lidodials (formiga) &lt;br /&gt;Lapacho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre o cancro, Joseph Levy escreve: &lt;br /&gt;«A medicina só se interessa pelo tumor canceroso, quando ele se torna objectivável, quer dizer, quando ele atinge a massa de um grama. Ora, para atingir esta dimensão, são precisos 8 anos de evolução!» (Pg. 21) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Cancro é a perda do sistema de controle destinado a evitar a proliferação anárquica das células - escreve Joseph Lévy - e esta deficiência de controle levou vários anos a constituir-se ».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nieper, citado por Lévy, pensa que 2 substâncias desempenham um papel essencial neste controle que a célula exerce sobre a sua própria tendência para se anarquizar:&lt;br /&gt;a) a tumosterona&lt;br /&gt;b) a dehidroépian drosterona (DHEA)&lt;br /&gt;estudadas pelo grupo de pesquisa do dr. Arthur Shwart (EUA). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joseph Levy dá como exemplo de doenças auto-imunes (uma palavra só por si arrepiante, já que remete para a responsabilidade das vacinas nas mais graves doenças do nosso tempo:&lt;br /&gt;a) Poliartrite reumatóide&lt;br /&gt;b) Esclerose em placas.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115934904462139967?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bookscat.blogspot.com/feeds/115934904462139967/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17844818&amp;postID=115934904462139967' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115934904462139967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115934904462139967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/j-levy-1997.html' title='J. LEVY 1997'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115909324016910828</id><published>2006-09-24T11:19:00.000+01:00</published><updated>2006-09-24T11:20:40.170+01:00</updated><title type='text'>PAVLOV 1988</title><content type='html'>&lt;em&gt;88-09-24-VP&gt; = velho paradigma &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARCUSE E PAVLOV:O TOTALITARISMO UNIDIMENSIONAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;24/9/1988 &lt;/strong&gt;( In «A Capital») - A ciência assiste, impávida e serena, à derrocada do Planeta Terra, à crise ecológica que ela ajudou estruturalmente a despoletar, esse estado de «guerra civil» no seio da própria humanidade e da natureza. &lt;br /&gt;Assiste e nem se comove. É a divina neutralidade da ciência.&lt;br /&gt;Os filósofos, na esteira de Descartes, que defendeu o total domínio da Natureza, foram os últimos a cair na esparrela, sentando-se à mesa da ciência, iludidos de que iriam, filosofando sobre ela, reconduzir a história à unidade perdida e reconciliar aquilo que a ciência irreconciliou e que é praticamente tudo o que a sua mãozinha de ferro tocou.&lt;br /&gt;Hoje, com o nome de etno-ciência, nem o saber comum e a ciência popular escaparam à sua sanha totalitária.&lt;br /&gt;Mas agora é tarde: enredados na teia da ciência, cuja história é um enredar de teias cada vez mais apertadas, rendidos aos seus atributos de divindade - neutral, gratuita, objectiva, racional - os filósofos instituem-se como departamento ou gabinete menor dos investigadores, dos laboratórios, das fórmulas, das teorias, das leis, dos conceitos científicos. Ou ditos científicos. &lt;br /&gt;Viciado em psicanálise, Herbert Marcuse não aceitou com optimismo esta «guerra» , quando percebeu , também, os mecanismos de actuação totalitária e de que maneira o universo concentracionário ou unidimensional absorvera todo o espaço do humano.&lt;br /&gt;A alienação do homem unidimensional deu-lhe um grande desgosto. Feitios. As pessoas, ao que parece, preferem a mentira com açúcar à verdade com mostarda. Há, na natureza humana, um fundo masoquista incurável. Qualquer propagandista de qualquer banha da cobra, mesmo sem recorrer a Pavlov, deve lisonjear instintos, jamais proclamar verdades.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115909324016910828?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115909324016910828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115909324016910828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/pavlov-1988.html' title='PAVLOV 1988'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115909316371632570</id><published>2006-09-24T11:17:00.000+01:00</published><updated>2006-09-24T11:19:23.716+01:00</updated><title type='text'>J. PETITOT 1988</title><content type='html'>&lt;em&gt;88-09-24-&gt; vp = velho paradigma &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS TARDIOS REMORSOS DE JEAN PETITOT:EPISTEMOLOGIA CHEGA SEMPRE TARDE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;24/9/1988&lt;/strong&gt; (In «A Capital») - Ainda continuamos à espera de reencontrar a unidade perdida e ver de novo, face a face, a realidade, que a ciência transformou num «puzzle» infernal de peças desencaixadas e desajustadas . &lt;br /&gt;Será a epistemologia para os filósofos de profissão um esforço cultural e biológico (fisiológico) mas a verdade é que a ciência não tem emenda e quem não conseguiu ir montado no cavalo da sua glória, melhor seria ir de burro ou a pé, que é pelo menos mais seguro. Mais vale ir pelo «senso comum» que conseguiu coisas bem bonitas, no campo da tecnologia (dita) artesanal, por exemplo.&lt;br /&gt;Mas também se pode ir nas asas da águia: e os sistemas perenes da sabedoria tradicional, nas suas fontes vivas do Extremo Oriente e , principalmente, do Médio Oriente , mais defendidas da sanha tecno-científica, aí estão a provar que nem tudo está perdido e que ainda é possível sair do pântano onde a ciência e seus aliados nos meteram. &lt;br /&gt;Mesmo com o buraco de ozono a crescer na alta atmosfera, só as fontes da sabedoria vivas da vida podem ser esperança de ultrapassar o inferno criado no Planeta pelo casamento entre ciência e tecnologia. Com os filósofos como padrinhos.&lt;br /&gt;Ao instituir-se como actividade policial e fiscalizadora, a ciência tem mostrado, no entanto, que morde forte e feio nos hereges da sua religião. Os novos académicos da modernidade são bem a prova dessa vocação policial pidesca, como se pode verificar com uma vista de olhos pelo panorama dito literário e cultural.&lt;br /&gt;Por isso, alguns que não são filósofos, graças a deus, embora ocupem a vida pensando, em vez de «ciência como cultura» , falam antes, na clandestinidade, de «ciência como pouca vergonha». &lt;br /&gt;A famosa «inutilidade» da ciência pura assume, assim, à luz da urgência ecológica e do «utilitarismo» que ela pressupõe (se quisermos salvar a pele, meus senhores)as responsabilidades de um corpo morto ou, pelo menos, estranho. De um impasse, de um atraso de vida.&lt;br /&gt;A economia de tempo exigida pela urgência de cataclismos iminentes deveria por isso perturbar os filósofos com alguma sensibilidade aos «fins do homem », mas nada transparece dos seus rostos (e discursos) imperturbáveis. Imóveis. Divinamente acima de todas as fraquezas humanas, eles continuam (também eles) à sombra de uma especialidade profissional no âmbito de uma instituição (universidade) , dividindo, subdividindo, analisando, atomizando, congeminando sobre a congeminação , «criticando  a crítica  da racionalidade» (Jean Petitot) ou a propor, in extremis, como saída de emergência, uma «dialéctica» entre a metafísica e a fenomenologia. Outra vez a dialéctica a querer salvar ciência e cientistas de maiores apertos.&lt;br /&gt;Tardios remorsos são estes de Petitot, num tempo que já não se mede por um passado finito ao alcance da mão ( arquivos enciclopédicos) mas apenas por um futuro bem finito e incerto, em vias de dar a alma ao criador, de se consumar nos desastres que cientificamente se vão re-multiplicando ao ritmo logarítmico e exponencial de que a  (absurda) lógica científica dá o modelo.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115909316371632570?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115909316371632570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115909316371632570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/j-petitot-1988.html' title='J. PETITOT 1988'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115909303600872510</id><published>2006-09-24T11:14:00.000+01:00</published><updated>2006-09-24T11:17:16.043+01:00</updated><title type='text'>T. GIMBEL 1993</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2 - 93-09-24-ls&gt; = leituras selectas do ac - 3367 caracteres - gimbel-1&gt;adn&gt; notas de leitura &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEITURA ANALÍTICA DE THEO GIMBEL(*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa,&lt;strong&gt; 24/9/1993&lt;/strong&gt; - Selecção de frases: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz pode penetrar profundamente nos órgãos do corpo e certas cores têm sempre os mesmos efeitos, não importando onde se situam essas células.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pessoa humana é tão sensível à luz como qualquer planta. (...) No que concerne aos cegos, pode dizer-se que o ser inteiro deles precisa de sol, pois as células da pele têm de compensar as células dos olhos, deficientes ou ausentes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer estrutura biológica se contrai sob a luz vermelha e se expande sob a luz azul. As vibrações por segundo do Vermelho são mais lentas do que as do Azul (Violeta): 4,5 x 10 14 = Vermelha e 7,6 x 10 14 = Azul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o estudo de um Metal pode ser alterado tão drasticamente, a ponto de mudar do não-magnético para o magnético, o que requer a reordenação da sua estrutura molecular, então porque não poderia um ser humano mudar a sua biologia, infinitamente mais sensível? &lt;br /&gt;(Pg 205)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J.S. Bach usou as leis da música ligadas à matemática (...) Enquanto se ouve a sua música, o equilíbrio do Sal, do Enxofre e do Mercúrio nas estruturas biológicas das plantas, dos animais e dos seres humanos é levado ao seu ponto ideal.&lt;br /&gt;(Pg 215)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a luz que permite a existência da vida neste planeta, por meio da fotossíntese das plantas.&lt;br /&gt;(Pg 215)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vibrações são os ritmos da vida.&lt;br /&gt;(Pg 215)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio é que está virtude.&lt;br /&gt;(Pg 220)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhe o mar e veja como as ondas se comportam; a 14ª onda é especialmente alta e assim elas seguem, num padrão de 7 ondas crescentes e 7 decrescentes, tomando a do meio como média.&lt;br /&gt;(Pg 46) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1879, a Humanidade como um todo ultrapassou o limiar e o arcanjo Miguel assumiu a liderança da Humanidade. Em épocas passadas, os seres que se encarregaram da orientação universal foram Toth, na cultura egípcia, Hermes na grega (?), Mercúrio na romana e Miguel nesta época. Eles acumulam as energias e as administram para bem de todos os seres &lt;br /&gt;(Pg 219)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BURACO NEGRO - Onde a luz viaja mais rápida do que a Luz.&lt;br /&gt;(Pg 27) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cor é a alma da Natureza e de todo o Cosmos, e experimentando a vida das cores participamos dessa alma &lt;br /&gt;(Rudoldo Steiner, cit. in Theo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Léxico técnico em Cromoterapia:&lt;br /&gt;- Pode elevar-se a tensão arterial através da exposição à luz vermelha. &lt;br /&gt;- Sais de ferro = vermelho&lt;br /&gt;- Luz azul - amansa animais ferozes&lt;br /&gt;- Justo meio termo (Theo, 220-221)&lt;br /&gt;- Lâmpada Incandescente (Thomas Edison) &lt;br /&gt;- Lâmpada Fluorescente (Hans Heitler)&lt;br /&gt;- Iluminação a vapor de sódio (espectro vermelho)&lt;br /&gt;- Iluminação a vapor de mercúrio (espectro azul)&lt;br /&gt;- Lâmpada de filamento de tungsténio doméstico&lt;br /&gt;- Luzes estroboscópicas&lt;br /&gt;- Electroencefalógrafo&lt;br /&gt;- Sólidos platónicos (Theo, 222)&lt;br /&gt;- Casa da terra = proporções de ângulos e valores matemáticos &lt;br /&gt;- Cinco oitavas da espinha dorsal humana (Theo, 28)&lt;br /&gt;- «Esboço da teoria da Cor», Goethe, 1810&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhos práticos:&lt;br /&gt;- Diagramas: Correspondência dos 6 sólidos platónicos com: glândulas suprarenais, plexo solar, coração, garganta, pituitária e glândula pineal: &lt;br /&gt;- Frascos com água vibrada por cores&lt;br /&gt;- Sólidos platónicos em cartolina ou cristal&lt;br /&gt;- Prismas de cristal&lt;br /&gt;- Pirâmides de cristal&lt;br /&gt;- Bola de cristal&lt;br /&gt;- Velas de Cores&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;(*) In «Forma, Som, Cor e Cura», de Theo Gimbel, Ed. Pensamento&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115909303600872510?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115909303600872510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115909303600872510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/t-gimbel-1993.html' title='T. GIMBEL 1993'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115883151711276149</id><published>2006-09-21T10:37:00.000+01:00</published><updated>2006-09-21T10:38:37.146+01:00</updated><title type='text'>K. DORJE 1988</title><content type='html'>&lt;em&gt;ahvv- 0&gt;2560 bytes -ahvv-1&gt; antecedentes da hipótese vibratória &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MAL DO SÉCULO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;21/9/1988&lt;/strong&gt; - Relativamente ao que o Lama Kunzang Dorje, nos seus ensinamentos, designa por «loucura e absurdidade do século», «doença» dos tempos actuais ou por «monstros modernos», o budismo tibetano da escola Nyingma advoga uma atitude de não-violência, como é próprio do «dharma» budista.&lt;br /&gt;Ao preconizar que «as próprias energias da doença sejam utilizadas para a dominar», o «dharma» tibetano demarca-se de outras doutrinas que, reconhecendo o «mal do século» , o «tempo de horror, terror e decadência», para ele e contra ele preconizam uma atitude de «combate».&lt;br /&gt;O budismo tibetano convoca as energias de cada ser humano em benefício de todos os seres mas, por isso mesmo, sem o dilaceramento dramático da oposição, da violência, do contra-ataque, do taco a taco, que são vorazes devoradores de energia.&lt;br /&gt;Demarca-se, por isso e também, da acção ecologista, que partindo embora da mesma constatação - a profunda crise ou doença do nosso tempo - para ela preconiza uma atitude de «anti», «contra» e «combate», através da luta política, por exemplo.&lt;br /&gt;No plano da análise e diagnóstico da situação, no entanto, há preocupações comuns e até a nomenclatura do pensamento ecologista não difere daquela que o lama Kunzang, nos seus Ensinamentos, adopta.&lt;br /&gt;Tal como ele, os ecologistas preocupam-se com o «buraco na camada de ozono da estratosfera», com o cancro, o stress, o inferno urbano, a droga, as seitas, a tortura, os medicamentos químicos, enfim, toda a face sombria do nosso tempo.&lt;br /&gt;O ponto de partida é comum mas a estratégia é diferente: em vez de confronto, luta, combate, o budismo tibetano aceita, serenamente, que a «mobilização de todas as energias humanas» pode esconjurar os «demónios actuais».&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;em&gt;1536 bytes &lt;ahvv-2&gt; antecedentes da hipótese vibratória - repescagem de folhas de diário ou apontamentos soltos - ajuda à memória para a entrevista-testamento que AC há-de dar no dia de S. Nunca à Tarde &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A FELICIDADE DE SER POBRE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais fácil os países pobres conseguirem o que lhes falta para viver, do que os ricos verem-se livres daquilo que os mata.&lt;br /&gt;Os países ricos são ricos, nada lhes falta. Por isso os países pobres podem dar graças a Deus de não ter o que os ricos têm: (a lista aqui a entrar tem que ver com entropia/desentropia, carma passivo/carma activo, com o slogan «tudo se paga», com o «reverso da medalha» ou «tudo o que tem uma frente tem um dorso», quer dizer, com o princípio único (TAO) e a ordem do universo.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115883151711276149?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115883151711276149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115883151711276149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/k-dorje-1988.html' title='K. DORJE 1988'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115883139883626447</id><published>2006-09-21T10:34:00.000+01:00</published><updated>2006-09-21T10:36:38.866+01:00</updated><title type='text'>R. NADER 1979</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-4  - nader-1-ie-ls&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RALPH NADER VISTO POR MICHEL BOSQUET(*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[«Madeira Hoje»,&lt;strong&gt; 21/9/1979 &lt;/strong&gt;]  - Quando se fala em «defesa do consumidor», o nome do advogado norte-americano Ralph Nader aparece como um dos mais conhecidos, pela sua luta e figura quase carismática.&lt;br /&gt;A discutida (e por muitos temida...) personalidade de Nader tem sido objecto de referências hostis tanto como dos mais rasgados elogios: entre os admiradores mais entusiastas da sua acção, conta-se Michel Bosquet, sociólogo, ensaísta e jornalista ilustre, a quem os grandes movimentos sociais e humanos de vanguarda têm merecido a mais lúcida e tenaz atenção. A opinião de Michel Bosquet (que escreveu muitos livros sob o nome de André Gorz) assume portanto um peso especial, podendo o leitor, através dela, perceber com maior profundidade as implicações do pensamento e da acção de Ralph Nader, uma vida inteira consagrada a combater «o festim envenenado» que é a sociedade de consumo.&lt;br /&gt;Os organismos de sondagem de opinião pública não revelaram se alcançaria o primeiro, o segundo ou o terceiro lugar da lista, pois quando se soube que estava entre os três primeiros, as sondagens foram suspensas. Entre as várias funções das sondagens, figura a de fazer publicidade dos organismos encarregados da sua execução junto das empresas publicitárias e dos seus anunciantes. Ora bem, empresas de publicidade e anunciantes detestam Nader. Porquê? Porque este dedica a sua vida a «mostrar à massa de cidadãos, como a manipulam, dominam e exploram alguns grupos particulares com a conivência de organismos de Estado».&lt;br /&gt;Dirão talvez que isso são «coisas de americanos». Falso. Há algum tempo atrás, Ralph Nader pronunciou, em Paris, uma conferência perante um auditório de 400 pessoas. A imprensa francesa apenas mencionou por alto o que Nader descobriu durante as cinco horas da conferência. Porquê? Julgo que quando lerem o que se segue, compreenderão, facilmente, o porquê. Relatarei, o mais fielmente possível, o que se disse na conferência de Ralph Nader, recordando de passagem uma série de factos revelados noutras ocasiões quer por Nader, quer pelos partidários com que conta em França.&lt;br /&gt;Mas comecemos pelo princípio: donde saiu Ralph Nader? Da Harvard Law School. Filho de emigrantes libaneses, Nader decidiu-se pelo Direito, pensando que o ajudaria «a servir o povo e defender as vítimas». Mas descobriu que a única coisa que se ensinava nas faculdades era a «servir os «trusts» e os Bancos. Os advogados nunca estão ao lado de quem deles precisa». Em face disso, resolveu «revolucionar a profissão».&lt;br /&gt;Nader ainda não tinha encontrado o seu ângulo de ataque quando se concentrou num determinado tipo de acidentes automobilísticos que as companhias de seguros imputavam, geralmente, a erros do condutor e que as vítimas, pelo contrário, atribuíam a defeitos de construção dos veículos.&lt;br /&gt;Durante o seu inquérito, Nader recebeu uma carta anónima de um operário da «General Motors» em que lhe assinalava já se saber de há muito, em Detroit, que o Chevrolet Corvair era um caixão sobre rodas.&lt;br /&gt;Nader prosseguiu com a sua investigação, cujas conclusões publicou então num livro volumoso e bastante caro que se converteu imediatamente em «best-seller». Nele, Nader acusava a GM de homicídio, revelava que esta só dedicava 0,073 por cento dos lucros em investigações tendentes a reforçar a segurança dos modelos - quatro vezes menos do que investia para tornar agradável ao ouvido o ruído do fechar das portas - e que, em 1930, o presidente director-geral da companhia se tinha negado a dotar os seus veículos com vidros de segurança: «Há investimentos mais rentáveis» escrevera o presidente sobre o assunto. «Não somos uma instituição filantrópica».&lt;br /&gt;A General Motors atacou Nader por difamação. Nader contra-atacou, apresentando-se para testemunhar perante uma comissão do Congresso. O senador que o tinha convidado a depor foi informado, um dia, por um porteiro: «Sabe que a testemunha Nader é seguida até à porta do Congresso, por detectives particulares?». Isto provocou um escândalo. O senador citou o presidente director-geral da GM para se explicar perante a comissão senatorial. O presidente da mais poderosa firma do mundo apresentou desculpas públicas por duas vezes. Imperturbável, Nader acusou-o de «intrusão na sua vida particular» e conseguiu 425 000 dólares por danos e prejuízos. Com esta soma, poderá financiar durante vários anos o seu pequeno instituto de investigação. &lt;br /&gt;A súbita celebridade não afectou em nada este homem de aspecto frágil, com ar de adolescente meditativo, sóbrio até no seu humor anglo-saxão. Dorme quatro horas por dia, vive num apartamento com dois quartos, tem uns gastos mensais de 500 dólares (cerca de 15 contos) e não possui nada de seu.&lt;br /&gt;Os que pensavam que ele iria especializar-se na indústria automobilística, em breve descobriram o erro: se se decidira a especializar-se nalguma coisa, fora só na denúncia dos «abusos, fraudes e violência a que os «trusts» submetem : o grande público». Acredita Nader, como asseguram tanto os seus falsos partidários como os seus críticos de esquerda, que é possível «humanizar os «trusts», dar um aspecto mais humano ao rosto do capitalismo? Tirem-se as conclusões que se quiser de declarações como a seguinte:&lt;br /&gt;«Os «trusts» mentem em tudo. Mentem ao falar da importância de investigações que nunca levaram a cabo. Mentem sobre o valor dos seus dividendos ao fazer a declaração fiscal... Tudo isto faz parte do sistema. O engano e a mentira cumprem uma função institucional: o sistema não pode funcionar doutro modo.»&lt;br /&gt;Então para quê toda essa campanha de Nader tendente a conseguir que o público esteja representado no Conselho de Administração da «General Motors»? Resposta: «Uma reivindicação apresenta sempre dois aspectos. Se ganha, a sua presença no Concelho de Administração dá-lhe acesso a uma série de informações confidenciais que servirão para alimentar outras campanhas. Se perde, terá conseguido, pelo menos, que as pessoas tenham tomado consciência do que é possível e do que não o é, logo daquilo que há a mudar.» &lt;br /&gt;O fracasso da campanha de Nader «revelou ao grande público o Impacto que um grande «trust» particular tem sobre a sua vida quotidiana. O público descobriu estar a GM a lutar pela continuação da construção de auto-estradas e contra os transportes colectivos e a prevenção da poluição. Descobriu ser possível à «G.M..» submeter as universidades, os Bancos, as fundações que possuem acções da «G.M..» e obrigá-los a votar a favor de um Conselho de Administração que actua ilegalmente e viola inúmeras leis».&lt;br /&gt;O fracasso tem, pois, para Nader uma função educativa: serviu para «elevar o nível de consciência das pessoas». Mas, com a condição de os êxitos noutras frentes manterem viva a convicção de que vale a pena lutar por isso.&lt;br /&gt;Que êxitos há? Nader coleccionou alguns. Mais, em cinco anos, do que qualquer outro membro do corpo legislativo. Graças a ele, votaram-se cinco leis: sobre a segurança automobilística, os oleodutos, as conservas de carne, as minas e o abuso dos raios X. &lt;br /&gt;Nader demonstrou ao público que o estavam a obrigar a comer carne e peixe em mau estado (quer congelados, quer em conserva), que as salsichas de «porco» contêm cinco vezes, em cada oito, «fragmentos de insectos, larvas, pêlos de roedores e outras porcarias»; que até mesmo os alimentos para bebés contêm um composto químico, o glutamato, que se suspeita seja cancerígeno (está proibido em França) e cuja utilização maciça só tem um objectivo: tornar esses produtos do gosto das mães que são quem saboreia os alimentos antes de dá-los aos filhos, para avaliar da sua qualidade. Em dois de cada três casos, descobriu carecerem de valor nutritivo os famosos pequenos almoços de cereais que lhe dão «a força de um tigre» e ser o pior deles todos, o mais famoso, produzido por Kellog; que pelo menos nos Estados Unidos, as firmas Procter e Gamble, Colgate, Palmolive e Lever Bros mentem sobre a capacidade detergente dos seus produtos. Nos Estados Unidos todas essas firmas foram formalmente acusadas de levar a cabo uma publicidade mentirosa. &lt;br /&gt;Descobriu também que, durante o correr da sua vida, cada norte-americano tem duas em cada três probabilidades de ficar intoxicado pelo consumo de conservas alimentares e também que, de acordo com o número actual de acidentes, um em cada quarenta cidadãos, falecerá ou ficará gravemente mutilado por culpa de produtos de consumo defeituosos ou mal concebidos (sem contar os automóveis). &lt;br /&gt;Em continuação eis aqui um breve mostruário:&lt;br /&gt;Todos os anos ardem nos Estados Unidos 10 000 televisores; as portas de vidro causam um total de 10 000 feridos por ano; 60 000 pessoas sofrem de queimaduras por culpa dos seus fogões; os acidentes de escadas de mão que se partem produzem, por ano, 600 mortos e  200 000 feridos; os corta-relva, por sua vez, produzem anualmente 140 000 mutilações; aproximadamente 700 000 crianças ficam feridas, todos os, anos, por brinquedos perigosos ou defeituosos.&lt;br /&gt;«O engano e a fraude, diz Nader, converteram-se em práticas correntes de todas as indústrias. Quando os industriais fabricam um produto, não se preocupam absolutamente nada com o bem-estar do público. A água, o ar e os produtos que injectam nos alimentos só têm uma função: aumentar-lhes o peso e, por consequência, os lucros. Pelo simples procedimento de injectar água às galinhas, roubam-se anualmente ao consumidor norte-americano, trinta e quatro milhões de dólares. Segundo estimativas do senador Hart, mais da quarta parte dos produtos adquiridos anualmente pelos norte-americanos carecem de utilidade real.&lt;br /&gt;A função económica do engano não é só incrementar os lucros mas também estimular o crescimento económico. Este deixou de ser sinónimo de bem-estar: em grande parte, a expansão reflecte só o auge de indústrias e serviços parasitários que reparam os defeitos dos produtos e serviços que nos vendem em primeiro lugar. Temos, por, exemplo, os pára-choques: foram concebidos de tal forma que a colisão de dois automóveis a pouca velocidade produza em cada um deles danos no valor médio de 250 dólares. Graças ao que o mercado de peças sobressalentes e de reparações representa, nos Estados Unidos, 500 milhões de dólares por ano. Trata-se de um tipo de expansão económica baseado no engano: no consumo forçado.&lt;br /&gt;Outro exemplo: «a poluição do ar. Arrasta consigo anualmente, através da corrosão, um gasto suplementar de 14 000 milhões de dólares em trabalhos de manutenção e reparação. Para a contabilidade nacional estes 14 000 milhões representam um enriquecimento. Na realidade são um gasto - um dos gastos - que os «trusts» particulares impõem ao público e de que só eles beneficiam.&lt;br /&gt;Alguém objecta que se a indústria tivesse de lutar contra a poluição, também seria o público a pagar: aumentariam o preço dos produtos.&lt;br /&gt;- - - - -&lt;br /&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no jornal «Madeira Hoje», &lt;strong&gt;21/9/1979 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115883139883626447?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115883139883626447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115883139883626447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/r-nader-1979.html' title='R. NADER 1979'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115849363689298335</id><published>2006-09-17T12:44:00.001+01:00</published><updated>2006-09-17T12:47:16.893+01:00</updated><title type='text'>VON HOFF 1990</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-1- vonhoff-ls&gt; leituras selectas ac&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;17-9-1990&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gaspar Hartung Von Hoff&lt;br /&gt;PEQUENO LIVRO DE ARTE&lt;br /&gt;Edições Setenta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alquimista e membro de uma sociedade secreta, Gaspar Hartung Von Hoff redigiu, em meados do século XVI, na Áustria, um breve tratado de Alquimia, que as edições Setenta agora lançaram em língua portuguesa(*), com o título «Pequeno Livro sobre a Arte».&lt;br /&gt;Numa área bibliográfica que hoje se encontra saturada por obras de segunda e terceira extracção, quase sempre compiladas umas das outras, os que se interessam por ciências «ocultas» têm agora mais um original à disposição, o testemunho fidedigno sobre alquimia de alguém que se encontrava dentro da matéria e «com as mãos na massa». Não se trata de um mero teórico ou erudito a falar de alquimia, mas de um «operador» da arte, relatando o que fez e viu. &lt;br /&gt;Não sendo uma leitura fácil, como habitualmente acontece em textos de alquimia, redigidos quase sempre para iniciados e segundo códigos cuja chave muitas vezes se perdeu, o «Pequeno Livro da Arte» relata experiências de transmutação de cristais em ouro e a procura da pedra filosofal, em linguagem cheia de simbolismo, frequentemente entrecortada de citações bíblicas, numa tentativa, talvez secreta, de fazer a união da alquimia com o cristianismo, que com essas técnicas nunca simpatizou, vendo nelas um poder concorrente e, portanto, «artes do diabo».  A inquisição acusava mesmo os alquimistas de pactos com o demónio e práticas de bruxaria, chegando a meter alguns na fogueira. &lt;br /&gt;Mas a verdade é que, através das suas experiências greco-egípcias, árabes e depois, a partir do séc XII, europeias, a alquimia criou o seu próprio domínio de investigação cuja filosofia visa, essencialmente, reconstituir uma ligação específica do homem com a natureza. &lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115849363689298335?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115849363689298335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115849363689298335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/von-hoff-1990.html' title='VON HOFF 1990'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115849343144375144</id><published>2006-09-17T12:41:00.000+01:00</published><updated>2006-09-17T12:43:51.446+01:00</updated><title type='text'>A. TOYNBEE 1964</title><content type='html'>1-2 - 64-09-17-ls&gt; leituras selectas do ac - toynbee-3&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«UM ESTUDO DE HISTÓRIA» (*) - OBRA DO PROF. ARNOLD TOYNBEE AGORA EM TRADUÇÃO PORTUGUESA DO PROF. VIEIRA DE ALMEIDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; [(**) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no suplemento literário do «Jornal de Notícias», Porto, em «Opiniões da Semana» , em &lt;strong&gt;17-9-1964 &lt;/strong&gt;] &lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante Arnold Toynbee, o leitor avisado poderá distinguir planos e, se aproveitar os factos que ele tão bem conhece e conta, pode com prudência ignorar os valores quer ele, cristão e católico, não deixa de insinuar por dever de ofício e de consciência. &lt;br /&gt;Para empreender uma viagem tão longa através da história, aliás, só uma fé sólida e apoiada em pressupostos transcendentes, só uma fé inabalável e à prova de argumentos humanos, permite não desistir a meio e levar de vencida tão torturante empresa. Por outro lado, que um conhecimento tão largo e profundo da «obra divina permita alimentar a fé de que Toynbee não abdica, eis o paradoxo, eis o enigma, mas que não vem ao caso tratar aqui e que talvez não seja sequer prudente sugerir.&lt;br /&gt;O contacto e conflito entre as culturas ocupa o primeiro lugar no método e na investigação de Toynbee. Ele crê que as culturas, como os indivíduos, além de mortais, sofrem das características dos mortais; nascem, vivem e morrem; chocam-se, agridem-se e destroem-se.&lt;br /&gt;Toynbee insere-se num movimento que tenciona mobilizar as melhores intenções para promover e conduzir em todas as latitudes, uma reciprocidade cultural mais justa. Mas sanados que estejam (estarão algum dia?) os conflitos de ordem primária ou económica entre As várias parcelas do globo, não mais haverá, como acreditam alguns, culturas agressoras e culturas agredidas, umas que se submetem e outras que são submetidas?&lt;br /&gt;Fora da sua estrita especialidade – historiador – importa saber que o trabalho e o pensamento de Arnold Toynbee representa um contributo importante para o esclarecimento de muitos problemas básicos contemporâneos e matéria aproveitável para progressos práticos.&lt;br /&gt;Partindo do pressupostos distintos (talvez antagónicos) , o alcance e consequências de duas teorias podem, na realidade, equivaler-se e convergir. Toynbee parece ter chegado a conclusões que outros, de formação ideológica diversa, não hesitariam em subscrever. &lt;br /&gt;Movendo-se no campo das ideias gerais, a história para Toynbee faz-se de factos concretos, de inumeráveis factos concretos com os quais convive de perto e à vontade e ninguém, a esse respeito, ousará negar-lhe informação sobre-humana. Quem, como ele, pode sozinho, tratar por tu a história de ontem e de hoje, tem direito à nossa atenção, ainda que não se perfilhem os seus postulados filosóficos, as suas crenças, os seus valores, a sua fé e a sua teleologia apocalíptica.&lt;br /&gt;É de salientar ainda que esta obra foi traduzida e prefaciada pelo saudoso prof. Vieira de Almeida, que de forma excepcional cumpriu bem a tarefa que lhe foi confiada. O seu prefácio, esclarecido e lúcido, demarca os pontos fundamentais do pensamento de Toynbee, ao mesmo tempo que interpreta os métodos de investigação e as linhas de força em que assentam e se estruturam os principais objectivos desta conhecida obra do ilustre professor Arnold Toynbee. &lt;br /&gt;----    &lt;br /&gt;&lt;em&gt;(*) «Um Estudo de História», de Arnold Toynbee -  Editora Ulisseia – Lisboa, 1964 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(**) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no suplemento literário do «Jornal de Notícias», Porto, em «Opiniões da Semana» , em&lt;strong&gt; 17-9-1964 &lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115849343144375144?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115849343144375144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115849343144375144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/toynbee-1964.html' title='A. TOYNBEE 1964'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115849315048331561</id><published>2006-09-17T12:37:00.000+01:00</published><updated>2006-09-17T12:39:10.500+01:00</updated><title type='text'>G. DURAND 1990</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-3 - durand-1-ls&gt; sexta-feira, 20 de Dezembro de 2002-scan &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;17-9-1990&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;METAMORFOSES DO REAL IMAGINÁRIO - TRATADO LÓGICO DO ILÓGICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com “As Estruturas Antropológicas do Imaginário" cuja primeira edição aparece em  Paris, no ano do 1960, Gilbert Durand escreve não só o manifesto da criação poética para todos os tempos e lugares como estabelece a rampa de lançamento para toda a futura análise do fenómeno criativo, seja qual for o campo semântico em que aconteça, o tempo da história, e o lugar da terra onde se pratique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se julgava impossível, a ciência da excepção e do único, a lógica do ilógico, o racional do irracional, realiza-o Durand neste tratado do imaginação, contributo definitivo e exaustivo a tudo o que se tenha dito ou venha a dizer sobre o fenómeno da imagem e da imaginação,  o mais universal de todos os fenómenos culturais. Impossível ir mais longe, na pesquisa e recolha de dados, no número gigantesco de dados concretos com que se ilustram as ideias gerais, os símbolos, os arquétipos, as alegorias, enfim, tudo aquilo que a ciência acaba por designar como «estruturas» que aparentemente regem o fenómeno humano,  tais como as leis físicas regem o mundo dito, por antinomia, material.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORRESPONDÊNCIAS MÁGICAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A riqueza torrencial de formas e correspondências mágicas que, de um lado ao outro da Terra, de um ponto ao outro do tempo, nos é dado pelo discurso “oceânico” de Gilbert Durand, coloca entre outras (entre muitas, muitas outras) esta questão : perante uma tão avassaladora quermesse de «imagens» e «símbolos» que a humanidade criou, recriou, acumulou, repetiu, reproduziu, em lugares geográfica e historicamente os mais afastados, o mundo actual é um deserto, uma chatíssima e árida vastidão de inutilidades chamadas gadgets,  uma imensidade de vazio e de ninharias, ainda por cima estaticamente um horror, ecologicamente um Terror. &lt;br /&gt;Horror e Terror a que, depois, o marketing chama obras-primas do pós-modernismo, ou qualquer chaladice do género « novas tecnologias».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À luz desta livro feérico e fascinante - que abre, como não podia deixar de ser, com uma epígrafe de André Breton - é o mundo actual, com a sua quinquilharia tecnológica, com os seus mitos de pacotilha, com o seu ridículo e pretensioso abismo, que se torna uma vulgaridade ordinária inclassificável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fase á exuberância «equatorial»  e «barroca» do fértil e fecundo património do imaginário, voltamos a ter respeito por esta espécie que alguns quiseram e supunham poder reduzir ao esqueleto irrisório do «homo cientificus»,  do «homo economicus», do «homo ludicus», ou do «homo parvonius».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espírito humano não é só maravilhoso, como o demonstra e mostra Durand nestas 326 páginas da edição portuguesa. O espírito humano é, por antonomásia, o Maravilhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado de todos estes mitos ditos «primitivos», a arte actual, os artistas modernos, a literatura europeia, os cultos da cultura civilizada, os mitos do espectáculo e da política, os rituais dos «mass media» não passam de uma pessegada interminável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado da fulgurante exuberância que são as páginas descritivas de Durand, trazendo ao dia do hoje o que já era moderno há dois, três ou quatro mil anos, tudo o que diz respeito à fase moderna aparece pálido, pobre, mesquinho, chato, rasteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UNIVERSO DA DIVERSIDADE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo a seguir, o que impressiona no livro de Durand, é a consciência de unidade que de toda essa variedade e multiplicidade de formas, emana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espírito humano é uno e, por mais que a razão divida,  que o racionalismo e o positivismo dividam, que as ciências se dividam e subdividam, é a unidade essencial e primordial da imaginação criadora que acaba por vencer, surgindo em todo o seu esplendor no panorama infinito de formas infinitas, capturadas pela pesquisa mágica deste professor de Antropologia e fundador do Centro de Pesquisas sobre o Imaginário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o próprio Durand recorre a várias ciências para as unificar no que chamou «estruturas», se para este seu estudo convergem Etnografia, Etnologia, História, Antropologia, Filologia,  Psicanálise, etc , a visão resultante do fenómeno imaginário é sempre global e unificante, o que decorre, aliás, da sua própria e específica natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um terceiro ponto e aspecto relevante emerge deste verdadeiro tratado do espírito humano e do real» que  é o livro do Gilbert Durand. Qualquer análise de um produto literário ou artístico não poderá fazer-se, e partir de agora, sem base nestes pressupostos aqui inventariados em astronómica quantidade: não se trata de mais uma teoria estética, mas dos próprios fundamentos (revelados) em que assenta o funcionamento do «real imaginário».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora disto, destas raízes ancestrais , destes mitos ligados à profundidade do tempo E à imensidão do espaço, não há hipótese de arte, poesia, literatura. Se as ciências humanas saem pulverizadas deste «tratado lógico do imaginário» como disciplinas parcelares,  perante a força imponente e persuasiva da unidade  assim revelada, também as artes e letras saem impotentes deste confronto com antecedentes e antepassados, com tradições, lendas, mitos, deuses, entidades, epifanias, arquétipos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É  a qualidade tanto como a quantidade de dados acumulados por Durand a sua coerente articulação que constroem  esta «lógica do ilógico», esta « racionalização do imaginário», tornando convincente  a posição daqueles que sempre defenderam ser a poesia que está na origem de tudo, e de que todas as criações do espírito partem de mesma raiz ou matriz poética. &lt;br /&gt;----     &lt;br /&gt;&lt;em&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela, indubitavelmente 5 estrelas, foi publicado em «Livros na Mão», jornal «A Capital»,&lt;strong&gt; 2 de Outubro de 1990&lt;/strong&gt;, em que já teclava em computador. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115849315048331561?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115849315048331561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115849315048331561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/g-durand-1990.html' title='G. DURAND 1990'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115814513640276619</id><published>2006-09-13T11:57:00.000+01:00</published><updated>2006-09-13T11:58:56.406+01:00</updated><title type='text'>J.P.MULLER 1967</title><content type='html'>&lt;em&gt;DCM67-2&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1967&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS PRÁTICAS NATURISTAS SERÃO REACCIONÁRIAS?&lt;br /&gt;O PROGRESSO É UM PROCESSO DE CONSTANTE SIMPLIFICAÇÃO&lt;br /&gt;REENCONTRAR A NATUREZA É UMA FORMA DE PROGRESSO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13/Setembro/1967 &lt;/strong&gt;- Pelo que nos conta o dinamarquês J.P. Muller, autor de alguns livros muito divulgados em Portugal à volta de 1900 - «A Vida ao Ar Livre» e «O Meu Sistema» são os mais conhecidos - , o uso do chapéu constituía então hábito tão arreigado e coisa tão natural que ninguém se atrevia a bani-lo, com o receio de se ver votado ao desprezo e ostracismo sociais... &lt;br /&gt;É bastante expressivo e vale a pena transcrever na íntegra o caso que Muller refere:&lt;br /&gt;«Embora seja económico, agradável e salutar andar de cabeça nua, poucos se atreverão a fazê-lo, não só por ser moda como ainda por temerem chamar sobre si a atenção das gentes. &lt;br /&gt;Este artigo foi-me inspirado por uma carta que me escreveu um jornalista muito conhecido em Copenhague, carta de que vou transcrever o seguinte trecho: «como o poeta Holger Drachmann, uso o chapéu como quero, isto é, passeio com a cabeça descoberta. &lt;br /&gt;Mas, santo Deus, como - subentenda-se - os imbecis troçam de mim! Se me detenho um instante num cais ou numa ponte, é ver como uma ou mais dezenas de criaturas dos dois sexos lançam os seus olhares para a água a ver se lobrigam aí um chapéu que repousa, cheio de poeira, no meu armário.&lt;br /&gt;Os garotos arreliam-se, as raparigas conhecidas sorriem-se para mim e batem várias vezes na testa com a extremidade do indicador, como quem diz : «Coitado, está maluco!» Verdade seja que este procedimento dos meus concidadãos me não faz a mais pequena mossa. É-me completamente indiferente o que Pedro ou Paulo pensam a meu respeito. Não lhe poderia , contudo, o meu amigo dizer num artigo que o uso da cabeça descoberta é verdadeiramente higiénico?»&lt;br /&gt;A resistência às mudanças nos hábitos e costumes, até à mudança de simples modas, como se vê, é de todos os tempos e se não nos passa hoje pela ideia que o facto de usar ou não usar chapéu constituísse na Dinamarca de 1990 um sério problema, o facto é que o caso narrado por Muller, para lá de ser anedótico, poderá dar-nos uma imagem exacta da inércia que, em todos os tempos, os hábitos e costumes adoptados opõem às práticas que a higiene, a razão ou o simples bom senso muitas vezes aconselham a modificar.&lt;br /&gt;O caso, com seus laivos de tragicomédia, revela-nos ainda que as conquistas da civilização hoje consideradas correntes, levaram bastante tempo e custaram muitos sacrifícios antes que pudessem enraizar-se nos hábitos normais de modo a tornarem-se evidências tão naturais que nelas já ninguém repara.&lt;br /&gt;A quantos hábitos - tão inocentes e tão vulgares como o de não usar chapéu - não se continuará oferecendo ainda hoje uma estúpida e tenaz oposição, por mais que a higiene, a razão, a experiência ou o mero bom senso aconselhem mudança? &lt;br /&gt;O caso, que hoje nos parece anedota, demonstra também que o progresso é, o fundo, e embora contra muitas aparências, feito de coisas simples e um processo de constante simplificação.&lt;br /&gt;Os que avaliam a civilização pelo número de produtos e maquinismos que enchem o mundo do consumidor, consideram que complicar é progredir. Mas os que não confundem avanço tecnológico com o progresso humano, sabem que as técnicas, ao tornarem-se mais complicadas, deveriam ter exactamente por função simplificar a vida dos indivíduos, no seu trabalho e nos seus ocios.&lt;br /&gt;Quando uma técnica, em vez de concorrer para poupar o esforço físico ou mental do indivíduo, ou para o libertar de ancestrais escravidões, ou para o enriquecer de novas experiências, ou para lhe desenvolver faculdades e capacidades de afecto, vontade, lucidez, concorre para o atrofiar nas suas virtualidades, para o empobrecer nas suas vivências, para o minguar de seus dons, para o prender a piores escravidões e constranger com mais fortes cadeias, então devemos desconfiar, não só da técnica mas do sistema económico que serve, da maneira como é aplicada na prática quotidiana e administrada pelos que directamente a utilizam.&lt;br /&gt;As técnicas naturais de cura, mesmo quando preconizam, entre os seus mais ardentes prosélitos, um regresso total à Natureza ou se inspiram num utópico naturalismo à Rousseau, estão dentro da verdade e significam sempre um progresso porque procuram valorizar o indivíduo, desenvolver-lhe faculdades, curá-lo de mazelas, proporcionar-lhe uma existência&lt;br /&gt;mais saudável, mais livre, mais feliz.&lt;br /&gt;A cura pela natureza, mesmo para os movimentos mais radicais que a preconizam e defendem, não significa um retrocesso histórico para a idade das cavernas, para um primitivismo neolítico, para uma idade de ouro mítica, não significa que se deseje um êxodo em massa das cidades (ainda que ele fosse desejável...) nem uma recusa sistemática e radical a tudo quanto a ciência e a técnica (males que se tornaram a si mesmos necessários) proporcionam para possível e alegado conforto e benefício de quem habita os meios urbanos ou urbanizados. &lt;br /&gt;A própria medicina natural deitará mão de processos, utensílios, aparelhos quando verifique que estes tornem mais eficazes as suas práticas, limitando-se a recusar tudo o que, na outra medicina, considera pernicioso, desnecessariamente complicado, ineficaz, paliativo ou mesmo criminoso. &lt;br /&gt;Sempre e nas práticas terapêuticas também, trata-se de simplificar a existência, isto é, de libertar o indivíduo alienado a tantas e tantas forças negativas (de superstição, ignorância, má fé e obscurantismo) que não só hoje, dentro das cidades «civilizadas», mas sempre, mesmo quando habitava em cavernas, em contacto directo com a Natureza, o escravizavam.&lt;br /&gt;Portanto, a doença, alienação ou escravidão do homem, não reside no facto de ele viver no campo ou na cidade, em contacto com a natureza ou dispondo apenas de produtos artificiais e de manufactura industrial.&lt;br /&gt;Em um e outro habitat , o que define o seu grau de progresso (de saúde, de liberdade, de felicidade, como se prefira chamar- lhe) é o grau de independência em que se encontra, através dos recursos técnicos ao seu dispor, em relação ao meio que o cerca e às forças que tem de dominar ou neutralizar.&lt;br /&gt;O erro dos que criticam  a civilização em nome da natureza e dos que caluniam a natureza porque supõem o regresso a ela um retrocesso, o erro consiste em, nos dois casos, se supor o homem do campo mais livre (feliz, simples ou saudável como se preferir dizer) do que o da cidade, quando o que de facto se passa é haver no primeiro uma desproporção menor (logo uma menor alienação) entre as forças que o condicionam e as forças  (psíquicas, morais, humanas) de que dispõe para enfrentar aquelas.&lt;br /&gt;Em suma: proporcionalmente, o homem da cidade está mais  desarmado frente a um meio mais hostil, a sua vitória é, portanto, mais fraca e sucede menos vezes do que a do campesino.&lt;br /&gt;No entanto, deve referir-se a luta que este último tem que travar com os próprios elementos naturais adversos, para a qual se encontra muito mais desarmado, enquanto ao citadino os ventos, raios e chuvas nada ou pouco afectam, deles se encontrando (através do progresso técnico) muito mais defendido.&lt;br /&gt;Eis, pois, como queríamos demonstrar: as práticas naturistas representam formas de progresso humano e social porque dotam o homem (do campo ou da cidade) com um meio eficaz de se revitalizar, de se revalorizar nas suas disponibilidades físicas e espirituais. Isto é: energéticas.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115814513640276619?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115814513640276619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115814513640276619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/jpmuller-1967.html' title='J.P.MULLER 1967'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115814499193562150</id><published>2006-09-13T11:54:00.000+01:00</published><updated>2006-09-13T11:56:31.940+01:00</updated><title type='text'>W. REICH 1997</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2 - 97-09-13-ls-hv&gt; leituras da hipótese vibratória - 6400 bytes -reich-1&gt; noologia&lt;/em&gt;&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;22-9-1997&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEITURAS DE NOOLOGIA - A ENERGIA VIBRATÓRIA SEGUNDO WILHELM REICH&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, &lt;strong&gt;13/9/1997&lt;/strong&gt; - É vasto mas confuso o contributo de Wilhelm Reich para a Noologia aplicada e terapêutica. &lt;br /&gt;Pioneiro isolado num mundo que já no seu tempo só tinha olhos para o visível, Wilhelm Reich viu-se em sérios apuros  para se fazer entender com a teoria do orgone e pagou bem cara a ousadia de querer avançar no conhecimento das energias que a ciência ordinária não conhecia, nem conhece nem conhecerá nunca, enquanto os instrumentos de análise e de medida das energias forem os que têm sido até agora. &lt;br /&gt;Como não podia deixar de ser, foi também nesse domínio - o dos instrumentos de medida - que o fracasso de Wilhelm Reich foi maior. O seu «acumulador de Orgone» contava apenas com as energias físicas - com o corpo magnético, um dos sete corpos - por mais que ele, psicanalista, as assimilasse ao psíquico e por influência das místicas orientais, à «vida interior». &lt;br /&gt;Mas as máquinas de medir energias ainda hoje fazem carreira e ainda há quem «acredite» numa «ciência» chamada Radiónica.&lt;br /&gt;Só o salto de Etienne Guillé viria colocar no lugar certo a questão dos aparelhos em matéria de Noologia. Dando ao «ser humano» o centro do processo da Radiestesia, como faz o método de Etienne Guillé,  já nem é o pêndulo o instrumento noológico por excelência, mas o ser humano.&lt;br /&gt;Usando as duas mãos, pela primeira vez, na história da Radiestesia - uma para o pêndulo e a outra para a estrutura testada - Etienne Guillé mostrou que o aparelho privilegiado - que o único aparelho - para analisar, detectar, medir energias cósmicas/subtis só podia ser o ser humano, mediador entre céu e terra, entre macro e microcosmos.&lt;br /&gt;Com o pêndulo de Radiestesia, o microcosmos completa o trabalho do macrocosmos.&lt;br /&gt;À parte o previsível fracasso das suas máquinas - que funcionam apenas para o corpo magnético - Wilhelm Reich deixou intuições-chave para o avanço da Noologia no nosso tempo e para o conhecimento das componentes do continuum energético.&lt;br /&gt;Usando 2 palavras-chave - oscilação e vibração - ambas figuradas pelo pêndulo de Radiestesia, Wilhelm Reich distinguiu, por exemplo, entre:&lt;br /&gt;a) Energia vibratória&lt;br /&gt;b) Energia pulsativa.&lt;br /&gt;Vinda da medicina tradicional chinesa, a energia pulsativa tem um papel fundamental no diagnóstico acupunctural mas dificilmente se pode encaixar nos esquemas das modernas terapias ocidentais - às quais falta a noção fulcral do princípio único, da  dialéctica yin-yang e da energia Ki. &lt;br /&gt;Depois de Wilhelm Reich, podemos compreender melhor que os 24 pulsos chineses revelam-se na zona dos pulsos mas correspondem a um ritmo cosmo-biológico, sendo uma forma de a energia vibratória se exprimir no suporte vibratório como diria Etienne Guillé, que identifica suporte vibratório com o ADN molecular da célula.&lt;br /&gt;Uma outra intuição-chave na psicanálise de Wilhelm Reich, ainda hoje aproveitável em Noologia, é a da «couraça» caracterológica, em que ele tanto insistiu.&lt;br /&gt;Lendo este «encouraçamento» à luz da alquimia da célula, ensinada por Etienne Guillé, compreende-se que:&lt;br /&gt;a) por um lado, é a fase coagula da alquimia; &lt;br /&gt;b) por outro lado, é a hipermaterialidade a que a era dos Peixes conduziu o ser humano;&lt;br /&gt;c) e, por outro lado, é o extremo yang em que fala o princípio único dos taoístas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro handicap no estudo realizado por Wilhelm Reich é a ligação às concepções freudianas da líbido. Chegou a dizer-se, por isso, que Hipócrates teria sido o precursor de Reich ao criar o termo de «histeria», ao fazer a relação entre as manifestações externas e a energia do útero.&lt;br /&gt;Wilhelm Reich foi ainda buscar aos chineses o conhecimento das várias fontes energéticas:&lt;br /&gt;a) Alimentação&lt;br /&gt;b) Respiratória&lt;br /&gt;c) Ancestral .&lt;br /&gt;A orientação freudiana levou-o a hipertrofiar a importância da energia sexual a que Freud chamou líbido. Esta obsessão pela sexualidade, que a psicanálise tão bem  soube explorar, é bastante encorajada, no nosso tempo, pelas doutrinas do tipo tântrico, em que se sabiamente se mascara a mesma obsessão com propósitos de sublimação mística. &lt;br /&gt;Sublimação é mesmo a palavra crucial: não sabemos se foi a psicanálise que a foi buscar ao tantrismo, se foi o tantrismo que veio transmiti-la à psicanálise.&lt;br /&gt;Em qualquer caso, líbido - sublimada ou por sublimar - é sempre um sinal do tempo, um sintoma da era materialista em que estivemos. &lt;br /&gt;Mas talvez a pista de investigação mais estimulante de Wilhelm Reich seja a destrinça, por ele feita, entre:&lt;br /&gt;a) Energia pós-matéria (Atómica / radioactiva)&lt;br /&gt;b) Energia pré-matéria (Orgone/ Bions, na terminologia de W.R.) &lt;br /&gt;Imaginando, como ele fez, uma oposição entre elas, talvez encontremos uma bifurcação de energias anterior, no tempo e no espaço, ao yin-yang, o que seria sem dúvida, uma descoberta de incríveis consequências.&lt;br /&gt;As tentativas de demonstrar experimentalmente em laboratório essa oposição  falharam, como era previsível, mais uma vez pela inadequação do aparelho utilizado para analisar energias de natureza diferente da natureza do aparelho. &lt;br /&gt;Quer o Prana dos hindus, quer o Ki dos chineses, têm, evidentemente, afinidades com o Orgone e os Bions de Wilhelm Reich.&lt;br /&gt;A ousadia de colocar esse ki, esse prana ou esse orgone, antes da matéria é que não se previa. &lt;br /&gt;Esta hipótese, no entanto, pode pura e simplesmente vir a corroborar o estudo dos 2 cosmos realizado por Etiene Guillé.&lt;br /&gt;Todo o trabalho terapêutico - e toda a cura iniciática - de facto, deverá ser uma luta entre o Cosmos I e o Cosmos II, entre o Espírito (antes da matéria, no tempo e no espaço) e a matéria.&lt;br /&gt;Encaixa.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115814499193562150?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115814499193562150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115814499193562150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/w-reich-1997.html' title='W. REICH 1997'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115814471610683763</id><published>2006-09-13T11:49:00.000+01:00</published><updated>2006-09-13T11:51:56.110+01:00</updated><title type='text'>IONESCO 1990</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-3 - 90-09-13-ls&gt; leituras selectas do ac -  ionesco&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;24-8-1990&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;IONESCO - O MORALISTA IMORAL(**)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;[(**) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no jornal «A Capital», «Leituras de Verão», 13-9-1990 &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Memórias de uma irreconciliação irremediável de Eugénio Ionesco com a existência, « A Busca Intermitente»(*)é um livro de impressionante e absorvente leitura. &lt;br /&gt;Por estranho que pareça no autor do teatro do absurdo e da crueldade, um livro apaixonante, o autoretrato a traço carregado daquele que tem sido um dos dramaturgos modernos mais representados, mais discutidos, mais polémicos mas, paradoxalmente, também, um dos mais esquecidos. &lt;br /&gt;O exílio da Roménia sua pátria, desde 1938, por motivos claramente políticos, não deixou de contribuir para esse ambíguo comportamento do meio literário e teatral relativamente à sua personalidade, erigida muitas vezes em bandeira para um e outro lado da barricada estalinista. &lt;br /&gt;Quando alguém fala de si mesmo nem sempre fala do seu umbigo mas, como faz Ionesco, do que toca e sensibiliza muitas outras pessoas que «trabalham no mesmo comprimento de onda», pertencem à mesma família de sensibilidade, ao mesmo tipo psicológico... &lt;br /&gt;A visão tremendista e «pânica» de Ionesco, tantas vezes expressa  nas suas peças de teatro como «O Rinoceronte», «A Cantora Careca», «As Cadeiras» ou «Como se desembaraçar dele» (o texto dele que alguns preferem)aparece nestas confissões dominado por uma sinceridade avassaladora, torna-se companheiro também dos nosso dias e a sua voz uma voz familiar: «Dizer que há muito pouco tempo, há dezasseis meses, era ainda jovem e que caí psicologica e fisicamente na velhice!» exclama ele, acrescentando palavras ainda mais amargas para falar da companheira que aceita, ao seu lado, resignada, o destino de envelhecer: «Também a minha mulher envelheceu bruscamente, ao mesmo tempo que eu(...) Mas ela tem a generosidade que eu não tenho, aceita envelhecer, não se sente como eu infeliz por vivermos como velhos e entre velhos, como vivemos há cinco dias, cinco dias que me traumatizaram, que foram a revelação de uma odiosa, horrorosa, implacável verdade.&lt;br /&gt;É esta «implacável verdade», sempre presente nas suas peças teatrais - sem quimeras, sem ilusões ideológicas, místicas ou religiosas - é esta lucidez radiográfica que transforma agora o lado menos teatral e mais íntimo da sua mensagem - o dia a dia de uma vida que se esgota - no espectáculo tragicómico por excelência. Ler «A Busca Intermitente» é assistir a esse patético espectáculo sem barreiras...&lt;br /&gt;Com este seu livro de confissões e desabafos , dos mais cruéis que se têm escrito sobre o irrisório da vida, Ionesco é agora o único Actor em cena representando o seu próprio papel: o da sua própria vida, para a qual busca um sentido  sem, evidentemente, jamais o ter encontrado. &lt;br /&gt;Ainda uma citação das muitas que fazem «arder» estas páginas inesquecíveis: «Não sou tão bom como devia. Não sou bom. Não sou bom nem mau. O que eu sou é tímido, medricas. Sou vaidoso. Sei que sou vaidoso. Nem sequer soube ser moral... Moralista, sim, às vezes, um imoral moralista. Quis pedir perdão a toda a gente, às pessoas mais chegadas, ao mundo inteiro.» &lt;br /&gt;Se a crítica científica, por um azar dos demónios, algum dia viesse a ter razão, textos e livros como este de Ionesco estariam proibidos de circular. Lagarto, lagarto. A arte bem pouca coisa é quando nos surge, como neste livro, a humanidade de um homem crucificado nas suas  próprias confissões. &lt;br /&gt;---------&lt;br /&gt;(*) «A Busca Intermitente», de Eugénio Ionesco, Ed. Difel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(**) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no jornal «A Capital», «Leituras de Verão», &lt;strong&gt;13-9-1990&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115814471610683763?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115814471610683763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115814471610683763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/ionesco-1990.html' title='IONESCO 1990'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115814431557706415</id><published>2006-09-13T11:43:00.000+01:00</published><updated>2006-09-13T11:45:15.600+01:00</updated><title type='text'>VIA ÓPTIMA 1987</title><content type='html'>&lt;em&gt;ideias -1&gt; chave&gt; - chave para os anos 80 - páginas polémicas de ac - novas leituras &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IDEIAS-CHAVE DO REALISMO ECOLOGISTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13/Setembro/1987&lt;/strong&gt; - Ainda que não pareça mas tenho uma visão tranquila e nada pânica nem dramática do futuro: acredito que os mais graves e complicados problemas só continuam por resolver porque enormes interesses de empresários continuam lucrando com a existência desses problemas, para os quais a ciência e as tecnologias selectivas (apropriadas) há muito que encontraram soluções perfeitas. A esse respeito tenho uma visão ainda mais optimista do que Buckminster Fuller ou Robert Anton Wilson (este último, nessa obra aliciante e divertidíssima «O Livro dos Illuminati», editado no Porto pela editora Via Óptima). É só questão de ver claro e apostar nas TA : cada TA (tecnologia apropriada) construída e a funcionar são cinco dias que o Apocalipse fica adiado. Como em Portugal, por exemplo, esperamos há 10 anos a concretização de meia dúzia de TA's (projectos de energias renováveis, por exemplo) só aí já vão uns bons 30 dias de atraso, ou seja, de antecipação do Apocalipse. Gostaria, sinceramente, que não me rotulassem de «pessimista» ou de «optimista»: se esforço houve e constante, foi de realismo, dentro do que é possível nesta redoma fechada de mitos, fantasmas, idealismos ideológicos. Por isso defini, para uso pessoal, ecologia como um esforço indignado para ver claro no nevoeiro dos sebastianismos ideológicos. Declaro que não existe, embora possa parecer, deliberado propósito em moralizar seja quem for e sobre que matéria for, adoptando o princípio soberano «todos temos o que merecemos» ou «o mundo não quer ser salvo e as pessoas que se lixem». Em tempo de acelerada entropia, não há, a meu ver, lugar para nenhuma proposta de valores, de qualquer ética ou mesmo de qualquer moral, sistema ou teoria. Admito que nem sempre tivesse conseguido a desejada neutralidade : mas asseguro que a intenção foi sempre a de guardar a maior neutralidade possível relativamente ao dramatismo de tantos crimes. Guardo-me também o direito de «não querer salvar o mundo» e sentiria como uma enorme injustiça que alguém pensasse, um só momento, que ele tem qualquer propósito de salvar o mundo: afirmo que não foi nunca a minha intenção, embora os mal intencionados não poucas vezes me acusassem disso, troçando dos meus ideais humanitários. Tiveram sempre os meus textos um objectivo simples e claro: tentar detectar as constantes que regulam o funcionamento do sistema, com o intuito de chegar a um entendimento objectivo e completamente des-dramatizado da crise planetária, da tragédia humana, do «apocalipse» em curso. &lt;br /&gt;Não creio que tenha abusado da palavra «sistema», nem creio que ela seja um bordão de uso fácil. A proliferação da palavra corresponde mesmo à sua real proliferação. O sistema que vive de ir matando os ecossistemas não é uma ficção nem uma excepção. É a realidade omnipresente, omnipotente e quer-se mesmo, com a ajuda de cientistas subsidiados, omnisciente. Não abusei da palavra «sistema»: a palavra é que abusa de nós. E foi isso, com os «quando», os «como», os «porquê», que eu quis dizer. Quero afirmar solenemente que os meus textos, inéditos ou publicados, não têm nem querem ter mais consequências do que uma colecção de selos ou de borboletas. Se há quem se divirta a espetá-los na cortiça, porque não terei eu o direito de analisar, como um bando de borboletas ou de pulgas, ou de baratas, ou de ratos, os acontecimentos da chamada «crise planetária». E a comparação - note-se - a ser ofensiva, é-o para os ratos.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115814431557706415?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115814431557706415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115814431557706415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/via-ptima-1987.html' title='VIA ÓPTIMA 1987'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115796779585547587</id><published>2006-09-11T10:42:00.000+01:00</published><updated>2006-09-11T10:43:15.860+01:00</updated><title type='text'>PARACELSO 1990</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2 - paracelso-1-ls-&gt; - clássicos do século XXI - tese noologia - leituras moraes - banalidades de base&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARACELSO DESCONHECIDO(*) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[«Livros na Mão», «A Capital»,&lt;strong&gt; 11-9-1990&lt;/strong&gt;] [24/8/1990] - A reabilitação póstuma de Paracelso, que teve o seu auge ao longo de todo o século XIX, assenta afinal em bem pouca coisa, a julgar por uma leitura retrospectiva das suas obras: um punhado de intuições fulgurantes, aquém e para além do tempo, é talvez o que resta de uma obra que, em vida do autor ( 1493-1521), foi sistematicamente vilipendiada pelos invejosos da época, inclusive pelos mais dilectos discípulos como esse misterioso Oparinus, canalha que assume o recorte refinado do clássico traidor. Como se para cada Jesus tivesse sempre que haver um Judas. E a verdade é que, em certos aspectos, Paracelso até nem era nenhum santo. &lt;br /&gt;Resta dele, hoje, portanto, a lenda que se vai formando quando são grandes as lacunas na vida e na obra de um autor: Paracelso é também o mito que dele fizeram as dezenas de obras sobre a sua personalidade controversa, surgidas pró e contra, nos mais diversos países da Europa, durante o século XIX. &lt;br /&gt;Entre as intuições que se podem citar a título de exemplo, que nele assinalam um «contemporâneo do futuro» e que dele fazem um profeta só tardiamente reconhecido como tal, é de sublinhar a que escreveu sobre a predestinação, na qual desenvolve uma ardilosa «teoria do castigo divino como causa das enfermidades», teoria que coincide, em muitos pontos, com a lei cármica das cosmogonias orientais (hindu, tibetana, chinesa) mas que no Ocidente, quer pela via greco-latina, quer pela via judaico-cristã, foi sempre letra morta. &lt;br /&gt;Esta «teoria do castigo divino» é claramente desenvolvida por Paracelso em uma das raras obras suas que não se perderam, o «Tratado da entidade de Deus» , aparecido no «Quinto Livro, não pagão, acerca das entidades morbosas» incluído no segundo «Paramirum» (o primeiro foi um dos muitos livros seus que se perderam).&lt;br /&gt;A reabilitação em força de Paracelso, poderá dever-se, portanto, ao facto de ele ter, numa cultura analfabeta e sórdida, introduzido alguns conceitos que, sendo lugares-comuns na sabedoria universal, sempre se ignoraram numa cultura como a ocidental, caracterizada pelo puro analfabetismo e pela mais dessorada e arrogante das ignorâncias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRADUZIR PARACELSO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzir para a língua portuguesa, em 1990, o «Livro das Ninfas, Silfos, Pigmeus e Salamandras e de Outros Espíritos» deveria entender-se, portanto, como um primeiro contributo para o conhecimento do desconhecido Paracelso. Só que não é. Tratando-se da parte «morta» de um autor que tem, no entanto, muita coisa ainda viva para mostrar(as tais intuições acima referidas), esta tradução deverá funcionar apenas com objectivos de erudição, como actualização para os estudantes e estudiosos de artes e letras. Fica, entretanto, por conhecer o precursor de algumas banalidades de base que tanta falta continuam fazendo na cultura ocidental.&lt;br /&gt;A tradução de Paracelso, agora empreendida, funciona assim no âmbito estritamente universitário, com o objectivo de rever matéria dada e fornecer fontes bibliográficas fidedignas pouco acessíveis aos alunos de Letras, eruditos, investigadores e especialistas, necessitados de quem lhes facilite e tarefa. &lt;br /&gt;Neste contexto, o livro de Paracelso agora editado em língua portuguesa pela Cooperativa de Serviços Culturais « A Páginas Tantas», com um estudo minucioso de Teolinda Gersão, onde principalmente se assinala o papel de Paracelso no posterior surto romântico que assolaria a Europa, como um solene aviso das fontes a que era urgente recorrer, poderá dizer-se que vem preencher uma lacuna na cultura escolar do ensino superior em Portugal. Mas a sua actualidade é nula. Nada, nesta narrativa meio filosófica, meio fantástica, tem hoje qualquer funcionalidade, deixando portanto ao leitor comum uma imagem distorcida do Paracelso essencial, do Paracelso (ainda) vivo.&lt;br /&gt;Aliás, Teolinda Gersão, no cuidadoso estudo que lhe dedica, faz notar neste «Livro das Ninfas» a linguagem «monótona e pouco clara, enredando-se num estilo pleonástico ou sinonímico, em que o pensamento avança devagar».Eu até diria que não avança mesmo e a sensação, ao lê-lo, é de que não saímos do mesmo sítio. Para dar uma ideia do que em Paracelso houve de efectivamente precursor e profético, do que ainda nele é vivo a actual e actuante, seria necessária uma recolha antológica selectiva, em função do futuro que Paracelso efectivamente antecipou em muitos aspectos e não em função de um passado irremediavelmente morto que outros dos seus escritos acusam, como é o caso destas ninfas. &lt;br /&gt;Aliás, nunca seria pelo estilo que Paracelso desempenharia algum papel na literatura europeia, nem mesmo como um catalisador da explosão romântica. Se houvesse uma história das grandes intuições que faltam à humanidade ou um itinerário das chamadas grandes aventuras espirituais, era lá que se poderia meter Paracelso. &lt;br /&gt;Contemporâneo de alguns outros mitos, muito bem tratados, por motivos ideológicos ou outros semelhantes, pela erudição oficial - Erasmo, Ambrósio Pareo, Lutero, Copérnico, Miguel Ângelo - é inegável que Aureolus Filippus Teofrasto Bombasto de Hohenheim, a começar no nome que seu pai, o médico Hohenheim, se lembraria de lhe dar, não tem nada que o recomende. &lt;br /&gt;Como se explica então o mito Paracelso? &lt;br /&gt;Talvez a resposta esteja, não no «Livro das Ninfas», divertimento a que ele se consagrou certamente para desviar as atenções dos inimigos, mas na biografia de Paracelso que ainda não foi contada e de que o odioso Oporinus pode ser a chave alquímica. Há filósofos que permanecem malditos, mesmo depois de (aparentemente e superficialmente) reabilitados. Mas, como acontece com Paracelso, quanto mais malditos mais fascinantes. Não vão é dizer isso aos alunos da Faculdade de Letras, coitados, que têm de passar nos exames e com boas notas. Cuidado, Paracelso. Cuidado com o Paracelso. &lt;br /&gt;-----------&lt;br /&gt;(*) «Livro das Ninfas, Silfos, Pigmeus e Salamandras e de Outros Espíritos» , Paracelso, com apresentação de Teolinda Gersão, Ed. «A Páginas Tantas», Cooperativa de Serviços Culturais. Equipa de tradução: Ana Paula de Carvalho Cunha, Helena Hipólito, Ana Maria Bernardo, Ana Paula Valagão Luz Clara e Helena Paula de Monteiro Leitão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(**) Este texto de Afonso Cautela foi publicado na revista «Beija-Flor», provavelmente na data indicada e republicado em «Livros na Mão», «A Capital», 11-9-1990&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115796779585547587?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115796779585547587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115796779585547587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/paracelso-1990.html' title='PARACELSO 1990'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115796771573457852</id><published>2006-09-11T10:40:00.000+01:00</published><updated>2006-09-11T10:41:55.740+01:00</updated><title type='text'>F. SCHUON 1990</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2  90-09-11-ls&gt; leituras selectas do ac - islao&gt; 3346 caracteres &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«COMPREENDER O ISLÃO»:APROXIMAÇÃO AO ESOTERISMO ISLÂMICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[(***) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no jornal «A Capital» , «Leituras de Verão», &lt;strong&gt;11-9-1990&lt;/strong&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para lá das manifestações esporádicas e na aparência contraditórias que, no palco da actualidade militar e política, surgem do mundo islâmico, há correntes menos conhecidas que atestam a sua unidade profunda. Pecando quase sempre por sectarismo religioso, roçando por vezes o fanatismo, também é verdade que o islão exotérico (com «x») pouco ou nada faz para mostrar o autêntico islão esotérico (com «s»), limitando-se quase sempre a exibições de força bruta que nada ajudam à coexistência pacífica entre culturas diversas e, muito menos, à mútua compreensão de diferentes civilizações. &lt;br /&gt;Por outro lado, é conhecida a forma sistematicamente tendenciosa como são tratados, nos «media» ocidentais, os países e povos «árabes», desde que não alinhados com os EUA e  Israel. Com fanatismos de ambos os lados, significa que estamos, regra geral, muito mal informados sobre o que por ali se passa.&lt;br /&gt;É muito oportuno, portanto, o objectivo de «compreender o Islão», expresso no livro com o mesmo título de Frithjof Schuon(*), um tradicionalista que, depois de René Guénon e Julius Evola, tem sido na Europa um dos estudiosos mais atentos dos fenómenos culturais que escapam ao «monopólio ocidental». Atendendo mais ao que une e menos ao que separa as grandes religiões, inspirado - como bom tradicionalista - na unidade profunda que preside a todas elas, Frithjof Schuon tem dedicado vários livros a temas tão diversificados como a gnose, o xintoísmo, o budismo, o yoga e, de um modo geral, ao esoterismo como fundo comum de todas essas grandes correntes. &lt;br /&gt;Como ele próprio diz nesta obra sobre o Islão, não quis dar «uma imagem do esoterismo muçulmano (Sufismo), como este, no seu desenvolvimento histórico, se vem a apresentar, mas sim trazê-lo de volta às suas posições mais elementares, relacionando-o com as próprias raízes do Islão.» &lt;br /&gt;Para isso, o autor deteve-se «longamente, na análise dos pontos de contacto do Sufismo com outras perspectivas tradicionais e bem assim das estruturas daquilo que - à nossa volta e em nós mesmos - é ao mesmo tempo divinamente humano e humanamente divino.»&lt;br /&gt;O livro «Compreender o Islão» procura facilitar o acesso do leitor ocidental- pouco familiarizado com o esoterismo em geral e o esoterismo islâmico em particular - aos quatro aspectos essenciais  que são: a natureza e perspectiva muçulmana; a doutrina corânica e a função do Corão; o papel do Profeta; e, enfim, o Sufismo, enquanto expressão daquilo que é, no célebre paradoxo, «ao mesmo tempo divinamente humano e humanamente divino». &lt;br /&gt;Justificando as «digressões» que efectua neste livro e que, «na aparência» parecem afastá-lo dos intuitos propostos, o autor explica: « a razão de ser das expressões ou das formas é a verdade, não o inverso. E a verdade é simultaneamente una e infinita».&lt;br /&gt;Dentro deste espírito de unidade decorre, logica e naturalmente, a próxima obra de Schuon anunciada pelas Publicações Dom Quixote(**),  em cujo título se expressa muito claramente essa que é a preocupação de todo o verdadeiro tradicionalista: « A Unidade Transcendente das Religiões». &lt;br /&gt;----------&lt;br /&gt;(*) «Compreender o Islão», Frithjof Schuon, Publicações Dom Quixote&lt;br /&gt;(**) «Biblioteca de Esoterismo e Estudos Tradicionais», uma das melhores colecções que actualmente se publicam em Portugal &lt;br /&gt;(***) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no jornal «A Capital» , «Leituras de Verão»,&lt;strong&gt; 11-9-1990&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115796771573457852?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115796771573457852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115796771573457852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/f-schuon-1990.html' title='F. SCHUON 1990'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115796756464592750</id><published>2006-09-11T10:37:00.000+01:00</published><updated>2006-09-11T10:39:24.676+01:00</updated><title type='text'>L. ARMAND 1971</title><content type='html'>1-3 - 71-09-11-ls&gt; - armand-1&gt; ls – leituras selectas do ac&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A APOSTA EUROPEIA DE LOUIS ARMAND (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ (*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no semanário «O Século Ilustrado» (coluna «Futuro»), &lt;strong&gt;11-9-1971&lt;/strong&gt; e no «Diário do Alentejo» em 6-9-1971 ] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Tendo entrado na era planetária, a Humanidade deve encaminhar-se para um Governa planetário."&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderá afirmar-se que a tecnocracia acaba de perder, com a morte de Louis Armand, um dos seus cérebros mais activos e brilhantes. O ex-presidente da Euratom, que ajudou a fundar, era considerado com Jean Fourastié o grande filósofo do crescimento tecnológico e da prospectiva. Com ele, avançou a ideia de que a Humanidade chegou a um estádio de evolução tal que deverá desenvolver-se sem lutas (de classes) e sem conflitos ideológicos ou doutrinários: todos os problemas deverão ser resolvidos pela gestão administrativa e pela precisão calculadora dos computadores e a política deverá transformar-se, puramente, numa técnica das técnicas, numa "arte de administrar os povos para a produtividade" com a deusa-eficácia por ideal e norte. &lt;br /&gt;Louis Armand foi um brilhante defensor destas ideias, que o partido de J.-J. Servan-Schreiber (outro ilustre tecnocrata num país onde há tantos) paradoxalmente politizaria no famoso "manifesto radical".&lt;br /&gt;Louis Armand falava dos europeus, como se falasse dos naturais de um mesmo país. Acreditava na “idade pós-cibernética" (a expressão pertence-lhe) e que haveria para "os europeus a coincidência de duas mutações: a da dimensão e da compreensão europeias, e a da chegada da cibernética".&lt;br /&gt;"Se em 1980 - escreve ele - a Europa não tiver realizado, ainda, as construções eficazes que tornem os europeus mais produtivos, o seu declínio tornar-se-á irremediável."&lt;br /&gt;Tal como Jean-Jacques Servan-Schreiber, também Louis Armand gostava de acenar com o “desafio americano" para incitar ao trabalho os seus "compatriotas europeus".  Para os incitar à concorrência, à competição e à autonomia. Para os ver descolonizados da cada vez mais forte pressão do dólar. &lt;br /&gt;O destino, afinal, nem o poupou ao recente e definitivo golpe que, na confiança europeia, desferiu o dólar americano. Louis Armand deve ter-se sentido compensado, pois de certo modo foi mais uma confirmação (e de força, e de peso) das suas profecias. &lt;br /&gt;Na empresa e na gestão previsional assentavam. as bases do seu pensamento prospectivo. Muito. menos filósofo do que Jean Fourastié, via as coisas com mais chauvinismo e, embora a grandeza da França lhe parecesse uma evidência sem discussões, sonhava, talvez, um degaullismo sem De Gaulle em que os técnicos da gestão tomassem o Poder e governassem, administrassem essa França (face ao desafio norte-americano),como uma província - a mais bela, claro e sem dúvida.- da Europa. &lt;br /&gt;Sem chegar a fazer o elogio da publicidade como o seu brilhante colega Georges Elgozy, o autor de "Le Pari Európeen" (a tradução portuguesa apresenta-se com o título, pouco fiel, de "O Desafio Europeu") depositava uma confiança ilimitada na livre concorrência, porque a supunha ultrapassada pelos avanços da tecnologia. Da electrónica, principalmente. &lt;br /&gt;Não esqueçamos de que ele insistia muito na idade cibernética e póscibernética, tanto quanto Schreiber em "Le Défi Américain". E não admitia que alguém pensasse em travar a marcha irreversível da tecnologia industrial (endeusada na empresa capitalista), definindo, desta maneira magistral, o que era para ele a irreversibilidade tecnocrática:&lt;br /&gt;"Ninguém pode parar o estudo das drogas - seja a pílula, sejam os tranquilizantes transformados em euforizantes - ou impedir os aviões de voar cada vez mais depressa."&lt;br /&gt;Ora aí é que o respeitável académico se enganava redondamente. Aqui é que, cego pelo deslumbramento, se estatelava ao comprido, como um típico representante da histeria tecnocrática que era. &lt;br /&gt;A verdade é que não só o mundo terá de fazer alto às drogas (fármacos), como os aviões terão de começar a refrear a escalada da velocidade e o gigantismo absurdo para que caminham, gigantismo que começa a autodestruir-se. O episódio tragicómico do Concorde o prova, por mais que tentem ocultá-lo na manga. &lt;br /&gt;Num contexto neocapitalista, que vê no chegar primeiro a única meta, Louis Armand talvez tivesse razão. Analisado um pouco de fora, a sua sonhada era pós-cibernética perde um pouco o "élan" e a inércia da velocidade, tendo sido a década de 70 a do alarme contra a poluição, a dos "hippies", a de Maio de 68 e a do fracasso Concorde.&lt;br /&gt;Aparentemente e como todo o tecnocrata lúcido, Louis Armand parece acompanhar os tempos. Mas só aparentemente:&lt;br /&gt;"De facto - afirma - as reacções recentes e brutais da juventude vieram confirmar essas reflexões e testemunhar excessivamente que a Universidade se encontrava tão retardatária quanto ao ensino e seus privilégios como a Igreja ao assumir o mesmo papel no tempo de Galileu,"&lt;br /&gt;Daqui a anexar o movimento de Maio para a tecnocracia vai um passo (mas de gigante cabeçudo...). Mais um pouco e éramos capazes de assistir ao elogio dos "hippies", profetas da contracultura teorizada por Theodore Roszak ("Para Uma Contra Cultura", recente edição portuguesa na Dom Quixot), contracultura que, de princípio e por definição, se opõe à ditadura tecnocrática vigente. &lt;br /&gt;A capacidade mimética do camaleão cibernético ficou exemplarmente ilustrada por Louis Armand, que só não tinha política enquanto o deixavam ter a política que convinha. Como os do manifesto radical, ele advogava a passagem "da noção da sociedade de consumo à de sociedade de desenvolvimento", precioso eufemismo que conheceu e conhece voga nas alas liberais do Parlamento francês, por vezes colocadas ao centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tendo entrado na era planetária, a Humanidade deve encaminhar-se para um Governo planetário" - diz Armand. Só não diz, embora pense, que a França deverá presidir a esse Governo, com qualquer descendente do general De Gaulle ou de Sérvan-Schreiber. Porque - não esqueçamos - foi ele, também, quem escreveu: "O futuro da França chama-se Europa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PERFIL DE LOUIS ARMAND&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louis Armand nasceu em 1905 e morreu em 1971. Faleceu, portanto, apenas com 66 anos.&lt;br /&gt;Engenheiro formado pela Escola Politécnica e pela Escola de Minas, as suas actividades tiveram sempre dimensão internacional. Director-geral, depois presidente da S.N.C.F. (a C.P. francesa), ocupava, ultimamente, o cargo de secretário-geral da União Internacional dos Caminhos de Ferro.&lt;br /&gt;As actividades de Louis Armand manifestaram-se, igualmente, no domínio da energia, tendo-lhe confiado a Organização Europeia de Cooperação Económica importantes trabalhos. Promotor e primeiro presidente da Euratom (1957-59), participou na elaboração dos tratados de Roma.&lt;br /&gt;A sua acção incessante para conciliar a ciência com o humanismo valeu-lhe a entrada para a Academia das Ciências Morais e Políticas e, depois, para a Academia Francesa.&lt;br /&gt;Em 1968 publicou "Simples Propos". De colaboração com Michel Drancourt, que, como seu discípulo dilecto, será, agora, o seu continuador, publicou: "Plaidoyer pour I'Avenir" (1961) e "Le Pari Européen" (1968).&lt;br /&gt;Estes dois últimos livros de Louis Armand encontram-se traduzidos para português, respectivamente com os títulos "Preparar o Futuro" (Ed. Pórtico) e "O Desafio Europeu" (Ed. Bertrand). Em "Como Viveremos em 1980" (Colecção "Cadernos do Século-, número 8) pode ler-se um interessante texto, balanço das suas ideias, intitulado "O futuro da França chama-se Europa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----  &lt;br /&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no semanário «O Século Ilustrado» (coluna «Futuro») , &lt;strong&gt;11-9-1971&lt;/strong&gt; e no «Diário do Alentejo» em 6-9-1971 &lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115796756464592750?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115796756464592750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115796756464592750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/l-armand-1971.html' title='L. ARMAND 1971'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115788248113532691</id><published>2006-09-10T11:00:00.000+01:00</published><updated>2006-09-10T11:01:21.136+01:00</updated><title type='text'>KARMA IOGA 1981</title><content type='html'>&lt;em&gt;81-09-10&gt;mk - favoritos &lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SERÁ O TECNOCRATA UM PRATICANTE DE CARMA IOGA QUE SE IGNORA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10/9/1981&lt;/strong&gt; - Uma ultra-tecnocracia será uma forma (disfarçada) de carma ioga ?&lt;br /&gt;A pergunta é pertinente e vale a pena ter a ousadia de a colocar: uma forma de exorcismar o paroxismo não será precisamente assumi-lo? Comê-lo e vomitá-lo? Transmutá-lo?&lt;br /&gt;Para os que se familiarizarem com o carma ioga, com a ciência iniciática do yin-yang, com a religião do excesso, com a «compreensão» khrisnamurtiana de que tudo (o bem e o mal) é energia, com a ultrapassagem dos contrários na dialéctica do fogo, eis que alguns filósofos do sistema se desenham com um perfil algo enigmático.&lt;br /&gt;Por terem procurado exorcismar o excesso com o paroxismo, o mal com a sua exasperação terapêutica.&lt;br /&gt;Marshall Mc Luhan, por exemplo, não será um caso de carma ioga que se auto-ignora?&lt;br /&gt;E F.B. Skinner, preconizando a manipulação do homem pelo homem como técnica de evolução, não estará na voragem da viragem e da ultrapassagem suprema?&lt;br /&gt;Somos naturalmente atraídos para os que advogam o ioga em termos ortodoxos clássicos: Theodore Roszack, Allan Watts, Norman Brown, enfim, alguns dos que hoje se abalançam na ponte oriente-ocidente.&lt;br /&gt;Mas quem pesquisará no mal supremo e nos supremos profetas do mal uma forma heterodoxa e quem sabe se herética de carma ioga?&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115788248113532691?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115788248113532691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115788248113532691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/karma-ioga-1981.html' title='KARMA IOGA 1981'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115788230384933047</id><published>2006-09-10T10:55:00.000+01:00</published><updated>2006-09-10T10:58:23.853+01:00</updated><title type='text'>DIALÉCTICA 1978</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2 - lévy-1-ls&gt; terça-feira, 24 de Dezembro de 2002-scan &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHETIM DO APOCALIPSE - PENSAR O IMPENSÁVEL (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[«Edição Especial»,&lt;strong&gt;10-9-1978&lt;/strong&gt;] - Já Dostoievsky o afirmara pela boca do seu personagem de A Voz Subterrânea : no dia em que dois e dois deixarem de ser quatro, o Mundo desabará... E o homem, enlouquecido, entrará na fase final da sua derrocada. Talvez no primeiro episódio do Apocalipse, folhetim que substituirá, com vantagem, O Casarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao publicar, no dia 3 de Setembro de 1978, parte de uma entrevista com Claude Lévy-Strauss, só foi pena que o semanário "Edição Especial" não a publicasse na íntegra e não referisse a fonte, de tal modo importante, de tal modo apocalíptico é o que afirma este célebre antropologista (à parte os equívocos dos académicos estruturalistas que se jogaram a ele como vorazes roedores).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O mundo contemporâneo é impensável" - diz Claude Lévy-Strauss.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na boca de alguém cuja profissão é pensar, e pensar o universo que é cada cultura, (o sistema de cada ecossistema chamado "civilização") não deixa de ser interessante tão bombástica afirmação de "impotência". Ou de rendição às bestas do Apocalipse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, a sensação diária de quem pensa (mesmo dos que, como eu, pertencem ao lumpen-proletariado da Inteligência) é de que o mundo se tornou impensável, não tanto pela colossal complexidade de técnicas, ciências, matérias, disciplinas, etc; não tanto pela velocidade exponencial dos acontecimentos; não tanto pela vertiginosa contradição das forças em presença, mas principalmente pela bojuda capacidade suicida ou auto-destrutiva que este mundo armazenou e continua armazenando em minas de sal gema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O absurdo instalou-se em plena História (que ultrapassa assim lendas, mitos, ficções) e os profetas que, na arte e na literatura o afirmaram, são hoje confirmados mas largamente ultrapassados pelos factos nas suas antevisões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kafka, ao lado disto, é um conto infantil...&lt;br /&gt;Uma economia que deseconomicamente teima, aos gritos, em prosseguir a curva de crescimento até ao infinito, sabendo que o terá de fazer numa biosfera finita de recursos esgotáveis, seria apenas um aspecto desse Super-Absurdo do Mundo Contemporâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou então, dessa Super-Lógica que, por enquanto, nos ultrapasse, cérebros ainda aristotélico-cartesianos que somos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acostumado a estudar culturas de ecossistema praticamente inalterável, para as quais Aristóteles funcionava, eis que a impensabilidade desta nossa sociedade do desperdício, do absurdo, do humor e do terror é para Strauss, apanhado no banho, a impossibilidade de o cérebro abarcar, dominar e controlar, sequer teoricamente, os mecanismos de desequilíbrio ecológico que a tal paranóia tecno-fascista imprimiu ao ecossistema chamado Planeta Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lista nunca acaba: cientistas vão produzir chuvas, desviar a corrente marítima do Golfo, transportar icebergues do pólo para os mares temperados, mandar para a lua foguetões com plutónio, aumentar o parque mundial de centrais nucleares até ao infinito (sabendo eles que o urânio está por horas e dá para meia dúzia de anos...), curar o cancro com aquilo que o provoca (radiações ou produtos químicos), evitar sismos provocando explosões atómicas subterrâneas ...que exactamente os provocam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a lista da Anedota, do Absurdo, do colossalmente idiota não termina nunca. É também uma curva exponencial a caminho do infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será isto a que Lévy-Strauss chama o "impensável"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não será tudo isto que torna a Ecologia metodologicamente inadiável como dialéctica que se propõe, in extremis, pensar este impensável Mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não terá de ser ecológica (3° termo da contradição) a lógica da ilógica contemporânea?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é preciso ser Lévy-Strauss, nem pai da antropologia estrutural, para ficar perplexo e estupefacto perante o absurdo da lógica contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer mísero cérebro de computador M.I.T. poderá ter idêntico susto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos como eu, apenas cidadãos do Mundo, Náufragos do Apocalipse, olhando em volta pensam estar a ver um filme de non-sense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;35 centrais nucleares até 1990 para a Península Ibérica não é só algo de impensável pela lei da identidade ou do terço excluído...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Absurdo do absurdo é que este absurdo não espante ninguém. E que todo o absurdo (impensável diz Claude Lévy-Strauss) do Mundo Contemporâneo seja aceite com calma aristotélica por nós todos...&lt;br /&gt;---- &lt;br /&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela, 5 estrelas e com muita honra, foi publicado no semanário de Lisboa, «Edição Especial»,&lt;strong&gt;10-9-1978&lt;/strong&gt;, onde o Fernando Dil me acolheu durante uns tempos que o semanário durou&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115788230384933047?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115788230384933047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115788230384933047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/dialctica-1978.html' title='DIALÉCTICA 1978'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115788206900524867</id><published>2006-09-10T10:52:00.000+01:00</published><updated>2006-09-10T10:54:29.013+01:00</updated><title type='text'>ECO-TECNOLOGIAS 1983</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-4-ta-1-aa-ds&gt; os dossiês do silêncio &lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T.A. EM PORTUGAL - O DESENVOLVIMENTO AO NOSSO ALCANCE(*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10/9/1983 &lt;/strong&gt;- É possível combater a desertificação que alastra por largas zonas do continente e ilhas - assegurou-nos o prof. José Nascimento, da Faculdade de Farmácia de Lisboa, que há anos se consagra à difusão, entre nós, das tecnologias apropriadas para o ecodesenvolvimento. &lt;br /&gt;Ele tem agora oportunidade de se dirigir a uma mais vasta audiência, através da Radiodifusão Portuguesa. Desde o dia 28 de Abril passado, a Antena 2 transmite, quinzenalmente, às quintas-feiras, pelas 21 horas, um apontamento da sua autoria, sobre tecnologias apropriadas, Intitulado «Velhas Ciências, Novas Técnicas».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tecnologias apropriadas já deram provas práticas, em diversos pontos do globo em vias de desenvolvimento, e constituem, em muitos casos, verdadeiro sucesso no contributo que dão à independência dos povos, até então submetidos ao imperialismo económico dos grandes blocos.&lt;br /&gt;Como a expressão «tecnologia apropriada» ainda não diz grande coisa ao público, pedimos ao prof. José Nascimento que nos dê exemplos: depuração de esgotos com jacintos de água e outras plantas, produção de proteínas, a partir de folhas e minhocas, produção vegetal em abrigo com colectores solares de água, onde se pode exercer aquacultura, cimenteira de eixo vertical, funcionando a carvão de madeira, produção de biogás e adubo, simultaneamente, são exemplos de tecnologias apropriadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INVENTÁRIO DE RECURSOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Nascimento não duvida de que Portugal está no momento exacto para decidir o modelo de desenvolvimento que pode libertar-nos ou fazer-nos ainda mais dependentes de potências estrangeiras, de sistemas externos.&lt;br /&gt;As suas palavras merecem atenção dos que querem um país livre e democrático: «Portugal pode, do ponto de vista de desenvolvimento, caracterizar-se geograficamente pela existência de duas comunidades: litoral medianamente industrializado e interior subdesenvolvido.»&lt;br /&gt;Pormenorizando, adianta: «A comunidade do interior está a sofrer um retrocesso de desertificação humana pela emigração para a cidade e para o estrangeiro, enquanto a existência de um clima semi-árido ao sul de Tejo e em algumas bolsas do Norte provoca, em certas zonas, a desertificação real.»&lt;br /&gt;Como quem faz um inventário de recursos naturais, vai enunciando: «Não temos combustíveis fósseis mas temos insolação importante; temos maus terrenos mas que podem ser utilizados na agro-silvicultura e pastorícia, quer dizer, para a produção de matéria vegetal; temos uma orla marítima importante, aproveitável em projectos de aquacultura.»&lt;br /&gt;Reconhecendo que «possuímos uma da formas de produção animal mais absurdas», adverte: «É necessário atender ao meio rural, criando comunidades autosuficientes em energia para a realização dos trabalhos agrícolas, instalando pequenas indústrias que absorvam mão-de-obra excedentária em certas épocas do ano (exemplo: miniaturização, através de biotecnologias apropriadas) e aumentando o nível cultural da população rural, com vista a aumentar a sua capacidade de absorver a inovação.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOIS PROJECTOS NO TERRENO DA BIOMASSA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder local e a regionalização em profundidade passam pelo desenvolvimento das tecnologias apropriadas -- reafirma José Nascimento, que nos últimos dois anos tem realizado uma intensa actividade de animação.&lt;br /&gt;À frente de uma organização particular, o Centro de Informação e Pesquisa para o Desenvolvimento (C.I.P.D), associação de fins não lucrativos, na Avenida Miguel Bombarda, 91, em Lisboa -, José Nascimento dinamiza actualmente alguns projectos de aplicação no campo da biomassa, com subsídios relativamente confortáveis da Fundação Gulbenkian e da Junta Nacional de Investigação Cientifica e Tecnológica.&lt;br /&gt;Um desses projectos, a decorrer no Paul, perto de Messines (Algarve), conta com o apoio da Direcção Regional de Agricultura do Algarve. O outro, em Porto Santo - índice de aridez próximo do deserto -,conta com o patrocínio da Direcção Regional de Agricultura da Madeira.&lt;br /&gt;Ambos estes programas visam «combater a desertificação mediante a recolha, algures, e plantação, no local, de espécies vegetais adaptadas ou adaptáveis a zonas áridas e semi-áridas, e com interesse económico: produção de madeira, alimentação de gado (pastorícia), plantas medicinais, são exemplos abrangidos por esses projectos de culturas ditas de sequeiro.&lt;br /&gt;Só dificuldades de ordem burocrática têm impedido que outro projecto idêntico se instale em Cabo Verde, mau grado a vontade de o concretizar manifestada ao C.I.P.D. pela Embaixada deste país em Lisboa.&lt;br /&gt;As tecnologias apropriadas – a que outros chamam libertadoras - desafiam interesses e dogmas económicos profundamente enraizados. José Nascimento não poupa críticas ao imperialismo americano. As tecnologias desenvolvidas pelos Estados Unidos no sentido de ter o controlo mundial dos alimentos, são para ele o caso típico que se opõe à tecnologia apropriada, como, por exemplo, as tecnologias de resistência ao colonialismo inglês postas em prática por Gandhi.&lt;br /&gt;Que o problema da tecnologia é essencialmente político e de coragem para não resvalar na demagogia, fica bem claro das afirmações feitas pelo nosso entrevistado: «Os políticos, cuja especialidade é prometer aquilo que as pessoas gostariam que viesse a acontecer, passam por alto o problema da relação apertada que existe entre as disponibilidades reais existentes (e não as disponibilidades reais convenientes) e o calendário de realizações propostas.»&lt;br /&gt;Contar com as próprias energias é a expressão-chave de um desenvolvimento pela via das tecnologias intermédias ou libertadoras, implantadas com sucesso em muitos países do chamado Terceiro Mundo: «A análise de um grande número de projectos que tiveram sucesso - sublinha José Nascimento - e que fracassaram, permitiu elaborar um conjunto de normas a que a implantação de uma tecnologia deve sujeitar-se.»&lt;br /&gt;Eis, uma a uma, essas normas:&lt;br /&gt;«1 - A T.A. deve evitar a dependência dos recursos estrangeiros, devendo usar-se sempre que possível os recursos humanos e de energia e os materiais disponíveis localmente;&lt;br /&gt;«3 - A T.A. deve gerar postos de trabalho: se se eliminam certas categorias de actividade, os trabalhadores deslocados deverão poder ser integrados noutras esferas da capacidade produtiva e preferivelmente dentro da comunidade;&lt;br /&gt;«4 - A instalação de uma T.A. deve considerar o capital estrangeiro como um complemento e não como substituto do capital nacional;&lt;br /&gt;«5 - A instalação de uma TA. relacionada com o aumento de produtividade ou aumento de mercadorias manufacturadas deverá incluir um mecanismo para ter controlo sobre o preço dos produtos;&lt;br /&gt;«6 - Os processos de T.A, devem ser compatíveis com a ecologia local;&lt;br /&gt;«7 - A T.A. deverá assegurar que as actividades de investigação estejam estritamente vinculadas às realizações práticas em curso para poder criar inovações independentes e úteis;&lt;br /&gt;«8 - As T.A. devem levar em conta o nível cultural das populações;&lt;br /&gt;«9 - As T.A, aparecem multas vezes como tecnologias primitivas, porque as que se encontram mais divulgadas se dirigem às regiões mais atrasadas, mas desde que o nível cultural o permita, as tecnologias apropriadas podem revestir formas sofisticadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTRA OS «SACRISTÃES» DA ECONOMIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inventário dos recursos naturais torna-se, para países como Portugal, a pedra angular de um ecodesenvolvimento pela via das tecnologias apropriadas.&lt;br /&gt;A Hungria dá um bom exemplo de país que está aproveitando as seus próprios recursos, adoptando tecnologias leves, ora obtendo proteínas a partir de folhas, ora utilizando alimentos com azoto não proteico na alimentação de ruminantes para escapar ao controlo do mercado mundial exercido pelos E. U A.&lt;br /&gt;Como acentua José Nascimento, não se pode falar em desenvolvimento sem falar do tipo de tecnologia que o promove. E se a neutralidade da tecnologia ainda é hoje um mito corrente, já se vai sabendo que na realidade é ela que condiciona estruturalmente o modelo de desenvolvimento que se pratica.&lt;br /&gt;Que o sistema vigente - o crescimento pelo crescimento - pode adoptar e adaptar as T. A. sem que para isso tenha de alterar a sua essência (provocadora de desigualdades sociais, por exemplo), também é verdade que nenhuma alternativa de ecodesenvolvimento se abrirá sem uma tecnologia diferente, adequada a esse objectivo, e sem aquisição, por cada país, do respectivo «know how».&lt;br /&gt;Os projectos gigantes de «economia de escala» -- explica ele -- encontram-se baseados numa tecnologia também monopolista e macrocéfala, dita capital-intensiva. «Se nas nações com este tipo de desenvolvimento, o produto nacional bruto cresce e o produto nacional bruto "per capita" também, este índice esconde outra realidade.&lt;br /&gt;E pondo o dedo na ferida: «A distância entre os que têm e os que não têm, agrava-se cada vez mais, aumentando a distorção na distribuição do rendimento.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O DESENVOLVIMENTO DO SUBDESENVOLVIMENTO: ESPIRAL DE LOUCURA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um facto, escamoteado por «cardeais» e «sacristães» da economia oficial-- como nos diz --que «as tecnologias de capital intensivo, utilizando recursos humanos especializados, foram o agente do agravamento do subdesenvolvimento».&lt;br /&gt;As consequências desse crescimento desumano vão mais longe, como José Nascimento confirma: «A sangria dos países submetidos à pilhagem revela-se também na movimentação demográfica e a população rural decresce continuamente a expensas da população urbana que tem um crescimento explosivo, fonte de perturbações sociais acrescidas».&lt;br /&gt;«Espiral de loucura», chama José Nascimento a este «modelo decrescimento» que nos é imposto do exterior (as comunidades económicas como a C. E. E,) e do interior (grandes corporações industriais ou os projectos políticos de grande retumbância).&lt;br /&gt;Segundo nos informa, os factos vêm desmentindo os dogmas, sofismas e mitos do crescimento: «Sem querer afirmar que todas as dificuldades actuais que os países atravessam são consequência de programas de desenvolvimento mal concebidos, não há dúvida de que estes programas se têm baseado em meras suposições, transformados em «dogmas infalíveis».&lt;br /&gt;É falso, por exemplo, que o crescimento de um sector ou de uma área resulte no desenvolvimento do resto do país; no entanto, todos os economistas o afirmam constantemente, ou o pressupõem. Outro pressuposto errado é de que o «crescimento se pode basear na utilização de recursos afastados como combustíveis fósseis e outras matérias-primas não locais», ou que «o crescimento deve utilizar sistemas de processo de produção de agricultura em grande escala porque são os meios mais eficientes de produção.»&lt;br /&gt;Continuando a desmascarar os dogmas correntes da economia oficial, aponta mais dois: «A tecnologia moderna de capital intensivo gera maior crescimento do que a tecnologia de mão-de-obra intensiva» e «o capital estrangeiro é melhor do que o nacional num processo de desenvolvimento».&lt;br /&gt;O que se prova, no fim de contas, é o contrário de tudo isto que os economistas oficiais debitam: «As tecnologias de capital intensivo, utilizando recursos humanos especializados, foram e são agentes de agravamento do subdesenvolvimento».&lt;br /&gt;Para inverter a direcção de uma economia irracional, suicida e desumana, as tecnologias apropriadas são a ponta de lança nos países em transição como Portugal.&lt;br /&gt;E a sigla T. A., a palavra de guerra da paz.&lt;br /&gt;- - - - -&lt;br /&gt;(*) Publicado no jornal «A Capital» (Crónica do Planeta Terra), &lt;strong&gt;10/9/1983 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115788206900524867?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115788206900524867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115788206900524867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/eco-tecnologias-1983.html' title='ECO-TECNOLOGIAS 1983'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115788181732185361</id><published>2006-09-10T10:47:00.000+01:00</published><updated>2006-09-10T10:50:17.340+01:00</updated><title type='text'>CANCRO 1997</title><content type='html'>&lt;em&gt;97-09-10&gt; mimi-2 repetido&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A LÓGICA ORTOMOLECULAR NO TRATAMENTO E CURA DO CANCRO -  VACINAS E CANCRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+ 6 PONTOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, &lt;strong&gt;10/9/1997&lt;/strong&gt; - 1 - A suspeita de que as vacinas, «especializando as defesas», poderiam estar na origem de graves distúrbios no sistema imunitário, já fora levantada por Raymond Dextreit, no seu livro «Le Cancer», ed. Revista «Vivre en Harmonie», traduzido e publicado em português pelo ITAU.&lt;br /&gt;Segundo Raymond Dextreit, as vacinas «servem-se de expedientes para enganar as fraquezas genéticas e ludibriar  os diferentes factores da imunidade, reforçando uns e enfraquecendo outros.»&lt;br /&gt;Se este postulado estiver certo, temos aí a explicação: &lt;br /&gt;a) para a hipersensibilidade alérgica (reforço de alguns factores da imunidade) &lt;br /&gt;b) para todas as doenças de imunoinsuficiência (cancro, lúpus, sida) (enfraquecimento de alguns factores da imunidade) a que a ciência médica começa a chamar «doenças auto-imunes».&lt;br /&gt;O postulado fundamentral de uma Nova Medicina, aberta a um novo paradigma de pensamento e de comportamento, ganha força: a doença, qualquer que ela seja, depende da vigilância ou do enfraquecimento das imunidades naturais, e as doenças, hoje, que não são alérgicas são anérgicas.&lt;br /&gt;Arrepiante é o próprio nome «doenças auto-imunes» que a ciência médica reconhece, sem que reconheça a causa que reconhece. &lt;br /&gt;Ou seja, se há doenças auto-imunes, como diz a ciência médica, como será possível - sem uma enorme hipocrisia ou sem uma gigantesca ignorância - ilibar o papel das vacinas nessa patologia dita «auto-imune»?&lt;br /&gt;Já não é só a Alergia (já reconhecida como herança da vacina), já não é só a SIDA (ainda não reconhecida como herança da vacina) mas também, e por exemplo, o Lúpus, que a ciência reconhece como sendo um subproduto desse tão grande progresso da medicina que são as vacinas e, no fundo, como seu suporte, toda a teoria microbiana.&lt;br /&gt;A palavra «auto-imune» é arrepiante pelo que revela. &lt;br /&gt;Mas o que ela encobre, é ainda mais arrepiante: as doenças iatrogénicas do nosso tempo, produto das «progressos médicos» como a vacina, os antibióticos, os corticóides. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A RETÓRICA VEGETARIANA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Uma certa retórica «naturista» tem alimentado o discurso de alguns vegetarianos nesta linha de combate tão sensível como é a do cancro.&lt;br /&gt;Desviando as atenções para a polémica «vegetarianos» versus «carnívoros», os naturo-vegetarianos também têm ajudado à confusão, ou seja, à perversidade fundamental do nosso tempo-e-mundo que é tomar o efeito pela causa e a parte pelo todo.&lt;br /&gt;Mas de toda essa retórica alimentar, alguns factores adversos têm vindo a ser evidenciados, revelando-se de facto decisivos no eclodir do processo tumoral.&lt;br /&gt;Apontem-se 2 desses factores decisivos:&lt;br /&gt;a) Fibras (Ausência de)&lt;br /&gt;b) Açúcar industrial (como desmineralizante nº 1) &lt;br /&gt;Ou seja: a industrialização em geral (com todo o seu cortejo de poluições) e a industrialização alimentar em particular (desvitalizando os alimentos)  é, em grande parte, a principal responsável pela incidência de doenças degenerativas, as quais começam todas por doenças de carência, entretanto agravadas pela intromissão das vacinas no sistema imunitário.&lt;br /&gt;Raymond Dextreit dá, a esta luz, uma explicação lógica do cancro do cólon:&lt;br /&gt;«O défice de celulose origina um retardamento do trânsito intestinal, o que conduz a um contacto mais prolongado com elementos eventualmente cancerígenos». &lt;br /&gt;Não explica tudo, mas explica uma grande parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REVERSÍVEL OU IRREVERSÍVEL?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Na lógica dos médicos e da ciência médica, o cancro é um processo irreversível, não tem regresso: e todas as terapias médicas  são encaminhadas nesse sentido, não se importando nada que todas elas diminuam ainda mais o já debilitado sistema imunitário.&lt;br /&gt;O doente de cancro, para a ciência médica, vai mesmo morrer.&lt;br /&gt;A experiência ensina que - usando a cirurgia, o cobalto e a quimioterapia - o cancro não tem, de facto, hipótese de regredir. &lt;br /&gt;Monique Couderc, no livro «Eu Venci o Meu Cancro», conta que os médicos lhe afirmavam essa irreversibilidade, face à teimosia que ela manifestava de não querer ser operada ao cancro do útero.&lt;br /&gt;Na lógica médica ou sintomatológica (só resta suprimir sintomas e não é possível alterar as causas), que se limita a suprimir sintomas sem atender a todo o sistema imunitário e ao seu papel no processo canceroso - não há hipóteses de sobrevivência. &lt;br /&gt;Mas na lógica causal das novas terapias, se o sistema imunitário entrar como factor preponderante que de facto é na eclosão e evoluir da doença - a lógica causal de uma medicina do terreno orgânico, metabolic medecine ou medicina ortomolecular - uma hipótese de reversão e remissão do processo se pode impor.&lt;br /&gt;Se a medicina não conhece nenhum caso de regressão, a verdade é que também ninguém conhece quantos casos de cancro a medicina tem curado. Nem a medicina talvez saiba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O JEJUM ALIMENTADO DO ARROZ INTEGRAL (PRATO Nº 7)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 -Embora seja um caso de excepção, que não pode fazer regra, a cura operada no cancro do útero por Monique Couderc e contada no seu livro «Eu Venci o meu Cancro», inverte uma antiga tese da ciência médica: em vez de calorias e proteínas ( alimentação «rica») como a medicina tem defendido, a experiência parece confirmar que uma alimentação «pobre» -  baixa em calorias e menos proteica -  pode ser muito mais curativa.&lt;br /&gt;Em alguns casos, segundo J. Leguérirais, citado por Raymond Dextreit, «a inibição tumoral é função directa da redução calórica». O que explicaria a cura de Dominique Couderc com o jejum quase total. &lt;br /&gt;Lembre-se que o «prato Nº 7» - apenas arroz integral - a genial invenção de Jorge Oshawa, não é outra coisa do que um «jejum alimentado» ou «monodieta», bem mais seguro e eficaz do que o jejum total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARÊNCIAS MINERAIS E CANCRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - Se for a lógica ortomolecular (medicina do terreno) a guiar-nos no problema do cancro, vários factores de carência mineral podem começar a ser inventariados, por ordem de importância:&lt;br /&gt;a) Carência em magnésio (Delbet) &lt;br /&gt;b) Logo, segundo a lógica mais lógica, outras carências em oligoelementos se tornam também patentes: cálcio, silício, manganés, níquel, zinco, germânio, etc&lt;br /&gt;O facto de a célula cancerosa ser ávida de metais não poderá impedir, antes pelo contrário, que no tratamento possa e deva entrar um mineralizante natural e equilibrado de 1ª linha: ele só pode ser o Caldo dos Vegetais Doces, acompanhado ou não de Algas.&lt;br /&gt;De qualquer modo, quer para a lógica da ciência médica quer para a lógica ortomolecular da medicina metabólica, a questão dos metais (minerais e oligoelementos) é a questão central. &lt;br /&gt;Neste contexto e à luz desta lógica, há que rever uma afirmação da ciência médica que continua a despistar todos os investigadores, da velha e das novas medicinas:&lt;br /&gt;«Observações puseram em evidência o facto de que o sangue do canceroso é alcalino.»&lt;br /&gt;Raymond Dextreit dá, no entanto, uma pista ortomolecular para explicar essa alcalose que, segundo ele, resultaria de uma ruptura do equilíbrio iónico entre os 4 electrólitos de base (cálcio, sódio, magnésio, potássio): o tecido canceroso é geralmente carenciado em magnésio e cálcio, enquanto é pletórico em potássio e sódio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALQUIMIA DA CÉLULA:UMA CRUZADA DE TODOS NÓS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - Se todos somos potencialmente cancerosos, talvez fosse avisado fazermos todos a profilaxia natural (ortomolecular) e aprendermos todos como se evita (retarda) o cancro. &lt;br /&gt;Se todos somos potencialmente cancerosos, todos deveríamos ser estudiosos e «especialistas» desta doença. &lt;br /&gt;O cancro existe a nível cósmico, segundo Rudolfo Steiner e Etienne Guillé, e continuará a existir enquanto cada pessoa nada fizer - através de uma cura iniciática ou alquimia celular - para vibratoriamente mudar de canal cósmico, escapando assim à influência da energia do cancro que, em linguagem vibratória de base molecular, se designa energia anti-pedra filosofal emitida pelo velho cosmos.&lt;br /&gt;Mudar de canal cósmico é todo o trabalho preconizado e ensinado pelo método da radiestesia holística de Etienne Guillé. &lt;br /&gt;Por ser talvez a única doença verdadeiramente séria, o cancro bem merecia ser alvo de uma cruzada em que todas as verdades fossem postas em diálogo. &lt;br /&gt;Deveria haver sobre o Cancro  um diálogo permanente, em vez do permanente monólogo da ordem médica. &lt;br /&gt;São pura e simplesmente criminosos todos os que , no mínimo, se oponham a esse diálogo e a esse intercâmbio. &lt;br /&gt;E quando as autoridades proibem o Viscum Album (para o cancro da próstata) e o Germânio, deveriam ser alvo de uma sublevação popular.&lt;br /&gt;Revertendo sempre à lógica da imunidade ou lógica ortomolecular ou lógica  do terreno orgânico - Raymond Dextreit escreve:&lt;br /&gt;« Os desequilíbrios alimentares podem favorecer a instalação do cancro, sem dúvida por causa do enfraquecimento da imunidade que provocam.»&lt;br /&gt;Se estiver certo este postulado - o cancro existe em estado potencial e só avança quando as condições o corpo físico são propícias (insuficiência da imunidade) então a profilaxia será igual ao tratamento curativo. &lt;br /&gt;Declarado o cancro ou por declarar, o caminho é sempre o de fortalecer a imunidade.&lt;br /&gt;E fortalecer a imunidade é fazer profilaxia total do terreno. E profilaxia do terreno é a lógica ortomolecular da medicina metabólica ou alquimia alimentar, alquimia da célula, alquimia da vida.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115788181732185361?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115788181732185361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115788181732185361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/cancro-1997.html' title='CANCRO 1997'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115779294277615641</id><published>2006-09-09T10:04:00.000+01:00</published><updated>2006-09-09T10:09:02.780+01:00</updated><title type='text'>O. FALLACI 1970</title><content type='html'>1-2 - fallaci-1-ls&gt; domingo, 22 de Dezembro de 2002-scan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM SALTO NO VAZIO(*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Os astronautas não são mais do que gladiadores da era espacial e como gladiadores são mandados para a morte».&lt;br /&gt;«Quem se adapta, não morre».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[«Notícias da Beira» (Moçambique),&lt;strong&gt; 9-9-1970&lt;/strong&gt;] - A conquista da Lua também tem duas faces: uma iluminada, onde apontam os caminhos da esperança; outra obscura, de que pouco ou nada se sabe mas que traz os cientistas inquietos.&lt;br /&gt;Oriana Fallaci, que tem vivido nos pontos mais quentes e difíceis da globo, onde a guerra é ainda a forma bárbara (mas inevitável?) pela qual se procuram resolver diferendos e conflitos, assistiu a todas as fases do programa Apollo e aos principais lançamentos que tiveram lugar em 1968 e 1969.&lt;br /&gt;Dessa experiência escreveu um livro (1). Reunindo as reportagens que publicou em muitos dos principais jornais do mundo, e acrescentando textos inéditos, Oriana compôs mais uma obra fascinante, como aliás todas as que nascem da sua sensibilidade, da sua inteligência, da sua. coragem.&lt;br /&gt;Ninguém como ela estaria tão bem preparada para compreender as «duas faces da Lua», os prós e os contras de uma escalada que impele os homens para fora do planeta mas que poderá, também, em contrapartida fazê-los recuar anos e séculos na própria terra onde habitam.&lt;br /&gt;Eis como Oriana Fallaci procura justificar a sua entusiástica adesão ao progresso tecnológico:&lt;br /&gt;«Disse-te que contava como certa, a história de que o homem provinha do mar e, no entanto, o mar era para ele uma prisão donde fugir não passava, de uma loucura. Lentamente, pacientemente, dolorosamente saiu da água. Mas respirava. As suas brânquias suplicavam água, água, água e ele morria a pouco e pouco, a terra era um inferno, que o afogava, que o oprimia, como uma ventosa; mas lentamente, pacientemente, dolorosamente, de novo tentando, de novo morrendo por milhões e milhões de anos conseguiu vencer, dominar o ar. Desenvolveu pulmões e respirou sem dificuldade. Desenvolveu olhos e a terra tornou-se viva. Criou membros e mexeu-se. Criou uma espinha. dorsal e levantou-se. Criou mãos e habituou-se a acariciar. E um dia descobriu que também podia pensar. E pensando descobriu que era um homem».&lt;br /&gt;Acredita. ela que uma metamorfose será novamente possível e que ao homem irá nascer outro «pulmão» que lhe permita respirar em galáxias diferentes.&lt;br /&gt;Há quem não acredite, porém, que seja assim, porque a metamorfose esperada, desta vez, é de natureza mais subtil: espera-se que o homem mude o seu sistema de valores, a sua axiologia e, acima de tudo, a sua ética. Sem progresso moral concomitante, a tecnologia mais avançada é apenas a mais avançada barbárie, desastre e catástrofe.&lt;br /&gt;Eis as duas faces do acontecimento: ir à Lua só significará progresso quando, no infinito da sua realidade, o homem cometer idêntica proeza. Espera-se aí uma revolução tão importante ou mais importante do que todas as revoluções passadas. A grande escalada será dentro da própria espécie e, nesta, dentro do próprio indivíduo.&lt;br /&gt;De contrário, o pai de Oriana Fallaci, a quem ela dedica o livro e com quem, através de 500 páginas dialoga, terá razão quando exclama:&lt;br /&gt;«O futuro que vocês sonham é um tremendo salto no vazio».&lt;br /&gt;Mas Oriana reage e contra-argumenta: «Quem se adapta, não morre»,&lt;br /&gt;Sintomático do desfasamento que preocupa e dilacera a autora, é a declaração do dr. Celentano, um representante trágico da mentalidade retrospectivista não só norte-americana mas internacional, mentalidade que entende o progresso em termos meramente tecnológicos.&lt;br /&gt;«Nunca se podem prever - diz ele a Oriana Fallaci - as maravilhas que nascem de uma empresa científica como esta. Em Medicina, muitas descobertas foram feitas por acaso, não me admirava que daqui a vinte anos a Lua fosse um grande sanatório para os doentes cardíacos. Pensar só no alivio que seria para eles a gravidade reduzida a um sexto».&lt;br /&gt;A Lua como sanatório para doentes cardíacos - eis a grande aberração, eis uma maneira completamente reaccionária de imaginar o futuro.&lt;br /&gt;Se daqui a vinte anos ainda houver doentes cardíacos, poderemos afirmar que o Progresso é um mito e um malogro. Prospectivo ou progressivo será que já não existam doentes cardíacos. Será re-pensar e re-fazer tudo, outra vez, para que não haja mais doentes. (cardíacos, ou da futebol).&lt;br /&gt;O livro de Oriana Fallaci conduz-se nesta segunda via, inspira-se desta outra mentalidade que entende não fazer da. Lua um sanatório que prolongue os da terra e suas mazelas, mas o planeta utópico que simbolize as realizações de tudo o que de melhor o homem sonhou e quis.&lt;br /&gt;----&lt;br /&gt;Oriana Fallaci, «Se o Sol Morrer», Trad. Elga Ferreira, Edições Palirex, Lisboa, 1970.&lt;br /&gt;----&lt;br /&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no jornal «Notícias da Beira» (Moçambique), &lt;strong&gt;9-9-1970&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115779294277615641?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115779294277615641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115779294277615641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/o-fallaci-1970.html' title='O. FALLACI 1970'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115779249877422285</id><published>2006-09-09T09:59:00.000+01:00</published><updated>2006-09-09T10:01:38.776+01:00</updated><title type='text'>LEITURAS 1981</title><content type='html'>&lt;em&gt;81-09-09&gt; ahv = antes da hipótese vibratória &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NASCEMOS PARA A MORTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9/9/1981 &lt;/strong&gt;- A inevitabilidade, o fatalismo, a lógica de auto-destruição tem como corolário a falácia e falência das alternativas, conduzem a uma única (falsa) saída.&lt;br /&gt;«O século XXI ou será religioso, ou não existirá século XXI» disse André Malraux.&lt;br /&gt;Tudo o que nos rodeia - todo o meio ambiente, afinal - é um teste último e decisivo quando, como e o que aprenderemos com ele?&lt;br /&gt;A lição, hoje, não se aprende na escola, nos livros, nos mestres e gurus, nos anfiteatros e academias. Tudo isso falhou na missão de transmitir aos homens a mensagem.&lt;br /&gt;Por isso a mensagem nos chega hoje, sob formas diferentes: a crise do meio ambiente, a violência desencadeada, os fenómenos insólitos, as desaparições misteriosas, a aceleração vertiginosa dos acontecimentos históricos, a fragorosa derrocada de princípios, valores, mitos, filosofias, sistemas ideológicos, em suma: o caos. O desespero. A angústia. &lt;br /&gt;Mas - dirá o carma yogui - quando se desespera de tudo é que surge a Fé.&lt;br /&gt;Quando já não há saídas humanas, que saída nos resta senão transcendente?&lt;br /&gt;A crise, o beco, o apocalipse, o terror seria, portanto, na perspectiva do carma ioga, a grande instigação à Fé para a humanidade perdida de hoje..&lt;br /&gt;Será pelo diabo - ainda segundo o carma ioga - será pelo mal, pelo lado negativo (a «parte maldita» lhe chamou Georges Bataille) , pelo caos, pelo sofrimento sem limites, que aprenderemos Deus. &lt;br /&gt;Será pelo caos que somos obrigados a sintonizar o cosmos, cuja noção, sensação ou intuição a ideologia dominante nos fez perder.&lt;br /&gt;Será pelo paroxismo do sofrimento que ganharemos direito à libertação.&lt;br /&gt;A ideologia dominante afirma o culto da vida e o horror da morte. Procura o bem e repudia o mal. Advoga a virtude e condena o vício. Vida e morte é o inflexível dualismo que o sistema nos impõe. Por terem tentado repor a ordem natural das coisas - «Nascemos para Morte» - os cátaros foram perseguidos e queimados.&lt;br /&gt;Que mistério se guarda neste inversão de conceitos e valores? &lt;br /&gt;O grande caos, hoje, empurra-nos para uma única saída: para a evidência de que estamos enganados. De que, afinal, como dizia Chestov, Dostoievsky e os cátaros, a vida é a morte e a morte é a vida.&lt;br /&gt;A Fé, hoje, é saber que tudo se passa na realidade ao contrário do que proclama a ideologia dominante das instituições dominantes no sistema que totalitariamente nos encurrala.&lt;br /&gt;A Fé é saber que o culto da vida leva à morte como lógica suprema . E que o culto da morte (o imenso saco onde pomos o rótulo de ciência oculta) seria, será afinal o único caminho da vida. &lt;br /&gt;Até onde e quando perceberemos porque se suicidam os bonzos budistas e, agora, recentemente, algumas seitas?&lt;br /&gt;Até onde poderemos perceber que o sistema segrega também, como inelutável necessidade, esses bodes expiatórios da violência que no seu próprio seio foi engendrada?&lt;br /&gt;Até que ponto compreenderemos que os holocaustos, sacrifícios e suicídios são a imensa expiação do mal que quotidianamente praticamos, consentimos, provocamos, engendramos? &lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115779249877422285?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115779249877422285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115779249877422285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/leituras-1981.html' title='LEITURAS 1981'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115779237207907835</id><published>2006-09-09T09:57:00.000+01:00</published><updated>2006-09-09T09:59:32.096+01:00</updated><title type='text'>CIÊNCIA 1972</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2 - 72-09-09&gt; ciência-1&gt; os dossiês do silêncio - mein kampf&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CIÊNCIAS HUMANAS - UMA BRECHA NO SISTEMA(*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no «Diário do Alentejo», &lt;strong&gt;9/9/1972 &lt;/strong&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[9/9/1972&lt;/strong&gt;] -  Óbvio é que a razão tem que ter razão. E se a ela foi dada a palavra, só ela tem a palavra. E o poder. Impossível, pois, dar a razão, a palavra, o saber ou poder ao que originalmente não tinha nem podia ter nada disso. Porque não tinha, era. Ao que originalmente era silêncio.&lt;br /&gt;Daqui, da tentativa de dar voz ao silêncio, vem a frustração da faina utópica que se propõe o Poeta. Apesar de fracasses, de inevitáveis fracassos, as suas vozes - vozes do silêncio, vozes subterrâneas - tiveram contudo e pelo menos o mérito de mitigar abusos e prepotências da omnipotente, omnividente  e omnisciente ordem racionalista, abusos uns de ordem teórica, outros de ordem técnica, prática e política.&lt;br /&gt;Votadas ao fracasso, as tentativas de dar voz ao silêncio iriam servir, ao menos, ao Arqui-Agressor (assim chama Toynbee ao Ocidente) a justa má consciência e o indispensável remorso. Os que falam do silêncio não querem nenhuma cátedra, nenhuma academia, nenhum prémio nobel, querem apenas dizer que, no impecável mundo dos racionalistas, nem tudo são rosas e virtudes.&lt;br /&gt;As pesquisas subterrâneas destes homens subterrâneos obrigaram os homens da superfície (homens superficiais) a rever as suas intangíveis posições, os seus dogmas, as suas leis. Por escrúpulos de honra profissional, até, a ordem racionalista não poderia manter por mais tempo esta deliberada ignorância ou hostilidade. E resolveu-se a entrar. Com armas e bagagens, microscópios e telescópios, monóculos e binóculos, aí vemos a ciência no campo do inimigo – o mito; sob a capa de «ciências culturais» ou «ciências humanas», um batalhão de antropologistas, etnólogos, psicólogos, sociólogos, iniciaram a devassa. Concedem, condescendem em estudar o figadal inimigo. &lt;br /&gt;Em nome da ciência combate-se o mito, mas apenas certos mitos que importa combater, para que a ciência e os seus próprios mitos não sejam incomodados. Fixa-se algo que tradicionalmente vieram entendendo e desentendendo por mito e omite-se o que modernamente e mais latamente se pode entender por tal. &lt;br /&gt;Então, com armas e bagagens, a ciência encarrega alguns dos seus funcionários, especializados em arqueologia, de irem estudar o mito - o mito que interessa estudar do ponto de vista da ciência. E eis que se lançam os investigadores, de monóculos e binóculos em riste, a estudar a velha fera.&lt;br /&gt;Será que, com isto, a ciência quer ceder terreno ao seu inimigo?&lt;br /&gt;Claro que não: o que a ciência quer é acabar de desacreditar o tal tipo ou espécie de mito, para acreditar e fazer acreditar os seus próprios. Ela, que expulsara dos seus domínios o mito, a magia, a mística e a metafísica, resolve agora estudá-los, surgindo essas coisas que se chamam etnologia, antropologia, psicologia , etc. (que em logias não é ela pobre nem manca, logias que são outros tantos santinhos para adorar).&lt;br /&gt;Enquanto andou por onde podia e devia andar, tudo se passou pelo melhor. Mas é que agora a ciência, querendo entrar naquilo que tradicionalmente combateu - o mito -, parece não estar muito apta nem habilitada, e parece não ter grande «moral» para o fazer. O balanço final da empresa revela que a ciência, ao querer abordar o mito segundo os seus métodos muito particulares, foi rechaçada e viu-se em palpos de aranha. Exorbitando dos domínios que por direito lhe pertenciam, invadindo os domínios da criação, do humano concreto, do livre arbítrio, estendendo os princípios deterministas, da identidade e da casualidade muito para lá do positivo, do razoável e do racional, constituindo o especificamente humano, a liberdade, em matéria de ciência positiva, acabando por aceitar como «objecto da filosofia e até como «objecto da ciência» aquilo que a positiva lei dos três estados de lá expulsara: o «estado teológico» e o «estado metafísico» redundou num anedótico fracasso.&lt;br /&gt;Dentro da própria ordem racionalista é, apesar de tudo, justo reconhecer os «traidores», os que, embora de confiança e gratos aos quadros da Burocracia, se vão atrevendo, medrosamente, prudentemente, intermitentemente, a pôr dúvidas à omnipotência do saber.&lt;br /&gt;A coisa, geralmente, começa a ceder pelos chamados filósofos da história; depois pelos psicologistas; depois pelos sociólogos e antropólogos. Uns e outros, uns mais, outros menos, acabam por ir reconhecendo a mitologia da tal cultura sem mitos, as contradições da tal cultura baseada no princípio irrevogável da não contradição, as fraquezas do tal omnipotente Poder do Saber.&lt;br /&gt;Mas - reconheça-se também - só tarde e a más horas o fazem. E é esse atraso no tempo, esse «ganhar tempo», esse colocar do problema no futuro, sempre no futuro, que permite aos donos da cultura oficial terem sempre razão. Jogando com o futuro, com uma ideia ou pseudo-ideia de futuro, jogam e ganham.&lt;br /&gt;Directa ou indirectamente, o cientista por muito isento e o filósofo por muito puro que se pretendam, acabam por colaborar, através do técnico, com o político e o homem de acção em geral.&lt;br /&gt;Em suma: o Saber acaba sempre por aderir ao Poder e ser, nas mãos deste instrumento, pau para todo o serviço.&lt;br /&gt;- - - - &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no «Diário do Alentejo», &lt;strong&gt;9/9/1972 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115779237207907835?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115779237207907835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115779237207907835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/cincia-1972.html' title='CIÊNCIA 1972'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115770802655419681</id><published>2006-09-08T10:31:00.000+01:00</published><updated>2006-09-08T10:33:46.590+01:00</updated><title type='text'>MELODRAMA 1971</title><content type='html'>&lt;em&gt;melodram&gt;literatu&gt;manifest&gt;texto híbrido ac-mein kampf &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8/setembro/1971&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A DOENÇA E A FUNÇÃO SÓCIO-ECONÓMICA DO MELODRAMA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[este é o modelo de texto híbrido ac, onde coexistem intuições de facto proféticas, fundamentais e correctas, confirmadas algumas através de vinte e um anos, com algumas ousadias pouco consistentes e onde a linguagem forte do calão perde força pela sua inaplacabilidade: este texto, como todos os híbridos, deverá ser fonte de retorno e consulta, porque de facto aborda uma questão de fundo que é também tabu: tratar-se-á de voltar à tese, que está correcta, mas com argumentos maios convincentes e exemplos concretos mais significativos; a luta de classes, sinónimo do que designava na altura abjecção -- penso que correctamente -- não deixou ainda de ser um quadro válido para interpretar a função social e económica do melodrama, onde a doença desempenha um papel primordial de chamamento ao terreno existencial; é ainda de lembrar o que, entretanto, Umberto Eco escreveu sobre a literatura de cordel, em termos tecnocráticos, livro que não trocava, sinceramente, pelo «naif» filosófico deste meu texto de 1971, repescado hoje, em 21 de Junho de 1991]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+ 7 PONTOS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; 8/Setembro/1971&lt;/strong&gt; - Quando, traiçoeira e de garras aduncas, a doença se abate sobre qualquer indefesa criaturinha das que compõem a mitologia romanesca de consumo -- é caso para desconfiar três vezes e pôr três pés atrás.&lt;br /&gt;Que se passa? &lt;br /&gt;Que pretende a sociedade de consumo -- de compra e venda -- com o súbito melodrama?&lt;br /&gt;A que vem o sentimento no meio da guerra civil que é a luta de classes?&lt;br /&gt;De que solícitas e pingonas ternuras, e porquê, se sente possuída a venal e abjecta histeria da abjecção?&lt;br /&gt;Em que medida a doença vem contribuir, nessas histórias de amor e sacrifício, de orfandade e caridade, de meninos abandonados e mães abnegadas, para a tal histeria do consumo e como falsifica ela a realidade, já que o escopo de todo o romanesco comercial[??] é o de falsificar a realidade (e aviltar o homem), alienar o consumidor e transformar o espectador, lavando o cérebro( na barrela das boas e pias intenções) do passivo consumidor de todas as mitologias menos ternas, menos líricas, menos sentimentais e bem mais terra a terra, mais guerra a guerra?&lt;br /&gt;Vários motivos, para já, se podem encontrar que explicam e justificam o romanesco melodramático. Porque o melodrama não é tão gratuito como parece e serve para levar mesmo muitas águas a muitos e vários moinhos.&lt;br /&gt;1 - Se o cenário é rico, se ao fundo há uma baía de S. Francisco de águas azuis e por ali se respiram perfumes de jardins, se há mármores brancos e a criatura vive na maior opulência material, no maior esplendor, -- o mecanismo de consumo consegue, através da doença insidiosa e traiçoeira, um duplo e contraditório e conveniente efeito sobre a mente do consumidor/espectador: a inveja da opulência e, simultaneamente, a repulsa dessa situação de riqueza;&lt;br /&gt;2 -- Se a personagem, vítima da horrível fatalidade, é bela, também se obtém idêntico efeito duplo, contraditório: a inveja da beleza que a doença irá corromper, minar, desfear até à miséria e à morte;&lt;br /&gt;3 - Se a personagem continua a ser rica, bela, feliz e com a vida erótica em ordem (mas alguém há, nestas histórias, que não tenha a vida erótica em ordem?), a doença subitamente abatida sobre ela, desempenha ainda o papel de «escape», de «révanche» para o consumidor que não é belo nem tem a vida erótica em ordem: «toma lá que é para saberes. Lá porque és feliz, pensavas que nada de mal te acontecia, não?». E o consumidor sente-se, ele também, compensado das suas doenças (que não devem ser poucas)em particular, e dos seus infortúnios em geral;&lt;br /&gt;4 -- À mitologia crua e sem panos quentes, há que opor, de vez em quando, e para não espantar a caça, a mitologia doce do sentimento, da piedade, do sofrimento resignado, da virtude compensada; há, inclusive, que demonstrar que afinal essa criatura burguesa também tem sentimentos, além de automóvel, casa, luxo, beleza, fortuna, criadagem, espelhos de parede, colunas dóricas, salões, recepções, banquetes. Há que humanizar a imagem do burguês e fazer da fortuna, da sorte, da bem aventurança burguesa uma imagem simultaneamente sedutora e repelente;&lt;br /&gt;5 -- A doença no romanesco melodramático tem ainda a função de iludir por completo o consumidor: geralmente («Love Story», por exemplo!) ninguém sabe como e porquê e de onde vem a famigerada, terrível doença. Em certos casos, chega a afirmar-se que vem da Turquia. Em quase todos vem da fatalidade. O mecanismo do consumo dirigido impõe assim a ideia de fatalidade, de doença sem causa, quando todos sabem muito bem que, regra geral e em 80% dos casos, a doença vem do consumo: isto é, daquilo que o consumidor mete pela boca abaixo, com rótulos coloridos, latinhas cilíndricas, celofanes rebrilhantes, etc..&lt;br /&gt;[[Claro que 107 médicos assinam um documento confirmando que há cólera em Barcelona, mas nenhum assina documento nenhum dizendo que, pior do que o cólera, há a peste entrando diariamente pelas nossa casas dentro, via supermercados ou televisão ou publicidade em geral, há o automóvel, há a «gadanha da morte ceifando vidas inocentes» -- como dizia o «Diário Popular» ou o «Actualidades» por ele -- há a própria medicina, a indústria médica liquidando neles alegremente, etc., etc..]]&lt;br /&gt;6 -- Pois para tudo isto serve a tal mitologia romanesca do melodrama, com doenças a consumir belas e sedutoras criaturinhas, donas de todo o conforto, possuidoras de todos os adornos e símbolos do consumo («Os Olhos Verdes da Noite», de David Loweel Rich) mas tão traiçoeiramente «surpreendidas» pela traiçoeira doença;&lt;br /&gt;7 -- É que, não esqueçamos, estabelecida subliminarmente no espírito do consumidor a certeza de que a doença surge sem causa -- um vírus caído do céu, vindo da Turquia ou emigrado dos países comunistas e desse miserável Terceiro Mundo onde grassam epidemias terríveis  - fica campo aberto a outras indústrias e a outra subconsciente certeza do consumidor no sentido de consumir mais alguns dos venenos úteis, belos, progressistas, última maravilha da técnica, último grito da indústria, vindos das mesmas beneméritas indústrias. &lt;br /&gt;Para já e sem sair da Indústria Médica, temos duas para onde fatal e benemeritamente o consumidor é empurrado, logo que atacado de terrível doença sem causa ou de causa desconhecida: a Cirurgia e a Farmácia.&lt;br /&gt;Para já e para exemplo, deveremos ver que afinal a inocente mitologia das «Love Story», das «Junie Moon» ou dos «Olhos Verdes na Noite» conduz a objectivos menos inocentes: promover a indústria. E ainda há quem pergunte -- com o cérebro lavadinho e pronto a receber a medalha do consumidor supercondicionado -- para que serve o melodrama?&lt;br /&gt;Então não se estará mesmo a ver para que serve?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AINDA O MELODRAMA UM TEXTO DE 1970?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melodrama serve, em muitos casos, para que a burguesia anestesie a sua má consciência. &lt;br /&gt;Serve para nos dizer que afinal a abastança também inclui coisas infelizes: raparigas que namoram e perdem os apaixonados (filme «A Carne da Minha Carne»); apaixonados que se dedicam ao alpinismo e lá ficam, um dia, na montanha; pais que sofrem do coração; filhas que são perseguidas por mães déspotas que as sorvem e absorvem; jovens que não têm um pulmão e que morrem, enfim, na flor da vida quando um amor, embora adúltero, as esperava para o melhor; um filho nos braços, às vezes, é também o que acontece a estas jovens de boas famílias, tementes a Deus. Quando viajam de barco, a 1ª classe é apetecível de conforto, os drinks correm no deck, a música espalha-se suavemente, mas há lágrimas ao luar e a um recanto clandestino do paquete.&lt;br /&gt;Serve ainda o melodrama, tal como o cão de Pavlov, para unir «bons momentos» a belas paisagens de que interessa promover o andamento turístico (Grécia, no caso da «A Ânsia de Amar»). Os melhores beijos vêm, para o espectador muito excitado, associados a Minos, Creta, Delfos, ao Parténon e às águas que fazem boa digestão e às bebidas da região que criam leveza e humor.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115770802655419681?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115770802655419681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115770802655419681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/melodrama-1971.html' title='MELODRAMA 1971'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115736131543621034</id><published>2006-09-04T10:14:00.000+01:00</published><updated>2006-09-04T10:15:15.440+01:00</updated><title type='text'>LIVROS 1991</title><content type='html'>&lt;em&gt;paradigm1&gt; -1897 caracteres – notas de leitura – este file , com outro nome, está incluido no merge (maluco) -utimss &gt;&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOCORRO, TANTO LIVRO - AS TÉCNICAS DE SELECÇÃO NA ERA DO COMPACT - PARADIGMA E UNIVERSALIDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5/8/1991&lt;/strong&gt; - A questão da obra paradigmática vem dar resposta a uma situação quotidiana e muito concreta de perplexidade, que nos assalta a todos, mesmo os que não são escritores, e principalmente os que não são escritores. Já todos viveram essa perplexidade: perante um conjunto complexo e vasto de dados, há o desejo de definir esse conjunto, mas faltam-nos palavras. Quando «não há palavras que cheguem», quando as palavras são insuficientes para transmitir certos «estados de alma», então é sinal mais que evidente: estamos perante o «sindroma», perante o «complexo» de afogamento, estamos perante o indefinível e o inexplicável. É aí que o artista surge, a tentar, pela obra de arte, nomeadamente a literária, dizer o indizível. &lt;br /&gt;Por exemplo: perante o filme «Táxi-Driver», de Martin Scorsese, essa obra sublime e paradigmática, o esquizofrénico sem saber que o é, dirá: «Sinto-me espelhado nesse Trevy, eu sou o Trevy, todos somos o Trevy.» &lt;br /&gt;Quando se faz esta constatação e esta identificação perante um filme, um livro, uma peça teatral, é bom sinal: é sinal de que explicando  o inexplicável, dizendo o indizível, definindo o indefinível, ela tornou inúteis, retóricos, pleonásticos mil casos e fait-divers, contados em histórias de ficção que não ultrapassam esse nível de anedota e «fait-divers», de evento solto e irrevelante, não ligado ao geral, não relacionado  com o universal. É o arquétipo e paradigma que torna universal (inespacial) e intemporal (sem tempo) uma obra. E não é por acaso que o arquétipo se liga aos níveis do subconsciente colectivo. Pelo paradigma, atinge-se o universal consciente, será? E pelo arquétipo, o universal subconsciente. &lt;br /&gt;[Atenção ao Alexandre Pinheiro Torres quando nos fala das obras que tornam obsoletas e pleonásticas milhares de outras obras. Atenção a A.P. Torres quando fala em certas obras que tornam obsoletas ou pleonásticas literaturas inteiras. Ele toca num ponto verdadeiramente axial da criação e no grande, grande problema da escolha, da distinção, na Arte, entre o que fica e o que morre. O supremo critério para avaliar de um escritor, não é propriamente o best-seller ou a popularidade. É, talvez, em que medida esse escritor permanece para lá das modas e fornece arquétipos (ou paradigmas) que estão para lá do tempo e do espaço. Afinal, tão simples como isto!]&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115736131543621034?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115736131543621034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115736131543621034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/livros-1991.html' title='LIVROS 1991'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115736121473853945</id><published>2006-09-04T10:11:00.001+01:00</published><updated>2009-12-26T07:01:02.024Z</updated><title type='text'>R. GUÉNON 1995</title><content type='html'>&lt;em&gt;3703 caracteres - guenon-1&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TESTE DE PESQUISA – TESTE DE H.V. (HARMONIA VIBRATÓRIA)- PRINCÍPIOS DA COSMOGONIA TAOÍSTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[5-8-1995]&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras em teste, retiradas do livro «A Grande Tríade», de René Guénon:&lt;br /&gt;Arjuna&lt;br /&gt;Brahma&lt;br /&gt;Caos &lt;br /&gt;Céu&lt;br /&gt;Cosmos &lt;br /&gt;Essência&lt;br /&gt;Estrela Polar &lt;br /&gt;Génesis &lt;br /&gt;Hamsa&lt;br /&gt;Ishwara &lt;br /&gt;Ki &lt;br /&gt;Krishna &lt;br /&gt;Jîvâtmâ&lt;br /&gt;Luz&lt;br /&gt;Para-Brahma &lt;br /&gt;Paramâtmâ&lt;br /&gt;Sopro = Spiritus &lt;br /&gt;Spiritus&lt;br /&gt;Substância &lt;br /&gt;Tai-i  &lt;br /&gt;Tai-Ki &lt;br /&gt;Tao &lt;br /&gt;Tchan(*) = Dhiâna = Zen &lt;br /&gt;Terra&lt;br /&gt;Tien-Hia &lt;br /&gt;Trevas &lt;br /&gt;Yang &lt;br /&gt;Yin&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Exemplos de perguntas (de algibeira):&lt;br /&gt;- O termo oposto de Céu é Terra ou Inferno?&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo de opostos complementares para teste de confirmação:&lt;br /&gt;Evolução/Involução&lt;br /&gt;Catabase/ Anabase&lt;br /&gt;Condensação/ Dissipação&lt;br /&gt;Geração/Corrupção&lt;br /&gt;Kalpa/Pralaya&lt;br /&gt;Macrocosmos/Microcosmos &lt;br /&gt;.................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;(*) «Tcham  = transcrição chinesa da palavra sânscrita Dhyâna, «contemplação»: essa escola é comumente conhecida pela designação de Zen, que é a forma japonesa da mesma palavra.»&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transcrições de base:&lt;br /&gt;«São os dois termos dessa primeira dualidade que, na tradição hindu são designados como Purusha e Prakriti e como Céu (Tien) e a Terra (Ti), na tradição extremo-oriental.&lt;br /&gt;«Quanto à tradição extremo-oriental, ela considera não menos explicitamente, como princípio comum do Céu e da Terra, o que ela chama «Grande Extremo» (Tai-Ki), no qual eles estão indissoluvelmente unidos, no estado «indiviso» e «indistinto», anteriormente a toda a diferenciação e que é o ser puro, identificado como tal à «Grande Unidade» (Tai-i.) Tai-Ki, o «ser» ou a «Unidade Transcendente», pressupõe também outro princípio Wou Ki, o Não-ser ou o Zero metafísico.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«O carácter ki é o que designa literalmente a «cumeeira» de um edifício: por isso, Tai-Ki diz-se simbolicamernte residir na Estrela Polar, que é efectivamente a «cumeeira» do Céu visível e, como tal, representa naturalmente a do Cosmos todo.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Wou-ki corresponde, na tradição hindu, ao Brahma neutro e supremo (Para-Brahma), Tai-ki à Ishwara ou ao Brahma não supremo (Apara-Brahma).&lt;br /&gt;«Acima de qualquer outro princípio, há ainda o Tao que, em seu sentido mais universal, é a um só tempo Não-Ser e Ser, mas que, por outro lado, não é realmente distinto do Não-Ser enquanto este contém o Ser, que é também o princípio primeiro de toda a manifestação e se polariza em Essência e Substância (ou Céu e Terra) para produzir efectivamente essa manifestação. »&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«A expressão Tien-hia, literalmente «debaixo do Céu», emprega-se correctamente em chinês para designar o conjunto do Cosmos.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«O Céu é inteiramente Yang e a Terra inteiramente Yin, o que equivale a dizer que a Essência é acto puro e a Substância potência pura.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«No desenvolvimento do processo cosmogónico, as trevas, identificadas ao caos, estão «no começo» e a luz, que ordena esse Caos para tirar dele o Cosmos, está «depois das trevas»; desse ponto de vista, o yin está, com efeito, antes do yang.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Ora acontece, com frequência, em particular nas figurações etruscas, que a dupla espiral é encimada por uma ave; esta é evidentemente o mesmo que Hamsa, o cisne que choca o Brahmanda nas águas primordiais e que, além disso, identifica-se com o «espírito» ou «sopro divino» (pois Hamsa é também o «Sopro») que, segundo o início do «Génesis» hebraico, «era levado sobre as Águas»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«É a significação dos nomes de Arjuna e de Krishna que representam Jîvâtmâ e Paramâtmâ, ou o «eu» e o «si», a individualidade e a personalidade e que, como tais, podem ser postos em relação com a Terra e o outro Céu»(38)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Deve-se notar o parentesco significativo que existe entre a própria designação da espiral e da de spiritus ou «sopro» - de que falámos em Hamsa.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115736121473853945?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bookscat.blogspot.com/feeds/115736121473853945/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17844818&amp;postID=115736121473853945' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115736121473853945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115736121473853945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/r-gunon-1995.html' title='R. GUÉNON 1995'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115736107770702493</id><published>2006-09-04T10:09:00.001+01:00</published><updated>2011-06-22T10:52:49.599+01:00</updated><title type='text'>FRITJOF CAPRA 1990</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-3 quinta-feira, 19 de Dezembro de 2002 - capra&amp;gt; - livros na mão - notas de leitura&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UMA HERESIA COM VINTE ANOS - A DANÇA CÓSMICA DE FRITJOF CAPRA(*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5/8/1990 [&lt;strong&gt; 7-8-1990&lt;/strong&gt;, in «A Capital» ] - Há livros tão carregados de energia e consequências, que estabelecem à sua volta, após a fase de pânico, uma espécie de vácuo protector, de silêncio tácito, única forma que o sistema de referências e valores tem de se defender contra o implacável desafio que lhe é proposto e que o abala desde os alicerces.&lt;br /&gt;«O Tao da Física», publicado em Londres, em 1975, pelo físico atómico Fritjof Capra -e que a editora Presença teve agora, vinte anos depois, a coragem de lançar em tradução portuguesa - , é um desses livros raros que só pode esperar dos poderes constituídos, nomeadamente da respeitável instituição científica, o vazio do silêncio, o silêncio do vazio (como diria um discípulo de Lao Tsé).&lt;br /&gt;No entanto, cada página, cada parágrafo de «O Tao da Física»(*) - subintitulado «uma exploração dos paralelos entre a física moderna e o misticismo oriental » - suscita questões de tal maneira decisivas, importantes e vertiginosas para o futuro do sistema (que vive de ir matando os ecossistemas) e do próprio planeta Terra, com toda a carga humana a bordo, que se esperaria um debate constante, nos grandes «media», em torno deste explosivo concentrado de teses «revolucionárias», de questões de «alta voltagem energética»&lt;br /&gt;O sistema leva um certo tempo a digerir o que o contesta - é certo - mas, num caso destes, vinte anos decorridos não será tempo demais para hesitarem ainda em dar o prémio Nobel ao físico atómico Fritjof Capra, exorcismando-o assim de todos os malefícios? Seria o suficiente para o neutralizar, darem-lhe uma cátedra na Universidade de Berkeley? Não será uma distracção muito perigosa para o poder científico - que inclui a microfísica no topo das suas glórias, e respectivas bombas termonucleares daí advenientes - não ter ainda conseguido calar este herege, recuperar este filósofo maldito, neutralizar este investigador suspeito de grave heresia, calar, pura e simplesmente calar este autor do diálogo entre a física do Tao e o Tao da física?...&lt;br /&gt;Não serei eu, neste modesto espaço de jornal, a poder quebrar tamanha conspiração de silêncio, e muito menos a poder esgotar o inesgotável manancial de ideias que constitui o livro-manifesto de Capra. Tanto mais que ele, entretanto, já acrescentou, ao seu currículo, outro livro-manifesto, talvez ainda mais explosivo do que este - «Le Temps du Changement», na edição francesa da Rocher(1983) (**) - no qual analisa aquilo a que chama a abordagem «holística» da realidade, indo, neste caso, buscar a palavra «holística» à tradição hermética da Astrologia ... Pior a emenda que o soneto, como se vê.&lt;br /&gt;Um sistema ideológico como o ocidental, tão homogéneo e totalitário na sua inquebrantável tirania, que leva vinte anos a digerir uma tese destas - o paralelismo óbvio entre ciência de ponta e o erradamente chamado «misticismo» oriental (hinduísmo, budismo, pensamento chinês, taoismo e zen, ocupam, em exaustivas descrições, toda a segunda parte da obra) - coloca-se definitivamente em causa, pelo menos quanto à sua capacidade digestiva e metabólica. Por muito duro e redondo que seja o «pedregulho» dado a comer pelo rebelde filósofo inglês, a verdade é que a truculenta instituição científica sempre revelou, para estas coisas, um estupendo estômago, mostrando que tem sabido recuperar quase tudo aquilo que a contesta. Quando não pode calar, compra. E quando não pode comprar, manda perseguir, até que o autor seja «calado»(enjaulado num «gulag» psiquiátrico, por exemplo). Os poucos investigadores que escaparam a esta lei da «linchagem» - como é o caso, por exemplo, de Ivan Illich, que continua a constituir a maior carga subversiva que alguma vez o sistema teve de suportar - , vivem como autores de livros uma existência larvar, na semi-clandestinidade.&lt;br /&gt;Capra parece-me gozar desse estatuto privilegiado: a seu respeito continua a manter-se um «muro de silêncio», muro que só a sua outra qualidade, de especialista na área da microfísica nuclear, impede que seja tão espesso e intransponível.&lt;br /&gt;«O Tao da Física» está aí, em tradução portuguesa, (bastante correcta, diga-se de passagem, nos pontos nevrálgicos), sujeito a todas as contingências do marketing editorial, que tanto promove como derruba, conforme a «conjuntura. Aí está «O Tao da Física», silenciado mas capaz das mil leituras e das mil discussões que os espíritos livres dos investigadores independentes (se é que ainda os há) teriam o maior gozo, prazer e empenho em realizar. O resto não é com Capra. É pura e simplesmente connosco e com o nosso senso mínimo da dignidade intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLARIDADE CARTESIANA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma claridade cartesiana, o discurso de Fritjof Capra ilustra racionalmente a realidade. Mas não conclui que todo o real é racional e que todo o racional é real, como fizeram hegelianos e neo-hegelianos das últimas fornadas na filosofia ocidental. Capra aceitou o desafio daquilo a que chama, de forma um tanto abusiva e simplista, as «místicas» orientais, e postula zonas do real que se espraiam, como um oceano de ritmos, para lá das praias amenas que a ciência estuda, para lá das baias limitativas e simplórias do racionalismo cartesiano, do idealismo hegeliano e «tutti quanti». Quer o Zen quer o Tao, são exactamente o contrário da mística e da metafísica, e mesmo o seu melhor e único antídoto. &lt;br /&gt;No prefácio da primeira edição, o autor confessa, de forma quase lírica, como a intuição dessa realidade profunda (que é uma profunda unidade de todas as coisas, feita de relações mais do que de conteúdos) o apanhou, numa tarde Verão, à beira-mar, e o tocou, sem alterar as suas convicções de físico atómico, antes as confirmando e ampliando: «Sendo um físico - escreve Capra - eu sabia que areia, rochas, águas e ar que me rodeavam são feitas de moléculas e átomos vibrantes (...) Tudo isto me era familiar pela minha investigação na física das altas energias, mas até ali só tinha sentido isso através de gráficos, diagramas e teorias matemáticas. Sentado na praia, as minhas anteriores experiências vivificavam-se: «vi» cascatas de energia descendo de um espaço externo, onde as partículas eram criadas e destruídas ritmicamente; «vi» os átomos dos elementos e os do meu corpo participando nesta dança cósmica de energia; «senti» o meu ritmo e ouvi o seu som, e nesse momento soube que era a Dança de Shiva, o Senhor dos Dançarinos adorado pelos hindus.»&lt;br /&gt;Definida assim, pelo próprio autor - em palavras que mais ninguém podia subscrever, porque a «experiência interior» é pessoal e intransmissível - a intuição central de Capra tem, como se calcula, incalculáveis consequências para ele( apanhado em um daqueles momentos-limite existenciais que decidem de uma vida inteira) mas também para a ciência que cultiva e para o sistema cultural a que deve obediência. Um verdadeiro drama. A estes momentos únicos de hecatombe interior há quem chame momentos de «iluminação».&lt;br /&gt;Neste sentido, Capra é um autor sincero, pois bem podia ter ficado calado, continuando a jogar conforme as regras do jogo estabelecido, em vem de obedecer às motivações profundas da sua consciência moral, abalada nos alicerces. Só assim se poderá compreender que ele ousasse desafiar, com teses heréticas e extremamente perigosas para a sua segurança pessoal, o sistema, permanecendo assalariado do próprio sistema: o mundo organizado, pré-programado e totalitário da instituição científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INSTITUIÇÃO IMPERTURBÁVEL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a instituição parece não ter ainda percebido o enorme serviço que Capra lhe prestou com esta sua «ousadia». É que, feitas as contas, medindo os prós e os contras, não se sabe quem mais beneficiou deste súbito «aggiornamento»: se a ciência ocidental (à beira do descrédito pelas desastrosas consequências ecológicas já hoje indisfarçáveis), nomeadamente na sua especialidade de ponta, a microfísica nuclear, - se a sabedoria oriental, que nunca oscilou um milímetro, ao longo de mais de sete milénios. Limitou-se a ser ignorada dos filósofos socráticos e pós socráticos, o que só a prestigia e em nada a afecta. Antes, com Heraclito e Parménides, o próprio Capra não deixa de identificar as inúmeras afinidades entre estes pensadores ditos pré-socráticos, e a dialéctica do taoísmo, essencialmente movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------&lt;br /&gt;(*) «O Tao da Física», Fritjof Capra, Ed. Presença&lt;br /&gt;(**) «Le Temps du Changement», Fritfoj Capra, Editions du Rocher, Monaco, 1983&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----&lt;br /&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no jornal «A Capital», em «Livros na Mão», série do autor, a &lt;strong&gt;7 de Agosto de 1990 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115736107770702493?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://catbox.info/big-bang/' title='FRITJOF CAPRA 1990'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bookscat.blogspot.com/feeds/115736107770702493/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17844818&amp;postID=115736107770702493' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115736107770702493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115736107770702493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/f-capra-1990.html' title='FRITJOF CAPRA 1990'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115736095726719664</id><published>2006-09-04T10:05:00.000+01:00</published><updated>2006-09-04T10:09:17.293+01:00</updated><title type='text'>H. MARCUSE 1979</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-5 - &lt;marcuse-2-ls&gt; terça-feira, 24 de Dezembro de 2002-scan&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SUPERDIMENSÃO DO «UNIDIMENSIONAL» MARCUSE - UMA LEITURA PESSOAL E INTRANSMISSÍVEL DE AFONSO CAUTELA (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Edição Especial», Lisboa, 5-8-1979 ] - A "popularidade" de Marcuse, se lhe adveio em parte da revolta estudantil e da "new left" em geral, bem como do impacto publicitário que esta obteve nos anos sessenta (bem sabia o Poder que se gestava nela o melhor alibi para reforçar a Repressão), vai no entanto radicar numa identidade de fundo com a "revolta total" de muitos outros movimentos cuja filiação se deverá, in extremis, ir procurar a um estado de espírito que permanece através de épocas históricas várias: a heresia que, no fundo, irmana existencialistas, surrealistas, dadaístas, "hippies", "provos", militantes da resistência activa e da não violência, ecologistas, acaba por ser um denominador comum sem que os próprias actores da tragédia se apercebam disso.&lt;br /&gt;A vanguarda da história nem sempre tem consciência global de si própria. Digamos que Marcuse foi uma dessas consciências providenciais que sempre surgem para, de vez em quando, fazer o ponto da situação. Mas não será por isso que todos aqueles revoltados e contestatários vão reclamar-se de Marcuse como pai espiritual. "Les beaux esprits se rencontrent" e coincidências sempre as houve, ou o "inconsciente colectivo" não fosse uma realidade há muita demonstrada.&lt;br /&gt;Mas também é verdade que o filósofo de Berkeley acabaria par não se reconhecer em muitos dos filhos e sobrinhos que lhe arranjaram: os activistas de Baaden-Meinhof, por exemplo, ou os "novos filósofos" alemães, últimos abencerragens evoluídos de um velho anti-comunismo primário.&lt;br /&gt;Chamado a prestar declarações pelo semanário "L'Express", Marcuse (um tanto irritado com os jornalistas e com a celebridade) tentava em Setembro de 1968 insurgir-se contra as amálgamas:&lt;br /&gt;"Oponho-me principalmente à justaposição do meu nome e da minha fotografia com as de Che Guevara, Debray, Dutschke, etc. Porque estes homens arriscaram e arriscam verdadeiramente as suas vidas no combate por uma sociedade mais humana. Enquanto eu apenas participo com ideias e palavras".&lt;br /&gt;Resposta modelar onde se espelha toda a ambiguidade em que Marcuse é mestre. Ao mesmo tempo que elogia os revolucionários, diz que não quer misturas com eles. O seu lugar na Universidade de S. Diego correria perigo?&lt;br /&gt;Numa coisa ele era sincero: mal sabia Marcuse as voltas que a história dá e as surpresas que os movimentos de guerrilha viriam trazer.&lt;br /&gt;O FMI subsidiando o governo dos sandinistas (a notícia é de há uma semana), dois meses depois de financiar a tirania sangrenta de Somoza, podia ser apenas uma das menores surpresas...&lt;br /&gt;Mas sabia Marcuse (e é isso que o torna um filósofo incómodo, um supersínico moderno!) que quando o desespero toma a forma de luta armada, os imperialismos acabam por reconhecer duas coisas, ao deliberarem recuar e suspender a chacina:&lt;br /&gt;a) Sem facilitar demasiado a vida aos guerrilheiros, convém no entanto que, de dois em dois anos, no panorama mundial das ditaduras, vá caindo um Somoza de podre: isto dá um grande alento aos somozas das democracias parlamentares para continuarem apodrecendo países como o nosso;&lt;br /&gt;b) Sobre os destroços de um país esvaído em sangue, poderão as multinacionais do terror tecno-industrial instalar a super-ditadura do desenvolvimento económico (crescimento industrial infinito), tanto mais que há um álibi gritante: trata-se de países tão carecidos, tão pobres, tão subdesenvolvidos, que só a Caritas e a Cruz Vermelha não chegam para as encomendas; e a FAO acorrerá com toneladas de pesticidas (fabricados do petróleo...) e a OMS com carregamentos de medicamentos (químicos também...) onde, eventualmente e sem querer, algumas vacinas poderão disfarçar esterilizantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR ISSO O DIZEM PROFÉTICO&lt;br /&gt;Cruel é que em Marcuse tudo isto está subentendido. Avista-se no fundo do seu pensamento, como num lago de águas calmas. Por isso o dizem profético.&lt;br /&gt;Tal como outros filósofos contemporâneos (Lévy-Strauss e Merleau-Ponty, por exemplo), o autor de "Eros e Civilização" tentou pensar o impensável, quer dizer, teorizar a "lógica do Absurdo" que é, ou tem vindo a ser (acentuando-se), a história deste Tempo-e-Mundo. Já Lenine dizia que só nos restava "obviar ao apodrecimento da história".&lt;br /&gt;Os malefícios que tal ginástica "dialéctica" implica, só têm, entretanto, equivalente nos perigos que o próprio ecossistema Terra corre, manipulado pelos megaengenheiros, à mercê dos imperialismos que puseram este mundo a ferro e fogo, quer dizer: Plutónio, Petróleo e Poluição.&lt;br /&gt;Radicalizar, como fez o filósofo da Universidade da Califórnia, a crítica a esta sociedade ensandecida e levar essa crítica até às (pen)últimas consequências, pode aparentemente prefigurar a Utopia: não alinhar hoje em nenhum dos blocos imperialistas, de facto, releva da "loucura".&lt;br /&gt;(A menos que se tenha petróleo no subsolo, é impossível fazer uma revolução não alinhada. Quem, senão o Irão, iria em pleno século da irreligiosidade e da catástrofe, realizar e impor a revolução islâmica, na linha das grandes tradições e liturgias? )&lt;br /&gt;Daí que Marcuse apareça, com certa razão, rotulado de utopista. Mas perante a Utopia Tecnocrática que conduz em acelerado a humanidade à Neo-Barbárie vigente, eis que se transforma em "realismo do Milagre" a utopia de todas as cidades do sol. Não é um ideal para ficar melhor. É pura e simplesmente um caso de vida ou de morte. Trata-se exclusivamente de salvar a pele. Isto é realista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A MAIS ANTIGA TRADIÇÃO PRIMORDIAL VIVA&lt;br /&gt;Em certo sentido, o único seguidor lógico das premissas de Marcuse seria David Cooper, quando fez as malas e abalou para o Tibete... O pirronismo marcusiano, ao constatar a sociedade fechada (com arame farpado electrificado de alta tensão...) aponta inevitavelmente e em derradeira instância para uma saída vertical, para uma dimensão que é costume designar de transcendente, para uma dimensão que é costume designar de transcendente, para uma redenção só reencontrável no rigor de uma disciplina ascética de algum mosteiro tântrico e nas implicações subversivas de todos os fundamentos imanentes em que assenta o "logos' ocidental: falo da lei kármica e das implicações revolucionárias que ela tem, a inversão de valores que provoca (o que não deixa de ser outro perigo político a que Marcuse conduz, mais um "malefício da sua dialéctica"...)&lt;br /&gt;À luz da lei kármica, a luta de classes, por exemplo, e de uma maneira geral o Sofrimento, o Mal, a Injustiça, estariam neste palco porque a ordem ou justiça universal é inexorável. E muita gente há ainda para expiar o que fez outrora. Não se sabendo, por exemplo, que destino estará reservado, numa reincarnação, aos actuais fabricantes de cancros e petroquímica, por exemplo.&lt;br /&gt;De qualquer maneira, a rampa de lançamento para práticas iniciáticas de índole esotérica, parece-me das consequências mais interessantes de um pensamento que plana muito mais terra a terra.&lt;br /&gt;"Quando se desespera de tudo, é que surge a Esperança" diz a Bíblia dos cristãos.&lt;br /&gt;Preferiu-se, no entanto, enfatizar Rudy Dutchke e os revolucionários de rua como herdeiros das teses do filósofo da Ambiguidade. De facto entre um terrorista e um monge lamaísta medeia o infinito. Mas denunciadas todas as ordens do poder instituído, surge claro para alguns uma alternativa absoluta: a ordem espiritual dos Antigos da mais antiga tradição primordial viva. David Cooper bebeu deste cálice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOCIEDADE DO DESPERDÍCIO E DA PILHAGEM&lt;br /&gt;Outro contributo (in)directo do seu pensamento poderá ter sido a ideia de uma Recusa ou Greve Geral de cidadãos à Sociedade do Desperdício e da Pilhagem, greve que na prática ainda não se viu concretizada, mobilizados que andam os grevistas a consolidar o sistema com suas reivindicações parciais ou corporativistas. Ficou claro, nas ruas de Maio 68, as confederações que se afrontavam.&lt;br /&gt;Supuseram alguns, por exemplo, que quando a central atómica de Three Mile Island esteve por um fio, o pânico seria suficiente para rasgar a teia de conformismo do "homem unidimensional", para desencadear uma onda de recusa tal que subverteria em breve o sistema nuclear e nem só. Afinal, parece que mesmo derretendo o reactor, ainda não será o suficiente para mobilizar a humanidade na sua própria autodefesa, em greve geral contra o crime institucionalizado do nuclear e nem só. Assim por diante.&lt;br /&gt;Os factos parecem assim dar razão ao cinismo de Marcuse, havendo quem bichane esta coisa terrível e potencialmente fascista: "a humanidade afinal tem o que merece..." E «adapta-se a tudo», o tal condicionamento dentro dos arames farpados do concentracionário onde lhe tiram os dentes para fazer botões e a pele para fabricar sabonetes.&lt;br /&gt;Uma coisa é certa: a humanidade tem os engenheiros que merece, tendo vindo, alguns, veiculados pela RTP, dizer que o acidente da Pensilvânia só vinha provar a grande segurança dos técnicos. Se fosse daqui a um ano, Marcuse poderia ter visto, ilustrado e já a cores, sistema Pal, a tese fulcral da sua reflexão sobre o abismo.&lt;br /&gt;A engenheira Isabel Torres, da EDP, agiu na prática como a mais sabedora discípula do mestre. Sem desfaçatez, até. Certíssima da legitimidade que assiste ao esplendor do tecnocinismo, quando toda a humanidade se demite de um direito suposto fundamental: o direito à vida, o direito a defender-se dos carniceiros tecnoburocratas.&lt;br /&gt;Horas antes da engenheira, aliás, John Schlesinger, secretário de Estado da Energia dos EUA, perfilhava a mesmíssima tese da engenheira electro-nuclear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS FILHOS DO JOVEM MARX&lt;br /&gt;Viu Marcuse que à entrada para a teoria sobre a Revolução estava o conceito marxista de "alienação", escamoteado entretanto e prudentemente pelos seguidores com o bom e consabido pretexto: era um Marx muito verde, muito juvenil o que teorizou a alienação...&lt;br /&gt;Sem ela, a luta de classes cingir-se-ia então e para já à "exploração do homem pelo homem", ficando a "manipulação do homem pelo homem" (cobaia das experiências deles no mar, na terra, no espaço...) para denúncia posterior, séculos depois.&lt;br /&gt;Marcuse não quis esperar, nem mais um dia. E a sua crítica à "manipulação do homem pelo homem", redundando na denúncia da alienação, atingia em pleno coração o imperialismo dito socialista, situação já expressa no desabafo de Merleau-Ponty: "Não se pode ser comunista, não se pode ser anticomunista".&lt;br /&gt;Mas o impasse veio a ser quebrado com a súbita consciência de uma outra luta de classes sobreposta às duas citadas: a "exploração da Natureza pelo homem" tinha a peculiaridade de dar apenas alguns dias de vida a esta pobre geração que ia agora crescendo e preparando-se para ocupar os gabinetes alcatifados dos chamados grandes centros de decisão. Alguns desta geração já viram duas coisas:&lt;br /&gt;a) Tiravam o diploma de doutores para depois se empregarem como varredores da Câmara (humilhante mas ecológico);&lt;br /&gt;b) Um gabinete, por mais estofado e com rendinhas nas janelas, está igualmente à mercê de uma fuga radioactiva em qualquer das duzentas centrais que eles disseminaram por esta Terra...&lt;br /&gt;Maio de 68, de qualquer maneira, ainda não foi a geração da ultrapassagem. Terão ainda que derreter muitos reactores para que a greve de Paris se estenda ao universo. Alguns aguardam o regresso de Karl Marx para ele teorizar as duas lutas de classe que lhe ficaram na gaveta: "a manipulação do homem pelo homem" e a "exploração/manipulação da Natureza pelo homem".&lt;br /&gt;Entretanto, os Ecologistas procuram um Marx...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESQUERDISMO, DOENÇA INFANTIL DO COMUNISMO&lt;br /&gt;"Esquerdismo, doença infantil do Comunismo": foi mais ou menos com estes doces epítetos que a ortodoxia marxista recebeu mais este discípulo do jovem Marx em luta com o Marx adulto.&lt;br /&gt;Idêntica sorte iria suceder a Edgar Morin, Henry Lefèbvre, Roger Garaudy, Erich Fromm, Wilhelm Reich...&lt;br /&gt;Mas já Marcuse, deitado no divã de Freud e com mais trunfos do que estes antigos filiados do PCP, conduzia as hostes da "nova esquerda", levando-a no final dos anos sessenta a descobrir potencialidades de que ela própria se espantaria. Nunca a contestação estudantil supôs chegar a Maio de 1968.&lt;br /&gt;Mas só para virmos a ter, pontifical, António José Saraiva a escrever sermões da montanha contra o MFA, valeu a pena o combate nas barricadas de Paris contra os bonzos de Vincennes. "O último sociólogo enforcado nas tripas do último filósofo", oh! manes da contestação, onde isso vai!&lt;br /&gt;Gozam todos, neste momento, de boa saúde, é claro, Saraiva incluído, e mais estruturalistas do que nunca na ressaca das pós-barricadas, dando razão aos eurocomunistas que acusam os marcusianos de pequeno-burgueses, e de terem conduzido alguns jovens a saídas místico-religiosas. Como se isto fosse mais cancerígeno do que defender petroquímicas, nuclear, gigantismos espaciais, etc!&lt;br /&gt;Para um mundo assim "atomizado", eis que religar tudo a tudo (tarefa que era a da religião e que passou a ser a dos filósofos nas sociedades profanizadas), acaba por ser (até por semântica) sinónimo de yoga, religião ou... Ecologia.&lt;br /&gt;"Religar tudo a tudo", velha aspiração desde que se perdeu a unidade primordial, enquanto aspiração nunca atingida, é o cancro inextirpável da sociedade ocidental&lt;br /&gt;As eco-alternativas ou tímidas saídas para o "absurdo", o campo de concentração tecno-industrial (crescimento económico infinito) apresentam-se assim como um retrocesso e os "mass media", babados de gozo, cultivam até ao orgasmo este equívoco que lhes pagam para alimentar.&lt;br /&gt;Tentar o salto qualitativo para fora da paranoia tecno-terrorista, que utopia, que salto mortal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESPÉCIE DE PRÉ-FABRICADO DO MUNDO TECNO-INDUSTRIAL&lt;br /&gt;Mas que remédio senão saltar. Descobrir do "homem unidimensional", espécie de pré-fabricado do mundo tecno-industrial, dedicou-se Marcuse a radiografar na aparente liberdade das democracias ocidentais o que há nelas de ditadura e violência, de patologia repressiva.&lt;br /&gt;Teoriza assim o "beco sem saída" que faz o fascínio e o perigo (político) da sua obra.&lt;br /&gt;Entre dois totalitarismos, o "homem sanduíche" acabaria por se comer a si próprio, quando não o tivesse sido por um dos dois vorazes canibais: URSS e EUA.&lt;br /&gt;Daí o aparente parentesco de Marcuse com correntes anarquizantes, última fase de apodrecimento das ideologias liberais quando não conquistam o poder...&lt;br /&gt;A "imaginação no poder" tornou-se o dístico habitual nas paredes de Paris após o Maio de 1968. O professor aconselhava os alunos: "Sejam realistas, exijam o impossível", outra forma de propor outra boca para a sanduíche totalitária.&lt;br /&gt;A crítica ao "pesadelo climatizado" da sociedade americana não o tornaria indesejável ao "american way of life", como aconteceu a Henry Miller.&lt;br /&gt;Em troca dos benefícios prestados pelo esquerdismo que Marcuse incrementa, o professor da Universidade da Califórnia continuou a ser acarinhado pelo Establishment. De tal maneira que haviam de convidá-lo a escrever um relatório para a CIA.&lt;br /&gt;O niilismo de Marcuse, assim comprovado, pode levar a cedências, traições e compadrios pouco recomendáveis.&lt;br /&gt;"Se Deus não existe, tudo me é permitido"- diria um personagem de Dostoievsky.&lt;br /&gt;A chatice é que naturalmente Deus existe mesmo... O que vem estragar os planos destes niilistas todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O QUE SERÁ MAIS CÍNICO?&lt;br /&gt;O que será mais cínico: a filosofia de Marcuse ou uma multinacional da química?&lt;br /&gt;O filósofo, no fundo, traduz em ideias uma constante ou situação que a multinacional domina pelo poder efectivo.&lt;br /&gt;O que a multinacional hoje sabe melhor do que Marcuse sabia ontem é que a Utopia Tecnocrática matará a Terra; e que a utopia ecológica depende, rigorosa, obstinada e absolutamente de um milagre.&lt;br /&gt;É nesse sentido, creio, que se fala de utopismo. A dialéctica transforma-se assim num contra-relógio entre os que defendem e os que massacram a Terra.&lt;br /&gt;Árbitro: seria Deus se não o tivessem matado também.&lt;br /&gt;Pelo que o dilema 1980 é claro: Se Deus não existe, o Homem está condenado por arrastamento, com a morte, breve, da Natureza.&lt;br /&gt;----&lt;br /&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela, 5 estrelas e com muita honra, foi publicado no semanário «Edição Especial», Lisboa, 5-8-1979 , onde o Fernando Dil fez o favor de lhe acolher as prosas&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115736095726719664?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115736095726719664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115736095726719664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/h-marcuse-1979.html' title='H. MARCUSE 1979'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115718519803947845</id><published>2006-09-02T09:17:00.000+01:00</published><updated>2006-09-02T09:19:58.043+01:00</updated><title type='text'>UNAMUNO 1953</title><content type='html'>&lt;em&gt;99-09-07-ls&gt; = leituras selectas do ac - 60anos-1&gt; anos sessenta -  em demanda do novo paradigma &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7-9-1999&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A FILOSOFIA EXISTENCIALISTA:UM SINTOMA DA DOENÇA, TAL COMO A POLUIÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[4-9-1999&lt;/strong&gt;] Este texto inédito tem de comum com alguns outros, o facto de partir de uma ideia de ecologia mas alargá-la depois a temáticas bem distantes e mesmo «metafísicas». É o que hoje chamaria ecologia alargada, tal como a encontro em Etienne Guillé. A civilização como doença era já, há 40 anos, metáfora dominante no realismo ecologista de que tanto falei. Ou - falando de doença - da ecologia humana de que também tenho falado. Já tinha passado por uma forte influência existencialista, não ideológica mas daqueles filósofos, como Kierkegaard,  que incarnaram - em sentido literal - a vivência existencial. &lt;br /&gt;Pela primeira vez surgiu-me neste texto a ideia de que a pulsão autodestrutiva desta civilização - e portanto a crise ecológica - advém do desespero ateísta que a domina. Dostoiewsky tinha-o visto: «Mortos os deuses, o homem mata-se a si próprio.» &lt;br /&gt;E Malraux: «O século XXI será religioso ou não será.».&lt;br /&gt;Será inútil relembrar que esta ideia religiosa era e é tabu entre os intelectuais que se dizem amigos do ambiente e que, evidentemente, têm de encontrar razões imanentes para a destruição ecológica. Jamais eles falam em «doença da civilização». Em que eu sempre falei. Não sei se a expressão «ciência ordinária» foi a primeira vez que a escrevi ou se já antes disto a teria «descoberto». Enfim, a demanda de um novo paradigma contra a ciência ordinária, parece ser a constante mais remota das minhas várias fases: surrealista, realista fantástica, existencialista, prospectivista,  ecologista, pós-ecologista (holística), yin-yang e radiestesia holística (&lt;strong&gt;4/Setembro/1999&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A NUVEM POR JUNO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais patético dos que tomam a nuvem por Juno, dos que fazem da poluição industrial o alvo de um combate nem sequer quixotesco (porque visa lucros e a recuperar com lucros os crimes perpetrados contra a natureza) é que não interpretam a poluição como sintoma de uma profunda , antiga e generalizada doença, chamada civilização ocidental, cultura europeia, ciência ordinária, filosofia, etc. &lt;br /&gt;A poluição é, ao fim e ao cabo, apenas um dos sintomas mais recentes da doença que há muito se declarou e ue pode ser percebida , lida, compreendida, verificada, através dos sintomas que são, que foram, inclusive, os autores de sistemas filosóficos. &lt;br /&gt;Tudo se compreende com meridiana clareza quando é revisto a esta luz. &lt;br /&gt;Pobres filósofos que, na imensa noite e na imensa doença chamada civilização, marraram contra a parede , contra o absurdo, muitas vezes e quantas vezes tendo na mão o amuleto capaz de exorcismar todas as angústias, todas as revoltas, todos os desesperos, mas sem o saber utilizar.&lt;br /&gt;Mais: com o amuleto na mão e deitando-o deliberadamente fora, porque o sistema os obrigava a isso.&lt;br /&gt;Os filósofos chamados pessimistas e , em séculos mais recentes, os chamados «existencialistas» , com seus gritos, suas aflições, suas insónias, seus calafrios, são bem a imagem, o sintoma de uma doença cada vez mais incurável, com sintomas cada vez mais nítidos e frequentes.&lt;br /&gt;Doença que, acima de tudo, se caracteriza por uma progressiva cegueira para tudo aquilo que possa exactamente pôr em questão os fundamentos da própria doença. &lt;br /&gt;A doença ocidental e os seus filósofos mais representativos - Kierkegaard ou Unamuno, Kafka ou Leopardi, Schopenhauer ou Nieztsche - caracteriza-se fundamentalmente por criar essa espécie de catarata ideológica que impede de ver tudo quanto não seja e não ajude ao progresso da própria doença. &lt;br /&gt;Ler Miguel de Unamuno e o seu grito de alarme - «O Sentido Trágico da Vida» - é ler os sintomas exacerbados da doença que se reconhece , confessa e não ultrapassa. &lt;br /&gt;Para lá do interesse, quase mórbido, que essa fascinante leitura suscita a um militante radical da dialéctica, cronista de uma heresia que sempre acompanhou a tirania chamada «civilização», para lá do muito que se aprende e sofre nesse testemunho de beleza inigualável que é o livro de Unamuno, importa ao militante historiador da heresia detectar algumas passagens francamente demonstrativas do apego ao erro (típico da própria doença) e de rejeição apriorística das raras janelas terapêuticas que ao efeito se podem abrir e, portanto, à cura da Doença.&lt;br /&gt;Fala Unamuno dos «upanishads» mas o seu despeito irritado logo se revela nesta torrencial acusação ao monismo das cosmologias extremo-orientais:&lt;br /&gt;«Aquilo a que eu aspiro não é submergir-me no grande Todo, na matéria, ou na força , infinitas e eternas, ou em deus . Aquilo a que eu aspiro não é a ser possuído por Deus mas a possuí-lo, a fazer-me Deus, sem deixar de ser o eu que vos digo ser neste momento. As astúcias do monismo (sic) de nada nos servem. »&lt;br /&gt;(O Sentimento Trágico da Vida, Porto, 1953)&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115718519803947845?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115718519803947845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115718519803947845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/unamuno-1953.html' title='UNAMUNO 1953'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115718502529149413</id><published>2006-09-02T09:16:00.000+01:00</published><updated>2006-09-02T09:17:05.293+01:00</updated><title type='text'>MARIALVISMO 1971</title><content type='html'>&lt;em&gt;71-09-04-dl&gt; = diário de um leitor distraído – publicado ac de 1971 &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARIALVISMO DO "TEMPO ESCANDINAVO"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4/9/1971 &lt;/strong&gt;- Bem pode o autor, em nota inicial, negar que o seu livro seja auto-biográfico. O protagonista de Tempo Escandinavo tem todas as características que assinalam o narrador de O Mundo dos Outros e o lírico de tantas poesias. Quer dizer : poderá, de facto, tratando-se de uma transposição literária, que nada  disto que acontece a Raul tenha acontecido a José Gomes Ferreira.&lt;br /&gt;Mas o  principal não está nos acidentes e eventos mas na idiossincrasia da figura e essa repete, até na linguagem, no estilo, as características conhecidas de José Gomes Ferreira.&lt;br /&gt;O escritor português, mesmo quando procura inserir-se em paisagens  de países desenvolvidos, leva consigo as nostalgias do subdesenvolvimento: extasia-se perante uma mesa bem fornecida de viandas, aspira pela carne perfumada de mulher e recusa-se a morrer. O que nos versos de José Gomes Ferreira é tema corrente - o mito marialvista da supremacia ou coragem masculina e a busca incessante da mulher ideal -acontece em Tempo Escandinavo (página 34). Assim como o remorso que acompanha e autor, sempre que a miséria ou a desgraça, perto dele, contrastam com o seu conforto ou a sua segurança. O mundo dos "humilhados" é visto pelo autor da Imitação dos Dias e de Memória das Palavras, sempre com um despertar de consciência, logo ali expresso e confesso. Também a solidão, sempre acompanha como leit-motiv este Tempo Escandinavo (página 43).&lt;br /&gt;Leia-se ainda:&lt;br /&gt;"Na dança e na cama, quem manda é o homem." ( página 46)&lt;br /&gt;"Ouve, velho Tolstoi: se fosse obrigado a morrer acompanhado, aqui, nesta paisagem transida de neve, em vez de um cocheiro inimigo, a cheirar mal, preferia um corpo de mulher, percebes? Forrado de prata fundente!” ( página 28).&lt;br /&gt;Algum leitor ficou com dúvidas sobre a virilidade do autor? Ele preocupa-se em que não.&lt;br /&gt;Corolário deste marialvismo é a inevitável obsessão da virgindade feminina que, segundo parece, também obceca os noruegueses e não só os eroticamente subdesenvolvidos: "Tenho uma irmã que também diz que o marido estava virgem quando se casou. Mas eu não acredito. As mulheres são muito gabarolas.”&lt;br /&gt;Discutir as origens do amor e do ódio no subdesenvolvimento português e nas fomes várias que caracterizam a nossa história, seria contributo para a compreensão profunda de uma mitologia que não assume só em José Gomes Ferreira formulação romanesca mas em outros autores portugueses, contemporâneos e não. Trata-se de uma limitação que só uma conversão radical superaria e que, entre nós, apenas alguns, por golpe no abismo ou violenta auto-educação, conseguiram.&lt;br /&gt;Aquilino Rlbeiro e Teixeira Gomes continuam a pesar,  obstinadamente, nos costumes literários e, mesmo os que saíram das fronteiras, poucos foram além deles, na vivência do amor e do ódio tal como uma tradição tão claustral e freirática nos transmitiu e de que estamos impregnados até aos ossos. Sá Carneiro, em Paris, foi um dos mais trágicos herdeiros dessa ancestral escravidão e seu embaixador.&lt;br /&gt;Sem ir falar dos versos portugueses e do lirismo que o Dr. Gaspar Simões diagnostica quando pode, nem de Sóror Mariana, sublinhe-se o que de tradição marialvista (forma predilecta de racismo moral, entre latinos) se pode captar por exemplo em Júlio Dantas.&lt;br /&gt;Pois: isto tudo era só para dizer que o racismo tem formas implícitas e difusas que convém, de vez em quando, explicitar.&lt;br /&gt;- - - - -&lt;br /&gt;(*) Publicado no semanário «Notícias da Amadora», &lt;strong&gt;4/9/1971 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115718502529149413?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115718502529149413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115718502529149413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/marialvismo-1971.html' title='MARIALVISMO 1971'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115718491027375852</id><published>2006-09-02T09:13:00.000+01:00</published><updated>2006-09-02T09:15:10.293+01:00</updated><title type='text'>UNAMUNO 1990</title><content type='html'>1-2 - 90-09-04-ls&gt; leituras selectas do ac - entropia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4-9-1990&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O DESESPERO DOS HEDONISTAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra «entropia» ainda não estava na moda quando Miguel de Unamuno escreveu «Del Sentimiento Tragico de la Vida», que agora aparece em nova tradução portuguesa(*). Em 1953, a editora Educação Nacional, do Porto, publicara a versão de Cruz Malpique, mais literal e académica do que esta que o Círculo de Leitores agora apresentou. &lt;br /&gt;Para o filósofo de Salamanca - também romancista, poeta e dramaturgo - a condição humana já era entendida como maldição e prova, no que andou muito perto dos «pessimistas» como Schopenhauer, Nietzsche, Leopardi ou Kierkegaard e também de muitos que se viram englobados no rótulo de «existencialistas». &lt;br /&gt;Mas de uns e outros ele se demarcou, pela intuição central que o título desta obra particularmente expressa: o «sentido trágico da vida» seria o sentido entrópico da vida que regula todos os sistemas morais do Ocidente, baseados num cego, obstinado e estúpido hedonismo. Essa seria, no Ocidente, a nossa «doença», que levámos séculos a difundir pelo Mundo, como a maior pandemia da História. Perdemos as raízes da sabedoria, que consistia exactamente em saber que o homem é energia e que toda a ciência se deverá resumir, afinal, em conhecer a arte de administrar essa energia. &lt;br /&gt;A nossa «doença» chama-se «ignorância» e daí, dessa ignorância, o sentido trágico e cego do caminhar por este mundo. Ler Miguel de Unamuno e o seu diagóstico, é ler os sintomas exacerbados da Doença que se reconhece, confessa mas não ultrapassa, e isso ainda por preconceito «cultural».&lt;br /&gt;Fala Unamuno dos «Upanishads» mas o seu despeito irritado logo se revela nesta acusação ao monismo das cosmologias extremo-orientais que da Energia sabiam como ninguém mais voltou a saber: «aquilo a que eu aspiro, não é submergir-me no grande todo, na Matéria, ou na Força, infinitas e eternas, ou em Deus. Aquilo a que eu aspiro não é a ser possuído por Deus, mas a possuí-lo, a fazer-me Deus, sem deixar de ser o eu que vos digo ser neste momento. » &lt;br /&gt;A «doença» ocidental, a que Unamuno chama «tragédia», um tanto exageradamente, caracteriza-se por criar essa espécie de catarata ideológica que impede de ver tudo quanto não seja e não ajude ao progresso da própria doença. &lt;br /&gt;Para lá do interesse quase mórbido que a sua fascinante leitura suscita, especialmente aos que gostem de romances policiais, para lá do muito que se aprende e sofre neste testemuno humano de beleza inigualável que é o livro de Unamuno, importa ao militante da Heresia detectar algumas passagens francamente demonstrativas do apego ao erro e da rejeição apriorística das raras janelas terapêuticas que se podem abrir. &lt;br /&gt;Pobres filósofos como este «trágico» Unamuno que, na imensa noite e na imensa doença da «civilização» ocidental, marraram contra as paredes do cárcere, não vendo que eram de vidro..., muitas vezes tendo na mão o amuleto - a intuição central da entropia cósmica - capaz de exorcismar angústias, revoltas, desesperos, mas sem o saber utilizar. Mais: alguns deles, como Unamuno, tiveram o amuleto na mão e deitaram-no fora. &lt;br /&gt;Os filósofos ditos «pessimistas» e, em séculos mais recentes, os «existencialistas», com seus gritos, aflições, insónias e calafrios, são bem a imagem, o sintoma de uma «doença» cada dia mais incurável e de que a Poluição e suas sequelas é apenas um dos sintomas mais ridículos e insignificantes. Mas foi ela, a Poluição, que obrigou alguém a descobrir a palavra Entropia. Valha-nos isso. &lt;br /&gt;---------&lt;br /&gt;(*) «O Sentimento Trágico da Vida», Miguel de Unamuno, Ed. Círculo de Leitores&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115718491027375852?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115718491027375852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115718491027375852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/09/unamuno-1990.html' title='UNAMUNO 1990'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115693206347934562</id><published>2006-08-30T10:59:00.000+01:00</published><updated>2006-08-30T11:01:03.483+01:00</updated><title type='text'>D. DOLCI 1965</title><content type='html'>&lt;em&gt;65-09-01-ls&gt; = leituras selectas do ac - dolci-4&gt; profetas do futuro - notas de leitura &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DANILO DOLCI: INQUÉRITO EM PALERMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1-9-1965 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[(*) Este texto foi publicado na revista mensal «Ocidente» (Lisboa), nº 327, Setembro de 1965 ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre uma das regiões mais áridas e desprotegidas do globo -  a Sicília - incide este estudo estatístico de Danilo Dolci. Inquérito ao camponês da Sicília, documentário sem concessões fáceis ao demagógico, a realidade apresenta-se desmistificada e, seja qual for o propósito com que depois se aproveite o material recolhido, não deixa de ter valor intrínseco e de incitar, não só a estudos idênticos mas a uma acção planificada de fomento nessas e noutras regiões. &lt;br /&gt;Para uma acção política inteligente, esta é a base imprescindível, a base experimental e segura de que se pode e deve partir. O autor inspira-se numa ideologia com afinidades no internacional-sindicalismo, forma de solucionar os problemas que está longe de evitar e vencer contradições gritantes, escandalosas. O livro terá por isso de ler-se com a prudência que a sua inspiração ideológica aconselha. Mas também com o entusiasmo e a objectividade que suscita. Se as boas intenções não chegam, e são às vezes mais trágicas que as más (declaradamente más), cremos que o livro ‘Inquérito em Palermo’ (**) está cheio de boas intenções e constitui um contributo positivo para as soluções do problema siciliano e o de regiões similares (o nosso Alentejo, por exemplo e para não irmos mais longe).&lt;br /&gt;A realização de inquéritos congéneres reflecte aliás o clima político sui-generis que se respira actualmente em Itália, depois de o seu povo ter conhecido o alto preço a pagar por uma política radical. Compete aos escritores de todas as tendências aproveitar as abertas liberais que lhes permitam dar voz ao seu povo e acelerar assim o progresso, o que os católicos estão a fazer, com zelo e denodo. &lt;br /&gt;Mesmo literariamente, ‘Inquérito em Palermo’ resulta um livro fascinante, muito acima dos trechos literários realistas, a meio caminho entre a realidade desmascarada e a realidade mistificada. Por este livro se conclui como as morais em uso são obsoletas e como o ofício de pregador tem de substituir-se, urgentemente, pelo do investigador sociológico. Saber e compreender as causas dos problemas, se não é resolvê-los, é pelo menos tornar obsoletos, anacrónicos e absurdos os discursos sobre o dever, o crime, a justiça, o pecado e etc.,- em que aliás a moral inspiradora destes e de outros livros continua teimando. De onde emana a contradição básica que teremos de assinalar na obra. &lt;br /&gt;- - - -  &lt;br /&gt;(*) Este texto foi publicado na revista mensal «Ocidente» (Lisboa), nº 327, Setembro de 1965 &lt;br /&gt;(**) «Inquérito em Palermo», por Danilo Dolci, Col. «História de Hoje»,  Morais Editora -  Lisboa,  1964&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115693206347934562?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115693206347934562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115693206347934562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/08/d-dolci-1965.html' title='D. DOLCI 1965'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115693196532566197</id><published>2006-08-30T10:56:00.000+01:00</published><updated>2006-08-30T10:59:25.343+01:00</updated><title type='text'>E. FROMM 1965</title><content type='html'>&lt;em&gt;fromm-1&gt; notas de leitura&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PSICANÁLISE DE ERICH FROMM (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;[(*) Este texto foi publicado na revista «Ocidente» (Lisboa) , nº 327, Setembro de 1965 ]&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem valores ou pseudo-valores, sem ideais que mobilizem a vontade, sem molas ou mitos que impulsionem a acção, as sociedades não podem viver.&lt;br /&gt;Erich Fromm, na linha de todos os moralistas, verifica a falência geral de valores e propõe que se adoptem outros. Estes, por sua vez, hão-de ser negados e substituídos. A arte de viver não se aprende, a felicidade existe apenas nos folhetins (ou nos livros de lorde Bertrand Russell) e os sistemas de moral fizeram-se para encher papel e para os seus autores dormirem ao pé, de consciência enfim apaziguada.&lt;br /&gt;Entre o niilismo e a hipocrisia, o homem ocidental não tem saída, e é sempre comovedor ver os esforços dos intelectuais, filósofos e mais gente de bem, encarregados de imaginar a «grandeza» dos homens sobre a sua abjecção. Sem saída, talvez sem solução, o animal civilizado limita-se a cumprir o absurdo histórico da maneira mais cómoda e com a maior soma de prazeres físicos.&lt;br /&gt;Erich Fromm retoma, neste ensaio editado pela Minotauro,(**) o rochedo de Sísifo. Para a subida, enfeitou-se de bons mestres: Buda, Lao Tse, Platão, Espinosa, Stirner, Nietzsche. Leu os moralistas de todas as épocas, aprendeu os seus conselhos, abstraiu das existências concretas (as únicas onde a moral se decide e, mais cedo ou mais tarde, malogra) e, à luz da psicanálise, propõe mais um sistema ético, mais um humanismo onde se afirma a esperança nos homens e nos valores. Pretende indicar aos leitores uma ciência aplicada da arte de viver. Repete a lição e repetir-se-á, com certeza, a sua inanidade.&lt;br /&gt;O psicanalista iria encontrar abundante matéria-prima na sociedade fabril dos grandes urbes capitalistas. Muitos fariam carreira e fortuna, abrindo clínica e psicanalisando pessoas da alta ou média burguesia. Outros escreveriam livros e o seu nome seria célebre em todo o mundo: Karen Horney e Erich Fromm, cujos livros falam às multidões e dão o sustento teórico de que o cidadão médio americano carece depois de ver ou ler Tennessee Williams, são dois desses nomes.&lt;br /&gt;Erich Fromm, além da sedução própria de todos os moralistas (que prometem a felicidade a toda a gente) possui mesmo um estilo vivo e cativante, claro, didacticamente acessível, que o recomenda a largos públicos. Ele e os da sua escola contribuíram na América do Norte para corrigir, com uma perspectiva social, o individualismo puramente biológico de Freud. A escola americana da psicanálise, conseguiu juntar o útil ao agradável e remoçou os dogmas da ortodoxia inicial.&lt;br /&gt;O mais filósofo de todos eles - Erich Fromm - procurou para as teorias científicas um suporte filosófico, uma audaciosa síntese de todos os humanismos clássicos e contemporâneos, incluindo o marxista. Desafiaria os monismos rígidos que, mesmo em nome da dialéctica, se mostram por vezes tão pouco dialécticos. Resta saber até que ponto essa síntese, idealmente desejável, se concretizará numa futura praxis. Por enquanto a voz dos niilistas continua a ter muita razão e a dar dores de cabeça aos autores de sistemas morais.&lt;br /&gt;- - - -&lt;br /&gt;(*) Este texto foi publicado na revista «Ocidente» (Lisboa) , nº 327, Setembro de 1965&lt;br /&gt;(**) «Ética e psicanálise» - ensaio de Erich Fromm - tradução de João José Esteves da Silva - Editorial Minotauro - Lisboa -1966&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115693196532566197?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115693196532566197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115693196532566197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/08/e-fromm-1965.html' title='E. FROMM 1965'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115658297187243750</id><published>2006-08-26T10:01:00.000+01:00</published><updated>2006-08-26T10:02:51.873+01:00</updated><title type='text'>IEVTUCHENKO 1990</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-1 - 90-08-16-ls&gt; leituras selectas do ac - ievtuchenko-2-ls&gt; 2572 caracteres&lt;/em&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEITURAS DE VERÃO(**) - RETORNO A IEVTUCHENKO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[90-08-16] &lt;/strong&gt;- Serve esta novela «Ardabiola»(*), que mais não seja, para retomar contacto com Ievgueni(Eugénio) Ievtuchenko, um poeta soviético da era Krutchev que, na segunda metade dos anos sessenta, abalou os meios editoriais e políticos do Ocidente, empunhando a bandeira do anti-estalinismo, nomeadamente com o livro «Autobiografia Prematura», que as Publições Dom Quixote de então editaram em língua portuguesa. Que saudades. &lt;br /&gt;Acontece que esse livro, típico da era Krutchev e suas ambiguidades, não fica esquecido nem ofuscado por esta  novela, que de certo modo acusa a transição para a era Korbachev... E de era em era, de degelo em degelo, se consome uma vida que o escritor talvez tivesse desejado diferente. Creio poder surpreender-se, muito em surdina e nas entrelinhas, essa nostalgia, nas páginas de «Ardabiola», a inconsistente história do cientista que quer descobrir uma planta anti-cancerígena, com base na mistura genética de outras plantas que a tradição popular demonstrou possuirem altas virtudes terapêuticas. Já era então possível, na URSS, fazer o elogio da ciência popular, sem se ser acusado de reaccionário ao serviço da burguesia. Progressos.  &lt;br /&gt;Hoje com 57 anos - uma boa idade para começar tudo do zero - , Ievtuchenko foi o típico intelectual oferecido em holocausto à nação soviética pelos arautos do 20º Congresso e talvez tivesse esgotado, com «Autobiografia Prematura», o essencial do que tinha para dizer como funcionário do Partido. Menos optimista agora (com «Ardabiola») do que então ( com a «Autobiografia»), relativamente aos frutos da revolução bolchevique (onde isso tudo já vai), Ievtuchenko deixa transparecer, nesta história, em estilo pobre e pouco fulgurante, dúvidas e mágoas que na época de Krutchev já seriam abusivas mas que faziam prever a época Gorb. &lt;br /&gt;Sem o impacto que a outra sua obra teve, mesmo em Portugal, onde a «Autobiografia» ainda motivou uma visita do autor a Lisboa, a novela «Ardabiola», já com muito pouco de confessional, transmite uma sensação de esterilidade e mesmo de senilidade que entristece, atendendo à mensagem vibrante e calorosa que o poeta, então sob o signo de Maiakovsi e Essenine nos deixara. &lt;br /&gt;Se esta novela servisse para reactivar o interesse do público português por Ievtuckenko e estimular a reedição , em língua portuguesa, da «Autobiografia», que a Dom Quixote publicou em 1967, seria com certeza um dos seus mais apetecíveis méritos. &lt;br /&gt;-------&lt;br /&gt;(*) «Ardabiola», de Ievgueni Ievtuchenko, Ed. Difusão Cultural&lt;br /&gt;------&lt;br /&gt;(**) In «A Capital» , «Leituras de Verão», &lt;strong&gt;16 (23?)-8-1990 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115658297187243750?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115658297187243750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115658297187243750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/08/ievtuchenko-1990.html' title='IEVTUCHENKO 1990'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115658282511667972</id><published>2006-08-26T09:59:00.000+01:00</published><updated>2006-08-26T10:00:25.130+01:00</updated><title type='text'>S.JOÃO DA CRUZ 1990</title><content type='html'>cantico &gt; notas de leitura - leituras de verão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOÃO DA CRUZ EM «COMPACT»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;16/8/1990&lt;/strong&gt; - Conta a lenda que o bíblico «Cântico dos Cânticos» teria servido de inspiração ao monge João da Cruz, mais tarde canonizado santo, para escrever este « Cântico Espiritual», que alguns classificam como o maior poema da língua hispânica e que foi agora publicado em português pela Assírio &amp; Alvim(*), quatro séculos depois da morte do autor(1591) e quase outros tantos depois da primeira edição em língua castelhana(1627). &lt;br /&gt;Vários níveis e sedimentos geológicos, entre o céu e a terra, se encontram nestas estrofes, que logo se tornam imperativas pela força que emitem, pela densidade do seu conteúdo informacional... João da Cruz tê-las-ia escrito quando, após um enclausuramento preventivo, movido pelos vigários da época, no convento carmelita de Toledo (onde não viu, durante meses, a luz do dia), recebeu finalmente a compaixão de um carcereiro amigo, que lhe arranjou papel e esferográfica. &lt;br /&gt;«Estes textos, que parecem ter jorrado do êxtase, foram longamente amadurecidos» - garante o crítico francês Pierre Emmanuel. Na época do «compact disc» pode compreender-se melhor a vantagem e utilidade de explosivos concentrados místico-espirituais como este que, na edição formato bolso da Assírio e Alvim, pode perfeitamente concorrer com os da Patrícia Highsmith, uma das senhoras que, actualmente, consegue queimar mais tempo, noites de sono e energias por minuto ao desprevenido leitor de livros. &lt;br /&gt;Este volume das «Poesias Completas», denso que nem uma constelação, permite um primeiro contacto, corpo a corpo, um encontro imediato do segundo grau muito funcional e directo, com a dimensão mística da vida - a mais nobre que, em terras profanas do Ocidente e em plena sociedade do consumo esquizofrénico, se consegue, antes de claudicar na miséria da abjecção contemporânea. &lt;br /&gt;João da Cruz, nas prosas da «Subida do Monte Carmelo» mas principalmente nos cânticos deste seu «Cântico», é um dos mais altos cumes dessa cordilheira andina que se chamou, na literatura hispânica, «siglo de Oro» e que os portugueses, de voo muito mais rasteiro e terra a terra, vão tendo oportunidade de cheirar, graças à porfiada  acção dessa equipa excepcional e verdadeiramente providencial de «místicos contemporâneos» que são o tradutor José Bento e o editor Hermínio Monteiro (não confundir nunca e em caso algum, com Martinho). &lt;br /&gt;Graças a eles, é muito menos humilhante o sentido retrógrado que todo o progresso assume em Portugal, sabe-se lá porque ancestrais culpas do nosso colectivo: por aqui e por enqunto, não são os doutores místicos da Igreja, como S. Juan de la Cruz, quem impera, mas os da Mula Ruça. &lt;br /&gt;----------&lt;br /&gt;(*) «Poesias Completas», S. João da Cruz, tradução de José Bento, ed. Assírio &amp; Alvim&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115658282511667972?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115658282511667972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115658282511667972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/08/sjoo-da-cruz-1990.html' title='S.JOÃO DA CRUZ 1990'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115650038633395695</id><published>2006-08-25T11:04:00.000+01:00</published><updated>2006-08-25T11:06:26.350+01:00</updated><title type='text'>A. MOLES 1971</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2 - moles-1-ls&gt; terça-feira, 24 de Dezembro de 2002-scan &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EQUÍVOCOS DA ESTÉTICA INFORMACIONAL (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela, bastante medíocre graças a Deus, foi publicado duas vezes: em «Notícias do Futuro», jornal «Notícias da Beira», Moçambique, 15-10-1971 e no semanário «O Século Ilustrado», Lisboa, «O Futuro em Questão», 2-10-1971&lt;/em&gt;31-8-1971 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entrevistado por Lionel Richard, em Magazine Littéraire, Abraham Moles declara, ao definir a estética informacional de que ele e Max Bense (este na Alemanha Federal) se consideram principais teorizadores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sob as nossas influências, aliás muito indirectas, ocorreu a ideia de juntar aos computadores os diversos elementos de composição de uma obra: foi o nascimento do que designei por “estética permutacional", uma arte combinatória. Eis, essencialmente, onde o nosso trabalho teórico veio desaguar. Os alunos de Max Bense dispersaram-se um pouco por toda a parte. Os meus também. O que está em vias de se desenvolver, a partir daí, é uma arte "estruturalista."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem esta longa citação de Abraham Moles por causa de uma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anacronismo dos que se julgam na mais avançada vanguarda estética - só porque falam, falam muito de inventos electrónicos e de avanços tecnológicos - torna-se mais sensível no momento em que a crítica mais avançada põe totalmente em questão toda uma estrutura cultural - a Tecnocracia - que tem nos computadores e na tecnologia dos computadores mas também no Átomo e na bomba atómica, na poluição e nas endemias mortais, os seus máximos, típicos representantes, símbolos ou expoentes (como soe dizer-se).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer: no momento em que a Contestação põe em dúvida os fundamentos de uma tipologia cultural, os defensores da arte cibernética, construtivista, experimentalista e, em suma, estruturalista, fazem dessa cultura, dessa tipologia e seus típicos produtos o nec plus ultra. O pretenso progressismo estético toca assim o mais crasso reaccionarismo, certa vanguarda não é assim mais do que o pior academicismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, os teóricos que falam em nome do estruturalismo pretendem - como afirma Abraham Moles - considerar "a estética como um ramo de psicologia da percepção" - quando exactamente a psicologia da percepção está a dar as últimas - o que, se bem os entendo, significa não emitir juízos de valor sobre uma obra e tão só juízos de facto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer, e citando ainda Abraham Moles: "a arte é uma mensagem, isto é, releva da teoria geral das comunicações. Dizemos que a partir daí existe um emissor, que é o artista, um canal (a vista, a audição, etc) e um receptor, que é um homem vulgar (sic) encontrado entre a massa, com o seu stock de "cultura", a sua formação, os seus gostos, os seus preconceitos. Reside nisso o fundamento da estética informacional.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneira que, para esta estética informacional, todo o produto é, em princípio, obra de arte e não há diferença entre Joyce, Carolina Invernisio, Paço d'Arcos ou Alves Redol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente este niilismo estético vai ao encontro de um Jean Dubuffet que preconiza a destruição de todos os cânones, deseja que peguem fogo aos museus e defende o kitsch, a arte bruta, a anti-arte. Mas só aparentemente: no fundo, situam-se em pontos antípodas. Enquanto a estética informacional de Moles e Max Bense pressupõe um aceitamento e acatamento de toda a estrutura (digamos estrutura A) cultural vigente, o "vandalismo" de Jean Dubuffet abre&lt;br /&gt;-se a todas as estruturas possíveis de A a Z e exerce-se, precisamente, contra os limites asfixiantes da estrutura A.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta aparente afinidade, mas só aparente, retira o construtivismo, em última instância, vantagens, já que só o construtivista - que tanto diz prezar a razão A, aristotélica e tudo - beneficia da confusão e dos confusionionismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo nós em exercício, críticos que a si mesmo se consideram da escola estruturalista, não se lhes nota apenas essa contradição. Eles caracterizam-se, aliás, por um permanente. estado de incoerência lógica em relação aquilo que dizem defender e comparado ao que os vemos praticar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora as contradições, ao entrarem na polémica e ao tentarem justificar-se, transformam-se em sofismas e do sofisma à vigarice intelectual vai um ápice. Das incoerências e dos incoerentes, há que esperar tudo. E tem-se visto que de tudo um pouco daí vem.&lt;br /&gt;---- &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela, bastante medíocre graças a Deus, foi publicado duas vezes: em «Notícias do Futuro», jornal «Notícias da Beira», Moçambique, 15-10-1971 e no semanário «O Século Ilustrado», Lisboa, «O Futuro em Questão», 2-10-1971 &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115650038633395695?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115650038633395695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115650038633395695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/08/moles-1971.html' title='A. MOLES 1971'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115632546279251701</id><published>2006-08-23T10:29:00.000+01:00</published><updated>2006-08-23T10:31:02.793+01:00</updated><title type='text'>T. MANN 1991</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-1 - 91-08-29-ls&gt; 0 leituras selectas do ac - mann&gt; 748 caracteres&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;29-08-91&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«A MORTE EM VENEZA» - THOMAS MANN - LUCHINO VISCONTI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com sinfonias de Mahler, novela de Thomas Mann e outros expedientes audio-visuais (a carinha do actor, por exemplo), tenta Visconti tapar-nos a vista para a falta de cinema que este cinema tem. De uma óptica não teatral, nem literária, nem musical, nem de profissional de decoração, que fica? &lt;br /&gt;A novela de Mann, que lida terá mais sabor a fruta fresca do que vista através destas lentes e desta cenografia balofa, barroca. Quem cai em olhares de carneiro mal morto, em ademanes e convites esteticistas tão caros à senilidade helenista de Visconti, mas tão inúteis e crassos para quem procura cinema no cinema e só lá encontra palha? (Estreado em Lisboa no Satélite, crítica AC na «Vida Mundial»)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115632546279251701?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115632546279251701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115632546279251701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/08/t-mann-1991.html' title='T. MANN 1991'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115632536180573562</id><published>2006-08-23T10:26:00.000+01:00</published><updated>2006-08-23T10:29:21.810+01:00</updated><title type='text'>GURDJIEFF 1963</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2 - gurdjieff-2-ls&gt; = leituras selectas domingo, 22 de Dezembro de 2002-scan&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À MARGEM DO LIVRO «MONSIEUR GURDJIEFF» - A DOENÇA DA CIVILIZAÇÃO (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[29–8-1963 &lt;/strong&gt;, in «Diário de Notícias» (Lisboa) ] - A neurose ou nevrose generalizada de que sofre toda ou quase toda a humanidade dita civilizada traduz-se principalmente e em ultima análise na doença da vontade, na sua como que atrofia secular, agravada  pelo peso e pesadelo de uma educação cada vez mais atrofiante e de uma guerra de nervos à escala mundial cada vez mais aterradora ou terrorística. A vontade não é vontade, mas um simulacro de vontade.&lt;br /&gt;Como diria Gurdjieff, nós não temos vontade, temos desejos, que, por sua vez, não passam de hábitos disfarçados. Algo nos move, não somos nós que nos movemos. Por isso auto-móveis são os propriamente ditos e não  nós...&lt;br /&gt;O principal problema que o médico alienista ( psiquiatra, psicanalista) hoje defronta é, pois, o da vontade, que foi e continua sendo um objecto de estudo e nada mais; estuda-se, subdivide-se, fazem-se tratados e filosofa-se sobre a vontade, sabe-se tudo ou quase tudo acerca dela menos como usá-la, menos como ter vontade. &lt;br /&gt;« A cette époque, il me semblait que la manque de volonté était la «bête noire» dans le traitement des nevroses.» - afirma, em 1927, o doutor Young, discípulo de Jung. E é a seu propósito que Louis Pauwels escreve na página 182 do livro(1) que estamos referindo: «alguns anos após de aprofundamento e aplicação da psicanálise, ele (refere-se a Young) põe a única questão importante, aquela que Jung não ousa enfrentar, nem, por maioria de razão, Freud: a questão da vontade. &lt;br /&gt;Não se trata, evidentemente, desta vontade descrita nos manuais de psicologia clássica, mas se assim se pode dizer, da vontade da vontade, ou, noutros termos, da mola número um da libertação do homem.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NEVROSE GENERALIZADA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nevrose generalizada é um facto conhecido e reconhecido pelos médicos alienistas.&lt;br /&gt;«Toda a gente sofre dos nervos» - seria a expressão comum com que  se banalizou uma das mais  trágicas realidades do nosso tempo, realidade contra a qual pouco podem as forças até agora desencadeadas para a combater. A ciência médica parece que teria continuado aliás empenhada  em  defender dogmas teóricos do que em curar doentes,  a fazer fé no que afirma ainda  o dr Young  na página 181 do livro «Monsieur  Gurdjieff»:&lt;br /&gt;«Eu estava, sem dúvida, um pouco desencorajado pela  inconsistência e ambiguidade dos resultados da terapêutica analítica, comparados aos resultados concretos da cirurgia que eu próprio tinha praticado bastante, antes e durante a guerra.&lt;br /&gt;«Este desencorajamento profundo era agravado pelos cantos de júbilo dos sectários&lt;br /&gt;obtusos que aclamavam uma técnica esclerosada logo que inventada, e também pelas discussões dos meus confrades analistas, mais preocupados em defender pontos de vista dogmáticos do que em curar os doentes. A cura, para os mais eminentes, parecia ter-se tornado um problema imediatamente sem interesse e eu  começava a encontrar-me, com desespero, entre os cépticos que modificando os termos da brincadeira clássica: «A operação foi um êxito mas o paciente morreu», lançavam a fórmula: «A análise foi um êxito, mas o paciente suicidou-se.» Em resumo, a psicologia moderna parecia-me pretender muito corno ciência e por aí se Gomava ridícula e muito pouco como arte - e por aí se tornava ridícula – e muito pouco como arte – e por aí se empobrecia.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante este e outros testemunhos, é que parece justificada uma crescente sensação de logro perante a medicina oficial. O grande e maior problema, a grande e maior doença, é a da vontade. No entanto a ciência até hoje nada fez, nada faz , nada consta que esteja resolvida a fazer,  de prático, de efectivo, de realmente  eficaz na sua terapêutica. Espécie de peste do nosso tempo, a « epidemia» neurótica, ao lado do cancro generalizado pela progressiva viciação do ar respirável - eis as doenças da Hipercivilização contra as quais a ciência hipercivilizada continua impotente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pretendendo recusar à ciência revelada, oficial ou académica os poderes que efectivamente tem para debelar outros tipos de doença que não sejam as «doenças da civilização» cremos que,  quanto a estas, ia sendo tempo de pedir à ciência académica que abrisse os olhos e percebesse que outros caminhos, extra-académicos , se terão de abrir.  &lt;br /&gt;----&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(') Louis Pauwels , «Monsieur  Gurdjieff,» - documentos, testemunhos, textos e comentários sobre uma sociedade iniciática contemporânea -  Editions,  du Seuil, Paris, 1954.&lt;br /&gt;----&lt;br /&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela, 5 estrelas pela antecipação das intuições fulcrais, foi publicado no suplemento literário do «Diário de Notícias», dirigido então por Natércia Freire que lá me acolhia os textos. Foi publicado no dia 29 –8-1963 &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115632536180573562?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115632536180573562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115632536180573562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/08/gurdjieff-1963.html' title='GURDJIEFF 1963'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115632515299893312</id><published>2006-08-23T10:24:00.000+01:00</published><updated>2006-08-23T10:25:53.000+01:00</updated><title type='text'>J. UPDIKE 1991</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-1 - 91-08-29-ls&gt; = leituras selectas - updike&gt; 2459 caracteres&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRÉMIO PULITZER NÃO PERDE TEMPO - VISÃO SATÍRICA DA CONVERSÃO MÍSTICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[29-8-1991]&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prémio Pulitzer em 1990, o escritor norte-americano John Updike já é conhecido do público português, através de várias traduções dos seus romances, nomeadamente «As Bruxas de Eastwick» (Gradiva), «O Centauro» (Europa-América), «Escola de Música»(Civilização) e «Uma Questão de Confiança» (Difel).&lt;br /&gt;Mas a obra agora publicada(*), pelo tema que aborda, será das que podem suscitar maior interesse das novas gerações, à procura de um estilo de vida e de uma concepção existencial menos sofisticada, inquietação que a sociedade de consumo nunca conseguiu satisfazer.&lt;br /&gt;John Updike tem consciência da transição necessária para a «terceira vaga» mas encara com algum cinismo as correntes místicas que, para a geração dos anos sessenta, constituíram resposta à contestação juvenil e hoje estão a ser laboriosamente recicladas sob a designação genérica de «New Age». &lt;br /&gt;O sistema recupera sempre o que o combate e ninguém melhor do que Updike para o saber: escrita sob forma epistolar (que também parece estar na moda), esta história agora traduzida em português, conta como Sara Worth, perfeitamente integrada no «way of life» americano, com esposo e filhos, decide entrar para um «ashram» místico de um guru indiano. Não hesita em viajar para o deserto do Arizona, na costa ocidental dos Estados Unidos, e é precisamente com essa viagem, contada por Sara nas suas cartas à família, aos amigos, ao psiquiatra, ao dentista e ao advogado(!) que o romance começa. &lt;br /&gt;Baseando-se num esquema já de si estereotipado, é então que Updike decide estereotipar ainda mais, até à caricatura, obtendo assim um retrato disforme mas extremamente eficaz, como arma destrutiva, contra as eventuais alternativas que se colocam ao «establishment». Moral implícita da história: a sociedade de consumo tem defeitos, mas não há hipótese de fugir à sua lógica corrupta. Ele ganhou o Pulitzer, porque consegue, através de um estilo eficaz e de uma narrativa tão verosímil como interessante, «demonstrar» que esses gurus não passam de uns oportunstas com os mesmos vícios dos chefes (e)das religiões ocidentais...&lt;br /&gt;Vemos assim que no convívio com os outros «sannyasins» (peregrinos), Sara irá aprender as dificuldades que existem para dominar o «ego» e alcançar a «moksha» (salvação). Mas que o «ego» faz muita falta e acaba sempre por violar. Desta nomenclatura exótica, de que o livro fornece um glossário no final, retira também o romancista efeitos satíricos, contundentes. &lt;br /&gt;Sara Worth, ao mesmo tempo que vai criando um mundo novo para si própria, procura manter em ordem aquele que deixou. Assim, a sua luta pela conquista de um mundo espritual novo é transmitida em cartas que, em conjunto, podem também constituir uma visão sobre a condição feminina na América dos nossos dias. &lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;«S» -- John Updike -- Ed. Livros do Brasil&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115632515299893312?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115632515299893312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115632515299893312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/08/j-updike-1991.html' title='J. UPDIKE 1991'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115632502819395947</id><published>2006-08-23T10:21:00.000+01:00</published><updated>2006-08-23T10:23:48.210+01:00</updated><title type='text'>F. DURRENMAT 1991</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-1 - 91-08-29-ls&gt; = leituras selectas do ac - durrenma-ls&gt;&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;29-8-91&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CRIME PERFEITO MAIS SÉRIO DO QUE PARECE - QUEM ESPIA QUEM OU A QUESTÃO DO CONHECIMENTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada melhor do que o esquema policial clássico -- com uma pitada de espionagem e outra de aventuras para, sem armar ao filosófico e sem afugentar leitores, conduzir uma investigação epistemológico de fundo, sobre o objectivo e os limites do conhecimento humano. Em tempo de audio-visuais, há que lançar a dúvida metódica sobre a omnipotência desses meios como acesso à realidade. &lt;br /&gt;Foi o que fez o escritor suíço Friederich Durrenmat, recentemente falecido, com a história traduzida para português e que se chama «A Missão»(*). &lt;br /&gt;Uma equipa de televisão tem a seu cargo -- dentro do que a «intriga» estabelece -- representar a «construção da realidade» através da câmara, que só vê o que os olhos humanos também vêem. Observadores são, por sua vez, observados, numa espécie de pescadinha de rabo na boca que formula sérias questões filosóficas. De facto -- sugere implicitamente o autor -- a realidade, a verdade, está sempre para lá do que os sentidos alcançam e por mais máquinas que aparentem ampliá-los. Cruzando-se com a intriga policial e a história de espionagem, o que prevalece é o jogo de esconde-esconde, o ludíbrio como método político e diplomático. &lt;br /&gt;Uma repórter, na vertigem dos acontecimentos, procura manter o pé firme, tentando a bissectriz deste caos contraditório -- o que não é, evidentemente, fácil. Como fácil não é (embora seja fascinante) acompanhar o jogo do gato e do rato que nos é proposto nesta novela (nem sequer muito longa) de Durrenmat, o malogrado escritor de que os editores portugueses se poderiam agora, post mortem, abeberar, com vantagem, com novos títulos traduzidos e publicados. Além de «A Missão», temos também editado em português pela Relógo d'Água, «A Justiça».  &lt;br /&gt;Como diz o próprio autor, este é um livro escrito em «prosa experimental», que se lê como quem escuta um monólogo ininterrupto de capítulo para capítulo, assim como «se alguém receasse perder a respiração». Em «A Missão» -- cuja acção gira à volta da mulher de um diplomata suíço -- tudo se joga num labirinto de equívocos e aparências. O interesse em saber mais sobre esta mulher leva uma realizadora de cinema e televisão a um país árabe, palco de complicadas intrigas de poder, onde a violência e a morte se misturam debaixo do sol abrasador das areias do deserto. «De certa forma -- adverte ainda o autor -- esta narrativa constitui um símbolo e uma representação do mundo, em que o motivo de observação forma como que o labirinto onde se esconde o deus do nosso tempo. O deus de homens e mulheres que vivem procurando ser simultaneamente observadores e observados, para reencontrarem um sentido da existência».&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;(*) «A Missão ou da Observação do Obervador dos Observadores» -- Friedrich Durrenmat -- Ed. Presença&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115632502819395947?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115632502819395947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115632502819395947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/08/f-durrenmat-1991_23.html' title='F. DURRENMAT 1991'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115623605308581359</id><published>2006-08-22T09:39:00.000+01:00</published><updated>2006-08-22T09:40:53.086+01:00</updated><title type='text'>J.A. DE ALMEIDA 1964</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-1 - 64-08-27-ls&gt; leituras do ac - bagaceiros-1&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PROPÓSITO DO ROMANCE «BAGACEIROS» DE JOSÉ AMÉRICO DE ALMEIDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;[(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no suplemento literário do «Jornal de Notícias», Porto, em &lt;strong&gt;27-8-1964 &lt;/strong&gt;] &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descoberta do Brasil continua... No romance, floresta equatorial por explorar, onde o europeu em geral e o português em particular rara-mente penetra, ou se perde se lá entra, rompendo o obstáculo de apenas 3 ou 4 nomes celebrados pelos jornais, o leitor, de vez em quando, «descobre» um novo livro, um novo nome e conclui, entre outras coisas e espantos, que o processo da literatura neo-realista não está de modo nenhum completo nem sequer encetado.&lt;br /&gt;O realismo brasileiro fundamenta-se a si mesmo, sem antecedentes, e está em vias de vitalizar os estéreis neo-realismos, de tradução e importação. Em casos como o de José Américo de Almeida, a poesia não é um talhe posterior dado, por desfastio, às cópias do natural: nasce da terra, das situações, da vida mas principalmente de uma linguagem ao calor da qual tudo se transforma e recria. &lt;br /&gt;É principalmente uma nova Babel em que idiomas particulares se fundiram para resultar um idioma único: é depois um aproveitamento excepcionalmente fe-liz das peculiaridades regionais que por via desse idioma transitam ao universal.&lt;br /&gt;Relativamente à língua portuguesa, mostra-nos este romance, e este romancista que o português clássico já lá vai e que uma nova língua portuguesa aí está a nascer intempestivamente. Por isso a literatura portuguesa de Aquém Atlântico terá de olhar com quantos olhos tiver para o novo romance brasileiro, indo além de casos discutíveis como o de Erico Veríssimo e Jorge Amado, ou do pioneirismo de Graciliano e Machado de Assis. Ali parece estar a decidir-se o futuro de uma língua e portanto de uma literatura, sem atlânticos a separá-la. Ali se está exercitando desde a origem um novo génesis em que apetece mergulhar. Decididamente a «descoberta» do Brasil continua e é lá que está o nosso futuro literário. Não deve afinal a vitalidade dos progenitores aquilatar-se pela  vitalidade da progénie?&lt;br /&gt;Nesse caso, só temos de que nos envaidecer com o que em matéria de revolução literária os brasileiros estão fazendo. Bravo, moços! &lt;br /&gt;----   &lt;br /&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no suplemento literário do «Jornal de Notícias», Porto, em &lt;strong&gt;27-8-1964 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115623605308581359?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115623605308581359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115623605308581359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/08/ja-de-almeida-1964.html' title='J.A. DE ALMEIDA 1964'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115623593275085708</id><published>2006-08-22T09:36:00.000+01:00</published><updated>2006-08-22T09:38:52.773+01:00</updated><title type='text'>UNAMUNO 1990</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2 -  91-01-07-ls&gt; leituras do ac - Unamuno&gt; -3060 caracteres&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM POVO DE SUICIDAS(*) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[7-1-1991&lt;/strong&gt;] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(***) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no jornal «A Capital», «Leituras de Verão», &lt;strong&gt;27-8-1990 &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criar perspectiva crítica para nos entendermos como povo nacional distinto de outros povos, no contexto da Península Ibérica, é um dos melhores benefícios que se podem colher desta obra(*) de Miguel de Unamuno, que a Assírio &amp; Alvim resolveu, em boa hora, mandar traduzir e publicar. &lt;br /&gt;«Por Terras de Portugal e da Espanha» impunha-se, como um dever patriótico. &lt;br /&gt;Entre os artigos que o célebre catedrático de Salamanca (alma gémea de Teixeira de Pascoaes, como em vida de ambos puderam confirmar) consagra a Portugal, figura aquele que, radicalmente, nos denuncia no nosso mais persistente complexo colectivo, aquele que nos classifica, em estilo de anátema, como «um povo suicida». A mais recente história contemporânea, sem falar da antiga, parece que bem comprova a tese de Unamuno. Haverá quem considere este diagnóstico um estigma demasiado radical, outros dirão que ainda é pouco e outros que não tem nada a ver com a chula minhota ou o corridinho algarvio, tão alegres coitadinhos. &lt;br /&gt;Em qualquer dos casos, acompanhado à guitarra da ditadura ou a toque de pífaro democrático, o nosso destino coincide com a visão realista de Unamuno, queiram ou não os optimistas profissionais, que vivem distribuindo óculos cor-de-rosa ao povo. &lt;br /&gt; O autor de «Sentimento Trágico da Vida» (**) encontrava, em Portugal, como é óbvio, um bocado da sua própria alma, pouco dada a quimeras. E desse encontro ele falou, dessa sintonia deu testemunho. Se os portugueses conseguissem olhar-se com metade da atenção e da lucidez com que Miguel de Unamuno nos psicanalisa, não andaríamos talvez tão perdidinhos de nós próprios, das nossa raízes e da nossa identidade, com os escritores todos da moda à procura da «portugalidade» perdida nos areais marroquinos do desejado. &lt;br /&gt;Ninguém é profeta na sua terra e muito menos analista dos seus próprios defeitos e qualidades. Sempre com o nariz no ar, à procura dos outros - povos, terras e negócios - os portugueses têm tido, no entanto, a sorte de haver quem sobre eles se debruce, com o carinho de um irmão, a severidade de um pai e a lucidez de um mestre. Miguel de Unamuno, significa para nós esse olho clínico que nos ajuda, pela consciência do que não queremos assumir (o gosto da morte), a realizar o nosso próprio diagnóstico.&lt;br /&gt;Em «Por Terras de Portugal e da Espanha» ele examinou-nos e deu o veredicto: nem tudo está perdido, ainda vamos a tempo de nos encontrar. É só questão de olho. &lt;br /&gt;Dizer que é José Bento o responsável pela tradução, notas e prefácio, significa só por si um atestado de qualidade desta edição com que a Assírio &amp; Alvim se honra e, como povo ibérico, nos honra. &lt;br /&gt;--------&lt;br /&gt;(*) «Por Terras de Portugal e da Espanha», Miguel de Unamuno, tradução de osé Bento, ed. Assírio &amp; Alvim &lt;br /&gt;(**) Existem duas edições em português desta obra de Unamuno: uma de 1953, em tradução de Cruz Malpique, na editora Educação Nacional; e uma muito recente, de Artur Guerra, lançada pelo Círculo de Leitores &lt;br /&gt;(***) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no jornal «A Capital», «Leituras de Verão»,&lt;strong&gt; 27-8-1990 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;+&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115623593275085708?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115623593275085708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115623593275085708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/08/unamuno-1990.html' title='UNAMUNO 1990'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115580650632738710</id><published>2006-08-17T10:19:00.000+01:00</published><updated>2006-08-17T10:21:46.330+01:00</updated><title type='text'>APRENDIZ 1955</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-1 - 55-08-20-ej&gt; escritos da juventude &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CADERNOS DE UM APRENDIZ - AUTORIDADE E LIBERDADE - UMA PEQUENA PARCELA DA VERDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;20-8-1955&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se comentamos mais um livro, típico de determinada atitude pedagógica e não de determinada facção ideológica, fazemo-lo para surpreender essa mesma atitude e não para rebater a doutrina conduzida por essa atitude. Não somos dos que coarctam aos outros o direito que para si próprios reconhecem: o de pensar como e o que quiserem. &lt;br /&gt;Nem somos tão pouco dos que receiam a vitória e expansão de ideias e crenças contrárias às suas, sob pretexto de que desvariam a juventude e de que a "deseducam". Mas vitória será a de direito e não só a de facto, a que resultou duma dominação pela força sobre as consciências, duma autoridade sobre a liberdade de cada indivíduo que aliás nem vitória é mas simples prevalência. &lt;br /&gt;Para nós, a única maneira da juventude se educar está em mostrar-lhe ou propor-lhe de tudo. Não nos preocupamos muito, portanto, em criticar as ideias (embora de vez em quando nos não sofra o ânimo se o fizermos) mas sim em denunciar aquela atitude típica, fonte de todas as corrupções, quer em matéria política quer em matéria puramente ideológica ou educativa, a atitude autoritária, despótica, mandona, com ar de decreto ou lei infalível e indiscutível. &lt;br /&gt;E se de alguma coisa quero prevenir os jovens é de que distingam toda e qualquer atitude autoritária, de atitude libertária, sem que, no entanto, lhes aconselhe esta ou aquela. Que lhes aconselhe o seu temperamento, as suas virtualidades, as suas aspirações e, muito principalmente, os seu méritos. Nestes, sim, é que confio.  E deles só pretendo ( se é que pretendo) a adesão às ideias que perfilho. &lt;br /&gt;Não me interessa possuir correligionários medíocres; por isso nunca cairia na asneira de ir impor as minhas ideias, prova de que, se as tinha de impor, é porque não acreditava muito na sua presente ou futura vitória, na sua adesão pelos melhores.&lt;br /&gt;Por estar certo de que a minha doutrina é a melhor(evidentemente que o tinha de estar, teor que sei não o estivesse não tinha escolhido essa mas outra) é que me limito a esperar que os melhores virão até ela. Por isso desportivamente desafio as outras a que se ponham em pé de igualdade e de liberdade de expansão com a minha. Assim se verá( e só assim )quem é digno de merecer a vitória final, quem tinha uma pequena porciúncula de verdade, da Verdade.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115580650632738710?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115580650632738710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115580650632738710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/08/aprendiz-1955.html' title='APRENDIZ 1955'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115580632466811237</id><published>2006-08-17T10:17:00.000+01:00</published><updated>2006-08-17T10:18:44.670+01:00</updated><title type='text'>NIETZSCHE 1952</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2 - 52-08-20-ej&gt; = escritos da juventude - nietzsche-5-ej&gt; escritos da juventude&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CADERNOS DE UM APRENDIZ -  ASSIM FALAVA ZARATUSTRA,  em &lt;strong&gt;20 de Agosto de 1952&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro profeta que anuncia a vinda dum novo deus. E usa dos mesmos grosseiros processos que o antigo usava. Complicada simbologia prestando-se a interpretações muito diversas de cada pessoa que lê; assim qualquer pessoa pode supor maravilhas onde o autor não pôs mais do que palavras. &lt;br /&gt;Nietzsche,  para derrubar os deuses anteriores a ele, cria um ainda mais imperfeito, na própria concepção. Nem ele procura coerência. Blasfema e com isso se acha capaz de impor uma nova religião e de mostrar às inteligências um novo deus. &lt;br /&gt;Poesia ou filosofia? Poesia será, pois a filosofia exige requisitos que nem de longe ali se satisfazem. Por exemplo: uma linguagem inflexível e recta. &lt;br /&gt;Mas saudemos o esforço, o entusiasmo e até a coragem dum grande pensamento que se revoltou contra crenças tradicionais, hábitos mantidos e até contra o próprio espírito na sua casa sem janelas. Tal tentativa só podia ter um fim como de facto teve: o rompimento da consciência individual em alguém cujo último sustentáculo era a consciência. &lt;br /&gt;Nietzsche nunca se teria conformado com essa escravidão do humano ser à consciência. Lembra a poesia de José Régio no que esta tem de revolta, de procura de emancipação. Mas distancia-se dela pela falta de submissão, de lúcida e exacta visão das limitações implacáveis, da identificação do deus que procura com o deus tradicional. Nunca eu podia ter a pretensão de reduzir a termos lógicos o que por si nunca é lógico, nem coerente, nem meridiano. &lt;br /&gt;Por isso disse que o livro de Nietzsche é poesia. Na grandeza do seu grito Nietzsche deixa-se vencer e nem repara que conduz a sua prédica com acentos de Novo Testamento, com expressões da Bíblia Antiga, com o próprio desejo da vinda dum deus e seu império. &lt;br /&gt;Onde a emancipação total? A eterna prisão: o espírito humano que nunca permite se saia de si e dos termos em que ele equacionou o problema humano. &lt;br /&gt;Mas mesmo que tal quiséssemos conseguir(a emancipação do espírito de si mesmo) não era com uma oração inflamada, imprecações e símbolos que o conseguiríamos mas na procura das raízes da inteligência lá onde elas provavelmente se encontram: na história. A intervenção do real e até do actual no emaranhado da simbologia poética, mostra bem as falhas inevitáveis que a grande ambição tinha de originar, dada a sua própria impossibilidade lógica; a loucura de Nietzsche é a maior e mais trágica e mais bela explicação de como Nietzsche percebeu isso muito bem e mediu a sua fraqueza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da impotência ao desespero e do desespero à loucura foi um passo. Que dizer do nebuloso conceito de massas que Nietzsche nos apresenta chamando-lhe os  nomes mais diversos mas todos desprezivos? &lt;br /&gt;Só isto: ele sentia qualquer coisa que, mais do que tudo lhe entravava o caminho; ele sentia qualquer coisa a acusá-lo surdamente de tanta ambição; ele sentia qualquer coisa a pesar-lhe na alma desmentindo cada grito com que a si mesmo se procurava convencer. &lt;br /&gt;E a essa qualquer coisa chamou rebanho, populaça e muitos nomes mais. E como se compreende que um homem que se quer superior venha rojar-se perante o rebanho, a contar os seus anelos e desânimos e ambições? &lt;br /&gt;Dessa paradoxal posição também Nietzsche dá conta e a expressa em diversas passagens. Uma vez mais se verifica a inapreciável vantagem de possuir o maior domínio da língua. Quando se tem muito que dizer, corre-se o risco de estragar tudo se não o soubermos expressar. Até certo ponto, isso me parece que aconteceu a Nietzsche.&lt;br /&gt;Ou será da tradução? Afinal a visão do "ubermensh" não contraria, antes afirma, a lei biológica da evolução. A única atitude inteligente diante de Zaratustra não será considerá-lo como uma espantosa profecia perante a qual nos resta somente esperar, dispostos a presenciar grandes acontecimentos? &lt;br /&gt;A todo o momento clama "Meus irmãos". Mas esses irmãos não passam dele próprio, desdobrado por imperiosa necessidade de expressão. O Super-Homem não tem irmãos. O egoísmo parece-me que um dia me convenci de que o egoísmo era a mola real da vida. E Nietzsche diz que sim, que é. &lt;br /&gt;Eis uma afinidade para mim bastante honrosa. Se um dia o mundo se contorcer em gigantesca revolução de povos,  não terá chegado a altura do Super-Homem, o advento duma época Nova, a saída do actual beco sem saída?&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;O rompimento da razão é suspeito seja em que caso for: E se o não admitimos na religião, porque o havemos de admitir na filosofia de Nietzsche, que afinal não passa duma outra religião, mais imperfeita e sem os séculos a escorarem-lhe o assento. &lt;br /&gt;Zaratustra é um poema. Por isso mesmo, outras consequências mais não se lhe podem pedir que as de contemplação e sugestão. Em Zaratustra, muitas ideias novas surgem. Mas antes que a essas ideias sejam dados foros de cidade, necessário é que passem da categoria de ideias poéticas para a de ideias filosóficas. &lt;br /&gt;Não se pode chamar vaidoso ao «Ecce-Homo». Nietzsche não entendeu a vaidade como até ele se entendera. &lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115580632466811237?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115580632466811237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115580632466811237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/08/nietzsche-1952.html' title='NIETZSCHE 1952'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115580621675266728</id><published>2006-08-17T10:13:00.000+01:00</published><updated>2006-08-17T10:16:56.766+01:00</updated><title type='text'>R. MAHEU 1972</title><content type='html'>&lt;em&gt;maheu-1&gt; scan quinta-feira, 20 de Junho de 2002 &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RENÉ MAHEU: ESSE PAÍS CHAMADO MUNDO (*) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;[(*)Este texto de Afonso Cautela foi publicado no «Diário do Alentejo» (Beja) , na rubrica «Leituras de Acaso», em &lt;strong&gt;20/8/1972&lt;/strong&gt; e na revista «Vida Mundial», à volta da mesma data]&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que a informação se acumula e os meios humanos postos ao seu serviço (para a captar e difundir) se tornam quase incapazes de a controlar, nasce uma nova disciplina que, perante as dificuldades criadas pela nova «invasão» e subsidiada por meios técnicos ainda incipientes ou pouco generalizados, pretende  tornar utilizável a matéria-prima que de outra forma nos ameaça de asfixia definitiva.&lt;br /&gt;Sabe-se hoje muito e de tudo: coleccionam-se dados e notícias sobre acontecimentos e conhecimentos sem que o poder de os organizar tenha sido proporcional. Os computadores vieram a tempo, criar uma esperança de ordem no caos mas, até agora, o mais barato que se conhece custa ainda (apenas) 540 coutos, e pelo desfasamento habitual entre invenção técnica e aplicação tecnológica, não se pode confiar ainda inteiramente nos cérebros electrónicos...&lt;br /&gt;Quer isto dizer que ao desmembramento noticioso da realidade, à sua pulverização até ao infinito e ao desespero, há que seguir-se como em todas as fases históricas se verificou,  uma etapa de síntese. As filosofias de raiz literária chamadas para esta tarefa, mostraram-se impotentes mas também não exibiram maiores  êxitos as filosofias de raiz matemática, tão afectas a preconceitos como aqueloutras. Sem perder nunca o rumo humanista do universal concreto,  procuram hoje alguns pensadores, sem  perda do sentido prático, aquela hierarquia de ideias e de valores que constitua o primeiro passo na ordenação...dos ordenadores.&lt;br /&gt;O director-geral da U.N.E.S.C.O., René Maheu, em «A Civilização do Universal» trata de alguns temas que conduzem lá: mergulhado na  «tirania. psicológica» exercida pelos meios de Informação, às alienações tradicionais veio juntar-se um tipo de coisificação até agora desconhecido, a paralisia, (atrofia) das faculdades não só emotivas mas até racionais causada pelo sistemática «bombardeamento» de notícias que já não é possível assimilar nem elaborar.&lt;br /&gt;René Maheu, pela aprendizagem que as suas próprias funções lhe facultam, reelabora os dados inertes da ciência (do conhecimento em geral) em molas dinâmicas da realidade histórica; exemplifica e concretiza; coloca em sustentação recíproca os termos antinómicos de análise e síntese; se não está ainda descoberto o método propedêutico capaz de organizar todo o conhecimento actual do homem, a Prospectiva ou Futurologia que Maheu manipula com grande agilidade é, sem esquecer o presente confuso ou perturbante, e a resistência ou inércia oferecida par todas as forças contrárias ao progresso, a primeira aposta sobre o futuro com o objectiva de interpretar o mais recente passado; sem este ímpeto para a frente, os métodos ultrapassam-se a si próprios; estão antiquados, um dia antes de serem criados; a aceleração da desenvolvimento económico&lt;br /&gt;( onde se verifica) imprime aos acontecimentos uma velocidade que vem ainda agravar a acumulação dos sinais que a pretendem traduzir, transmitir e organizar; na Prospectiva, arte e ciência em organização, se fixa agora a esperança dos espíritas mais ousados e responsáveis do nosso tempo.&lt;br /&gt;- - - -   &lt;br /&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no «Diário do Alentejo» (Beja) , na rubrica «Leituras de Acaso», em &lt;strong&gt;20/8/1972 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115580621675266728?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115580621675266728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115580621675266728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/08/r-maheu-1972.html' title='R. MAHEU 1972'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115571824284309964</id><published>2006-08-16T09:48:00.000+01:00</published><updated>2006-08-16T09:50:42.846+01:00</updated><title type='text'>KUNDERA 1990</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-1 - cucos-3&gt;diario&gt;diario90&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A METÁFORA ORGÂNICA E OS CHULOS DAS (MINHAS) IDEIAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, &lt;strong&gt;18/Agosto/1990&lt;/strong&gt; - Era fatal. Agora que a metáfora orgânica surgiu como ideia-mestra da narrativa que me propunha (proponho) escrever, começo a ver essa ideia aproveitada e usada em tudo o que é escritor ou escriba, e por tudo quanto é sítio. &lt;br /&gt;Até um ensaísta como Edgar Morin, de formação científica tão ortodoxa e tão crítico relativamente aos vitalismos, tão certo dos dados exactos das ciências positivas, até ele usa a «metáfora orgânica» quando, na obra «Questões do Nosso Tempo» (1981), compara o sistema de uma teoria (ou de uma doutrina) a um sistema orgânico (um ecossistema) que cria as suas próprias autodefesas contra os «vírus» das influências e críticas, externas ou internas, exógenas ou endógenas. &lt;br /&gt;Pensei que um ensaísta com as responsabilidades «escolares» de Edgar Morin não quisesse rebaixar-se à sedução de ver todo o cosmos (e todos os microcosmos) como uma enfiada de ecossistemas (tipo boneca chinesa), à tentação de usar símiles do corpo e dos organismos para analisar fenómenos políticos, ideológicos e sociais. &lt;br /&gt;William Borroughs, no livro «Cidades da Noite Vermelha», desenvolve a mesma intuição - fazer passar todas as vivências, ideias e terrores pelo metabolismo. Mas em Borroughs trata-se de uma coincidência e não de um rapinanço, de uma intuição fulcral ou crucial e não de um leit motiv ou de um fait-divers. Aliás, foi lendo as suas «Terras do Poente» que se me consolidou a ideia da importância do metabolismo, numa literatura de vanguarda, como aliás já o disse, há dias, a propósito de Rabelais e do seu gigantesco «Pantagruel». &lt;br /&gt;Há, com Borroughs e Rabelais, uma identidade de objectivos, pensamento e sensibilidade que explica a coincidência e me lisonjeia. &lt;br /&gt;Mas já me é muito mais difícil aceitar (engolir) que o senhor Kundera, no romance « A Imortalidade» (*) se divirta também com uma metáfora orgânica, ao contar a anedota ocorrida com o casal Salvador Dali-Gala: colocados, ao ir de férias, perante a perplexidade de não saber onde deixar um coelho de estimação que adoravam, Gala resolve realisticamente o problema dando de comer a Dali o coelho num delicioso guisado. «Deve comer-se o que se ama» é a lição moral que indirecta e vagamente Kundera extrai deste episódio, desta anedota surrealista.  &lt;br /&gt;Mas a questão em Kundera é se o melhor da sua literatura de consumo não serão as anedotas que ele conta ou invoca, nem que para isso tenha de as pedir emprestadas a Dali ou a Goethe. É que, mesmo  para plagiar, há que estar naturalmente investido de autoriade moral e poética para o fazer, o que não me parece ser o caso de Kundera.&lt;br /&gt;De qualquer modo, a ideia de um «canibalismo» latente em todo o acto de amor começa a escapar-me das mãos como uma intuição querida de tantos anos e que supunha minimamente original sem que ainda não me tivesse sido chulada ou rapinada pelos chulos do costume. &lt;br /&gt;Espero poder vir a explorá-la antes que surja um dos oportunistas de serviço - ficcionista ou ensaísta da moda - a fazê-lo, porque está a dar. &lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115571824284309964?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115571824284309964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115571824284309964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/08/kundera-1990.html' title='KUNDERA 1990'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115571806691498097</id><published>2006-08-16T09:46:00.000+01:00</published><updated>2006-08-16T09:47:46.943+01:00</updated><title type='text'>E.F.SCHUMACHER 1981</title><content type='html'>&lt;em&gt;schumacher-1&gt; os dossiês do silêncio&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«THE SMALL IS BEAUTIFUL»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;18/8/&lt;/strong&gt;1981 - Acaba de sair em tradução portuguesa a obra mais conhecida e discutida do célebre economista alemão, radicado na Grã-Bretanha, Ernest Frederich Schumacher. &lt;br /&gt;«Small is Beautiful» - título original do famoso livro - tornou-se, em todo o mundo, desde e sua publicação em 1973, sinónimo de economia e tecnologia intermédia, tese fundamental no pensamento da Schumacher.&lt;br /&gt;Este «estudo de Economia em que as pessoas também contam» representa uma crítica tanto mais pertinente ao sistema económico até hoje vigente a Leste e a Oeste, quando o seu autor é um especialista iminente dessa ciência e desse sistema.&lt;br /&gt;Schumacher, com efeito, tem uma brilhante carreira de economista.&lt;br /&gt;Refugiado em Inglaterra, ele voltou à vida académica como investigador científico em Oxford, sendo simultaneamente conselheiro económico do Governo britânico para a reconstrução da Alemanha.&lt;br /&gt;Durante as décadas de 59 e 60 documentou sobre problemas do desenvolvimento numerosos governos.&lt;br /&gt;Fundador do Intermediate Technology Development Group (Grupo para o Desenvolvimento da Tecnologia Intermédia), foi durante anos conselheiro económico do Departamento Nacional do Carvão, do Reino Unido, e conselheiro económico do Governo da Birmânia em 1962 e da Índia em 1966.&lt;br /&gt;As críticas que desfere contra a economia de exploração hoje vigente, quer no bloco capitalista quer no bloco socialista, baseiam-se, portanto, numa longa carreira de investigador, professor e economista político.&lt;br /&gt;Schumacher morreu em 1977, dias antes da publicação do seu livro «Guide for the Perplexed». Mas não morreram as suas teses, difundidas hoje por todo o mundo onde começa a compreender-se que a ecologia e o ecodesenvolvimento são inseparáveis na luta dos povos e dos exploradas contra o imperialismo industrial&lt;br /&gt;Embora a macrocefalia urbana seja em si mesma o maior atentado à qualidade de vida das populações, agrada no entanto à esquerda e à direita que, nos seus programas de urbanismo e habitação, prometem defender essa qualidade de vida dos cidadãos.&lt;br /&gt;A macrocefalia e a superconcentração industrial nas cinturas urbanas - embora causem doenças orgânicas e sociais as mais diversas - trazem enormes vantagens para as estratégias partidárias, quer da esquerda, quer da direita. Para os organismos políticos que controlam os sindicatos, a concentração é vantajosa porque facilita a unidade de luta e da contra-repressão. As importantes greves de metalúrgicos nos arrabaldes de São Paulo, megalópolis tentacular, símbolo do concentracionário urbano, mostram de que maneira a grande cidade facilita a unidade dos trabalhadores e como, portanto, tem vantagens para uma estratégia grevista dos sindicatos.&lt;br /&gt;Para a polícia, o Estado e as multinacionais, por outro lado, (quer dizer, a direita), a macrocefalia é ideal, pois todas essas forças da direita reprimem melhor o trabalhador em grandes concentrados do que se estivessem dispersas.&lt;br /&gt;Com grande dose de objectividade, portanto, poderá dizer-se que a macrocefalia serve a direita e a esquerda com igual proveito.&lt;br /&gt;De onde, portanto, não se vislumbra que possa vir da esquerda ou da direita, qualquer política urbana (e de desenvolvimento global) alternativa à macrocefalia - uma das principais causas da crise ecológica que o mundo vive, como São Paulo ilustra.&lt;br /&gt;De nada serve dizer que a macrocefalia de Lisboa provoca não só a morte do estuário do Tejo mas muitos outros males de que este País padece. Enquanto essa macrocefalia interessar, na perspectiva do concentracionário industrial, os partidos de esquerda tanto como os partidos de direita, Lisboa continuará a crescer, com a Unesco, benfeitora, a dizer que nos vem estudar o estuário.&lt;br /&gt;O exemplo, aliás, repete-se com o mesmo vigor no caso da concentração agrária que é o latifúndio: tem-se visto como ele é particularmente grato aos amigos e inimigos da reforma agrária (sic). Como alternativa ao latifúndio, querido à esquerda e à direita, a revolução ecológica dos campos espera.&lt;br /&gt;Porque também neste caso - o latifúndio - o gigantismo é, ecologicamente falando, a ruína e o desastre.&lt;br /&gt;Os dois exemplos encorajam uma generalização: o gigantismo é sempre antilecológico e só o que estiver à escala humana serve o homem, tudo o que for além disso o destruirá.&lt;br /&gt;«The Small is Beautiful» - foi a paráfrase que o economista Schumacher encontrou para definir um dos vectores fundamentais da política ecológica.&lt;br /&gt;Sendo o gigantismo - quer a macrocefalia urbana, quer o latifúndio, quer o complexo megalómano do tipo Sines, quer o empreendimento gigantesco do tipo Alqueva - inerente aos imperialismos que planificam a pilhagem dos recursos naturais da Terra - e dos países, é natural que os representantes, nesses países, desses imperialismos, à esquerda e à direita, sirvam os seus donos a senhores lançando o «slogan» «The Large is Beautiful».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUANDO O PROMETIDO CONFORTO  DA CIDADE SE TRANSFORMA EM INCÓMODO PESADELO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não é por falta de informação que a auto-suficiência se encontra impossibilitada. Hoje tudo está praticamente investigado. E se nos dizem que não está, é essa mais uma das habituais mentiras com que o sistema pretende travar a marcha inevitável dos homens para a libertação eco-alternativa.&lt;br /&gt;Para que o «regresso ao campo» encontre a sua principal justificação, há que não perder de vista este facto dominante: o famigerado conforto, o emprego, o posto de trabalho, o bem-estar que se prometia ao rural quando o aliciaram para a cidade, é cada vez mais uma fraude maior.&lt;br /&gt;O que nós temos mais certo, suspenso como um cutelo sobra as nossas vidas, é a mais atroz das incomodidades, o maior desconforto e o mais vergonhoso dos sofrimentos, quando, por exemplo, a torneira dos combustíveis voltar a fechar como fechou em 1973.&lt;br /&gt;Na total dependência de uma fonte energética que de repente termina, como iremos pagar uma bilha de gás? Mil, dois mil escudos? E haverá bilhas de gás para comprar, mesmo a preço de ouro? Já se viu o ritmo a que o preço cresceu desde 1973? Pode calcular-se o ritmo em que vai crescer?&lt;br /&gt;Porque nos continuam a embalar com histórias de fadas?&lt;br /&gt;Este é apenas um facto para servir de símbolo a tudo o mais que nos conta a mitologia da felicidade pregada pela sociedade de consumo a seus anúncios.&lt;br /&gt;Quando o sonho desse conforto - a água quente - se transformar num pesadelo (devido ao custo do gás), onde está afinal a teoria do conforto que nos tem sido prometido a troco da «dura vida dos campos»?&lt;br /&gt;Mantidos na prisão da cidade, só já tarde compreenderemos o logro e as mentiras da mitologia publicitária: conforto, afinal, onde estás tu?&lt;br /&gt;- - - - &lt;br /&gt;(*) Publicado no jornal «A Capital» (Crónica do Planeta Terra), &lt;strong&gt;18/8/1981 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115571806691498097?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115571806691498097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115571806691498097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/08/efschumacher-1981.html' title='E.F.SCHUMACHER 1981'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115571783840863347</id><published>2006-08-16T09:41:00.001+01:00</published><updated>2006-08-16T09:43:58.413+01:00</updated><title type='text'>BABEL 1996</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2 - 96-08-18-ls&gt; = leituras selectas - 3467 caracteres nucleo-3&gt;ddb-1&gt;psi&gt;depois de babel&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18-8-1996&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;ESTUDOS TEXTUAIS (AS FONTES DA ORIGEM)- OBJECTIVO PRIORITÁRIO: DEPOIS DE BABEL, RECONSTITUIR A BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA - REMISSA PARA O TEMA DO NÚCLEO 6: CORPOS SUBTIS - DISCUSSÃO DA  NOMENCLATURA TEOSÓFICA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo: Só no campo dos corpos subtis, a nomenclatura teosófica varia de autor para autor, de livro para livro, mesmo em cada autor e em cada livro, às vezes de capítulo para capítulo ou de linha para linha.&lt;br /&gt;A desproporção hierárquica dessa nomenclatura salta à vista - se tivermos em conta o valor vibratório das áreas energéticas em jogo.&lt;br /&gt;Annie Besant fala de «ego imortal» para designar tudo o que não é corpo físico. A palavra «eco» reduz a dimensões bem estritas a 5ª dimensão teosófica. Ao falar de «corpo astral» ou «corpo de desejos» como quase todos os teósofos, deixa no ar (alguma literatura o confirma) a ligação ao astral dos astros do sistema solar. É pouco. Porque o sistema solar e tudo o que são astros físicos - vibram N8 e não mais que N8 - ou seja, corpo físico.&lt;br /&gt;Chamam, pois, «corpo astral» ao que é ainda corpo físico.&lt;br /&gt;«Corpos mentais» é outra designação plena de equívocos em Annie Besant e seus colegas da Sociedade Teosófica.&lt;br /&gt;O «mental» está indissoluvelmente ligado ao cérebro e, portanto, ao físico - não designando essa palavra a área energética que pretende nomear - área que vibra já na frequência de N32 (conferir hierarquia).&lt;br /&gt;Outra  nomenclatura corrente é de «homem» em vez de «ser humano». O discurso da ciência ocidental está cheio desta entidade mítica e sexista - o homem - em nome da qual a ciência tem cometido as maiores desumanidades. Nomeadamente com as ciências ditas humanas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proposta: Falando de energias e, portanto, de informação subtil, a questão das fontes coloca-se a todo o momento e quase sempre de forma insolúvel.&lt;br /&gt;A talentosa Madame Helena Petrovna Blavatsky escandalizou a sua época, dizendo que recebia tão grande acervo de informações por clarividência. Outros teósofos - é o caso de Leadbeater - dizem que recebem as mensagens por clariaudiência.&lt;br /&gt;Outros falam claramente em mediunidade - e são capazes de ter razão.&lt;br /&gt;A ciência positiva nega isto tudo, evidentemente, mas a ciência positiva existe para negar tudo excepto a si própria.&lt;br /&gt;A arqueologia, por exemplo, só chega até onde encontra testemunhos  materiais. Localiza a antiguidade do Egipto faraónico em 4.500 anos AC - e as figuras rupestres do Coa, no máximo, em 30 mil anos.&lt;br /&gt;Como pode a arqueologia datar com rigor o que lhe escapa, ou seja, o que, vindo de civilizações imateriais como a Lemúria, não tem evidentemente , testemunhos materiais a atestá-la.&lt;br /&gt;E como se pode aceitar o absurdo de o Egipto faraónico remontar apenas a 4.500 AC - com tal grau de perfeição?&lt;br /&gt;Se entramos nos textos clássicos - de Trimegisto (que alguns dizem ser nome de colégio de mistérios e não nome de um autor) ao Génesis ou ao Apocalipse ( Livro da Revelação) a Babel das traduções (traições) é idêntica e podem discutir até à eternidade uma palavra , uma  informação, um dado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo: Não é pelas ciências humanas - com sua dominante parasitária e vampiresca - que chegaremos às ciências divinas ou sagradas. &lt;br /&gt;As ciências humanas podem (e devem) fornecer pistas para despistar , ou códigos para descodificar. Mas tudo isso tem que ser submetido a uma linguagem universal , um sistema de informação fiável.&lt;br /&gt;Depois de  Babel e depois de Alexandria, o puzzle da Eternidade está por reconstituir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso a proposta «Estudos textuais», é clara:&lt;br /&gt;DEPOIS DE BABEL, RECONSTITUIR A BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115571783840863347?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115571783840863347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115571783840863347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/08/babel-1996.html' title='BABEL 1996'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115571767344052578</id><published>2006-08-16T09:39:00.000+01:00</published><updated>2006-08-16T09:41:13.443+01:00</updated><title type='text'>F. BERMUDES 1993</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2 - 93-08-18-ls&gt; - leituras selectas do ac - 5801 caracteres -felix-1&gt;adn&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIÁRIO DE UM APRENDIZ - EXERCÍCIO DE EMERGÊNCIA COM FÉLIX BERMUDES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, &lt;strong&gt;18/8/1993&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Teósofos como Félix Bermudes, na obra «O Homem Condenado a ser Deus», Civilização Brasileira, Rio, 1974, exprimem-se através de nomenclaturas que, para o leitor vulgar, aparecem extremamente difíceis de «traduzir». Palavras de origem sânscrita, por exemplo, ou retiradas da tradição hinduísta, colocam aos leitores de línguas europeias problemas por vezes insolúveis de compreensão, de interpretação. Mas é sobre essa babel de idiomas que temos de caminhar quando estudamos matérias (e campos energéticos) que escapam ao conhecimento e discurso da ciência experimental. Às leis de causa e efeito. Para o bem e para o mal, os esquemas de organização hierárquica do Cosmos (os mapas do invisível) devem ser considerados com grande atenção e cuidado. E um método seguro, exacto, universal como a RA oferece um instrumento de análise imprescindível para ultrapassar essa babel. A RA não vem anular os bons contributos dados ao ser humano por algumas correntes, algumas das quais degeneraram em escolásticas. Enquanto tivermos o vasto campo da exegese para atravessar, a Hipótese Vibratória é uma bússola preciosa que nos permite seguir as vias mais certas e evitar as que são claramente equívocas. Uma coisa é certa: com ou sem RA, só há este caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Eis algumas citações curiosas colhidas no livro «O Homem Condenado a Ser Deus», de Félix Bermudes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria curioso, por exemplo, para quem tiver tempo e paciência, fazer o cálculo da velocidade precisa para que a constelação de Hércules, com as suas 113 estrelas, descrevesse uma volta em torno do nosso planeta, nas 24 horas terrestres que as populações antigas concediam ao universo inteiro para a executar. - OHCSD,46&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As condições da época não os deixaram produzir mais nem menos, mas ficaram habilitados para maior tarefa em posteriores encarnações e prepararam a humanidade para uma fase ulterior de progresso. - OHCSD,47&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos de reconhecer que a nomenclatura exerce apenas a missão simbólica de nos fornecer analogias, que nos permitem formular, num mundo a três dimensões, uma concepção do que se passa naquelas esferas inacessíveis, ao próprio pensamento. Entre estas analogias e as realidades que elas tendem a trazer à nossa razão, há a distância que vai da célula embrionária ao indivíduo perfeito. - OHCSD, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão «planos» foi mal escolhida por quem fez a equivalência do sânscrito para as línguas europeias e só a adoptamos para conjugar a tecnologia desta obra com a que já encontrámos consagrada. Trata-se, na realidade, de «mundos», 7 esferas concêntricas que se interpenetram, formando um só globo, mas conservando-se diferenciadas na massa total pelo grau de densidade. Cada plano subdivide-se em 7 sub-planos, diferenciados segundo a densidade. Do primeiro ao último destes 49 estados de matéria, a densidade atómica vai aumentando progressivamente, sempre na potência de 7, número consagrado do sistema. (...) estamos encarecidamente com o paciente leitor para fixar bem que ao empregarmos relativamente aos «planos» as expressões «em cima» ou «em baixo», «superior» ou «inferior», «mais alto ou mais baixo», não aludimos a lugares superpostos como prateleiras, mas a graus de densidade dentro de um grande mundo, que contém em si próprio e no mesmo espaço 7 mundos diferentes. - OHCSD,49-50&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos 49 estados da matéria em que se dividem os 7 planos, apenas 2 se revelam plenamente à nossa consciência normal - o sólido e o líquido do mundo físico. Já os corpos gasosos, quando não podemos identificá-los pelo cheiro, pela cor ou pelo efeito cáustico, escapam à percepção dos nosso sentidos (...) Podemos identificar conscientemente dois estados de matéria e reconhecer parcialmente um outro, mas 146 escapam completamente aos sentidos. - OHCSD, 59 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos membros da nossa família humana já ultrapassaram essa fronteira; um terço dos «egos» existentes está a tirar passaportes; mas 2/3 não têm ainda forças para tão exaustiva jornada e não poderão alcançar a gloriosa meta. Esta proporção de 1/3 que completa a romagem e 2/3 que ficam no caminho não se limita aos 2 biliões e meio de indivíduos que vivem neste momento em corpo físico; abrange igualmente a multidão enorme de «egos» actualmente desencarnados, vivendo nos seus corpos invisíveis para nós, em planos astro-mentais. São ao todo cerca de 60 biliões, dos quais apenas 20 chegarão com aproveitamento ao exame final. Os outros 490 biliões serão dados como inabilitados e transitarão em seu devido tempo para a cadeia seguinte. - OHCSD, 77&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há almas condenadas por toda a eternidade; isso seria incompatível com a bondade divina e com o amor do Pai que nos criou; mas podemos considerar, dentro das nossas concepções relativas do tempo, que os que se deixaram atrasar perderão uma eternidade, para só regressarem à existência consciente na eternidade seguinte. Durante o imensurável período em que lhes for suspenso o contacto com a vida cósmica, as suas consciências ficarão adormecidas, como as princesas dos bosques encantados. - OHCSD, 79-80&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A radiação de alta espiritualidade não está patente nos chacras mas sim nas auras que envolvem os corpos subtis e os tornam fulgurantes e belos, quando a uma poderosa inteligência se aliam nobres virtudes. No mundo físico, um sábio ou um santo que não tenham tempo para curar de elegâncias, ficam diminuídos em confronto com qualquer escroc internacional, tão perito na arte de vestir como na de roubar. Mas nos mundos subtis cada um veste-se de luz e de cores mais ou menos formosas e envolve-se em auras mais ou menos vastas e fulgurantes, na medida justa do seu merecimento. A confusão é impossível, porque ali ninguém pode vestir o alheio. - OHCSD, 107&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115571767344052578?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115571767344052578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115571767344052578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/08/f-bermudes-1993.html' title='F. BERMUDES 1993'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115571751291875888</id><published>2006-08-16T09:33:00.000+01:00</published><updated>2006-08-16T09:38:32.960+01:00</updated><title type='text'>T. ROSZACK 1971</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-4-roszak-6-ls-ie&gt; domingo, 29 de Dezembro de 2002-scan&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARTA A URBANO TAVARES RODRIGUES SOBRE A «CIVILIZAÇÃO» QUE OS HIPPIES CONTESTAM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;18-8-1971&lt;/strong&gt; -  “O Falso  Conflito da Sociologia e da Psicologia" se intitulava o artigo que Urbano Talares Rodrigues, na sua secção semanal Arco Voltaico, de O Século de Domingo publicava no passado dia&lt;strong&gt; 15 de Agosto de 1971.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse artigo serve de referência às considerações que aqui me permito deixar à consideração do amigo e camarada da Imprensa que é Urbano Tavares Rodrigues, e à crítica dos leitores, pedindo, evidentemente, que o Urbano me desculpe esta intromissão e agradecendo, antecipadamente, a amizade com que ele sempre, em todas as circunstâncias, tem querido honrar-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Urbano Tavares Rodrigues seja um dos raros intelectuais portugueses a sentir e a viver por dentro - com paixão, com angústia - os problemas da contra-cultura e que seja ele um dos que, lendo Theodore Roszak, nos venha dar conta do que pensa desse livro e desse autor, até não admira. Porque ele é dos poucos a sentir e a pressentir aquilo que, amanhã, já será conhecido e reconhecido por muitos e muitos outros. Daí o desejo que esta carta contém de encetar um diálogo ao nível das ideias, um diálogo cívico e civilizado como é próprio e urgente entre portugueses. Gostaria que dois alentejanos dessem disso bom e proveitoso exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como logo em título se faz notar, o conflito da sociologia e da psicologia é um "falso conflito".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urbano Tavares Rodrigues acentua depois a sua ideia: "Antes de mais, tudo isto é antidialéctico. Nem o teatro total, nem o conhecimento abissal do ser estão em conflito com a consciência de classe." (...) "Onde de facto há oposição é entre a moral de acção da New Left e o marasmo narcótico das comunidades "beat-hip".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sobre o "marasmo narcótico das comunidades beat-hip" que me permito apresentar a U.T.R. a minha primeira discordância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meu ver, o que há de "revolucionário" na actuação das comunidades "hippy" supera, em muito, o "marasmo narcótico" a que algumas (e não todas, sublinho) porventura se dedicam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moral que Roszak defende, em nome dos "hippies", é a moral diferencialista - expressa também e a partir de premissas um pouco diversas por Henri-Lefèbvre no seu recente manifesto – um pouco em oposição ao "totalitarismo tecnocrático" como ele lhe chama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A. crítica implícita em Roszak ( e nos "hippies" que adregam de intelectualizar aquilo que normalmente neles é mais e apenas prática) contesta o totalitarismo de uma civilização que faz desse totalitarismo a sua arma mais poderosa e mais mortífera. Que fecha (como diria Herbert Marcuse) o processo em ciclo vicioso. Que estabelece um circuito estanque. Que não deixa outras hipóteses nem saídas. Que não consente diferenças nem diferenciações. Que rasoira e uniformiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Roszak e os "hippies” (aquele por via intelectual, estes numa prática alheia a filosofias e excessivas mentalizações) contestam é o dirigismo como factor básico, universalmente aceite e indiscutido, de uma sociedade, o expansionismo ou imperialismo da febre produção-consumo, ainda que seja em nome do almejado desenvolvimento com que se pretende combater um inenarrável sub-desenvolvimento. Mas como diria Josué de Castro, o sub-desenvolvimento não é mais nem menos do que a outra face do desenvolvimento. E a sua autoridade na matéria parece incontestável pois, como se sabe, até a terminologia (desenvolvimento/subdesenvolvimento) é de sua autoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O totalitarismo dirigista daquilo que Roszak teima em chamar Tecnocracia, dá origem a um sem número de sofismas para se auto-justificar (e através dos "mass media" inserir subrepticiamente nas mentalidades até ser aceite como óbvia),  sofismas que não foram os "hippies" evidentemente, os primeiros a analisar mas que foram talvez os primeiros a ter coragem de contestar. Pois contestar é muito mais do que criticar. Só se contesta, agindo, e os "hippies", mais do que os beatnicks, decidiram agir, dar o salto, efectivar a reviravolta, volvendo costas à sociedade do Coca Cola e do Chewing Gum. Safaram-se dali - eis tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os "hippies" são emigrantes da civilização totalitária e a guerra que se lhes move, provinda dos mais heterogéneos  sectores políticos, é um pouco a mesma  que se move contra outro tipo de inofensivas criaturas, as do "regresso à natureza" (naturistas ou vegetarianos, como são vulgarmente conhecidos), com os quais os "hippies" têm manifestado tantas e tão fundas afinidades. Só que a inabilidade intelectual e a falta de apetrechamento crítico (sofistico, talvez) de uns e outros, tem permitido que os funcionários do Sistema usem com eles da chacota que depois as massas igualmente adoptam.&lt;br /&gt;3&lt;br /&gt;Quando alguém, rara e medrosamente, se permite uma crítica não já aos blocos políticos - este ou aquele - mas a toda a civilização tecnocrática - a civilização do luxo e do lixo - um argumento há que o crítico-contestador já conhece de cor e que serve quase sempre para o silenciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Criticar a Tecnocracia em bloco é atitude reaccionária" - afirma um dos tais sofismas que acima referi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E surge a pergunta: - Naturalmente querias o regresso às cavernas, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora ninguém, nem os "hippies", nem os do "regresso à natureza", quer o regresso às cavernas. A campaínha de porta, o automóvel, a torradeira eléctrica, a máquina de lavar, o relógio, o telefone, a máquina de escrever, os livros que leio, o papel onde escrevo, a esferográfica ponta fina que me escreve as prosas - o pão nosso de cada dia, pois: - tudo me diz imediatamente que não posso regressar às cavernas, que necessito imenso da técnica e da tecnologia (devo-lhe tudo, devo-lhe a vida!). Sim, que seria de nós sem tanto conforto, tanta facilitação,  tanta beleza, tanta-tanta?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frente, portanto, ao argumento-sofisma das cavernas, o crítico-contestador estremece de pânico e parece, automaticamente, liquidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ver, no entanto, onde reside o sofisma, porque sofisma há e bem gordo, nesta como noutras emergências da tal Tecnocracia, especialista, como afirma Roszak, em fabricá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo, como ficou dito, uma das características dominantes da Tecnocracia o totalitarismo do seu processo, não deixa ele lugar, como é obvio e lógico, a coexistências, nem a um cordial "cada um que se ajeite à sua maneira e conforme queira". Não: a tecnocracia tem a santa mania de salvar toda a gente e a isso depois chama política.&lt;br /&gt;Se fabrica um transistor, atravessará montes e vales, mares e continentes, rios e florestas, atravessará o mundo e rebolar-se-á no cosmos se ainda aí mais mundos houver, para colocar o transistor. Ninguém terá o direito, em toda a galáxia, de dizer não ao transistor. Há uma entidade que substituiu de há muito o indivíduo ou animal humano: é o consumidor. E o consumidor, devidamente "tratado" par todos “os mass media", aceitará de ora avante tudo o que lhe metam pela boca abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto já de tal modo se tornou evidente, óbvio, efectivo,  quotidiano, inevitável, indiscutível, implícito, -  já de tal modo se lava o cérebro a toda a humanidade - que não passa pela cabeça de ninguém ser diferente e de que - até por casmurrice - se pode dizer não ao transistor. Embora diga sim à torradeira eléctrica ou reciprocamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serve esta anedota para ilustrar o que pretendo dizer: o que grupos minoritários como os "hippies" reclamam é o direito de dizer não à torradeira e sim ao transistor, ou reciprocamente, ou nem uma coisa nem outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo eles não contestam a civilização da técnica mas a tecnocracia que, como Roszak explica, é coisa um pouco diferente. No fundo, eles contestam o totalitarismo da civilização, o seu processo globalizante, a lógica infernal dos seus sofismas em cadeia, a engrenagem do sistema onde a vontade desaparece e o indivíduo é completamente esmagado, frito e triturado. Reduzido totalmente à categoria de consumidor, de homem objecto (ou homem&lt;br /&gt;abjecto, também e portanto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabem os "hippies" nem eu sei, se a coexistência é possível: se é ou será possível que as minorias diferenciadas possam existir no meio da maioria massificada, amorfa. Se podem, ao menos à margem, viver e sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que mesmo à margem e como se tem visto, o Sistema não consente nas minorias que se autoirradiam. Como explica Roszak, o Sistema só consente nas minorias que expulsa e margina. As outras, além de lhe sujarem os tapetes e as praias, comprometerem reuniões elegantes e desafinar no coro-dos-supermercados-felicidade-a-domicílio-e-cabaz-do-natal, as minorias auto-marginadas são um remorso, um espinho, um enclave no bloco considerado uno e indivisível da santa sociedade do consumo-do-lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crítico que conteste esse bloco está tramado e tanto mais tramado quanto não tem bloco político onde se integrar, ideologia e sistema em que se apoiar. É este o sentido moderno (pós Maio 58) da atitude anárquico-utópica e é este o sentido "progressivo" da história, pois dadas as barbaridades a que a Tecnocracia, em nome da civilização, está cometendo contra a civilização mesma - a Leste e a Oeste - barbaridades que alguns políticos denunciam sem conseguirem pôr-lhes freio - não se trata já de política mas de metapolítica, antropolítica (Edgar Morin) ou política planetária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis, pois, porque já tive ocasião de afirmar que a política dos "hippies" é o arroz. Si há uma maneira hoje de ser político progressivo: contestando aquela parte da civilização que pretende matar a outra, aquela parte que é  antes a tecnologia desenfreada dos monopólios metendo pela boca abaixo do consumidor todos os venenos que lhe dá na real gana. Com essa parte são os "civilizados" - não os "hippies" - que totalitariamente confundem toda a civilização. Portanto, nem os hippies, nem Roszak, nem eu, nem os do "regresso à natureza" querem o regresso às cavernas queremos, sim, o regresso à civilização. Quem faz a amálgama e depois se queixa dela, e nos culpa dela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roszak, no seu livro Para uma Contra-Cultura, deixa bem claro que apenas contesta a Tecnocracia e não a civilização enquanto civilização, com mais ou menos transistores e torradeiras. Apenas contesta aquilo em que a estratégia do consumo a todo o custo e a todo o preço monopolizou por completo todas as descobertas da ciência e todas os avanços da técnica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de confusões, pois: quem monopolizou para estragar a tal civilização que tanto prezam, não foram as minorias contestantes, que até têm provado passar muito bem sem torradeira, sem transistor, sem popó, e sem o resta da quinquilharia considerada indispensável ao "homem moderno" (mais importante da que isso tudo, é para eles terem (re) descoberto o amor e revolucionado a existência ou experiência amorosa). Os representantes da tecnocracia que é a arte de monopolizar a técnica e colocá-la exclusivamente ao serviço da exploração do homem pelo homem - é que fizeram tudo para estabelecer a confusão e se queixam agora dela. O costume. A Leste e A Oeste, meu caro amigo Urbano, o costume. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;18-8-1971&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;----  &lt;br /&gt;&lt;em&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela, que é suposto ter sido publicado, não tenho de momento o comprovativo de que foi e onde e quando: fica portanto com a data de produção, 18-8-1971&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;em&gt;1-6 - roszak-7-ls-ie&gt; = leituras selectas = ideia ecológica domingo, 29 de Dezembro de 2002-scan &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESPOSTA À RESPOSTA DE URBANO TAVARES RODRIGUES (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela, na sequência do que teclei em roszak-6&gt; , não sei se foi publicado, quando, como e onde: continua a levar a data em que foi produzido . Uma coisa é certa e quase constante, o ano de 1971 foi, para o sr. Afonso Cautela, o ano das grandes e maiores e melhores intuições...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[18-8-1971&lt;/strong&gt;] - É possível que o entusiasmo posto no diálogo nos arraste muito para longe do que lhe deu origem - Theodore Roszak e o livro Para uma Contra-Cultura,- e do problema básico -  "o falso conflito entre sociologia e psicologia" - problema expresso, aliás, no artigo de Urbano Tavares Rodrigues que nos serviu de porto de partida e de pretexto a esta troca epistolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importava, afinal, saber se o conflito entre sociedade e indivíduo, colectividade e iniciativa, autoridade e liberdade, disciplina e imaginação, é um confluo em vias de extinguir-se com o advento de novas tipos de sociedade (de organização social) e se a passagem, no campo da economia, de uma estrutura capitalista para uma socialista, opera a necessária viragem, também, no campo das relações humanas: dos indivíduos entre si e do homem consigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua tese, Urbano, é de que sim: de que a viragem económica e social operou ou operará, mais cedo ou mais tarde, a viragem humana, psíquica, existencial, moral; a minha tese é de que (ainda) não: o económico e o social, mesmo nas sociedades e países que substituíram uma economia de exploração e consumo por uma economia de produção, devem ainda muito - mesmo que o tenham combatido - ao antigo statu quo cultural, para dele e dos seus vícios básicos se terem conseguido emancipar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o problema não é, tão pouco, o de por enquanto não terem atingido tal emancipação; tal como o Urbano diz na sua carta, "tudo isso é muito complexo quando se planifica com mais de 50% de analfabetos" e não sou eu a querer iludir tal complexidade,  fazendo exigências a quem já tanto fez nos caminhos do (im)possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, meu amigo, o problema (bem mais grave) é que não estava implícita até há pouco (até 1968-Maio) nos programas revolucionários essa emancipação. Ninguém a prevê, projecta, deseja, idealiza ou reclama. Por isso a Contestação, por isso a linha internacional que a Contestação tem seguido em todo o mundo "desenvolvido", por isso Herbert Marcuse, Henri Lefèbvre, Roger Garaudy, Edgar Morin, o diferencialismo, o neo-trotskismo, etc&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer: a moral, a estética, a filosofia, enfim, toda a axiologia ou filosofia dos valores (incluindo aqui o critério da crítica) é subsidiária ainda de uma cultura que, além da sociedade de consumo, além da exploração do homem pelo homem, além da luta de classes, além da violência, da opressão e da tortura, além da alienação e corrupção das consciências, possui ainda muitas outras características tão odiosas como estas, mas que a crítica marxista não denuncia e que a revolução económica socialista não mudou nem - o que é pior - pensa mudar tão cedo. É que nem sequer fala nisso ou consente que se fale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se, pois, de radicalizar a revolução, como diria Edgar Morin, e radicalizar a revolução é o que Theodore Roszak pretende com o manifesto do seu livro, é o que as minorias e comunidades out estão fazendo, é o que todos os grupos marginados (auto ou hetero-marginados) das sociedades organizadas pretendem, e já que as mesmas ditas sociedades organizadas, talvez porque o sejam, não fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crítica marxista ao capitalismo está longe de esgotar o saco da Abjecção que, herdada dos primores greco-helénicos, judaico-cristãos e etc  se encontra infiltrada muito mais fundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único defeito da crítica marxista é, afinal, ser ainda pouco exigente. Até onde ela denuncia os crimes da Abjecção, do Establishment, Roszak não discorda, nem as minorias da Dissidência, da Viragem, da Reviravolta tão pouco. Mas onde ela (crítica) estaciona, as minorias reclamam o direito à Contestação que é a crítica radicalizada, levada a outros campos além do económico e do político, preocupada também (mas não principalmente nem exclusivamente) com os aspectos humanos da revolução e não só com a propriedade dos meios de produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação a Roszak, no entanto, há que pôr de remissa uma identidade que não me parece correcta e na qual, confesso, também fui arrastado na minha carta para si, amigo Urbano: ele fala, no título do livro, em "contra-cultura", conceito que, como todos os conceitos, contém uma certa vastidão, e depois, lá dentro, no decorrer do ensaio, insiste desalmadamente (só) na Tecnocracia. Ora a Tecnocracia é uma parte - embora importante - mas apenas uma parte da total e totalitária Abjecção. A sociedade de consumo é uma parte - embora importante - mas apenas uma parte da mesma Abjecção. Oscilar constantemente entre dois conceitos de extensão diversa e identificá-los, fazer coincidir os seus contornos como se fossem conceitos iguais, eis o que, mesmo segundo a lógica de Aristóteles, resulta em sofisma. E confesso, Urbano, que também sofismei um tanto, nesse ponto e na minha carta anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, o processo totalitário da sociedade de consumo e da tecnocracia já ela o aprendera antes de ser tecnocracia e sociedade de consumo. A Abjecção radica mais fundo e por isso disse que a Contra-Abjecção ou Contra-Cultura deverá radicalizar-se para atingir a totalidade do processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nomeando constantemente a Contra-Cultura com a palavra Tecnocracia, Roszak deixa de fora quase todo o problema dos valores. E a verdade é que os "emigrantes da civilização totalitária" não fogem só à Tecnocracia e suas sequelas (industriocracia, burocracia, aristocracia, etc..), à sociedade de consumo e seus vícios, seus crimes. Fogem também e por exemplo (um entre muitos) àquela suprema hipocrisia - demagogia que ameaça eternizar-se - que é a antinomia entre sociedade e indivíduo, que é o conflito entre teoria e prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, Urbano, que a dialéctica o pretende também: mas permito-me duvidar seriamente que a dialéctica tenha conseguido ser até agora (salvo algumas excepções) algo mais do que uma teoria mais, e tenha conseguido muitas vezes ou apenas algumas obviar a essas e outras antinomias. No fundo e enquanto não radicalizarmos a Viragem, o homem da Abjecção europocêntrica sofrerá sempre de divórcio entre teoria e prática, entre sociologia e psicologia, contradição esta que, por sua vez, irá originar muitas outras sub-contradições, e seja qual for o sistema económico implantado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro vector bastante omisso em Theodore Roszak é o sistema hierárquico em que o poder se organiza para não deixar de ser poder. Se é verdade que os melhores dos mestres nos têm assegurado que se marcha para o desaparecimento do Estado, os ''hippies"' ainda não viram isso e por isso dizem "good bye, bye" e nem sequer levam bagagem. Nem saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou alongar a enumeração dos vectores culturais que definem a Abjecção, muito para lá do político e do económico, mas a verdade é que estes - o político e o económico - estão longe de esgotar a totalidade do problema humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os "hippies" podem ser acusados de tudo, menos de reaccionários. Porque o mais importante neles, é o mais importante de uma revolução seja ela de caixa alta ou baixa., e quer nos dêem ou não com a matraca por dizermos isto: o que eles exemplificam, acima de tudo, é a total revolta contra o total totalitarismo; é o direito à heterodoxia, à heresia, à variabilidade e diversidade de caminhos humanos; o que eles exemplificam - e nesse aspecto o seu contributo é não só único e insubstituível como o mais importante dos próximos tempos futuros - é o direito aos desenvolvimentos paralelos; o que eles personificam é o anti-racismo a todos os níveis e em todos os campos (incluindo o racismo marialva e machista, o racismo da beleza física em que não há nenhum romancista da Abjecção que não se tenha esparrelado de barriga).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a Abjecção se caracteriza sempre, e exactamente, pela uniformidade dogmática, pela rasoira burocratizante, pelo uni-linearismo de oportunidades, pelo racismo expresso ou latente nas relações humanas, pelo fascismo de esquerda e de direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe sub-desenvolvimento, porque a pilhagem, a pirataria e a colonização europeia não deixou que, por todo o mundo, os grupos, povos, passes, idiomas, culturas tivessem todos o seu próprio desenvolvimento e que houvesse por isso vários desenvolvimentos simultâneos. Ainda hoje sofremos da pecha totalitária mesmo quando nos dizemos tolerantes, progressivos, humanistas: ainda hoje queremos decretar um modelo único de desenvolvimento para todos os povos e lugares, sob o império da chamada ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diferencialismo de Henri Lefèbvre demonstra bem porque ele teria de ser um dissidente do partido, um marxista heterodoxo, um herege do Sistema. O diferencialismo opõe-se frontalmente a uma concepção de socialismo que, herda ainda da Abjecção anterior o vício da uniformidade exclusivista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Nova Utopia é, além de radicalista, diferencialista e reclama que a noção de paralelismo, relatividade e simultaneidade se estenda a tudo, se universalize. Aí, sim, no seu anti-totalitarismo a Utopia é ...totalitarista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria agora comentar mais uma afirmação de Urbano Tavares Rodrigues, na sua carta de resposta á minha primeira: "convenhamos em que não podemos, em que não poderemos todos nós ser contemplativos, ser criaturas de amor."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é exactamente isso, amigo Urbano, o que diz o diferencialismo, Roszak, os hippies, eu e quem mais ande por aqui: tal e qual, não podemos ser todos contemplativos, como não podemos (nem devemos) ser todos homens de acção; mas isso equivale exactamente a afirmar que cada um desempenha, na espiral cósmica da evolução, o seu papel e a outro não devem obrigá-lo; isso equivale ainda a dizer que, se há quem se ocupe de política e economia, nem todos devem ficar obrigados a ocupar-se de política e de economia (este um dos motivos claríssimos porque me ocupo de antropologia, moral, ecologia, revolução humana, relações humanas, etc. exactamente porque me parece haver já muita e boa gente ocupada em tudo menos nisso: em produção e produtividade, por exemplo, menos em como fazer a revolução das relações humanas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mais nem menos do que diz, amigo Urbano, é o que diz o diferencialismo: o nosso vício mais comum é, quando adoptamos uma filosofia, uma crença, uma certeza, querer impô-la urbi et orbi, espalhá-la, torná-la comum a toda a gente, impô-la. È o vício do proselitismo, é a outra face do racismo, da intolerância e da violência, é o outro vector da Abjecção que muitos responsáveis se furtam de ver e criticar, por comodismo ou conveniência de ocasião, por oportunismo, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum utopista - nem Roszak, nem os ''hippies'', nem eu - quer impor nada a ninguém. Os fanáticos prosélitos disto e daquilo é que parecem querer. E com que fúria, às vezes. E com que sanha! E com que valentíssimas matracas! Quem fala de diferencialismo, de anti-racismo, de tolerância, de desenvolvimentos paralelos, de imaginação, de heresia e de heterodoxia, tem que aprender (se ainda não aprendeu) a perder esse vicio básico de moldar todo o mundo à imagem e semelhança do seu grupo, clã ou partido. De outra coisa não se ocupa a Nova Utopia de Edgar Morin, de Henri Lefèbvre, de Teilhard de Chardin, de Allan Watts, de Allen Ginsberg, de Norman Brown, etc, etc&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importante, ainda, para situarmos a nossa polémica num contexto mais vasto que a oriente e nos oriente, é sublinhar isto: Theodore Roszak não aparece por geração espontânea, nem a sua Contra-Cultura surge agora, pela primeira vez, a propósito dos "hippies". &lt;br /&gt;Ele, Roszak, é apenas um dos mais recentes elos de uma imensa Corrente (ou contra-Corrente) , Contra-Cultura tem havido desde que, num país chamado Hélade, surgiu com o nome de Logos algo que logo se tentou impor a todo o mundo e a toda a gente como único modelo, como "sangrenta" ditadura. &lt;br /&gt;A partir daí, todas as polémicas são apenas sub-polémicas da Grande Polémica. E a nossa também, talvez, amigo Urbano. A partir daí, tudo quanto se opusesse ao Logos seria rotulado (e com que violência!) com nomes de irracionalismo, obscurantismo, ciências ocultas, falsas ciências, magia, alquimia, religião, mito, etc, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, a polémica vem de longe e passa pelos trágicos gregos, pelos filósofos pré-socráticos, por Sade, por Frederico Nietzsche, por Lautréamont, pelo Alfred Jarry da patafísica, passa pelos alquimistas e magos, pela Cabala,  passa por Giordano Bruno e Galileo, passa por Mestre Eckard t, pelos românticos alemães, passa pelo hermetismo egípcio, ato passa pelos existencialistas, pelos socialistas utópicos, por Platão, Campanella e Tomás Morus, por André Breton e os surrealistas, pelo realismo fantástico de Louis Pauwels e Jacques Bergier, pelos "beatnicks", os mais directos e próximos antepassados dos "hippies".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, vista a esta luz, nem a (nossa) polémica tem nada de novo, nem de estranho, nem de complexo. Trata-se apenas de confrontar duas posições em confronto desde que existe Cultura e, portanto, como seu termo dialéctico inevitável, Contra-Cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre a cultura de padrão A tem segregado o seu próprio anti-veneno, normalmente chamado crítica, mas a que agora, rigorosamente, deve chamar-se Contestação, desde que os analistas todos do padrão A resolveram, mais uma vez, anexar a palavra crítica e adoptá-la a conceitos que com ela não coincidem nem tem nada a ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a Contestação só pretende banir a ditadura (cultura) do Logos A, em que temos vivido (???), hoje agravada de outras ditaduras: industriocracia, tecnocracia, burocracia, mediocracia (a ditadura dos mass media), quatro apenas e para exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui não nos devemos, pois, afastar. O conflito entre sociologia e psicologia, como todos os conflitos ou antinomias, não devia existir mas existe, desde que a ditadura da Razão A os instaurou, abrindo a brecha, inaugurando o reino do Anti- determinando o processo de ruptura, dilaceramento, dualismo, drama e contradição que caracteriza a comédia bufa da chamada civilização, que caracteriza o imperialismo da Razão A na sua luta de domínio de tudo o que bole, vive e existe sobre o Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Roszak, os "hippies" e algumas minorias mais com eles (incluindo nestas minorias os poetas e profetas e visionários e contemporâneos do futuro de todos os tempos e lugares) pretendem não é uma Contra-Cultura mas várias contra-culturas, não é lutar contra a Ciência mas abrir a Ciência a todas as ciências, experiências, humanidades e realidades possíveis do impossível (nesta démarche, acompanham-nos hoje homens de ciência entre os mais ilustres, Linus Pauling,  Wilhelm Reich, Isaac Asimov, Arthur Clark, Charles Foucault, Lévy Strauss, Jean Fourastié e, de uma maneira geral, os mais inteligentes, sensíveis, inventivos dos filósofos da Prospectiva ou dos escritores da science-fiction).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o império da uniformidade dê lugar ao da Multiformidade e o do absolutismo ao do relativismo (Einstein).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a rasoira dê lugar à diferença, a massa ao indivíduo,  o trabalho em cadeia ao trabalho criador, a rotina à iniciativa, a razão A à imaginação (que não é, afinal, outra coisa, e como o demonstra Jorge Luis Borges, do que a razão de outras razões, passadas, presentes e futuras, no globo terrestre ou através das galáxias).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que a Ciência epiteta de anti-científico o que escapa à sua ditadura ou se opõe à sua (dela) ditadura, está a cometer o sofisma mais divulgado e arreigado da pequena história europeia do europocentrismo. Está a mentir, está a produzir demagogia, está a cometer o crime dos crimes que é travar o ímpeto humano e progressivo para a Utopia. Está a ser, em suma, obscurantista, embora o truque consista exactamente em acusar de obscurantista o que se opõe ao seu obscurantismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa mentira surge hoje bastante clara, quando uns senhores, em nome do experimentalismo, do estruturalismo ou do raio que os parta, nos martelam a paciência e nos pretendem travar o ímpeto para a imaginação, aos gritos de "ciência, ciência, ciência", a nós, utopistas, que, sem gritos histéricos, sem atitudes emocionais e dramáticas, temos sempre e toda a vida, através dos séculos, adoptado a única atitude científica, racional, tolerante, aberta e progressiva: a que parte de um princípio de tolerância e convivência (anti-racista, anti-segregacionista), onde todas as razões, culturas, individualidades, ciências (ocultas e desocultas) religiões, raças, artes, idiomas, vozes, etnias, experiências têm, terão lugar e devem ter assento logo que o processo descolonizador se acelere e os desenvolvimentos paralelos dêem lugar ao desenvolvimento A que, através da história, produziu o aviltante, abjecto, criminoso fenómeno do subdesenvolvimento: pilhagem, pirataria, escravatura, comércio, exploração do homem pelo homem, extermínio de culturas, genocídios, etnocídios e homicídios, eis o que nos ensina uma breve filosofia da história ou filosofia desta civilização que pretendeu impor-se a todas as civilizações como se única fosse e o umbigo do universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra o umbigo do Universo é que está Roszak, os "hippies", eu e mais quem queira alinhar na Nova Utopia. Para que o Reino da Necessidade dê lugar ao da liberdade, para que desapareça não só o conflito entre sociologia e psicologia mas todos os conflitos, guerras civis, violências, crimes, torturas da Abjecção, que o vício básico do Logos imperialista instaurou sobre o planeta Terra, parcela diminuta e provinciana de um Cosmos por descobrir.&lt;br /&gt; ------&lt;br /&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela, na sequência do que teclei em roszak-6&gt; , não sei se foi publicado, quando, como e onde: continua a levar a data em que foi produzido. Uma coisa é certa e quase constante, o ano de 1971 foi, para o sr. Afonso Cautela, o ano das grandes e maiores e melhores intuições...&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115571751291875888?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115571751291875888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115571751291875888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/08/t-roszack-1971.html' title='T. ROSZACK 1971'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115554397545703748</id><published>2006-08-14T09:24:00.001+01:00</published><updated>2006-08-14T09:26:15.460+01:00</updated><title type='text'>C.PAVESE 1968</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-1- pavese-1-ls&gt; quarta-feira, 25 de Dezembro de 2002-scan &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DISPARADO O TIRO, VERIFICADO O ÓBITO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;15-8-1968 &lt;/strong&gt;- Disparado o tiro, verificado o óbito, cumpridas as formalidades legais, que outro gozo se pode comparar ao de procurar, nos escaninhos do escritor suicidado, os despojos da sua insensatez e os restos, salpicados de sangue ou simplesmente sujos de pó, d e uma solidão condignamente cumprida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem depois a tentação de nos compararmos ao falecido, nos seus infortúnios e esse lisonjeiro confronto talvez explique a voga que as memórias e os diários continuam a ter, as  edições que a indústria cultural exige cada vez em ritmo mais acelerado. Porque - não o esqueçamos - há o consumo e os consumidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pavese, no meio de Malraux e de John dos Passos, pode parecer matéria idêntica, mas ao contacto logo se vê que, apesar de tudo e das aparências, o escritor que o foi por fatalidade difere dos que o são por divertimento ou complemento de outras actividades remuneradoras, Verbi gratia,  a de ministro. &lt;br /&gt;Ler Pavese e o seu «Ofício  de Viver", trabalhoso esforço que se não conta pelas horas gastas (sai-se fora do tempo quando há um livro destes no caminho!) é tarefa idêntica à de escalar o diário de Kafka ou as confissões de Rousseau. Por aí, começamos um pouco ao de leve a perceber como a literatura é o inferno por excelência dos que não tiveram nenhum céu (ideológico, por exemplo) onde acolher-se. Que a literatura mata, embora muitos vivam dela. Que a literatura é um ofício tão terrível como o de viver, e reciprocamente (embora muitos vivam e peçam bis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pavese para ajuda dos dias desconfortáveis - quem pode furtar-se à pena de o ler como um refúgio da tempestade que nele mesmo eclode? Paradoxalmente, uma tempestade onde queremos perder-nos e de que nenhuns receios humanos logram afastar-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matou-se ele num quarto de hotel, porque odiava o corpo. Acontece. Sem esgar, como se escrevesse as páginas tranquilas de uma novela, arredou de si a mesa, disse que não estava para mais e foi-se. Preparou aquilo com tempo e requinte, e foi-se. No dia anterior ainda apontara no diário a última das palavras possíveis. Esgotara-se com elas. Acontece. A sós com as folhas brancas de que nasce um livro. A sós consigo. Sem tradução para a vida de todos os dias e de toda a gente. Sem complemento ou ponte. E no entanto banal. A coisa mais banal do mundo. Só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou para nós O Ofício de Viver - documento do que poderia ter sido esse encontro de Jacob com o Anjo, de Pavese com o Anjo&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115554397545703748?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115554397545703748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115554397545703748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/08/cpavese-1968.html' title='C.PAVESE 1968'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115554381821407366</id><published>2006-08-14T09:21:00.000+01:00</published><updated>2006-08-14T09:23:38.240+01:00</updated><title type='text'>J. RÉGIO 1955</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-6 – 55-08-15- ls&gt; = leituras selectas - régio-1-ls&gt; leituras do ac&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A LETRA E O ESPÍRITO(*) OU «A SALVAÇÃO DO MUNDO», TRAGICOMÉDIA DE JOSÉ RÉGIO, Lisboa, 1953&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(*) Este inédito de Afonso Cautela poderá ter sido publicado muito parcialmente, ou no «57» ou na revista «Ocidente»: o manuscrito tinha uma nota à margem, dirigida a António Quadros, director do jornal «57»: se servir, devolva para rever e refundir.» Acho que não foi refundido nem devolvido nem publicado&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferreira do Alentejo, &lt;strong&gt;15 de Agosto de 1955 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tivéssemos de escolher uma personagem que polarizasse a significação tragicómica da peça, iríamos direitinhos à Rainha-Mãe, louca, que diz por mais de uma vez: «Bem sabes que tanto choro como rio». &lt;br /&gt;E quando o Profeta deslinda, na cara de todos, a comédia dos ministros do Rei, ele, que também consideravam louco, recebe os aplausos da Rainha-Mãe: «Gosto do que ele diz! Gosto do que ele diz! Percebo pouco, mas gosto!».&lt;br /&gt;Percebia a significação sibilina das suas acusações e das suas profecias. Os loucos entendem-se uns aos outros, assim como a linguagem da Cítara (arquétipo nítido da poesia) é a única que «sabe dizer» as coisas que doutro modo se não dizem.&lt;br /&gt;Tem esta peça evidentes pontos de contacto com O Príncipe com Orelhas de Burro(1942) ; a cítara, ou antes, a CÍTARA, substitui aqui a viola do cego. E a Aia, que chegamos a supor muda, é bem o equivalente do violinista cego. &lt;br /&gt;Fomos ao rol dos personagens no princípio do livro, na suposição de lá encontrarmos a Cítara incluída; de facto, é ela uma das personagens mais significativas, a única que «diz coisas». A fala dos outros, é um indistinto coaxar, que se não divisa nem entende.&lt;br /&gt;A Rainha-Mãe pede ao Profeta: «Fala! Tu sabes dizer, és como a Célia....». E a Célia é muda. A verbosidade da Rainha louca propicia a apreensão do mistério, através de palavras que os ministros sensatos e, por extensão, os leitores e espectadores sensatos, apenas toleram e de que desdenham. Por isso, a sua incontrolada maneira de se expressar atinge uma patética altura de que fica aquém a serenidade do profeta. &lt;br /&gt;Essa altura só nos poderá ser dada na representação, quando todos os elementos  cénicos nos ajudarem a reconstituir a figura total da Rainha, símbolo dramático, ou melhor, tragicómico sobre que toda a peça se apoia. De facto, é ela a única nota de teatralidade , com suas intervenções bruscas e inesperadas. &lt;br /&gt;O Rei representa o mesmo papel de mediador entre o céu e a terra que já n’O Príncipe com Orelhas de Burro assumira. &lt;br /&gt;Di-lo o Chefe do Partido Aristocrático:«Há muito que Vossa Alteza sonhava com tais loucuras.» A acusação, despedida para ofender e ferir fundo o Rei, certamente o não turbaria , bem como à Rainha-Mãe se lhe não importava a loucura: « Eu bem sei que sou maluca, bem sei ; mas sinto-me bem assim...» &lt;br /&gt;Aquilo que os homens «demasiado inteligentes» supõem ser uma acusação, constitui afinal uma glória ou, no menos, uma resignação.«Todos os mortos chamam doidos aos que ressuscitam», diz o profeta com ponderação e profundidade.&lt;br /&gt;Mas, por outro lado, é certeira a afirmação do mesmo ministro, quando afirma: &lt;br /&gt;«Está por demais provado que vos faltam as primaciais qualidades dum verdadeiro chefe.» &lt;br /&gt;Sim, será isso verdade, na medida em que for verdade, também, a glória de ser louco como os outros: o Profeta, a Rainha, a Cítara... &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Aqui se resolverá o desfecho das teses que José Régio vinha opondo desde o início: terminará ele com um discurso (afinal um discurso, afinal a letra com que será preciso, no último instante, condescender , apesar do Quinto Evangelho ser um livro em branco) ou com a abdicação?&lt;br /&gt;É o que iremos ver e o que nos habilitará à interpretação do pensamento que anima e inspira toda a obra de Régio, um pensamento de seriedade e resgate do homem pelo espírito.&lt;br /&gt;Se é por um discurso, por a letra, apesar de tudo, por uma doutrina, que Régio se decide , há que conhecê-la, pois ela se desvia da dos ministros, de cada uma em particular e se filia talvez em todas elas  numa síntese difícil de conceber pelos que por serem «demasiado inteligentes, não entendem nada de nada.» (fala do Profeta, pg. 272) a síntese talvez que todo o livro pretende e que, por milagre da arte, realiza. &lt;br /&gt;Não sou eu quem o diz, é José Régio, pela boca de Jerónimo: «Também eu há muito desconfio das palavras, das doutrinas, das posições, da propaganda... estou farto de bíblias. E, ao mesmo tempo, compreendo que se não pode passar sem elças. Sou um atormentado, talvez um indivíduo supérfluo...».&lt;br /&gt;Supérfluo é que ele não é; como personagem da peça, há que olhá-lo mesmo com uma certa atenção, pois a sua aparição não só muda o curso dos acontecimentos como os explica subsequentemente em muitos aspectos. &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Repare-se na identidade que logo se estabelece (não estamos nós a procurar explicar a obra dramática de Régio à base do seu impenitente lirismo, do seu impenitente pessoalismo?) entre Jerónimo e o Rei, identidade de destinos. A «grande cena muda»  de que Régio acentuara a importância na respectiva rubrica, tem, de facto essa importância: «estes gestos, dum e doutro, devem ser perfeitamente simultâneos, sem o que será anulado todo o intuito da cena.»&lt;br /&gt;É de facto assim; a mão que se levanta para o assassínio é a mesma que se levanta para o suicídio. O autor teve necessidade de desdobrar aí o Rei num seu duplo, quer ao mesmo tempo significasse uma espécie de destino que lhe impediu o suicídio real, embora subsistisse o seu valor virtual e simbólico, que se requeria para prosseguimento da dialéctica dramática, e também aquele amparo e companhia, aquele nosso «outro» que em momento graves invocamos , por nossa irremediável solidão.&lt;br /&gt;«Nunca até hoje encontrei quem pudesse fazer meu confidente», eis o lamento dolorido do Rei. Mas encontra-o finalmente e encontra-o em circunstâncias muito especiais, primeiro porque lhe fez a revelação súbita de como é possível o impossível (a tal síntese,  morte-vida, prazer-luto, todos os termos que dialecticamente andam desavindos, mas que no momento supremo da criação, da ressurreição do homem, no absurdo, no contraditório suicídio, encontram sua primeira e última razão de ser); depois, porque tem o primeiro confidente (fictício ou, por isso mesmo, o mais , o único verdadeiro, visto que não passa da sua própria face iluminada) para encetar uma jornada de confiança no futuro, motivo de coragem, contra o que um dos ministros já lhe dissera: «O erro de Vossa Alteza não é bem duvidar dos outros, ou das suas doutrinas; mas duvidar de si próprio.»&lt;br /&gt;E confiar em Jerónimo, o que será senão o primeiro gesto de confiança , o primeiro mas decisivo e definidor de toda a sua conduta futura do Rei em si próprio?&lt;br /&gt;Não se esqueça também de que Jerónimo trazia intenções de se suicidar, após ter cumprido o compromisso de regicídio, o que mais uma vez equipara ou equivale os dois destinos. &lt;br /&gt;É Jerónimo que diz:«Talvez a minha história íntima não ande muito longe da tua.» (pg 92) . Essa identidade ou equivalência acentua-se nos outros actos, até ao último na passagem aqui citada da página 290 e duma outra fala de Jerónimo: «Mas o seu espírito destroói aquilo mesmo que vai criando.» Isto significa a preocupação de Régio ainda pela boca de Jerónimo: «O meu espírito é corrosivo. Ou será todo o Espírito que o é?» &lt;br /&gt;Esta advertência nos informa do pirronismo que subjaz, em todos os espíritos verdadeiros, ao lado da crença mais firma. Eis a legenda de toda a peça, a perplexidade-núcleo de todo o drama, a fonte gerescente de toda a aventura do espírito: esperança-desespero. &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Régio teria conseguido a síntese dos contrários? Guardo para mim o que penso, nisto, e deixo à opinião livre de cada um, conjecturar o que sobre o tema capital da peça de José Régio e do nosso tempo se lhe afigurar mais justo. Certo é que já ninguém pode desmentir a actualidade e essencialidade de «A Salvação do Mundo», documento-síntese que bem merecia a sorte de levar ao mundo a sua verdade. Merecia-o Régio e merecia-o a humanidade, que espera, espera sempre...&lt;br /&gt;Parece-nos que Régio pôs o problema da salvação do mundo no seu verdadeiro pé.  Não é mentalidade para aceitar qualquer solução simplista e por isso propõe ao mundo que se salve, não mediante as receitas dos vários chefes de partidos, mas mediante o livro em branco que «só pode ser cheio em Espírito e Verdade.» &lt;br /&gt;Se não estamos a trair o pensamento do autor, essa verdade é principalmente a verdade psicológica , íntima, de consciência – a sinceridade – (pg. 19) -  e esse espírito é principalmente a poesia, a arte, a religião mística.&lt;br /&gt;Bem sei que estou a estragar com palavras o espírito do autor mas permita-se-me este trânsito, perdoável só porque aqui me declaro recolhido e íntimo leitor do mais ( e que é tudo) que José Régio deixa pressentir mas que não pode reduzir-se a fórmulas. &lt;br /&gt;Também terei de aceitar a sua acusação : «Enchestes os vossos livros de letras; as letras mataram o Espírito! Viveis soterrados em fórmulas.» Aceito-a e aqui deixo o meu acto de contrição, pela letra desta minha arenga.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Retorna-se à pergunta: mas o que é, para Régio e para nós, Espírito e que é verdade? . Ouçamos o que nos dizem os seus personagens.&lt;br /&gt;O Profeta, a Rainha e a Cítara (esta, a última a ter a palavra na tragédia, como a melhor depositária do Espírito Puro, sem letras que o constranjam) tomam a palavra mas...nada dizem, e por isso dizem tudo. &lt;br /&gt;Vejamos agora o medianeiro entre os dois impossíveis (a Letra e o Espírito puros, aquele representada pela tacanhez dos ministros e de todos eles o mais tacanho – o Extremista), vejamos agora Pedro da Traslândia, o Rei. &lt;br /&gt;Opta pelo discurso , pela letra, não abdica  (o silêncio seria o espírito puro) mas que diz ele? &lt;br /&gt;Antes de mais congratula-se com o seu povo, com os seus «amigos», clamando: «Já vários dos que me cercam desesperam de mim. Vós ainda não. E é isso que me dá nova coragem. Obrigado! Amigos... »&lt;br /&gt;Eis o fundamento da sua ressurreição, pois foi ele um «homem que morreu e ressuscitou, e  já não desiste!». É a confiança nos outros, aquele esperança que enquanto houver vida não morre (enquanto há vida, há esperança, diz o povo mas nem sempre os filósofos o imitam) e dá razão de ser à nossa esperança de medianeiros .&lt;br /&gt; (Aqui nos parece residir o fundamento social da obra de Régio, o «egotista» , o «narcisómano», como os críticos incompreensivelmente o têm classificado. Egotista o poeta de A Chaga do Lado? É preciso que os senhores críticos aprendam a ler com atenção o que lêem). &lt;br /&gt;Mas não esqueçamos que, para viver, é preciso morrer primeiro, só quem morre pode ressuscitar «homem novo». A única justificação de Pedro (porque agora era Pedro e não já o Rei) que se impunha diante do povo era o testemunho de humanidade (da fraqueza, da desistência e do subsequente recomeço «cheio de boa fé e boa vontade.» , sem mais ciência nem sabedoria. &lt;br /&gt;O Rei conclui: «(...) Receio já estar usando palavras a mais, porque isto não é um discurso político...». &lt;br /&gt;O rei coloca-se assim entre o Espírito (o Profeta, a Rainha e a Cítara, que nada dizem) e a Letra (a verborreia dos ministros), na plataforma humana e, assim, sinceramente se confessa. (lembre-se o papel que a sinceridade desempenha na obra romanesca, crítica e poética de Régio, explicitada n’O Príncipe com Orelhas de Burro e neste livro à pg. 79).&lt;br /&gt;É esse acto de sinceridade o que o Rei encontra mais necessário para inaugurar o seu novo reinado, apesar de um dos ministros ter opinado do primeiro discurso do Rei (« O mais sincero que fiz até hoje», diz ele, pg 18): «Ninguém entendeu a comunicação de Vossa Alteza, que era demasiado pessoal.» &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Talvez por demasiado pessoal (e na terminologia que temos vindo a usar , diríamos por demasiado espiritual) também a obra testemunhal (novelística e teatro) de Régio tenha sido várias vezes mal interpretada, o que não é novidade para ele. &lt;br /&gt;Mas pode perguntar tal como o Primeiro Ministro: «Que pretendi eu sempre ensinar-vos senão o amor da verdade?». &lt;br /&gt;Tememos circunscrever  nalguma definição demasiado estreita ou demasiado ambígua a intenção do autor, mas não resistimos à tentação de invocar aqui o que nos parece ter grandes afinidades  com o pensamento agente do autor; sim, porque a verdade é que Régio não é um céptico e se desdenha a acção política, acredita na acção espiritual.&lt;br /&gt;Como vamos chamar-lhe? Acção pedagógica? E porque não, se a entendermos na amplidão do espírito e não na mesquinhez da letra?... (Recordar artigos de Régio no «Diário Popular»). &lt;br /&gt;Falar de acção pedagógica não é falar de livros, nem de escolas, nem de doutrinas, nem de «programas de salvação». E em todo o caso as doutrinas não são más em si mas no uso estreito que se faça delas. Eis o que se nos revela, como chave para toda a interpretação restante, à pg. 51.&lt;br /&gt;«O que talvez seja impossível» é ainda a hesitação do Rei, a hesitação de Régio, a hesitação de nós todos, afinal. &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;A síntese impossível, amor-ódio,  vida-morte, prazer-dor, esses termos refundidos na obra de criação, melhor , na ressurreição do homem. O homem, «se vem a salvar o mundo é salvando-se a si próprio.». &lt;br /&gt;Eis a única lei válida e universal, que Píndaro formulou : «Ser o que se é.» Quem o diz? O Chefe do Partido Democrático.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Será preciso perguntar ainda: O teatro de Régio é um teatro de ideias? (Assim como a sua novelística?).&lt;br /&gt;Um teatro intencional? Um teatro de propaganda, mesmo no bom sentido como quer o crítico da revista «Brotéria»? &lt;br /&gt;Talvez , mas repare-se na feição particularíssima das suas ideias, das suas intenções e da sua propaganda. &lt;br /&gt;Não será o pensamento expresso apenas um antelóquio, uma introdução à sua obra poética, a única a que verdadeiramente se poderá aplicar o conceito regiano de arte como «expressão que se basta e nos basta?»A «única emoção criadora pura?».&lt;br /&gt;A monotonia dos seus versos epigramáticos e satíricos que já alguém notou (David Mourão Ferreira) e a dos temas do seu teatro e da sua ficção, que agora podemos notar, não glosam afinal todos um único e só pensamento, uma única e só propaganda, uma única e só intenção?&lt;br /&gt;Dir-se-á então que só a sua poesia ascende a uma validez de arte? Talvez, mas nem só a ele teria de se aplicar essa fatalidade, mas a todos os poetas que tentem qualquer outro género e submeter-se a outras leis que não sejam as do seu génio lírico. &lt;br /&gt;Repare-se como nesta peça tudo é claro, enquanto não intervêm os loucos, os poetas. Enquanto a Rainha não aparece, assistimos à pura controvérsia intelectual, uma espécie de forum doutrinário dentro duma peça teatral. E enquanto isso, não se realiza a integração poética, por mais que se insinuem expressões de certa ambiguidade e que pressupõem  o mistério. &lt;br /&gt;Todos os esforços se assimilam a um só: justificar-se, explicar-se, prefaciar-se o poeta e confessar-se humanamente aos seus amigos em quem ainda confia. Assimilemos Régio com o Rei e aí teremos, sempre, fazendo publicamente o seu testemunho de personagem régia mas humana, para que todos o entendam, lhe entendam o que ele aprendeu com o profeta (Régio místico), pois só isso importa no trânsito a caminho do Puro Espírito, esse que não se explica, esse que só o tanger das cordas de uma Cítara (Régio lírico) sabem exprimir aos doces ouvidos que o sabem escutar ( e «que se deixa de escutar só porque há ouvidos» - Fernando Pessoa). &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Em termos dialécticos (isto é, não poéticos) eis o que aos homens importa transmitir-lhes. Como profeta dum conceito sui-generis de salvação do mundo, vem Régio fazer também a sua propaganda, a propaganda de renegar todas as propagandas, inclusivamente a dele... &lt;br /&gt;Mas com isto, dando voz a uma vigorosa intenção pessoal, não terá ele mais do que exaltado um egotismo, uma preferência sem universalidade e sem viabilidade humana, geral?&lt;br /&gt;Não será ele o megalómano, o cabotino, que lhe chamaram críticos azedos?&lt;br /&gt;Julgo que não. Ao por e repor o seu próprio problema, Régio formula o problema humano, a perplexidade do mundo que se quer salvar. Régio quer dizer-nos de que só o Espírito salva mas para isso teve de se socorrer da letra, que ele procura afeiçoar ainda da maneira menos rígida, menos formalista, menos intolerante, menos perigosa em face dos condicionalismos ideológicos e mais acessível à turba: o teatro, o romance, de ideias evidentemente. &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Mas teremos nós visto a que distância se situa Régio de toda a literatura de propaganda ( que tudo o que for de poesia há-de ser propaganda de qualquer coisa, toda a literatura é pedagógica, especialmente a literatura crítica)? &lt;br /&gt;Aceitamos, aceitando o convite de Régio, todas as doutrinas, todas as verdades, todas as letras, não aceitando nenhuma em particular, porque as aceitámos a todas em espírito, forjado num pensamento personal, síntese de todos os contrários, encruzilhada de todas as direcções, infinito de todos os finitos.&lt;br /&gt;Eis a utopia. Eis a síntese possível do impossível, dirão os dialécticos: mas abençoados os que viram e não se limitam a gozá-la mas degradam (pode existir redenção sem cruz?) grande parte do seu talento lírico, disponibilidades estéticas, portanto, dando a mensagem profética aos homens de boa vontade (eticismo, pedagogismo ou humanismo continente, afinal, na obra regiana). &lt;br /&gt;Que Régio não tema pela efemeridade que um tal papel de mediador (não é Pedro da Traslândia o mediador?) , de testemunho, de pedagogo, de profeta e de mensageiro lhe pode fazer sofrer a sua obra de esteta. Cumpríssemos nós todos , com alegria, a missão que a todos cabe de redimir o homem pelo espírito.&lt;br /&gt;Não é este o menor mérito da última obra de Régio: dar a  cada homem a coragem de ressurreição, sem distinções de classes ou doutrinas, de épocas ou de raças, mas de todos os homens de «boa fé e de boa vontade». &lt;br /&gt;Ferreira do Alentejo, &lt;strong&gt;15 de Agosto de 1955&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115554381821407366?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115554381821407366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115554381821407366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/08/j-rgio-1955.html' title='J. RÉGIO 1955'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115528294554379455</id><published>2006-08-11T08:52:00.000+01:00</published><updated>2006-08-11T08:55:45.546+01:00</updated><title type='text'>ZEN 1970</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-1- 70-06-15-ls&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;CULTURA MORIBUNDA(*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no jornal «Notícias da Beira», Moçambique, em &lt;strong&gt;11-8-1971&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;15-06-1970 &lt;/strong&gt;- [11-8-1971, in «Notícias da Beira»] - A hipertrofia analítica, a divisão das ciências e a especialização do trabalho não só intelectual mas manual, a própria separação entre intelectual e manual, criaram um caos nos costumes do homem ocidental a que ele não pode, com as raras operações e disciplinas de síntese, obviar.&lt;br /&gt;Arte, filosofia, religião, desporto, são tudo actividades de síntese que não chegam a sintetizar coisa nenhuma. A última separação existe sempre, entre acção e pensamento, ainda quando o pensamento adrega de encontrar, rarissimamente ou nunca, o máximo estado de síntese; permanece o hiato, permanece o abismo entre prática e teoria, ideias e vida, cultura e existência, erudição e quotidiano.&lt;br /&gt;É evidente que no caos meramente teórico nos ajuda alguma coisa ler Jung, ler Chardin, ou ler Toynbee, três filósofos da grande síntese, que até por isso chegam a ser acusados de místicos.&lt;br /&gt;É evidente que, entre quotidiano e escola, o desporto pretende unificar e a religião, entre cultura e existência, pretende "religar"&lt;br /&gt;Mas o Uno e o Múltiplo - o "grande problema", para Teilhard de Chardin - persiste: E o caos também.&lt;br /&gt;Neste interim "dramático" - onde há dilaceramento, há drama - o Zen vem, monisticamente, romper a ruptura e o dualismo.&lt;br /&gt;Para o Zen só existe experiência, o que significa uma diferença fundamental (vital, mesmo, para nós outros, os que sofremos com o divisionismo ocidental) em relação a toda a nossa cultura e seus pressupostos básicos.&lt;br /&gt;Vejam-se as afinidades entre Zen e psicanálise que, por sua vez, desempenha a função primordial que se sabe na literatura e arte europeia, através do surrealismo.&lt;br /&gt;Essas afinidades estão expostas num livro de que recentemente saiu a edição brasileira: Zen, Budismo e Psicanálise, ed. Cultrix,, São Paulo, 1970, com textos de D. T. Suzuki, Erich Fromm e Richard de Martino -, por aí, nas suas afinidades com a psicanálise, que o Zen encontra inúmeras e inusitadas afinidades, também, com o artista ocidental.&lt;br /&gt;Depois, o artista terá de ser sempre iniciação e prova (Kierkegaard), conceito este que se opõe aos ciberneticistas ou pró-ciberneticistas mas que se aproxima, por exemplo, do que pensa Georges Bataille.&lt;br /&gt;Aliás, o Zen como profunda experiência existencial, anda sempre ligado à actividade imaginativa, embora os teóricos do experimentalismo digam que não. São mesmo a mesma coisa. Imaginar é existir e poeta é o que ainda sabe existir num mundo ocidental que por completo se esquece e aliena disso: ao nosso homenzinho abjecto-objecto basta-lhe consumir.&lt;br /&gt;E esta desistência de existir, este homem objecto, não se encontra apenas nas sociedades ditas capitalistas e do consumo do desperdício: encontra-se em todas onde a tecnologia transformou o homem num robot produtor-consumidor.&lt;br /&gt;Em todas onde a revolução existencial está por fazer, ou porque se esqueceram de a fazer ou (o que é ainda mais grave) entendem que não é preciso fazer-se: é nisto - na revolução existencial - que o Zen presta valioso concurso aos homens de amanhã.&lt;br /&gt;----&lt;br /&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no jornal «Notícias da Beira», Moçambique, em &lt;strong&gt;11-8-1971.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;










































GRATIDAO OXIGENIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17844818-115528294554379455?l=bookscat.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115528294554379455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17844818/posts/default/115528294554379455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bookscat.blogspot.com/2006/08/zen-1970.html' title='ZEN 1970'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17844818.post-115528272042108463</id><published>2006-08-11T08:49:00.000+01:00</published><updated>2006-08-11T08:52:00.423+01:00</updated><title type='text'>MODERNO 1997</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2 -97-08-11-ls&gt; = leituras selectas do acnso - 5409 caracteres - modernid&gt; manifest&gt; livros&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11-8-1997&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FLASHBACK DA MODERNIDADE - ANO ZERO DA IDADE DA PEDRA - DE UM ESCRITOR ANALFABETO &lt;br /&gt;AO PROF PRADO EDUARDO COELHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pós moderno significar pós industrial, os conceitos clarificam-se e a gente entende-se melhor. Tal como os filósofos têm teorizado, porém, tudo parece votado a uma certa neblina, surgindo ao leigo um discurso cada vez mais obscuro sobre o que as autoridades universitárias entendem por moderno e pós-moderno. &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;O escândalo que estalou à volta de Heidegger, figura tutelar do modernismo, não foi nem será provavelmente o último episódio de um folhetim que promete novos desenvolvimentos, à medida que o tempo passa e torna obsoletos - matéria de museu e antiquário - os modernismos mais na moda. Será que - perguntam alguns - também no campo das teorias o sistema entrou em derrocada, a modernidade envelheceu, as vanguardas criaram rugas e  os carismáticos gurus, afinal, estavam do lado dos mais negregados tiranos?&lt;br /&gt;Há quem sobreviva através de um poderoso aparelho de erudição e/ou publicidade, como no caso de Habermas, recentemente traduzido para português, há quem entre na corrente das facilidades de consumo como Lipovtseky, há quem confunda o simples e torne ilegível qualquer discurso como Baudrillard e Lyotard, facto que lhe retira leitores mas lhe garante lugar certo no panteão dos pensadores e da filosofia ocidental.&lt;br /&gt;Mas se quisermos avaliar a raiz da árvore pelos frutos que dá(o imperialismo industrial que se diz triunfante por todo o Orbe) a conversa muda um pouco de figura e a pós modernidade fica paredes meias com o ano zero da nova Idade da Pedra. &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Creio ter sido Einstein quem disse que a quarta guerra mundial será à pedrada, se a terceira se consumar.&lt;br /&gt; Talvez por isso o debate sobre a modernidade não seja tão académico como o têm feito alguns teóricos e universitários e talvez a presente Crise, com maiúscula, tal como os dois choques petroliferos anteriores, não sejam meramente por acaso mas subprodutos estruturais de um sistema e da «filosofia do progresso» que lhe subjaz. As famosas «crises», no fundo,  reflectem, como num espelho, a estrutura do sistema que há demasiado tempo vive de ir matando os ecossistemas. Guerra química, guerra biológica, guerra nuclear são, enquanto indústrias de paz e com fins pacíficos, a nata da Modernidade e desde a segunda Grande Guerra o cavalo de batalha da oposição e resistência radical-ecologista, única filosofia a opor-se, sem medo, a todas as filosofias do progresso e das luzes. &lt;br /&gt;A Crise que estamos hoje a viver é apenas, o último capítulo dessa história do progresso como meta e mito ou da Modernidade como um combate interminável para a definitiva reificação do homem.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Só a esta luz(da vela) pós-apocalipse, faz sentido continuar o debate que nuns casos se tornou académico, em outros um mero arranjo de eruditos e, em outros ainda, uma forma velada de colaboracionismo com o poder estabelecido.&lt;br /&gt;A modernidade que está nos livros dos filósofos de carreira é antes a pré-história: os cenários de guerra que se traçam neste momento, biol
